Nome do Projeto
Como será o passado? Uma análise sobre a construção da memória sobre a ditadura civil-militar brasileira e o terrorismo de Estado durante os finais das décadas de 1970 e 1980
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
01/11/2013 - 30/04/2014
Unidade de Origem
Área CNPq
Ciências Humanas - História - História do Brasil República
Resumo
Este projeto de pesquisa foi elaborado para aprofundar e ampliar temas abordados na tese de doutorado “Um estudo comparativo da prática de desaparecimento nas ditaduras civil-militares argentina e brasileira e a instituição de políticas de memória na democracia em ambos os países”, defendida na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e na Universitat de Barcelona em 2011, ganhadora dos prêmios como melhor tese de História pela ANPUH-RS e FLACSO em 2012 e publicada como livro no mesmo ano. A tese tinha como objetivo analisar as diferenças existentes na elaboração das políticas de memória sobre os desaparecidos políticos na Argentina e no Brasil, concluindo-se que, apesar da prática do desaparecimento compor uma estratégia de implantação do terror comum aos dois países, as diferenças nos processos de transição política foram fundamentais para a consecução, na Argentina, de efetivas políticas de memória, enquanto o Brasil rompeu em partes as políticas de desmemória e esquecimento implementadas pela ditadura. (BAUER, 2011 e 2012). Muitas questões relativas às especificidades brasileiras – como a longa duração da transição política e a ausência de uma ruptura institucional e simbólica com a ditadura civil-militar – não puderem ser abordadas de maneira satisfatória, tendo em vista o escopo da análise e as dimensões do trabalho. O estudo sobre a gestão da memória sobre a ditadura civil-militar nos debates sobre a Lei de Anistia e durante a Constituinte, englobando as construções simbólicas que foram operadas nestas duas conjunturas – que constituíram determinados sentidos do passado que permanecem até os dias de hoje –, bem como os a transmissão da experiência do terrorismo de Estado – ou sua negação, faz parte desses temas que, agora, merecem uma ênfase especial.

Objetivo Geral

a) Geral
Analisar como foi realizada a gestão da memória e a transmissão da experiência sobre a ditadura civil-militar e o terrorismo de Estado nos debates que antecederam a promulgação da Lei de Anistia e durante os trabalhos da Constituinte.

b) Específicos

- Realizar uma problematização sobre as diferentes concepções sobre a transição política brasileira;

- Analisar as conjunturas do final das décadas de 1970 e 1980, onde se processam os debates que compõem a problemática desde projeto de pesquisa e, desta forma, contextualizar o ambiente político, quem são os autores das falas e de onde se pronunciam;

- Estudar as construções de sentido sobre o passado recente e a formulação ou fomentação de mitos, fundamentais para a manutenção das políticas de desmemória e esquecimento da ditadura;

- Procurar e analisar as perspectivas de futuro presentes no horizonte de expectativas dos sujeitos e as possíveis ideias de transmissão – ou negação – da memória e da experiência da ditadura civil-militar e do terrorismo de Estado.

- Relacionar a construção desses sentidos do passado com o legado da ditadura na democracia, bem como a pouca eficácia das atuais políticas de memória e reparação em curso no país.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
MURILLO SILVA DE LIMA1201/10/201331/07/2014

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