Nome da Atividade
A constituição semântica e pragmática das proposições morais I
CÓDIGO
0730163
Carga Horária
68 horas
Tipo de Atividade
DISCIPLINA
Periodicidade
Semestral
Modalidade
PRESENCIAL
Unidade responsável
CARGA HORÁRIA TEÓRICA
4
CARGA HORÁRIA PRÁTICA
0
CARGA HORÁRIA EXERCÍCIOS
0
CARGA HORÁRIA EAD
0
FREQUÊNCIA APROVAÇÃO
75%
CARGA HORÁRIA OBRIGATÓRIA
4
CRÉDITOS
4

Ementa

A natureza das proposições em geral e as proposições morais como contrassensos: o Wittgenstein do Tractatus.
A pandemia como um fenômeno moral: alguns aspectos centrais.” Houve no mundo tantas pestes quanto guerras. E, contudo, as pestes assim como as guerras encontram as pessoas sempre igualmente desprevenidas (Albert Camus, A Peste).

Objetivos

Objetivo Geral:

A disciplina prevê a participação de dois professores convidados (Guest Speakers) ao longo do semestre para discutir pontos relevantes sobre o tema. Há uma dimensão metodológica que merece atenção. A disciplina utilizará o chamado método EMI - English as a Medium of Instruction. Isso significa que ela será ministrada em inglês, embora o método preveja um processo interativo que inclui o português para algumas atividades. A intenção desse curso é ampliar o escopo da investigação e incentivar nosso debate em inglês, uma boa ferramenta de comunicação além-fronteiras, preparando os interessados para futuras discussões em congressos internacionais, cursos, etc.teste

Conteúdo Programático

Este curso está preocupado com a afirmação de Camus de um ponto de vista moral, pois a investigação moral sobre a pandemia também nunca ganhou atenção séria. Mesmo que estejamos deixando para trás a pior fase da pandemia (o que não significa seu fim), as discussões sobre o tema ainda são embrionárias. Uma explicação para isso pode ser encontrada no modo como definimos o próprio termo pandemia. Quando tratamos a pandemia como um fato contingente da vida humana, teríamos pouco ou nada a dizer sobre ela do ponto de vista da moralidade. Nesse caso, a discussão ficaria restrita a outros campos científicos, especialmente às áreas da saúde e da tecnologia. A primeira pergunta que discutiremos ao longo do curso é se a pandemia pode ser interpretada como um “fenômeno moral”, diferentemente de outras catástrofes naturais como enchentes ou terremotos. Se a resposta for afirmativa, então assumiremos a premissa de que a pandemia é carregada de fenômenos morais. Neste cenário, iremos investigar com profundidade a dimensão moral de nossas relações pandêmicas a partir da literatura mais recente sobre o tema. Eis alguns pontos que nos interessa:⁃ Seria a pandemia um fenômeno moral?, ⁃ Quais os aspectos morais das relações humanas em contextos extremos?, ⁃ Haveria sorte moral na pandemia? ⁃ Por que censuramos moralmente os outros, mesmo em situações extremas?, ⁃ Podemos falar em pós-pandemia?

Bibliografia

Bibliografia Básica:

  • Barbosa, Evandro
  • BARBOSA, Evandro
  • HAMPSHIRE, S. Ethics: A defence of Aristotle. In: Freedom of Mind. Oxford: Oxford University Press, 1976, p.63- 86 ______. The virtues. Cambridge: Cambridge University Press, 1977. ______. Morality and Conflict. Cambridge: Harvard University Press, 1983. ______. Innocence and Experience. Cambridge, Mass: Harvard University Press, 1989. KANT, I. Metaphysik der sitten. In : Werke in Zehn Bänden (Wilhelm Weischedel, ed,). Wissenschaftliche Buchgesellschaft: Sonderausgabe, 1983. ______. Anthropologie in pragmatischer Hinsicht. In : Werke in Zehn Bänden (Wilhelm Weischedel, ed,). Wissenschaftliche Buchgesellschaft: Sonderausgabe, 1983. MILL, J. S. Utilitarianism. New York: Prometheus Books, 1987.

Bibliografia Complementar:

  • BARBOSA, Evandro
  • HURSTHOUSE. On virtue ethics. Oxford: Oxford University Press, 1999. MACINTYRE, A. After virtue. Notra Dame: Notre Dame Press, 1985. ______. Whose justice? Which rationality?London: Duckworth, 1988. PENCE, G. Virtue Theory, in SINGER, Peter (Ed.). A Companion to Ethics. Oxford: Basil Blackwell, 1991, p. 249-58. PINCOFFS, E. Quandaries and Virtues: Against Reductivism in Ethics. Lawrence: University of Kansas Press, 1986. SLOTE, M. From morality to virtue. Oxford: Oxford University Press, 1995. ______. Moral from motives. Oxford: Oxford University Press, 2003. SWANTON, C. Virtue ethics. A pluralistic view. Oxford: Oxford University Press, 2003. "Baker, G.P. (1991) ‘Philosophical Investigations section 122: neglected aspects’, in Arrington, R.L. and Glock, H.-J. (eds) Wittgenstein’s Philosophical Investigations: Text and Context (London: Routledge). ________(1998) ‘The Private Language Argument’, Language and Communication 18, 325–56. _________ (2001) ‘Wittgenstein’s “depth grammar” ’, Language and Communication 21, 303–19. Baker, G.P. and Hacker, P.M.S. (1985) Rules, Grammar and Necessity (Oxford: Blackwell). Blackburn, S. (1984) Spreading the Word: Groundings in the Philosophy of Language (Oxford: Clarendon Press). Brenner, W.H. (1999) Wittgenstein’s Philosophical Investigations (New York: SUNY Press). Cavell, S. (1969) Must We Mean What We Say? (New York: Scribner’s). (1979) The Claim of Reason: Wittgenstein, Skepticism, Morality and 18/10/2022 10:54 Plataforma Sucupira https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/disciplina/viewDisciplina.jsf?popup=true&id_disciplina=262100 2/2 Cursos Áreas de Concentração Área de Concentração:ÉTICA E FILOSOFIA POLÍTICA Tragedy (Oxford: Oxford University Press). (1989) This New Yet Unapproachable America: Lectures after Emerson after Wittgenstein (Albuquerque, NM: Living Batch Press). Churchill, J. (1988) ‘Wittgenstein: The Certainty of Worldpictures’, Philosophical Investigations 11:1, 28–48. Cohen, S. (2000)

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