Nome do Projeto
Agricultura, pecuária e escravidão africana no Rio Grande do Sul (século XIX)
Ênfase
ENSINO
Data inicial - Data final
06/02/2017 - 15/12/2017
Unidade de Origem
Área CNPq
Ciências Humanas - História - História Regional do Brasil
Resumo
O projeto “Agricultura, pecuária e escravidão africana no Rio Grande do Sul (século XIX)” envolve a criação de um grupo de trabalho com alunos do bacharelado e da licenciatura em História, preferencialmente, para discussão de bibliografia pertinente, promoção de debates e análise de documentos primários e secundários referentes ao tema trabalhado.

Objetivo Geral

Contribuir para um maior conhecimento a respeito da escravidão africana e da própria sociedade escravista sul-rio-grandense no século XIX

Justificativa

Durante muito tempo se acreditou que a mão de obra escrava de origem africana estava presente somente nas charqueadas do Rio Grande do Sul, com destaque para Pelotas. No entanto, desde os anos 1980, uma série de pesquisas vem demonstrando que a escravidão africana foi fator estrutural na economia da província, estando presente tanto nas lavouras de gêneros alimentícios, quanto nas fazendas de criação de gado. Além disso, a escravidão urbana também foi importante na reprodução social da época, colocando o Rio Grande do Sul em igualdade com o restante do País. Neste sentido, a província meridional apresenta-se como um notável laboratório para a compreensão da escravidão, uma vez que ela estava disseminada em diferentes setores da sociedade. Atualmente, tais estudos demonstram que a maior parte dos proprietários de cativos era composta por pequenos senhores, com um plantel inferior a 5 escravos. No entanto, os grandes senhores acabavam concentrando a maior parte desta mão de obra, formando, em praticamente todas as regiões, a elite local.
Contudo, ainda restam questões a serem problematizadas e desenvolvidas e alguns municípios rio-grandenses não foram muito bem estudados. O que diferenciava os escravos das áreas rurais e os das áreas urbanas? Qual o perfil dos cativos possuía um maior acesso às alforrias (conquista da liberdade)? Como africanos e crioulos(nascidos no Brasil) relacionavam-se? Qual a importância da família escrava e como a escravidão funcionava na fronteira como Uruguai (país que havia abolido o cativeiro em 1846)? Como a escravidão era utilizada na pecuária,na agricultura, nas charqueadas e nas cidades? Tema fundamental para a compreensão da história do Brasil, a escravidão africana ainda precisa de mais estudos para compreendermos como a sociedade escravista funcionava, que legado ela nos deixou e o que podemos aprender estudando-a.

Metodologia

A metodologia do projeto consiste na realização de encontros semanais com aluno(as) interessado(a)s em participar do grupo para discussão de bibliografia pertinente sugerida pelo coordenador (bem como contribuições dos discentes). Os alunos serão instados a se apropriar dos conceitos relacionados às abordagens historiográficas a partir dos debates, bem como realizar contatos iniciais com fontes documentais primárias e secundárias que auxiliem na compreensão histórica da época.

Resultados Esperados

O projeto pretende provocar um maior envolvimento dos discentes com a historiografia a respeito da história da escravidão no Rio Grande do Sul, a partir de uma perspectiva crítica, bem como aprofundar os conhecimentos dos alunos a respeito dos debates historiográficos a cerca do tema, de suas opções metodológicas e dos seus interesses de pesquisa. Ao final do projeto, o grupo deverá produzir, em conjunto, um mapeamento preliminar da documentação disponível nos arquivos, dados sobre a escravidão na província, comentando como utilizar as fontes documentais disponíveis, que problemas de pesquisa ainda estão disponíveis para projetos futuros e em que sentido as mesmas possibilitam conhecer melhor a história do período.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
IAGO SILVA DA CRUZ406/02/201715/12/2017
JONAS MOREIRA VARGAS806/02/201715/12/2017
KEVIN RETZLAFF DOS SANTOS406/02/201715/12/2017
PATRÍCIA BUSS FARIAS DOS SANTOS406/02/201715/12/2017

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