Nome do Projeto
AVALIAÇÃO QUANTITATIVA DE APRUMOS EM CAVALOS CRIOULOS: PROPOSTA DE ESCORE PADRONIZADO
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
15/11/2025 - 10/12/2028
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Exatas e da Terra
Resumo
A criação de um escore morfoestrutural robusto para avaliação de desvios angulares em cavalos Crioulos, desde a potros até a idade adulta atende a uma lacuna relevante na literatura e na prática clínica. Embora a observação estática seja tradicionalmente utilizada, a ausência de um índice validado limita a comparação entre diferentes populações e compromete a aplicação em programas de melhoramento genético e prevenção de lesões.
Com o intuito de desenvolver, aplicar e validar um escore morfoestrutural para avaliação de desvios angulares em cavalos Crioulos jovens e adultos, abrangendo: (I) a caracterização e classificação da prevalência dessas alterações, (II) a proposição de um sistema de pontuação quantitativo e (III) a validação do escore em um grupo de animais saudáveis e com alterações ortopédicas.
Objetivo Geral
O objetivo deste estudo é desenvolver, aplicar e validar um escore morfoestrutural para avaliação de desvios angulares em cavalos Crioulos jovens e adultos, abrangendo: (I) a caracterização e classificação da prevalência dessas alterações, (II) a proposição de um sistema de pontuação quantitativo e (III) a validação do escore em um grupo de animais saudáveis e com alterações ortopédicas, avaliados por profissionais experientes e independentes.
Justificativa
A criação de um escore morfoestrutural robusto para avaliação de desvios angulares em cavalos Crioulos, desde a potros até a idade adulta atende a uma lacuna relevante na literatura e na prática clínica. Embora a observação estática seja tradicionalmente utilizada, a ausência de um índice validado limita a comparação entre diferentes populações e compromete a aplicação em programas de melhoramento genético e prevenção de lesões. Além de mensurar a prevalência e a gravidade dos desvios, torna-se essencial validar o escore proposto em animais com histórico clínico e atlético conhecido, submetendo-o a julgamento de avaliadores experientes, a fim de comprovar sua aplicabilidade e reprodutibilidade em contexto esportivo. Tal validação confere robustez científica e garante que o método possa ser incorporado como ferramenta de rotina para clínicos, treinadores e criadores.
Metodologia
O estudo realizado durante o ciclo de competição do Freio De Ouro, no Rio Grande Do Sul, Brasil. Serão avaliados em torno de 1000 equinos, sendo 500 fêmeas e 500 machos, com idades variando entre 2 e 8 anos. Todas as avaliações e coletas serão realizadas com consentimento da Associação Brasileira De Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), e os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética e Experimentação Animal da Universidade Federal de Pelotas. Este foi um estudo observacional transversal, avaliando e identificando a prevalência de alterações ortopédicas em equinos adultos, seguindo o modelo de categorização de severidade (SANTSCHI et al., 2006), que classifica os problemas de aprumos como leve, moderado e severo, e assim adaptado para avaliações clínicas. Buscando associações com sexo, idade de possíveis padrões de avaliações individuais e combinações conformacionais.
Todos os animais utilizados serão admitidos nas provas de seleção da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos-ABCCC, na Morfologia e Freio de Ouro. Obedecendo os protocolos e regramentos da ABCCC, instituição que realiza a competição. As avaliações serão realizadas no momento da admissão das provas, sobre uma superfície plana e firme, onde o equino permanecerá em estação, enquanto três avaliadores percorrem o eixo de 360° do equino obtendo a vista de todos os lados do indivíduo, está avaliação acontecerá de forma estática, assim como registro fotográfico, possibilitando revisões através do banco de imagens, para eventual discordância de avaliação. Na sequência o animal iniciará uma caminhada de 30metros e será avaliado de maneira dinâmica através do seu movimento de deambulação. Para a análises dos dados inicialmente, se realizará a análise estatística descritiva, com cálculos de médias e desvio-padrão das variáveis de interesse, bem como distribuição de frequências das categorias de intensidade. Essa etapa permitirá delinear um panorama geral da prevalência e intensidade das alterações angulares, servindo de base para o planejamento das análises subsequentes.
No experimento 1- Serão definidos sítios de avaliações, que consistem locais de desvios angulares das articulações envolvidas na vista frontal e lateral dos membros torácicos (MT) e lateral e caudal dos membros pélvicos (MP). Os sítios anatômicos avaliados serão: Articulação Rádiocárpica (ARC), Articulação Metacarpofalange (AMcF), Articulação Metatarsofalange (AMtF), Articulação Tíbiotársica (ART), Eixo Podofalângico: Ângulo palmar positivo (APP), Ângulo palmar negativo (APN) e Alterações Posturais: Carpo Curvo, Carpo Transcurvo, Sobre si, Acampado, Tarso ângulo reto, Tarso ângulo fechado.
A classificação de intensidade dos desvios angulares adotada neste estudo foi adaptada em critérios consolidados por SANTSCHI et al.2006. Considerou-se: 0 = ausência de alteração; 1 = leve (5°– 10°); 2 = moderada (15°–25°); 3 = severa (>25°). Para caracterizar o conjunto amostral, se realizará análise estatística descritiva, com cálculo de médias e desvio-padrão das variáveis contínuas e distribuição de frequências das diferentes categorias de intensidade. Essa abordagem permitirá delinear um panorama geral da prevalência e a intensidade das alterações angulares e subsidiará a organização das análises subsequentes, inclusive a descrição de sítios com desvios isolados ou em combinações compensatórias e não compensatórias.
Na sequência, será realizada à avaliação de ocorrências de desvios entre segmentos proximais e distais, Articulação Rádiocárpica + Articulação Metacarpofalange, Articulação Tíbiotársica + Articulação Metatarsofalange (AMtF) e Eixo Podofalângico + Alterações Posturais. Essa etapa é estruturada para identificar padrões de compensação, sobrecarga biomecânica e possíveis relações etiopatogênicas entre conformação e exigências de trabalho.
Experimento 2, após a avaliação dos animais e a tabulação dos dados do experimento 1, se propõe um escore quantitativo para avaliação padronizada de aprumos em equinos, convertendo a classificação qualitativa em um índice objetivo e replicável. O escore esta estruturado em três domínios complementares avaliados por sítios: (I) avaliação dos membros torácicos, (II) avaliação dos membros pélvicos e (III) avaliação de alterações posturais e eixo podofalângico.
A avaliação (I) está relacionada aos membros torácicos direito e esquerdo sendo composta por: Articulação Rádiocárpica, Articulação Metacarpofalange, seu escore é definido como: Leve = 1 ponto; Moderado = 5 pontos; Grave = 10 pontos). Adicionalmente, como conclusão da avaliação (I), será atribuído pontos para sítios com alterações individuais e combinações. Para aqueles equinos que não apresentam combinações, como somente Metacarpofalange, somam 1 ponto e somente articulação Rádiocárpica somam 2 pontos. Para suas combinações sendo estas: Compensatória (desvios angulares que não possuem impactos biomecânicos), Articulação Rádiocárpica + Articulação Metacarpofalange = 3 pontos; Não compensatória (desvios angulares que possuem impactos biomecânicos na Articulação Rádiocárpica + Articulação Metacarpofalange = 5 pontos. O total atribuído para avaliação (I) é de 45 pontos.
A avaliação (II), manterá o padrão da avaliação (I), porém está relacionada aos membros pélvicos, serão atribuídos pontos para sítios com alterações individuais e combinações. Para avaliação dos sítios individuais dos membros pélvicos direito e esquerdo, compostos por: Articulação Tibiotársica, Articulação Metatarsofalange, seu escore é definido como: Leve = 1 ponto; Moderado = 5 pontos; Severo = 10 pontos). Para os equinos que não apresentam combinações, como somente Articulação Metatarsofalange, somam 1 ponto e somente Articulação Tíbiotársica somam 2 pontos. Para suas combinações: Compensatória (desvios angulares que não possuem impactos biomecânicos) Articulação Tíbiotársica + Articulação Metatarsofalange = 3 pontos; Não compensatória (desvios angulares que possuem impactos biomecânicos) Articulação Tíbiotársica + Articulação Metatarsofalange = 5 pontos. Total atribuído para avaliação (II) é de 45 pontos.
A avaliação (III) está relacionada alterações posturais e alinhamento do eixo podofalângico dos membros torácicos e pélvicos respectivamente, (Carpo Curvo, Carpo Transcurvo, Sobre si, Acampado, Tarso ângulo reto, Tarso ângulo fechado, Ângulo palmar positivo (APN), Ângulo palmar negativo (APP)). Foram registradas de forma binária quanto a alterações (presença = 1; ausência = 0). Total atribuído para avaliação (III) é de 12 pontos.
Considerando que os escores obtidos serão dados de natureza categórica e não contínua, se empregará mediana como medida de tendência central, complementada por valores de mínimo, máximo e intervalos interquartis para caracterizar a dispersão. O quartil inferior (25%) será interpretado como representativo de desvios leves, o quartil mediano (50%) de desvios moderados e o quartil superior (25%) de desvios graves. A partir dessa estratificação, se estabeleceram faixas de pontuação específicas: para os membros torácicos, escores de 2–3 pontos serão classificados como leves, de 4–10 pontos como moderados e de 11–45 pontos como graves; para os membros pélvicos, 2–3 pontos corresponderam a desvios leves, 4–10 pontos a moderados e 11–23 pontos a graves; e, para as alterações posturais associadas ao eixo podofalângico, se consideraram leves á moderado as pontuações de 1–2 pontos e 3-6 pontos como grave.
O índice final será o resultado da soma das pontuações nos três domínios (Avaliação (I) + Avaliação (II) + Avaliação (III)), oferecendo uma escala contínua (0–102 pontos) na qual valores mais elevados correspondem a maior extensão e gravidade do comprometimento conformacional. Quando avaliado o escore total, obtido pela soma destes três domínios (membros torácicos, membros pélvicos e alterações posturais/eixo podofalângico), será definido como desvio leve o intervalo de 2–3 pontos, como moderado o de 4–10 pontos e como grave o de 11–45 pontos. Todas as análises estatísticas, incluindo a determinação da mediana, e intervalos interquartis, serão conduzidas no software Statistix 10®. Essa estrutura metodológica foi concebida para permitir comparações individuais, estratificação por gravidade clínica. Os 1000 cavalos serão submetidos ao escore proposto, visando estabelecer valores de escore para equinos da raça Crioula.
Experimento 3, é a validação externa do escore proposto. Será selecionado um grupo independente de 100 cavalos Crioulos com histórico atlético comprovado, caracterizado por participação prévia em competições oficiais de desempenho funcional e morfológico. Para cada animal será levantado um histórico clínico detalhado, incluindo diagnósticos obtidos por exames de imagem (radiografia e ultrassonografia) e informações fornecidas por meio de questionários direcionados aos médicos veterinários responsáveis pelo acompanhamento desses equinos, a fim de documentar condições ortopédicas. Em seguida, os animais serão avaliados em ambiente controlado por dois avaliadores independentes (médicos veterinários especialistas em clínica de equinos), que não terão acesso aos dados prévios para garantir análise cega. Cada avaliador aplicará integralmente o escore morfoestrutural proposto, registrando as pontuações com planilha padronizada de avaliação. Os resultados serão comparados entre avaliadores para determinação do coeficiente de concordância entre os observadores e para avaliação da consistência interna do escore. Essa fase tem por objetivo demonstrar a reprodutibilidade e a aplicabilidade prática do método em equinos de alta exigência atlética, validando a correlação entre os escores obtidos, o histórico clínico e os achados de imagem, e fortalecendo a relevância clínica e científica do escore proposto.
Será realizada a estatística descritiva dos dados, utilizando moda e mediana, e estabelecidos intervalos interquartis utilizando o software STATISTIX 10®.
Todos os animais utilizados serão admitidos nas provas de seleção da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos-ABCCC, na Morfologia e Freio de Ouro. Obedecendo os protocolos e regramentos da ABCCC, instituição que realiza a competição. As avaliações serão realizadas no momento da admissão das provas, sobre uma superfície plana e firme, onde o equino permanecerá em estação, enquanto três avaliadores percorrem o eixo de 360° do equino obtendo a vista de todos os lados do indivíduo, está avaliação acontecerá de forma estática, assim como registro fotográfico, possibilitando revisões através do banco de imagens, para eventual discordância de avaliação. Na sequência o animal iniciará uma caminhada de 30metros e será avaliado de maneira dinâmica através do seu movimento de deambulação. Para a análises dos dados inicialmente, se realizará a análise estatística descritiva, com cálculos de médias e desvio-padrão das variáveis de interesse, bem como distribuição de frequências das categorias de intensidade. Essa etapa permitirá delinear um panorama geral da prevalência e intensidade das alterações angulares, servindo de base para o planejamento das análises subsequentes.
No experimento 1- Serão definidos sítios de avaliações, que consistem locais de desvios angulares das articulações envolvidas na vista frontal e lateral dos membros torácicos (MT) e lateral e caudal dos membros pélvicos (MP). Os sítios anatômicos avaliados serão: Articulação Rádiocárpica (ARC), Articulação Metacarpofalange (AMcF), Articulação Metatarsofalange (AMtF), Articulação Tíbiotársica (ART), Eixo Podofalângico: Ângulo palmar positivo (APP), Ângulo palmar negativo (APN) e Alterações Posturais: Carpo Curvo, Carpo Transcurvo, Sobre si, Acampado, Tarso ângulo reto, Tarso ângulo fechado.
A classificação de intensidade dos desvios angulares adotada neste estudo foi adaptada em critérios consolidados por SANTSCHI et al.2006. Considerou-se: 0 = ausência de alteração; 1 = leve (5°– 10°); 2 = moderada (15°–25°); 3 = severa (>25°). Para caracterizar o conjunto amostral, se realizará análise estatística descritiva, com cálculo de médias e desvio-padrão das variáveis contínuas e distribuição de frequências das diferentes categorias de intensidade. Essa abordagem permitirá delinear um panorama geral da prevalência e a intensidade das alterações angulares e subsidiará a organização das análises subsequentes, inclusive a descrição de sítios com desvios isolados ou em combinações compensatórias e não compensatórias.
Na sequência, será realizada à avaliação de ocorrências de desvios entre segmentos proximais e distais, Articulação Rádiocárpica + Articulação Metacarpofalange, Articulação Tíbiotársica + Articulação Metatarsofalange (AMtF) e Eixo Podofalângico + Alterações Posturais. Essa etapa é estruturada para identificar padrões de compensação, sobrecarga biomecânica e possíveis relações etiopatogênicas entre conformação e exigências de trabalho.
Experimento 2, após a avaliação dos animais e a tabulação dos dados do experimento 1, se propõe um escore quantitativo para avaliação padronizada de aprumos em equinos, convertendo a classificação qualitativa em um índice objetivo e replicável. O escore esta estruturado em três domínios complementares avaliados por sítios: (I) avaliação dos membros torácicos, (II) avaliação dos membros pélvicos e (III) avaliação de alterações posturais e eixo podofalângico.
A avaliação (I) está relacionada aos membros torácicos direito e esquerdo sendo composta por: Articulação Rádiocárpica, Articulação Metacarpofalange, seu escore é definido como: Leve = 1 ponto; Moderado = 5 pontos; Grave = 10 pontos). Adicionalmente, como conclusão da avaliação (I), será atribuído pontos para sítios com alterações individuais e combinações. Para aqueles equinos que não apresentam combinações, como somente Metacarpofalange, somam 1 ponto e somente articulação Rádiocárpica somam 2 pontos. Para suas combinações sendo estas: Compensatória (desvios angulares que não possuem impactos biomecânicos), Articulação Rádiocárpica + Articulação Metacarpofalange = 3 pontos; Não compensatória (desvios angulares que possuem impactos biomecânicos na Articulação Rádiocárpica + Articulação Metacarpofalange = 5 pontos. O total atribuído para avaliação (I) é de 45 pontos.
A avaliação (II), manterá o padrão da avaliação (I), porém está relacionada aos membros pélvicos, serão atribuídos pontos para sítios com alterações individuais e combinações. Para avaliação dos sítios individuais dos membros pélvicos direito e esquerdo, compostos por: Articulação Tibiotársica, Articulação Metatarsofalange, seu escore é definido como: Leve = 1 ponto; Moderado = 5 pontos; Severo = 10 pontos). Para os equinos que não apresentam combinações, como somente Articulação Metatarsofalange, somam 1 ponto e somente Articulação Tíbiotársica somam 2 pontos. Para suas combinações: Compensatória (desvios angulares que não possuem impactos biomecânicos) Articulação Tíbiotársica + Articulação Metatarsofalange = 3 pontos; Não compensatória (desvios angulares que possuem impactos biomecânicos) Articulação Tíbiotársica + Articulação Metatarsofalange = 5 pontos. Total atribuído para avaliação (II) é de 45 pontos.
A avaliação (III) está relacionada alterações posturais e alinhamento do eixo podofalângico dos membros torácicos e pélvicos respectivamente, (Carpo Curvo, Carpo Transcurvo, Sobre si, Acampado, Tarso ângulo reto, Tarso ângulo fechado, Ângulo palmar positivo (APN), Ângulo palmar negativo (APP)). Foram registradas de forma binária quanto a alterações (presença = 1; ausência = 0). Total atribuído para avaliação (III) é de 12 pontos.
Considerando que os escores obtidos serão dados de natureza categórica e não contínua, se empregará mediana como medida de tendência central, complementada por valores de mínimo, máximo e intervalos interquartis para caracterizar a dispersão. O quartil inferior (25%) será interpretado como representativo de desvios leves, o quartil mediano (50%) de desvios moderados e o quartil superior (25%) de desvios graves. A partir dessa estratificação, se estabeleceram faixas de pontuação específicas: para os membros torácicos, escores de 2–3 pontos serão classificados como leves, de 4–10 pontos como moderados e de 11–45 pontos como graves; para os membros pélvicos, 2–3 pontos corresponderam a desvios leves, 4–10 pontos a moderados e 11–23 pontos a graves; e, para as alterações posturais associadas ao eixo podofalângico, se consideraram leves á moderado as pontuações de 1–2 pontos e 3-6 pontos como grave.
O índice final será o resultado da soma das pontuações nos três domínios (Avaliação (I) + Avaliação (II) + Avaliação (III)), oferecendo uma escala contínua (0–102 pontos) na qual valores mais elevados correspondem a maior extensão e gravidade do comprometimento conformacional. Quando avaliado o escore total, obtido pela soma destes três domínios (membros torácicos, membros pélvicos e alterações posturais/eixo podofalângico), será definido como desvio leve o intervalo de 2–3 pontos, como moderado o de 4–10 pontos e como grave o de 11–45 pontos. Todas as análises estatísticas, incluindo a determinação da mediana, e intervalos interquartis, serão conduzidas no software Statistix 10®. Essa estrutura metodológica foi concebida para permitir comparações individuais, estratificação por gravidade clínica. Os 1000 cavalos serão submetidos ao escore proposto, visando estabelecer valores de escore para equinos da raça Crioula.
Experimento 3, é a validação externa do escore proposto. Será selecionado um grupo independente de 100 cavalos Crioulos com histórico atlético comprovado, caracterizado por participação prévia em competições oficiais de desempenho funcional e morfológico. Para cada animal será levantado um histórico clínico detalhado, incluindo diagnósticos obtidos por exames de imagem (radiografia e ultrassonografia) e informações fornecidas por meio de questionários direcionados aos médicos veterinários responsáveis pelo acompanhamento desses equinos, a fim de documentar condições ortopédicas. Em seguida, os animais serão avaliados em ambiente controlado por dois avaliadores independentes (médicos veterinários especialistas em clínica de equinos), que não terão acesso aos dados prévios para garantir análise cega. Cada avaliador aplicará integralmente o escore morfoestrutural proposto, registrando as pontuações com planilha padronizada de avaliação. Os resultados serão comparados entre avaliadores para determinação do coeficiente de concordância entre os observadores e para avaliação da consistência interna do escore. Essa fase tem por objetivo demonstrar a reprodutibilidade e a aplicabilidade prática do método em equinos de alta exigência atlética, validando a correlação entre os escores obtidos, o histórico clínico e os achados de imagem, e fortalecendo a relevância clínica e científica do escore proposto.
Será realizada a estatística descritiva dos dados, utilizando moda e mediana, e estabelecidos intervalos interquartis utilizando o software STATISTIX 10®.
Indicadores, Metas e Resultados
Espera-se que a aplicação do escore morfoestrutural proposto permita quantificar, de maneira objetiva e replicável, os desvios angulares em cavalos Crioulos, fornecendo uma descrição detalhada da prevalência, distribuição anatômica dos sítios avaliados e gravidade das alterações de aprumos observadas na população estudada. Dessa forma, espera-se que o escore desenvolvido se estabeleça como uma ferramenta de avaliação clínica padronizada, aplicável tanto em programas de seleção e melhoramento genético quanto na prática esportiva e na medicina preventiva de equinos atletas, contribuindo para a detecção de desvios angulares e para a tomada de decisão no manejo de cavalos Crioulos.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ANDRE EDUARDO NIOTTI DIAS | |||
| BRUNA DA ROSA CURCIO | 2 | ||
| CARLOS EDUARDO WAYNE NOGUEIRA | 7 | ||
| FLAVIA MOREIRA | |||
| ISADORA PAZ OLIVEIRA DOS SANTOS | |||
| ISADORA PAZ OLIVEIRA DOS SANTOS | |||
| MARCOS EDUARDO NETO | |||
| PALOMA BEATRIZ JOANOL DALLMANN | |||
| VITÓRIA MÜLLER | 4 |