Nome do Projeto
Desempenho de desfechos clínicos, sensoriais, periiimplantares e centrados no paciente reabilitados com overdentures mandibulares e com histórico de doença periodontal prévia: um estudo longitudinal
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
06/10/2025 - 06/10/2028
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
A perda dentária pode ser causada por diversos fatores etiológicos que variam em
complexidade e impacto. Um dos principais fatores é a doença periodontal que
compromete os tecidos de sustentação dentário, podendo gerar mobilidade dos dentes
comprometidos e até mesmo perda. Pacientes edêntulos totais com baixa disponibilidade
óssea e pobre retenção e estabilidade da prótese total mandibular, se beneficiam com o
uso de overdentures mandibulares implantomuco-suportadas. Após a perda dentária e
com a contínua remodelação óssea da região do alvéolo, há também a perda dos
mecanorreceptores existentes no ligamento periodontal, que junto com os
mecanorreceptores existentes na articulação temporomandibular, músculos
mastigatórios e membrana mucosa são responsáveis pela sensibilidade tátil oral,
impactando assim, negativamente na percepção tátil e sensorial oral. Em pacientes
reabilitados com overdentures mandibulares a osseopercepção é que promoverá um
aumento da sensibilidade tátil oral, permitindo dessa forma que os pacientes tenham a
percepção dos seus movimentos, a força de mordida e a função mastigatória melhorada.
Pouco se sabe sobre a recuperação desses parâmetros em pacientes com histórico de
perda dentária por doença periodontal, reabilitados com próteses implantomucosuportadas
por implantes fabricados por manufatura aditiva (impressão 3D), bem como
a relação com a saúde perimplantar, remodelação óssea circunferencial, além de
alterações volumétricas nos tecidos moles e índice de sucesso e sobrevivência desses
implantes, ao longo dos anos nesse tipo de reabilitação. Assim, o objetivo deste estudo
longitudinal será de analisar como o uso de overdentures mandibulares pode interferir
nas funções proprioceptivas orais, mastigatórias, além de analisar o comportamento do
tecido ósseo e mole periimplantar e centrados no paciente ao longo de 3 anos. Os
desfechos analisados serão i) Proprioceptivos: sensibilidade tátil ativa e passiva;
habilidade esterognóstica; ii) Mastigatórios: performance mastigatória, limiar de
deglutição e força de mordida; iii) Saúde Periimplantar: profundidade de sondagem,
índice de placa visível, presença de cálculo, índice de sangramento à sondagem e do
grau de inflamação; iv) perda óssea cincunferencial, v) alteração volumétrica de tecido
mole periimplantar e vi) desfechos centrados no paciente (qualidade de vida relacionada
à saúde oral) e vii) índice de sucesso e sobrevivência dos implantes. Pacientes de um
estudo prévio que receberam 3 implantes mandibulares fabricados por manufatura
aditiva (3D) serão chamados para reabilitação com overdentures mandibulares e os
desfechos serão coletados nos períodos de 1, 3, 6, 12, 24 e 36 meses. Os dados serão
submetidos inicialmente à análise descritiva e ao teste de normalidade. Serão feitas
comparações intra e intergrupos. O nível de significância será estabelecido em 5%. O
software Stata 13.0 será empregado em todas as análises.
Objetivo Geral
Avaliar, durante os 36 primeiros meses de uso de overdentures
implantomucosuportadas, o desempenho de desfechos clínicos, sensoriais,
peri-implantares e centrados no paciente reabilitados com overdentures
mandibulares e com histórico de doença periodontal prévia, reabilitados
inicialmente com OM suportadas por 2 implantes, e posteriormente com OM retida
por 3 implantes.
implantomucosuportadas, o desempenho de desfechos clínicos, sensoriais,
peri-implantares e centrados no paciente reabilitados com overdentures
mandibulares e com histórico de doença periodontal prévia, reabilitados
inicialmente com OM suportadas por 2 implantes, e posteriormente com OM retida
por 3 implantes.
Justificativa
Estudos longitudinais recentes avaliam a capacidade proprioceptiva e sua relação
com a função mastigatória em reabilitações implantossuportadas, porém a literatura
carece de respostas quanto ao restabelecimento dessas capacidades em pacientes com
histórico de doença periodontal, que tiveram os dentes extraídos e implantes instalados
imediatamente. Sítios periodontalmente comprometidos sofrem redução da atividade
mecanorreceptora devido ao processo inflamatório e a perda óssea presente. Dessa
forma, a saúde perimplantar deve ser constantemente monitorada, visando o controle da
inflamação e o restabelecimento das capacidades mecanossensoriais. A literatura
científica ainda carece de estudos clínicos que explorem a percepção sensorial oral e
seu papel no desenvolvimento da função mastigatória em pacientes que irão usar OM
pela primeira vez, sobretudo em pacientes com histórico de DP, que tiveram seus dentes
extraídos para instalação imediata de implantes. Também não há estudos clínicos que
verifiquem se o número de implantes que suportam a OM influencia o desenvolvimento
da percepção sensorial oral e da função mastigatória ou que investiguem o
comportamento de implantes fabricados por manufatura aditiva na saúde perimplantar e
a remodelação óssea, circunferencial e alterações volumétricas de tecido mole, assim
como índice de sucesso e sobrevivência e desfechos centrados no paciente ao longo do
tempo, nesses indivíduos.
com a função mastigatória em reabilitações implantossuportadas, porém a literatura
carece de respostas quanto ao restabelecimento dessas capacidades em pacientes com
histórico de doença periodontal, que tiveram os dentes extraídos e implantes instalados
imediatamente. Sítios periodontalmente comprometidos sofrem redução da atividade
mecanorreceptora devido ao processo inflamatório e a perda óssea presente. Dessa
forma, a saúde perimplantar deve ser constantemente monitorada, visando o controle da
inflamação e o restabelecimento das capacidades mecanossensoriais. A literatura
científica ainda carece de estudos clínicos que explorem a percepção sensorial oral e
seu papel no desenvolvimento da função mastigatória em pacientes que irão usar OM
pela primeira vez, sobretudo em pacientes com histórico de DP, que tiveram seus dentes
extraídos para instalação imediata de implantes. Também não há estudos clínicos que
verifiquem se o número de implantes que suportam a OM influencia o desenvolvimento
da percepção sensorial oral e da função mastigatória ou que investiguem o
comportamento de implantes fabricados por manufatura aditiva na saúde perimplantar e
a remodelação óssea, circunferencial e alterações volumétricas de tecido mole, assim
como índice de sucesso e sobrevivência e desfechos centrados no paciente ao longo do
tempo, nesses indivíduos.
Metodologia
Se trata de um estudo longitudinal, composto por pacientes com histórico de doença periodontal, que tiveram os dentes naturais extraídos e foram reabilitados com 3 implantes na região anterior da mandíbula na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas. Os implantes instalados
eram de conexão interna cônica cone morse com interface interna de 11° (Implante Regular, RE, Plenum
Bioengenharia® - Jundiai, SP, Brasil) fabricado a partir de método de manufatura aditiva de titânio
(partículas de grau 23), torque máximo recomendado 60N de superfície chamada Microsuperficie Plenum®.
Esses pacientes que receberam implantes em um estudo prévio (CEP 6.874.642), serão chamados para
esse estudo para a confecção de OM e PTC superior, após o período de 90 dias da instalação dos
implantes. Este estudo se inicia a partir da instalação dos implantes e após o carregamento das overdentures mandibulares. Na primeira fase deste estudo, apenas os implantes laterais (2) serão
carregados. Serão instalados conectores para encaixe do tipo botão Equator para overdentures, nos
implantes laterais, para o carregamento da overdenture (OM2). O implante mediano permanecerá com
cicatrizador. Após 1 mês do carregamento, os testes clínicos de avaliação da osseopercepção (limiar da
sensibilidade tátil ativa, limiar da sensibilidade tátil passiva), estereognosia, função mastigatória
(performance mastigatória, limiar de deglutição e força de mordida) e qualidade de vida relacionada à a
saúde bucal (QVRSB) serão realizados. Após 3 meses do carregamento, os mesmos testes serão repetidos.
A segunda fase desse estudo se inicia neste momento, onde o implante mediano receberá o conector
Equator para ser capturado junto à overdenture mandibular, que passará a ser suportada por 3 implantes
(OM3). As avaliações da segunda fase deste estudo irão se iniciar após 1 mês do carregamento do terceiro
implante e se repetirão após 3 meses do carregamento (correspondendo a 9 meses de osseointegração), 12
e 24 meses do carregamento da OM3, totalizando 36 meses de acompanhamento da overdenture
mandibular. Os desfechos como saúde periimplantar, remodelação óssea circunferencial, alteração
volumétrica do tecido mole e desfechos centrados no paciente serão coletados em 12 meses da
osseointegração, 2 anos e 3 anos.
eram de conexão interna cônica cone morse com interface interna de 11° (Implante Regular, RE, Plenum
Bioengenharia® - Jundiai, SP, Brasil) fabricado a partir de método de manufatura aditiva de titânio
(partículas de grau 23), torque máximo recomendado 60N de superfície chamada Microsuperficie Plenum®.
Esses pacientes que receberam implantes em um estudo prévio (CEP 6.874.642), serão chamados para
esse estudo para a confecção de OM e PTC superior, após o período de 90 dias da instalação dos
implantes. Este estudo se inicia a partir da instalação dos implantes e após o carregamento das overdentures mandibulares. Na primeira fase deste estudo, apenas os implantes laterais (2) serão
carregados. Serão instalados conectores para encaixe do tipo botão Equator para overdentures, nos
implantes laterais, para o carregamento da overdenture (OM2). O implante mediano permanecerá com
cicatrizador. Após 1 mês do carregamento, os testes clínicos de avaliação da osseopercepção (limiar da
sensibilidade tátil ativa, limiar da sensibilidade tátil passiva), estereognosia, função mastigatória
(performance mastigatória, limiar de deglutição e força de mordida) e qualidade de vida relacionada à a
saúde bucal (QVRSB) serão realizados. Após 3 meses do carregamento, os mesmos testes serão repetidos.
A segunda fase desse estudo se inicia neste momento, onde o implante mediano receberá o conector
Equator para ser capturado junto à overdenture mandibular, que passará a ser suportada por 3 implantes
(OM3). As avaliações da segunda fase deste estudo irão se iniciar após 1 mês do carregamento do terceiro
implante e se repetirão após 3 meses do carregamento (correspondendo a 9 meses de osseointegração), 12
e 24 meses do carregamento da OM3, totalizando 36 meses de acompanhamento da overdenture
mandibular. Os desfechos como saúde periimplantar, remodelação óssea circunferencial, alteração
volumétrica do tecido mole e desfechos centrados no paciente serão coletados em 12 meses da
osseointegração, 2 anos e 3 anos.
Indicadores, Metas e Resultados
Espera- se com as análises:
. Avaliar o limiar da sensibilidade tátil ativa e passiva dos participantes.
• Avaliar a atividade estereognóstica dos participantes.
• Avaliar a função mastigatória dos participantes por meio de teste de eficiência
mastigatória, limiar de deglutição e força de mordida.
• Compreender o comportamento de implantes impressos em leitos ósseos de
pacientes como periodontia prévia através de:
- Remodelação óssea circunferencial perimplantar.
- Alterações volumétricas de tecido mole periimplantar.
-Saúde periimplantar, como índice de placa, cálculo, índice de sangramento,
profundidade de sondagem e grau de inflamação dos implantes.
• Avaliar o sucesso e a sobrevivência dos implantes impressos instalados
• Analisar se o número de implantes carregados pode interferir nos desfechos
funcionais, de percepção tátil e sensorial, função mastigatória e força de mordida.
• Analisar qualidade de vida relacionada à saúde bucal (desfechos centrados no
paciente).
• Buscar relações entre os desfechos analisados
. Avaliar o limiar da sensibilidade tátil ativa e passiva dos participantes.
• Avaliar a atividade estereognóstica dos participantes.
• Avaliar a função mastigatória dos participantes por meio de teste de eficiência
mastigatória, limiar de deglutição e força de mordida.
• Compreender o comportamento de implantes impressos em leitos ósseos de
pacientes como periodontia prévia através de:
- Remodelação óssea circunferencial perimplantar.
- Alterações volumétricas de tecido mole periimplantar.
-Saúde periimplantar, como índice de placa, cálculo, índice de sangramento,
profundidade de sondagem e grau de inflamação dos implantes.
• Avaliar o sucesso e a sobrevivência dos implantes impressos instalados
• Analisar se o número de implantes carregados pode interferir nos desfechos
funcionais, de percepção tátil e sensorial, função mastigatória e força de mordida.
• Analisar qualidade de vida relacionada à saúde bucal (desfechos centrados no
paciente).
• Buscar relações entre os desfechos analisados
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ANNA PAULA DA ROSA POSSEBON | 4 | ||
| CLARISSE MARIANA FERNANDES RODOLFO | |||
| FERNANDA FAOT | 4 | ||
| FERNANDO ANTONIO VARGAS JUNIOR | |||
| LUCIANA DE REZENDE PINTO | 4 | ||
| THIERRI VOLZ BORGES |