Nome da Disciplina
CIÊNCIA, DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA E MUSEUS
CÓDIGO
0790014
Carga Horária
68 horas
Atividade Complementar
Não
Periodicidade
Semestral
Unidade responsável
CRÉDITOS
4
CARGA HORÁRIA TEÓRICA
4
CARGA HORÁRIA OBRIGATÓRIA
4
FREQUÊNCIA APROVAÇÃO
75%
NOTA MÉDIA APROVAÇÃO
7

Ementa

Emergência dos museus como um dos contextos contemporâneos de divulgação da ciência para o público em geral. Desenvolvimento histórico e fundamentação sociocultural da ciência, a partir de diferentes perspectivas teórico-epistemológicas. Características, tipologias, funções, agentes e instrumentos dos museus de ciência. Conceitos e noções acerca da divulgação científica, enfatizando uma análise crítico-reflexiva sobre suas potencialidade e controvérsias no âmbito museológico.

Objetivos

Objetivo Geral:

• Discutir os domínios socioculturais que envolvem a representação ocidental moderna dos processos e produtos científicos no universo museológico.

 

Objetivos Específicos:

• Propiciar instrumentos para a reflexão sobre os múltiplos sentidos e significados gerados pelas construções museológicas e sua interconexão com a ciência moderna.
• Estudar e analisar a constituição dos conceitos e noções envolvidas.
• Focar nas implicações político-ideológicas que envolvem o panorama da divulgação científica contemporaneamente.

Conteúdo Programático

UNIDADE 1. Origem e desenvolvimento da ciência moderna.
1. Fundamentos cosmológicos da modernidade ocidental e a emergência da ciência moderna. Valores estruturantes e as influências das matrizes iluministas e românticas no desenvolvimento da ciência moderna.
2. História Natural, Ciências Naturais e Ciências Sociais: a construção e fragmentação de diferentes domínios da análise científica.
3. Ciência e Tecnologia: vínculos essenciais do conhecimento científico contemporâneo.
4. Ciência, ideologia e senso comum: implicações político-ideológicas e culturais do cientificismo.

UNIDADE 2 – Diferentes visões acerca do conhecimento científico.
1. Karl Mannhein, Robert Merton: a Sociologia da Ciência.
2.Thomas Kuhn, Pierre Bourdieu: “paradigma” e “mercado”.
3. Paul Feyerabend, Imre Lakatos: questões sobre a racionalidade.
4. Bruno Latour, Donna Haraway e outras abordagens no campo dos Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia.

UNIDADE 3 – Musealização da ciência.
1. Museus de Ciência: características, tipologias, funções, agentes e instrumentos.
2. Objetos e coleções científicas: as matrizes socioculturais e ideológicas do processo de musealização.
3. A exposição museológica dos museus de ciência: representação, reinvenção ou simulacro?

UNIDADE 4 – Divulgação Científica no espaço museológico: elementos constitutivos, potencialidades e controvérsias.
1. Divulgação Científica: noções e conceitos, análise crítica e novas perspectivas.
2. Exposição museológica e reservas técnicas visitáveis dos museus de ciência: possibilidades e limites das linguagens reificantes do conhecimento científico como instrumento de divulgação da ciência.
3. Interatividade, divulgação científica e museus de ciência.
4. Museu não é escola: fronteiras da divulgação científica em museus de ciência.

Bibliografia

Bibliografia Básica:

  • BARROS, Henrique L. O papel dos Museus de Ciência na Educação. In: Seminário Educação em Ciências no Século XXI. 13-14 fev. 1998. Brasília: CNPq/Cons. Britânico, 1998. BAUMGARTEN, Maíra. Ciência, Tecnologia e Sociedade. In: Momento, v.9, pp59-82. Rio Grande: Ed. FURG, 1996. BRAGANÇA GIL, Fernando. Museus de ciência: preparação do futuro, memória do passado. Colóquio Ciências, Revista da Cultura Científica, n 3, p. 74, out./1988. SILVEIRA, Tatiana S. (orgs.) A comunicação pública da ciência. São Paulo: Cabral Editora e Livraria Universitária, 2003. CHRÉTIEN, Claude. A Ciência em Ação: mitos e limites. Campinas: Papirus, 1994. CRESTANA, Silvério et al. (orgs.) (1998) Centros e museus de ciência, visões e experiências: subsídios para um programa nacional de popularização da ciência. São Paulo: Saraiva/Estação Ciência-USP. JAPIASSU, Hilton. O Mito da Neutralidade Científica. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1975. ______. Desistir do Pensar? Nem Pensar! Criando o Sentido da Vida Num Mundo Funcional e Instrumental. São Paulo: Editora Letras & Letras, 2001. WAGENSBERG, J. O museu “total”, uma ferramenta para mudança social. História, Ciências, Saúde v. 12 (suplemento), p. 309-332, 2005.

Bibliografia Complementar:

  • ALBERTI, S. J. M. M. Objects and the museum. Isis, v. 96, p. 559-571, 2005. ALMEIDA, J. Comunicar Ciência com Consequência nos Museus Centros de Ciência e Tecnologia. In: SEMEDO, A. NASCIMENTO, E. 1º Seminário de Investigação em Museologia dos Países de Lingua Portuguesa e Espanhola - vol.2, 2010. AMARAL, M. A disciplina da natureza e a natureza das disciplinas. a ciência como produção social. Episteme, Porto Alegre, v.2, n. 4, 117-126, 1997. BAUDRILLARD, Jean. O Sistema dos Objetos. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1973. BAUMGARTEN, Maíra. Conhecimento e Sustentabilidade. Políticas de ciência, tecnologia e inovação no Brasil Contemporâneo. Porto Alegre: Editora da UFRGS/Editora Sulina, 2008. BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Companhia da Letras, 1986. BUENO, Wilson da Costa. Jornalismo científico: conceitos e funções. Ciência e Cultura, n. 37, v. 9, p. 1420-1428, set.1985. BOURDIEU, Pierre. O Campo Científico. In: ORTIZ, R. (Org.) Pierre Bourdieu: Sociologia. São Paulo: Ática, 1983. CANDOTTI, E. Ciência verdade e política. Second International Conference on Fundamental Interactions – Pedra Azul, ES. CANGUILHEN, Georges. Ideologia e Racionalidade nas Ciências da Vida. São Paulo: Edições70, 1977. ______. O Objeto da História das Ciências. In: Etudes d’histoire et de philosophie dês science. 1968. CASTELFRANCHI, Yurij. Imaginando uma paleontologia da cultura científica. Disponível em . Acesso em 22/08/2011. DUARTE, Luiz Fernando Dias. A pulsão romântica e as ciências humanas no Ocidente. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais. V. 19, n. 55. jun./2004. ELIAS, Norbert. O Processo Civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1990. FLECK, Ludwik. Gênese e Desenvolvimento de um Fato Científico. Belo Horizonte: Fabrefactum, 2010.

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