Nome do Projeto
LabIBIM - Laboratório Interinstitucional de Células BIM - Sul
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
15/11/2025 - 15/11/2027
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Multidisciplinar
Resumo
O projeto LabIBIM SUL – RS propõe a criação de um Laboratório Interinstitucional de Células BIM, resultado da cooperação entre UFPel, IFSul e UCPel, com foco na integração entre ensino, pesquisa, extensão e setor produtivo. A iniciativa busca desenvolver e implementar mandatos BIM nas instituições parceiras, além de apoiar a Prefeitura de Pelotas em sua adoção da metodologia. Reconhecendo que a capacitação é etapa estratégica para a consolidação do BIM, o projeto prevê, em colaboração com entidades de classe e setoriais (CREA-RS, CAU-RS, CRT-RS e SINDUSCON), a oferta de cursos de formação voltados a profissionais e associados. Alinhado à Nova Estratégia BIM BR (Brasil, 2024) e ao Plano de Implantação BIM do Ministério da Infraestrutura (MINFRA, 2022), o projeto visa fortalecer ecossistemas de inovação, ampliar competências institucionais em BIM e consolidar a transformação digital na construção civil do Rio Grande do Sul.

Objetivo Geral

Implementar um Laboratório Interinstitucional de Células BIM (LabIBIM SUL) voltado à pesquisa e inovação tecnológica, com infraestrutura robusta de equipamentos e softwares, capaz de dar suporte aos laboratórios institucionais de ensino e extensão. O laboratório central interinstitucional terá como função articular pesquisa aplicada, desenvolvimento de protocolos e mandatos institucionais, além de estabelecer convênios estratégicos com a Prefeitura de Pelotas, SINDUSCON-RS, CAU-RS, CREA-RS e CRT-RS, apoiando a criação de mandatos locais em escala, dimensão e abrangência a serem determinados. Em paralelo, serão estruturados três laboratórios menores (um em cada IES parceira), direcionados ao ensino e à oferta de cursos de extensão, ampliando o impacto regional do projeto e fortalecendo a integração curricular do BIM.

Objetivos específicos:
Diagnosticar a maturidade BIM das instituições parceiras e da Prefeitura de Pelotas.

Estruturar três laboratórios institucionais (UFPel, IFSul e UCPel) para ensino e extensão, conectados ao laboratório central interinstitucional.

Qualificar o ensino de BIM nas instituições envolvidas, ampliando as competências trabalhadas e atendendo às diretrizes da Nova BIM BR.

Criar mandatos BIM institucionais baseados em PEB e CDE, alinhados à ISO 19650.

Desenvolver gêmeos digitais de edifícios universitários e técnicos como projetos-piloto.

Apoiar a Prefeitura de Pelotas na criação de protocolos e mandatos BIM locais.

Promover canais de comunicação e programas de capacitação regional em parceria com SINDUSCON-RS, CREA-RS, CAU-RS e CRT-RS.

Integrar resultados em publicações científicas, guias institucionais e na Biblioteca Nacional BIM BR.

Justificativa

O projeto LabIBIM SUL – RS, que propõe a criação de um Laboratório Interinstitucional de Células BIM em parceria entre UFPel, IFSul e UCPel, está diretamente alinhado à Nova Estratégia Nacional de Disseminação do BIM (Nova BIM BR) e ao Plano de Implantação BIM do Ministério da Infraestrutura (MINFRA, 2022), integrando ensino, pesquisa, extensão e setor produtivo.

Apesar dos avanços nacionais, a adoção do BIM ainda encontra obstáculos no Rio Grande do Sul, especialmente a fragmentação de iniciativas, a baixa integração institucional e a escassez de profissionais capacitados. Essa lacuna compromete a eficiência de obras públicas e privadas e dificulta a conformidade com a Lei 14.133/2021, que prevê o uso progressivo do BIM nas contratações públicas. Também limita a criação de ecossistemas regionais de inovação capazes de sustentar a transformação digital da construção civil.

Para superar esses desafios, é necessário investimento em infraestrutura física e digital, abrangendo hardware, software e ambientes colaborativos, além da formação de equipes técnicas especializadas. Sem esses recursos, as universidades, o setor produtivo e as administrações públicas locais permanecem com limitações para estruturar mandatos BIM, Planos de Execução BIM (PEB), Ambientes Comuns de Dados (CDE) e protocolos aderentes à ISO 19650.

Nesse contexto, o LabIBIM SUL busca preencher lacunas existentes ao estruturar um ambiente de inovação que conecta universidades, setor produtivo e poder público, consolidando uma rede interinstitucional capaz de superar essas limitações. Propõe-se a criação de um laboratório central robusto, com foco em pesquisa, inovação tecnológica e apoio à formulação de mandatos BIM institucionais e municipais, articulando ensino, extensão e setor produtivo. Paralelamente, está prevista a instalação de três laboratórios institucionais menores (UFPel, IFSul e UCPel), voltados a atividades de ensino e extensão, como aulas práticas e cursos de capacitação. Essa configuração descentralizada garante que o investimento em infraestrutura tenha um efeito multiplicador, impactando diretamente estudantes, docentes, profissionais em formação continuada e gestores públicos.

A proposta atende de forma articulada aos Eixos Temáticos A, B e C da Nova BIM BR:

Eixo A - (estruturação do setor público): o projeto contribui para o fortalecimento das Diretrizes A.I e A.III da Nova BIM BR ao propor a criação de mandatos BIM institucionais nas universidades parceiras e o apoio à Prefeitura de Pelotas para adoção de mandatos locais. Essas ações envolvem a definição de Planos de Execução BIM (PEB), a implantação de Ambientes Comuns de Dados (CDE) e a adoção de protocolos alinhados à ISO 19650, com a infraestrutura tecnológica necessária (hardware, software e conectividade) para a gestão sistêmica de informações. Tal estruturação permitirá que os entes públicos regionais avancem na conformidade com a Lei 14.133/2021, fomentando o uso do BIM em contratações públicas e promovendo maior eficiência, transparência e controle de obras e serviços.

Eixo B - (capacitação profissional): em colaboração com entidades de classe e do setor produtivo (SINDUSCON, CREA-RS, CAU-RS e CRT-RS), o projeto desenvolverá programas de capacitação regional voltados a profissionais, gestores públicos e estudantes. Essas ações atendem às Diretrizes B.I e B.III, contribuindo para ampliar o número de competências BIM trabalhadas nos cursos das instituições envolvidas e fortalecendo sua integração curricular. Com isso, será possível formar profissionais mais preparados para utilizar tecnologias digitais avançadas de projeto, simulação, análise de desempenho e gestão do ciclo de vida das edificações e infraestruturas, ampliando a empregabilidade e respondendo às demandas crescentes do mercado da construção civil.

Eixo C - (inovação tecnológica): o LabIBIM SUL atuará como centro de pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico, em consonância com os objetivos C.I.II, C.I.III e C.I.IV da Nova BIM BR. Entre as frentes de inovação previstas estão a implementação de gêmeos digitais integrados a IoT, a realização de auditorias de modelos BIM conforme a ISO 19650, e o desenvolvimento de objetos, protocolos e fluxos de trabalho institucionais que poderão ser incorporados à Biblioteca Nacional BIM BR. Para isso, o projeto prevê investimentos em infraestrutura adequada para testes, armazenamento seguro e interoperabilidade de dados. Dessa forma, o laboratório se consolidará como espaço de experimentação e disseminação de práticas inovadoras, ampliando a competitividade regional e apoiando a sustentabilidade e a interoperabilidade digital do setor.

O projeto também se articula à Estratégia Estadual BIMGov RS (Decreto Estadual 56.311/2022), ao constituir um ambiente de inovação tecnológica voltado à aplicação do BIM em obras e serviços de engenharia, respondendo diretamente ao Edital FAPERGS 04/2025, que prioriza a estruturação de ecossistemas regionais de inovação.

Sua concepção apoia-se em experiências consolidadas das três instituições parceiras, todas integrantes da Rede de Células BIM, em processo de implementação curricular do BIM e com produção científica já estabelecida na área. Esses antecedentes asseguram a robustez técnica e institucional necessária para o desenvolvimento do projeto.

Por fim, ao propor guias de implementação, capacitações regionais e integração em redes de disseminação, o LabIBIM SUL posiciona-se como indutor regional da Estratégia Nacional BIM e da Estratégia Estadual BIMGov RS, consolidando um ecossistema de inovação e acelerando a transformação digital da construção civil no Rio Grande do Sul, apoiado em investimentos estratégicos em infraestrutura, hardware e software.

Metodologia

A metodologia do trabalho será dividida em dez etapas, que poderão ocorrer de forma concomitante, conforme a dinâmica e os desdobramentos do projeto. As etapas estão organizadas da seguinte forma:

1. Revisão bibliográfica e levantamento de casos nacionais e internacionais

Esta etapa fornecerá o embasamento teórico e técnico para o desenvolvimento das ações. A revisão bibliográfica será contínua, visando acompanhar as atualizações do campo BIM, da transformação digital na construção civil e das normativas técnicas vigentes (como a ISO 19650 e a Nova BIM BR). O levantamento de casos de sucesso, tanto no Brasil quanto no exterior, auxiliará na definição de diretrizes metodológicas, operacionais e estratégicas para estruturação do LabIBIM SUL e dos laboratórios institucionais.

2. Diagnóstico de maturidade BIM das instituições envolvidas e da Prefeitura de Pelotas, com base na metodologia do MINFRA

Serão aplicadas ferramentas de diagnóstico para avaliar a maturidade BIM das instituições parceiras e da Prefeitura Municipal de Pelotas. Este diagnóstico servirá como base para orientar o planejamento estratégico, os planos de capacitação, a elaboração dos mandatos institucionais e a definição de metas escaláveis. A utilização da metodologia do Ministério da Infraestrutura (MINFRA) garantirá alinhamento com as diretrizes nacionais.

3. Estabelecimento de convênios institucionais e articulação intersetorial para pilotos de obras públicas e protocolos BIM locais

Serão firmados convênios com a Prefeitura de Pelotas e com entidades profissionais (SINDUSCON-RS, CAU-RS, CREA-RS e CRT-RS), visando apoiar a implementação de pilotos de obras públicas em BIM, validar protocolos e criar mandatos locais.

4. Utilização da norma ISO 19650 como referência metodológica e normativa

Todos os processos e entregas do projeto seguirão as diretrizes da ISO 19650, considerada a principal norma internacional de gestão da informação no ambiente BIM. A adoção dessa norma garantirá padronização, qualidade e interoperabilidade nos fluxos de trabalho.

5. Elaboração de Planos de Execução BIM (PEB) e implementação de Ambientes Comuns de Dados (CDE)

Serão desenvolvidos PEBs institucionais e locais, em conformidade com a ISO 19650, definindo responsabilidades, fluxos de trabalho, requisitos de modelagem e critérios de interoperabilidade. A implementação de CDEs permitirá a gestão centralizada, segura e colaborativa das informações dos projetos, favorecendo a integração entre ensino, pesquisa e setor produtivo.

6. Implementação de mandatos BIM institucionais

Com base nos diagnósticos e nos Planos de Execução BIM elaborados, cada instituição participante implementará seus próprios mandatos BIM, promovendo o uso sistemático de padrões, processos e ferramentas digitais nos cursos, projetos e atividades institucionais.

7. Programa de capacitação regional em BIM, em parceria com entidades profissionais

Serão ofertados cursos, oficinas e treinamentos voltados a profissionais do setor da construção civil e servidores públicos, em colaboração com SINDUSCON-RS, CAU-RS, CREA-RS e CRT-RS. Esses programas visam ampliar o alcance regional do projeto, apoiar a formação continuada e fomentar a adoção do BIM no setor produtivo e na administração pública.

8. Desenvolvimento de gêmeos digitais de edificações universitárias e técnicas como projetos-piloto

Serão selecionadas edificações reais, dentro das instituições parceiras, para o desenvolvimento de modelos BIM integrados a sensores e dados operacionais (IoT), criando gêmeos digitais que simulem o comportamento das edificações ao longo do tempo. Esses modelos servirão como base para pesquisa aplicada, ensino prático e demonstrações para o setor público.

9. Disseminação das ações e resultados do LabIBIM SUL

Os resultados obtidos serão sistematizados em publicações científicas, guias institucionais e materiais técnicos, com o objetivo de alimentar a Biblioteca Nacional BIM BR e fomentar a cultura BIM no país. Além disso, as ações e experiências do LabIBIM SUL serão compartilhadas em eventos acadêmicos, técnicos e de extensão, ampliando sua visibilidade e impacto social.

Indicadores, Metas e Resultados

Ao longo dos seis semestres, o projeto prevê como indicadores a produção de uma Revisão Sistemática de Literatura (RSL), a realização de diagnósticos institucionais de maturidade BIM, a formalização de convênios estratégicos e a elaboração de Planos de Execução (PEB) e de Implementação BIM (PIB) curricular. Entre as metas, destacam-se a disseminação regional do BIM por meio de palestras, cursos e objetos de aprendizagem, a implementação de Ambientes Comuns de Dados (CDE), o desenvolvimento de projetos-piloto e gêmeos digitais, bem como a integração com tecnologias IoT. Como resultados esperados, projeta-se a elevação da maturidade BIM das instituições parceiras e da Prefeitura de Pelotas, a consolidação de práticas de interoperabilidade e gestão da informação, a ampliação da capacitação técnica regional e a geração de publicações científicas, guias institucionais e contribuições à Biblioteca Nacional BIM BR, garantindo impacto duradouro e sustentável para a inovação no setor da construção.



1º Semestre (Meses 1 a 6)

Revisão bibliográfica contínua e levantamento de casos nacionais e internacionais. Produção de uma RSL sobre o tema;

Diagnóstico de maturidade BIM das instituições parceiras e da Prefeitura de Pelotas. Apresentação do diagnóstico aos responsáveis pelas instituições;

Estabelecimento de convênios com órgãos públicos e entidades profissionais.

2º Semestre (Meses 7 a 12)

Continuidade da revisão bibliográfica. Produção de uma RSL sobre o tema;

Início das ações de disseminação do BIM. Palestras para para instituições parceiras e tomadores de decisão das entidades de classe e setoriais;

Divulgação dos primeiros resultados do projeto, por meio de publicações em eventos e revistas;

3º Semestre (Meses 13 a 18)

Elaboração dos Planos de Execução BIM (PEB).

Elaboração dos Planos de Implimentação BIM (PIB) curricular.

Implementação inicial de Ambientes Comuns de Dados (CDE).

Início da implementação de mandatos BIM institucionais.

4º Semestre (Meses 19 a 24)

Desenvolvimento de projetos-piloto e gêmeos digitais.

Início do programa de capacitação regional em parceria com entidades profissionais. Desenvolvimento de cursos de capacitação e objetos de aprendizagem;

Continuidade das ações de divulgação técnica, científica e institucional.

5º Semestre (Meses 25 a 30)

Consolidação e auditoria dos modelos BIM desenvolvidos.

Avanço no desenvolvimento de gêmeos digitais.

Integração com tecnologias IoT.

6º Semestre (Meses 31 a 36)

Ampliação das capacitações regionais e disseminação das boas práticas.

Sistematização dos resultados em publicações científicas, guias institucionais e contribuições à Biblioteca Nacional BIM BR.

Divulgação contínua e final dos resultados do projeto.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ALINE CAMPELO BLANK FREITAS
CLÁUDIA ANDRIELE DA COSTA FREITAS
CRISTIANO BEHLING TEIXEIRA
DANILO DOS SANTOS TELECHI
FABIO KELLERMANN SCHRAMM9
FABIO SPANIER AMADOR1
GABRIELA MELLER11
GIOVANNA DA CUNHA PEDREIRA
GUSTAVO BOSEL WALLY
LIANE PORTO GRIEPP
LUCIANA SANDRINI ROCHA
LUCIANO DE VASCONCELLOS CORREA11
OTAVIO MARTINS PERES
RICARDO BROD MÉNDEZ
STIFANY KNOP
TÁSSIA BORGES DE VASCONSELOS11

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