Nome da Disciplina
ETNOLOGIA AFRO-AMERICANA III
CÓDIGO
1670070
Carga Horária
68 horas
Atividade Complementar
Não
Periodicidade
Semestral
Unidade responsável
CRÉDITOS
4
CARGA HORÁRIA TEÓRICA
4
CARGA HORÁRIA OBRIGATÓRIA
4
FREQUÊNCIA APROVAÇÃO
75%

Ementa

Religiões de matriz africana na América Latina; sincretismo e reafricanização; mitologia, performance e construção social da pessoa; intolerância religiosa; ancestralidade e identidade afro-descendente; religiões e performances afrodescendentes, política e globalização.

Objetivos

Objetivo Geral:

Fornecer um panorama da multiplicidade das religiões de matriz africana e outras formas manifestações rituais na América Latina.

 

Objetivos Específicos:

- Discutir sobre o processo de gênese dessas religiões e performances,
pautado no sincretismo, assim como as atuais tendências de reafricanização;
- Refletir sobre a cosmologia e a construção social da pessoa intrínsecas a
tais modalidades religiosas e performáticas;
- Analisar as religiões de matriz africana no cenário contemporâneo de
disputas e guerra religiosa;
- Refletir sobre as interfaces entre religiosidade e política.

Conteúdo Programático

1. Gênese e multiplicidade das religiões de matriz africana;
2. Sincretismo e regionalismos;
3. Cosmologia e estrutura ritual;
4. Iniciação, possessão e construção social da pessoa;
5. Performances afro-brasileiras e resistência política (congadas, capoeira,
etc.);
6. Intolerâncias religiosas;
7. Os fluxos transnacionais das religiões afro-latinas;
8. Religiosidades afros e memória da ancestralidade;
9. A atual tendência de reafricanização;
10. Religião, auto-afirmação identitária e mobilização política

Bibliografia

Bibliografia Básica:

  • AMARAL, Rita. A coleção etnográfica de cultura religiosa afro-brasileira do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, v. 10. São Paulo, 2001.
  • ANJOS, José Carlos Gomes dos. No território da linha cruzada: a cosmopolítica afro-brasileira. Porto Alegre: Editora da UFRGS; Fundação Cultural Palmares, 2006.
  • ANJOS, José Carlos Gomes dos. O corpo nos rituais de iniciação do batuque. In: LEAL, Ondina Fachel (org.). Corpo e significado: ensaios de Antropologia Social. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1995.
  • BASTIDE, Roger. As Américas negras. São Paulo: Edusp, 1974.
  • BASTIDE, Roger. As religiões africanas no Brasil. São Paulo: Biblioteca Pioneira de Ciências Sociais, 1971.
  • BASTIDE, Roger. Estudos Afro-brasileiros. São Paulo: Perspectiva, 1973.
  • BERKENBROCK, Volney J. A experiência dos orixás: um estudo sobre a experiência religiosa no candomblé. Petrópolis: Vozes, 2003.
  • BITTENCOURT Jr., Iosvaldyr Carvalho. Maçambique de Osório entre a devoção e o espetáculo: não se cala na batida do tambor e da maçaquaia. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (Tese de Doutorado). Porto Alegre, 2007.
  • BRUMANA, Fernando Giobellina. Reflexos negros em olhos brancos: a academia na africanização dos candomblés. Afro-Ásia, n. 36. Salvador, 2007.
  • CAPONE, Stefania. A busca da África no candomblé: tradição e poder no Brasil. Rio de Janeiro: Pallas; Contra Capa, 2004
  • CAROSO, Carlos; BACELAR, Jéferson. Faces da tradição afro-brasileira. Rio de Janeiro: Pallas, 2006.
  • CAROZZI, Maria Julia; FRIGERIO, Alejandro. Mamãe Oxum e la Madre Maria: santos, curanderos y religiones afro-brasileñas en Argentina. Afro-Ásia, n. 15. Salvador, 1992.
  • CARVALHO, José Jorge de. Las tradiciones musicales afroamericanas: de bienes comunitários a fetiches transnacionales. Série Antropologia (UnB), n.320. Brasília, 2002.
  • CARVALHO, José Jorge de. Metamorfoses das tradições performáticas afrobrasileiras: de patrimônio cultural a indústria de entretenimento. Série Antropologia (UnB), n. 354. Brasília, 2004.
  • CORRÊA, Norton. O batuque do Rio Grande do Sul: Antropologia de uma religião afro-rio-grandense. Porto Alegre: Editora Cultura e Arte, 2006.
  • COSSARD, Gisele. Awô: o mistério dos orixás. Rio de Janeiro: Pallas, 2006.
  • DANTAS, Beatriz Gois. Vovó nagô e papai branco: usos e abusos da África no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1989.
  • DEBATES DO NER, ano 9, n. 13. Porto Alegre: PPGAS, 2008.
  • FERRETTI, Sérgio Figueiredo. Repensando o sincretismo: estudo sobre a Casa das Minas. São Paulo: Edusp; São Luis: FAPEMA, 1995.
  • GOLDMAN, Marcio. A construção ritual da pessoa: a possessão no candomblé. Religião e Sociedade, v. 12, n. 1. Rio de Janeiro, 1985.
  • GOLDMAN, Marcio. Histórias, devires e fetiches das religiões afro-brasileiras: ensaio de simetrização antropológica. Análise Social, v. XLIV, n. 190. Lisboa, 2009.
  • GOLDMAN, Marcio. Os tambores dos mortos e os tambores dos vivos: Etnografia, Antropologia e política em Ilhéus, Bahia. Revista Antropologia, vol.46, n.2. São Paulo, 2003.
  • GUANCHE, Jesús. Las religiones afroamericanas en América Latina y el Caribe ante los desafíos de Internet. In: ALONSO, Aurélio (org.). América Latina y el Caribe: territorios religiosos y desafíos para el diálogo. Buenos Aires: CLACSO, 2008.
  • GUTERRES, Liliane Stanisçuaski. La gente de Ansina: performance, tradição e modernidade no carnaval da “Comparsa de Negros y Lubolos Sinfonia de Ansina”. Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (Tese de Doutorado). Porto Alegre, 2003.
  • HOLBRAAD, Marin. Estimando a necessidade: os oráculos de Ifá e a verdade em Havana. Mana, v. 9, n. 2. Rio de Janeiro, 2003.
  • MARTINS, Leda Maria. Afrografias da memória: o Reinado do Rosário no Jatobá. São Paulo: Perspectiva; Belo Horizonte: Mazza Edições, 1997.
  • MARTINS, Leda Maria. A oralitura da memória. In: FONSECA, Maria Nazareth Soares (org.). Brasil afro-brasileiro. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
  • MENÉNDEZ, Lázara. Kinkamaché to gbogbo oricha Folé owó, Folé ayé, Folé aché. In: ALONSO, Aurélio (org.). América Latina y el Caribe: territoriosreligiosos y desafíos para el diálogo. Buenos Aires: CLACSO, 2008.
  • ORO, Ari Pedro. Axé Mercosul: as religiões afro-brasileiras nos países do Prata. Petrópolis: Vozes, 1999.
  • ORO, Ari Pedro. Neopentecostais e afro-brasileiros: quem vencerá esta guerra? Debates do NER, ano 1, n. 1. Porto Alegre, 1997.
  • ORO, Ari Pedro. Religiões afro-brasileiras do Rio Grande do Sul: passado e presente. Estudos Afro-Asiáticos, ano 24, n. 2. Rio de Janeiro, 2002
  • PALMIE, Stephan. O trabalho cultural da globalização iorubá. Religião e Sociedade, v. 27, n.1. Rio de Janeiro, 2007.
  • PINHEIRO, Márcia Leitão. Música, religião e cor: uma leitura da produção de black music gospel. Religião e Sociedade, v.27, n.2. Rio de Janeiro, 2007.
  • PRANDI, Reginaldo (org.). Encantaria brasileira. Rio de Janeiro: Pallas, 2001.
  • PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
  • PRANDI, Reginaldo. O Brasil com axé: candomblé e umbanda no mercado religioso. Estudos Avançados, v. 18, n. 52. São Paulo, 2004.
  • PRANDI, Reginaldo. Segredos guardados: orixás na alma brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
  • SANSI, Roger. “‘Fazer o santo’: dom, iniciação e historicidade nas religiões afro-brasileiras”. Análise Social, ano XLIV, n.1. Lisboa, 2009.
  • SANTOS, Juana Elbein dos. Os nagô e a morte. Petrópolis: Vozes, 2001.
  • SEGATO, Rita Laura. Cidadania: por que não? Estado e sociedade no Brasil à luz de um discurso religioso afro-brasileiro. Dados, v. 38, n. 3. Rio de Janeiro, 1995.
  • SEGATO, Rita Laura. Uma vocação de minoria: a expansão dos cultos afrobrasileiros na Argentina como processo de re-etnização. Dados, v. 34, n. 2. Rio de Janeiro, 1991.
  • SERRA, Ordep. Águas do rei. Petrópolis: Vozes; Rio de Janeiro: Koinonia, 1995.
  • SILVA, Vagner Gonçalves da (org.). Caminhos da alma. São Paulo: Selo Negro (Coleção Memória Afro-brasileira), 2002.
  • SILVA, Vagner Gonçalves da (org.). Intolerância religiosa: impactos do neopentecostalismo no campo religioso afro-brasileiro. São Paulo: EDUSP, 2007.
  • SILVA, Vagner Gonçalves da. O antropólogo e sua magia: trabalho de campo e texto etnográfico nas pesquisas antropológicas sobre religiões afrobrasileiras. São Paulo: Edusp, 2006.
  • SOUZA, Marina de Mello e. Catolicismo negro no Brasil: santos e minkisi, uma reflexão sobre miscigenação cultural. Afro-Ásia, n. 28. Salvador, 2002.
  • TORRES, Yolotl González. Las religiones afrocubanas en México. In: ALONSO, Aurélio (org.). América Latina y el Caribe: territorios religiosos y desafíos para el diálogo. Buenos Aires: CLACSO, 2008.
  • VERGER, Pierre. O deus supremo ioruba: uma revisão das fontes. Afro-Ásia, n. 15. Salvador, 1992.
  • VERGER, Pierre Fatumbi. Orixás: deuses iorubás na África e no Novo Mundo. Salvador: Corrupio, 2002.

Bibliografia Complementar:

  • BASTIDE, Roger. O sagrado selvagem e outros ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
  • GIUMBELLI, Emerson. O “baixo espiritismo” e a história dos cultos mediúnicos. Horizontes Antropológicos, ano 9, n. 19. Porto Alegre, 2003.
  • LIMA, Vivaldo da Costa. O conceito de “nação” nos candomblés da Bahia. Afro-Ásia, n. 12. Salvador, 1976.
  • PIERSON, Donald. O candomblé da Bahia. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1971.
  • SERRA, Ordep. No caminho de Aruanda: a umbanda candanga revisitada. Afro-Ásia, n. 25-26. Salvador, 2001.
  • SILVA, Vagner Gonçalves da. Artes do corpo. São Paulo: Selo Negro, 2004.
  • SILVA, Vagner Gonçalves da. Candomblé e umbanda: caminhos da devoção brasileira. São Paulo: Selo Negro, 2005.
  • SILVA, Vagner Gonçalves da. Neopentecostalismo e religiões afro-brasileiras: significados do ataque aos símbolos da herança religiosa africana no Brasil contemporâneo. Mana, v.13, n.1. Rio de Janeiro, 2007.
  • SODRÉ, Muniz. O terreiro e a cidade: a forma social negro-brasileira. Petrópolis: Vozes, 1988.
  • VERGER, Pierre Fatumbi. Notas sobre o culto e orixás e voduns na Bahia de todos os santos no Brasil e na antiga Costa dos Escravos na África. São Paulo: Edusp, 2000.

Turmas Ofertadas

Turma Período Vagas Matriculados Curso / Horários Professores
T1 2018 / 2 40 20 Antropologia (Bacharelado)
Horários
ManhãTardeNoite
TER13:30 - 14:20
14:20 - 15:10
15:10 - 16:00
16:00 - 16:50
ROSANE APARECIDA RUBERT
Professor responsável pela turma

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