Nome da Atividade
TERRITÓRIOS, CRIME ORGANIZADO E VIOLÊNCIA URBANA NO MUNDO CONTEMPORÂNEO
CÓDIGO
10060234
Carga Horária
68 horas
Tipo de Atividade
DISCIPLINA
Periodicidade
Semestral
Modalidade
PRESENCIAL
Unidade responsável
CARGA HORÁRIA TEÓRICA
4
FREQUÊNCIA APROVAÇÃO
75%
CARGA HORÁRIA OBRIGATÓRIA
4
CRÉDITOS
4

Ementa

A disciplina busca, a partir do conceito Território, desenvolver debates que envolvam as interseções entre a ciência geográfica, o crime organizado e a violência urbana, buscando compreender as manifestações reticulares deste fenômeno no espaço. Dessa forma, objetivamos compreender como as redes tornaram-se um componente da própria territorialidade do crime organizado, ou seja, um emaranhado de formas que se coligam, se interpõem e pulverizam-se rapidamente por meio da maleabilidade existente no processo de formação e destruição dos territórios. Para tanto, o caminho teórico permeará discussões relacionadas as múltiplas abordagens sobre os conceitos mencionados e suas interfaces com o mundo contemporâneo.

Objetivos

Objetivo Geral:

Analisar teoricamente o conceito de território e suas mais variadas concepções, buscando compreender a sua relação com a estrutura do crime organizado e a violência urbana na contemporaneidade; Compreender as transformações nos conceitos de crime organizado e violência; Discutir as interposições entre o crime organizado e a ciência geográfica; Analisar a violência urbana na sociedade contemporânea.

Conteúdo Programático

O conceito de território e rede na ciência geográfica.

O conceito de território como base social da vida;
As múltiplas interfaces do conceito de território;
O conceito de rede e sua articulação teórica;

A geografia do crime.

O crime organizado enquanto conceito legal e Social/
As manifestações da violência no espaço urbano;
Territorialização do crime organizado e os espaços de medo;
Os territórios-rede e o crime organizado no Brasil.

Bibliografia

Bibliografia Básica:

  • ADORNO, Sérgio. Crime, justiça penal e desigualdade jurídica: As mortes que se contam no tribunal do júri. Revista Usp, n. 21, p. 132-151, 1994
  • ADORNO, Sérgio. A criminalidade urbana violenta no Brasil: um recorte temático. BIB-Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais, n. 35, p. 3-24, 1993
  • CRUZ, J. M. Criminal Violence and Democratization in Central America. Latin American Politics an Society, v. 53, n. 4, p. 1–33, 2011
  • FELTRAN, G. D. S. Fronteiras de tensão: um estudo sobre política e violência nas periferias de São Paulo. [s.l.] Universidade Estadual de Campinas, 2008b
  • FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir: Nascimento da prisão. 36ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009
  • HAESBAERT, Rogério. O mito da desterritorialização: do “fim dos territórios” à multiterritorialidade. 3ª ed. Rio de Janeiro: Bertrandt Brasil, 2007.
  • MANSO, B. P.; NUNES DIAZ, C. PCC, sistema prisional e gestão do novo mundo do crime no Brasil. Revista Brasileira de Segurança Pública, v. 11, n. 2, p. 10–29, 2017
  • SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço. Técnica e Tempo. Razão e Emoção. São Paulo: Hucitec, 1996, 308 p.
  • SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 6ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2001. 178 p
  • SOUZA, Marcelo Lopes de. Os Conceitos Fundamentais da Pesquisa Sócio-espacial. 5 ed. – Rio De Janeiro: Bertrand Brasil, 2016
  • SOUZA, Marcelo Lopes de. Fobópole: o medo generalizado e a militarização da questão urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2008, 288 p.

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