Nome do Projeto
Boas Práticas Agropecuárias (BPA): uma alternativa de sustentabilidade para a criação de bovinos de corte na Fronteira-Oeste do RS.
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
01/01/2012 - 01/01/2015
Unidade de Origem
Área CNPq
Ciências Agrárias - Zootecnia - Ecologia dos Animais Domésticos e Etologia
Resumo
A bovinocultura de corte no Estado do Rio Grande do Sul tem suas origens nos primórdios da ocupação do espaço agrário gaúcho. Fundamental para a formação da sociedade gaúcha, tanto do ponto de vista social quanto econômico, esta atividade vive, atualmente, um importante e vigoroso processo de reestruturação. Presente em todas as regiões do Estado do Rio Grande do Sul e compondo sistemas de produção com as mais diversas formatações (tanto em nível de sua articulação com as demais atividades agropecuárias como em nível de importância no interior dos sistemas produtivos), a bovinocultura de corte no RS reflete uma realidade diversificada e complexa a partir de rebanho estimado em pouco mais de 13 milhões cabeças, de acordo com o IBGE (JARDIM, 2010). O Brasil, como maior exportador de carne bovina do mundo, atinge mercados importantes e estratégicos que exigem alimentos seguros, de qualidade reconhecida e proveniente de sistemas de produção sustentáveis. Segundo Valle (2011), as demandas de mercado priorizam sistemas de produção que respeitam o bem-estar animal: o tema bem-estar animal estabelece uma interface com as mais diversas etapas da produção animal, destacando-se a influência do ambiente, das instalações, do manejo do nascimento ao abate, dos cuidados da saúde, da oferta de alimento e água e do transporte. Diversos autores comprovaram existir uma relação muito estreita entre bem-estar animal, saúde animal e desempenho produtivo. Assim, “o conhecimento e o respeito à biologia dos animais de produção proporcionam melhores resultados econômicos, mediante o aumento da eficiência do sistema produtivo e da melhoria da qualidade do produto final” (VALLE, 2011). No caso específico da bovinocultura de corte, assumem papel de destaque na compreensão de elementos importantes para a produção de carne, segundo Paranhos da Costa (2002): 1) a biologia e psicologia dos bovinos, 2) o ambiente de criação e 3) as ações de manejo. O conjunto desses elementos caracterizaria pelo menos dois universos que, apesar de distintos, são intimamente relacionados: o animal em si (suas necessidades e desejos) e o ambiente de criação (ambiente físico e social caracterizado pela disponibilidade de recursos e possibilidades de respostas adequadas, além das ações de manejo e as pessoas nelas envolvidas). Por isso, a implantação das Boas Práticas Agropecuárias – BPA para bovinos de corte poderá “orientar o produtor rural na utilização adequada das tecnologias sustentáveis disponíveis a cada região produtora, em consonância com os requisitos econômicos, sociais e ambientais que devem ser seguidos, de modo a permitir a habilitação (certificação) das propriedades rurais, dos processos de produção e dos produtos obtidos” (VALLE, 2011). Sabendo-se que “a redução do estresse dos bovinos durante o manejo contribui para a diminuição das enfermidades e ajuda a voltarem mais rapidamente ao regime prévio de alimentação” (GRANDIN & DEESING, 1995) e que Kabuga e Appiah (1992) sugeriram que a facilidade de manejo é mais influenciada pelas condições de criação e experiência prévia com manuseio que pela base genética, a implantação das BPA pode ser entendida como estratégica ao bem-estar dos animais e à sustentabilidade da bovinocultura de corte. Nesse sentido, o presente estudo pretende investigar as relações entre os bovinos, o ambiente da criação e as ações de manejo para, a partir dos resultados obtidos, comprovar a hipótese de que a implantação das Boas Práticas Agropecuárias (BPA) é fator determinante para a sustentabilidade dos sistemas produtivos de bovinos de corte, assegurando melhor desempenho produtivo dos animais e o incremento da qualidade da carne neles produzida. Simultaneamente, pretende-se analisar questões referentes ao “complexo interrelacionamento de fatores que moldam as interações humano-animal” (ELLINGSEN et al, 2010). Segundo Ellingsen et al (2010), os dois fatores mais importantes que influenciam o relacionamento humano-animal são as atitudes em geral e o nível de empatia no que diz respeito ao animal, enquanto a empatia pode ser definida como a compreensão do estado ou condição emocional do outro e é similar ao que a outra pessoa sente ou espera sentir. Serão avaliados os níveis de interação e empatia entre os estudantes e os animais da pesquisa.

Objetivo Geral

1. Geral: Implantar uma unidade experimental de BPA – Bovinos de Corte na Fronteira-Oeste do RS, estabelecendo um sistema sustentável que respeite as legislações ambientais, seja economicamente viável e garanta o bem-estar dos animais.

2. Específicos:
2.1. Investigar e demonstrar a relação existente entre bem-estar animal e produtividade;
2.2. Investigar e demonstrar o efeito positivo das BPA no ganho de peso dos animais;
2.3. Investigar e demonstrar o efeito positivo das BPA na fertilidade de fêmeas primíparas;
2.4. Investigar e demonstrar o efeito positivo das BPA na qualidade da carcaça;
2.5. Analisar a interação e a empatia entre os seres humanos e os animais da pesquisa.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
3
3
3
5
5
5
5
5
10
10
10
20

Fontes Financiadoras

Sigla / NomeValorAdministrador
Instituto Federal FarroupilhaR$ 0,00
Outros organismos nacionaisR$ 0,00

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