Nome da Disciplina
ETNOLOGIA AFRO-AMERICANA II
CÓDIGO
1670038
Carga Horária
68 horas
Atividade Complementar
Não
Periodicidade
Semestral
Unidade responsável
CRÉDITOS
4
CARGA HORÁRIA TEÓRICA
4
CARGA HORÁRIA OBRIGATÓRIA
4
FREQUÊNCIA APROVAÇÃO
75%

Ementa

Acomponesamento e aquilombamento; parentesco, direitos costumeiros e
constituição de territórios negros; significados de “quilombo”; etnogênese das
comunidades remanescentes de quilombos; legislações e políticas para
quilombolas.

Objetivos

Objetivo Geral:

Abordar a constituição dos territórios negros na passagem do regime
escravocrata para o trabalho livre, em uma perspectiva de diálogo entre
antropologia e história.

 

Objetivos Específicos:

- Discutir a relação entre parentesco escravo, direitos costumeiros e
estratégias de territorialização no pré-pós abolição;
- Debater sobre os significados do conceito de “quilombo” e suas interfaces
com os direitos culturais;
- Abordar o estado da arte do reconhecimento das comunidades negras
como “remanescentes de quilombos”, no horizonte dos atuais impasses na
legislação e nas políticas governamentais.

Conteúdo Programático

1. O período pré/pós-abolição: projetos de liberdade x imperativos tutelares
2. Nova historiografia da escravidão: novos olhares sobre a resistência
escrava
3. Sobre o conceito de “remanescentes de quilombos”[1]: modelo palmarino x
resistência plural
4. Sobre o conceito de “remanescentes de quilombos”[2]: aprofundando a
perspectiva antropológica
5. A arena política “quilombola”: legislação e disputas político - semânticas
6. Brecha camponesa, direitos costumeiros e terras tradicionalmente
ocupadas
7. Parentesco escravo: dependência x brechas de autonomia
8. Outras formas de codificação do espaço
9. Desvelando a memória coletiva
10. Quilombos e comunidades quilombolas sob o prisma do patrimônio
cultural
11. O aquilombar-se no Brasil meridional
12. Territórios negros urbanos
13. Experiências de resistência escrava na América Latina

Bibliografia

Bibliografia Básica:

  • AL-ALAM, Caiuá Cardoso. A negra forca da princesa: polícia, pena de morte e correção em Pelotas (1830-1857). Pelotas: Edição do Autor; Sebo Icária, 2008.
  • ALLEN, Scott Joseph. Identidades em jogo: negros, índios e a arqueologia da Serra da Barriga. In: Almeida, Luiz Sávio et. al. (orgs.). Índios do Nordeste: temas e problemas 2. Maceió: Edufal, 2000.
  • ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Os quilombos e as novas etnias. In: O’DWYER, Eliane Cantarino (org.). Quilombos: identidade étnica e territorialidade. Rio de Janeiro: Editora da FGV; ABA, 2002.
  • ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Terras de Quilombo, Terras Indígenas, “Babaçuais Livres”, “Castanhais do Povo”, Faxinais e Fundos de Pasto: terras tradicionalmente ocupadas. Manaus: PPGSCAUFAM, 2006.
  • ALMEIDA, Maria Geralda de. Territórios de quilombolas: pelos vãos e serras dos Kalungas de Goiás – patrimônio e biodiversidade de sujeitos do Cerrado. Ateliê Geográfico (Revista Eletrônica), v. 1, n. 9. Goiânia, 2010.
  • ANDREWS, George Reid. América Afro-latina, 1800-2000. São Carlos: Edufscar, 2007.
  • ANJOS, José Carlos Gomes dos; SILVA, Sérgio Baptista da. (orgs.). São Miguel e Rincão dos Martimianos: ancestralidade negra e direitos territoriais. Porto Alegre: Editora da UFRGS; Fundação Cultural Palmares, 2004.
  • ARRUTI, José Maurício Andion. Mocambo: Antropologia e História do processo de formação quilombola. Bauru: Edusc, 2006.
  • BARCELLOS, Deise et. al. Comunidade negra de Morro Alto: historicidade, identidade e territorialidade. Porto Alegre: Editora da UFRGS; Fundação Cultural Palmares, 2004.
  • CARDOSO, Ciro Flamarion. A brecha camponesa no sistema escravista. In: WELCH, Clifford A. et. al. (org.). Camponeses brasileiros: leituras e interpretações clássicas, v. 1. São Paulo: Editora da Unesp; Brasília: Nead, 2009.
  • CARVALHO, Ana Paula Comin de. O quilombo da “Família Silva”: etnicização e politização de um conflito territorial na cidade de Porto Alegre/RS. In: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ANTROPOLOGIA (org.). Prêmio ABA/MDA Territórios Quilombolas: compilação dos textos premiados. Brasília: MDA/NEAD, 2006.
  • CUNHA, Olívia Maria Gomes da; Gomes, Flávio dos Santos. Introdução: que cidadão? Retóricas da igualdade, cotidiano da diferença. In: Quase-cidadão:histórias e antropologias da pós-emancipação no Brasil. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2007.
  • FARIAS, Juliana Barreto et. al. Cidades negras: africanos, crioulos e espaços urbanos no Brasil escravista do século XIX. São Paulo: Alameda, 2006.
  • FIABANI, Adelmir. Antigos quilombos, novos quilombolas. In: Maestri, Mário (org.). O negro e o gaúcho: estâncias e fazendas no Rio Grande do Sul, Uruguai e Brasil. Passo Fundo: Editora da UPF, 2008.
  • FUNARI, Pedro Paulo. Heterogeneidade e conflito na interpretação do Quilombo dos Palmares. Revista de História Regional, v. 6, n. 1. Ponta Grossa (PR), 2001.
  • GOMES, Flávio dos Santos. Experiências atlânticas: ensaios e pesquisas sobre a escravidão e o pós-emancipação no Brasil. Passo Fundo: Editora da UPF, 2003.
  • GOMES, Flávio dos Santos. Experiências atlânticas: ensaios e pesquisas sobre a escravidão e o pós-emancipação no Brasil. Passo Fundo: Editora da UPF, 2003.
  • LAMUR, Humprhey. O impacto das guerras dos quilombolas na política populacional durante a escravidão no Suriname. Afro-Ásia, n. 25-26. Salvador, 2001.
  • LEITE, Ilka Boaventura. Os quilombos no Brasil: questões conceituais e normativas. Etnográfica, v. IV, n. 02. Lisboa, 2000.
  • MARQUES, Olavo Ramalho. Entre a avenida Luís Guaranha e o Quilombo do Areal: estudo etnográfico sobre memória, sociabilidade e territorialidade negra em Porto Alegre/RS. In: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ANTROPOLOGIA (org.). Prêmio ABA/MDA Territórios Quilombolas (compilação dos textos premiados). Brasília: MDA/NEAD, 2006.
  • MOTTA, José Flávio. Corpos escravos, vontades livres: posse de cativos e família escrava em Bananal (1801-1829). São Paulo: FAPESP; Annablume, 1999.
  • MUNANGA, Kabengele. Origem e histórico do quilombo na África. Revista USP, n. 28. São Paulo: dez.-fev. 1995-1996.
  • O’DWYER, Eliane Cantarino. Os quilombos e as fronteiras da Antropologia. Antropolítica, v. 19. Rio de Janeiro, 2005.
  • POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos Históricos, v. 2, n.3. Rio de Janeiro, 1989.
  • PRICE, Richard. Liberdade, fronteiras e deuses: saramacas no Oiapoque (c.1900). In: CUNHA, Olívia Maria Gomes da; GOMES, Flávio dos Santos. (org.). Quase-cidadão: histórias e antropologias da pós-emancipação no Brasil. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2007.
  • PRICE, Richard. Quilombolas e direitos humanos no Suriname. Horizontes Antropológicos, ano 5, nº 10. Porto Alegre, 1999.
  • PRICE, Richard. Reinventando a história dos quilombos. Afro-Ásia, n. 23. Salvador, 2000.
  • REIS, João José; GOMES, Flávio dos Santos (org.). Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
  • REIS, João José; SILVA, Eduardo. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
  • ROTHENBURG, Walter Claudius. Parecer contrário ao projeto de decreto legislativo n. 44, de 2007, de autoria do Deputado Federal Valdir Colatto. Ministério Público Federal, 6ª Câmara de Coordenação e Revisão: Índios e Minorias. São Paulo, 2007.
  • RUBERT, Rosane Aparecida. A construção da territorialidade: um estudo sobre comunidades negras rurais da região central do RS. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Rural (Tese de Doutorado). Porto Alegre, 2007.
  • RUBERT, Rosane Aparecida. Comunidades negras no RS: o redesenho do mapa estadual. In: SILVA, Gilberto Ferreira da; SANTOS, José Antonio dos; CARNEIRO, Luis Carlos da Cunha (orgs.). RS negro: cartografias sobre a produção do conhecimento. Porto Alegre: Edipucrs, 2008.
  • SARMENTO, Daniel. A garantia do direito à posse dos remanescentes de quilombos antes da desapropriação.
  • SEGATO, Rita Laura. Em busca de um léxico para teorizar a experiência territorial contemporânea. Série Antropologia UnB, n. 373. Brasília, 2005.
  • SOUZA, Bárbara Oliveira. Aquilombar-se: panorama histórico, identitário e político do Movimento Quilombola Brasileiro. Universidade de Brasília - Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (Dissertação de Mestrado). Brasília, 2008.
  • TEMPO E PRESENÇA DIGITAL, ano 3, n. 11. Julho de 2008.

Bibliografia Complementar:

  • ARRUTI, José Maurício Andion. A emergência dos “Remanescentes”: notas para o diálogo entre indígenas e quilombolas. Mana, v. 3, n. 2. Rio de Janeiro, 1997.
  • ARRUTI, José Maurício Andion. Direitos étnicos no Brasil e na Colômbia: notas comparativas sobre hibridação, segmentação e mobilização política de índios e negros. Horizontes Antropológicos, ano 6, n. 4. Porto Alegre, 2000.
  • ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Os quilombolas e a base de lançamento de foguetes de Alcântara: laudo antropológico (v. 1 e 2). Brasília: MMA, 2006.
  • BANDEIRA, Maria de Lurdes. Território negro em espaço branco: estudo antropológico de Vila Bela. São Paulo: Brasiliense, 1988.
  • CHAGAS, Miriam de Fátima. A política do reconhecimento dos ‘remanescentes das comunidades dos quilombos’. Horizontes Antropológicos, ano 7, n. 15. Porto Alegre 2001.
  • FRY, Peter; VOGT, Carlos. Cafundó: a África no Brasil, linguagem e sociedade. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
  • GUSMÃO, Neusa Maria Mendes de. Terras de uso comum: oralidade e escrita em confronto. Afro-Ásia, n. 16. Salvador, 1995.
  • LEITE, Ilka Boaventura. Quilombos e quilombolas: cidadania ou folclorização? Horizontes Antropológicos, ano 5, n. 10. Porto Alegre, 1999.
  • LEITE, Ilka Boaventura. O legado do testamento: a comunidade de Casca em perícia. Florianópolis: NUER/UFSC, 2002.
  • LEITE, Ilka Boaventura (org.). Quilombos no Sul do Brasil: perícias antropológicas. Boletim Informativo do NUER, v. 3, n. 3. Florianópolis,2003.
  • LITTLE, Paul. Territórios sociais e povos tradicionais no Brasil: por uma antropologia da territorialidade. Série Antropologia (UnB), n. 322. Brasília, 2002.
  • MELLO, Marcelo Moura. Caminhos criativos da história: territórios da memória em uma comunidade negra rural. Universidade Estadual de Campinas – Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (Dissertação de Mestrado). Campinas, 2008.
  • MOREIRA, Paulo Roberto Staudt. Os cativos e os homens de bem: experiências negras no espaço urbano: Porto Alegre – 1858-1888. Porto Alegre: EST Edições, 2003.
  • MOTA, Fábio Reis. O Estado contra o Estado: direitos, poder e conflitos no processo de produção da identidade “quilombola” da Marambaia. LIMA, Roberto Kant de. (org.). Antropologia e direitos humanos. V. 3. Niterói: EDUFF; ABA, 2001.
  • MOURA, Clóvis. Os quilombos na dinâmica social do Brasil. Maceió: Edufal, 2001.
  • MOURA, Clóvis. Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições e guerrilhas. Rio de Janeiro: Conquista, 1972.
  • O’DWYER, Eliane Cantarino. (org.). Quilombos: identidade étnica e territorialidade. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2002.
  • O’DWYER, Eliane Cantarino. (org.). Terra de quilombos. Rio de Janeiro: CFCH/UFRJ; ABA, 1995.
  • QUEIROZ, Renato da Silva. Caipiras negros no Vale do Ribeira: um estudo de antropologia econômica. São Paulo: Edusp, 2006.
  • RUBERT, Rosane Aparecida. Comunidades negras rurais do RS: um levantamento socio-antropológico preliminar. Porto Alegre: RS-Rural; IICA, 2005.
  • SILVA, Valdélio Santos. Rio das Rãs à luz da noção de quilombo. Afro-Ásia, n. 23. Salvador, 1999.
  • SUNDFELD, Carlos Ari. (Org.). Comunidades quilombolas: direito a terra. Brasília: Fundação Cultural Palmares; Abaré, 2002.
  • VÉRAN, Jean-François. Rio das Rãs: memória de uma comunidade remanescente de quilombos. Afro-Ásia, n. 23. Salvador, 1999.

Disciplinas Equivalentes

Disciplina Curso
ETNOLOGIA AFRO-AMERICANA II Antropologia - Hab. em Antropologia Social (Bacharelado)
ETNOLOGIA AFRO-AMERICANA II Antropologia - Hab. em Arqueologia (Bacharelado)

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