Nome do Projeto
Estudo da composição lipídica e expressão diferencial de genes da família LTPs, em genótipos de arroz, em resposta ao estresse salino e por frio
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
02/03/2015 - 02/03/2017
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Agrárias - Agronomia - Fisiologia de Plantas Cultivadas
Resumo
Considerado um dos cereais mais importantes do mundo, o arroz (Oryza sativa L.) é cultivado e consumido em todos os continentes, ocupando posição de destaque do ponto de vista social e econômico. A produção de arroz é influenciada por um grande número de fatores ambientais, dentre eles, a salinidade dos solos e da água de irrigação constitui um problema para a agricultura irrigada em diversas partes do mundo. Assim como a salinidade, o estresse por frio é um dos principais fatores que limitam o aumento da produtividade de arroz no Rio Grande do Sul, já que as plantas de origem tropical, como o arroz, são, geralmente, sensíveis a baixas temperaturas em todo e qualquer estádio de desenvolvimento. As proteínas LTPs (“Lipid Transfer Proteins”) compõem uma família também descrita como “Alpha-Amylase Inhibitors” (AAI), “Lipid Transfer” (LT) e “Seed Storage” (SS), sendo pequenas proteínas de até 10 kDa e abundantes em plantas superiores. Uma função importante que tem sido atribuída às LTPs inclui o envolvimento destas proteínas em diferentes estresses abióticos. Os resultados destes estudos revelaram que genes LTPs foram diferencialmente regulados por várias condições abióticas, tais como temperatura elevada, estresse por frio, estresse salino e estresse por metais pesados. Tratamentos com Ácido abscísico (ABA) também podem induzir a expressão diferenciada dos genes LTPs (YUBERO-SERRANO et al., 2003; FEDERICO et al., 2005). Estes resultados indicaram que as LTPs desempenham vários papeis em uma vasta gama de estresses abióticos. Diante da importância social e econômica da cultura do arroz para o Brasil e para o Rio Grande do Sul, e que, muitas vezes as safras da cultura no estado são prejudicadas pelo excesso de sal existente no solo e na água de irrigação, bem como pelas baixas temperaturas, torna-se necessária a obtenção de genótipos tolerantes à salinidade e ao frio. Para tanto, o trabalho de identificação de genes responsivos aos estresses salino, ao frio e de possíveis interações existentes entre estes e a mudanças na composição de ácidos graxos das membranas celulares em plântulas de arroz, surge como uma alternativa para elucidar as bases genéticas do caráter tolerância à salinidade e a baixas temperaturas.

Objetivo Geral

OBJETIVO GERAL
Caracterizar funcionalmente genes que codificam proteínas LTPs potencialmente envolvidos em mecanismos de tolerância aos estresses por frio e salino, bem como possíveis interações existentes entre estes e alterações na composição de ácidos graxos das membranas celulares de plântulas de arroz.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Avaliar, duas cultivares de arroz com tolerância diferencial ao estresse por frio e salinidade, considerando:
- O padrão de expressão dos genes que codificam as diferentes isoformas de LTPs nas plântulas de arroz expostas à salinidade e ao frio isoladamente e combinados;
- Identificar genes que sejam responsivos a cada um dos tratamentos (sal, frio, sal/frio) e genes que sejam expressos de forma comum em todos os estresses;
- A constituição lipídica das membranas celulares sob ação da salinidade, do frio e de ambos aos estresses juntos;

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
PRISCILA ARIANE AULER1201/08/201331/07/2014

Fontes Financiadoras

Sigla / NomeValorAdministrador
CAPESR$ 1.000,00

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