Nome do Projeto
A intersecção entre determinantes sociais da saúde e qualidade da atenção à gravidez e ao parto como causa de desigualdades na mortalidade infantil e materna: um estudo usando dados nacionais de registro
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
15/12/2025 - 31/12/2028
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
A saúde materno-infantil no Brasil combina importantes avanços em indicadores básicos com persistentes desafios estruturais na qualidade e equidade da atenção. Nas últimas décadas, a ampliação do Sistema Único de Saúde (SUS), a expansão da atenção primária e a consolidação de políticas específicas resultaram em reduções expressivas das taxas de mortalidade e em melhorias nos indicadores de acesso. Entretanto, desigualdades regionais, raciais e socioeconômicas continuam sendo um traço estruturante do sistema de saúde, limitando o alcance das metas nacionais e globais pactuadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Entre 1996 e 2023, o país reduziu em aproximadamente 60% as mortes infantis e fetais por causas evitáveis. Ainda assim, desafios críticos persistem. Essa lacuna é agravada por persistentes desigualdades étnico-raciais, socioeconômicas e regionais, com as regiões Norte e Nordeste concentrando a maior parte dos municípios com os indicadores mais elevados, confirmando o caráter estrutural dessas disparidades.
A mortalidade materna segue uma tendência semelhante. Em 2023, o país registrou uma Razão de Mortalidade Materna (RMM) de 50,9 óbitos por 100 mil nascidos vivos, ainda distante da meta de menos de 30 óbitos por 100 mil nascidos vivos até 2030. O atraso na identificação e no manejo de complicações durante o pré-natal, parto e pós-parto contribui para um número elevado de mortes evitáveis, um cenário agravado pela escassez de recursos e pela limitada atenção à saúde materna.
A assistência à saúde, desde o planejamento familiar até o pré-natal, parto e cuidado neonatal, é determinante para redução da mortalidade materna e infantil. No entanto, seu impacto é profundamente condicionado por desigualdades estruturais que atravessam o território brasileiro e refletem a interação entre determinantes individuais e contextuais. Essas desigualdades são complexas e resultam de uma combinação de características individuais (etnia/cor da pele, escolaridade, renda, idade) e contextuais (geografia, estrutura e disponibilidade dos serviços de saúde, e níveis de riqueza).
Com este estudo, propomos superar essa limitação e adotar uma abordagem integrada para explorar essa realidade, considerando múltiplas dimensões sociais, econômicas e territoriais que estruturam as desigualdades em saúde. Ao analisar como essas características estão interligadas, o estudo não apenas fornecerá uma compreensão mais profunda das iniquidades existentes, mas também se constituirá em um subsídio valiosíssimo e essencial para a revisão e a construção de políticas e estratégias públicas focadas na equidade, visando a uma redução mais eficaz e justa dos índices de mortalidade no Brasil.
Objetivo Geral
Este projeto tem por objetivo investigar as intersecções entre características contextuais e individuais que influenciam as desigualdades na atenção ao pré-natal e ao parto no Brasil. Ao analisar de forma integrada as dimensões socioeconômicas, étnico-raciais e territoriais, o estudo busca compreender como essas desigualdades se formam e refletem nos diferentes níveis de mortalidade infantil e materna observados no país.
Justificativa
A assistência à saúde, desde o planejamento familiar até o pré-natal, parto e cuidado neonatal, é determinante para redução da mortalidade materna e infantil. No entanto, seu impacto é profundamente condicionado por desigualdades estruturais que atravessam o território brasileiro e refletem a interação entre determinantes individuais e contextuais. Essas desigualdades são complexas e resultam de uma combinação de características individuais (etnia/cor da pele, escolaridade, renda, idade) e contextuais (geografia, estrutura e disponibilidade dos serviços de saúde, e níveis de riqueza). Apesar dos avanços, a maior parte das análises sobre mortalidade ainda aborda esses determinantes de forma fragmentada, o que limita a compreensão da intersecção de desigualdades e de como múltiplas vulnerabilidades se acumulam em grupos específicos.
Com este estudo, propomos superar essa limitação e adotar uma abordagem integrada para explorar essa realidade, considerando múltiplas dimensões sociais, econômicas e territoriais que estruturam as desigualdades em saúde. Ao analisar como essas características estão interligadas, o estudo não apenas fornecerá uma compreensão mais profunda das iniquidades existentes, mas também se constituirá em um subsídio valiosíssimo e essencial para a revisão e a construção de políticas e estratégias públicas focadas na equidade, visando a uma redução mais eficaz e justa dos índices de mortalidade no Brasil.
Com este estudo, propomos superar essa limitação e adotar uma abordagem integrada para explorar essa realidade, considerando múltiplas dimensões sociais, econômicas e territoriais que estruturam as desigualdades em saúde. Ao analisar como essas características estão interligadas, o estudo não apenas fornecerá uma compreensão mais profunda das iniquidades existentes, mas também se constituirá em um subsídio valiosíssimo e essencial para a revisão e a construção de políticas e estratégias públicas focadas na equidade, visando a uma redução mais eficaz e justa dos índices de mortalidade no Brasil.
Metodologia
Revisão de literatura: A estratégia de revisão de literatura para o projeto será sistemática e focada em identificar e sintetizar evidências sobre a intersecção de determinantes individuais e contextuais na qualidade da atenção pré-natal e ao parto, bem como nos desfechos de mortalidade materna e infantil no Brasil e em contextos socioeconômicos similares. Nossa prioridade será localizar estudos que subsidiem o nosso processo de análise e permitam contextualizar os nossos achados, de acordo com as especificidades da mortalidade infantil e materna no país.
As buscas incluirão artigos científicos e outras fontes relevantes, como relatórios técnicos e conjuntos de indicadores, em bases de dados eletrônicas. As pesquisas de artigos e outras fontes, incluindo relatórios técnicos e conjuntos de indicadores, utilizarão bases de dados eletrônicas como PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, LILACS e Google Scholar. Também faremos buscas em sítios estratégicos como os do Ministério da Saúde (MS), do IBGE e das secretarias estaduais de saúde, complementadas por buscas gerais em motores de busca como Google.
Indicadores de mortalidade infantil e materna: Como indicadores de mortalidade, serão analisadas a taxa de mortalidade infantil e a razão de mortalidade materna utilizando dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC). Para o cálculo das taxas será necessária a vinculação entre os sistemas SINASC e SIM. A integração entre os sistemas permite identificar quais óbitos correspondem a nascimentos registrados, garantindo estimativas mais precisas das taxas de mortalidade infantil e materna e possibilitando análises mais detalhadas dos fatores associados à mortalidade. Essa etapa será conduzida por um pesquisador do Centro Internacional para Equidade em Saúde (ICEH), em um processo autorizado pelo Ministério da Saúde e aprovado por comitê de ética em pesquisa, garantindo a confidencialidade e a segurança dos dados.
Indicador de atenção pré-natal e parto: Como indicador de atenção ao pré-natal e ao parto, será utilizado o escore de co-cobertura de pré-natal e parto, construído a partir dos dados do SINASC.
Indicadores de características contextuais e individuais: Como indicadores contextuais, serão consideradas diferentes dimensões relacionadas ao território, ao acesso aos serviços de saúde e às condições econômicas. Entre elas, destaca-se a dimensão geográfica, que será analisada em múltiplos níveis de agregação territorial: municipal, regional de saúde, estadual e de grandes regiões geográficas.O acesso poderá ser avaliado tanto pela cobertura de serviços da atenção básica como pela estrutura dos serviços de saúde avaliando o número absoluto de hospitais, médicos e enfermeiros e disponibilidade de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) adultos e neonatal. Para os indicadores de saúde, os dados serão obtidos do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (https://cnes2.datasus.gov.br/) e do Sistema de Informação e Gestão da Atenção Básica (https://relatorioaps.saude.gov.br/).
Em relação às condições econômicas contextuais, serão incluídas métricas de riqueza, como Produto Interno Bruto (PIB) municipal e estadual, indicadores de emprego e renda, além de indicadores de qualidade de vida e privação como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) municipal e o Índice Brasileiro de Privação (IBP), o qual informa o nível de privação material considerando renda, escolaridade e condições do domicílio em diferentes agregados geográficos (setores censitários, municípios, estados, macrorregiões e nacional), permitindo avaliar a dimensão econômica contextual em diferentes níveis. Estes dados são provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Serão considerados também os efeitos de políticas públicas de saúde e socioeconômicas, como a presença de agentes comunitários de saúde e a proporção de pessoas cobertas por programas de transferência de renda, como o Programa Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada.
A partir de 2026, poderão ser incorporados outros indicadores contextuais provenientes do Censo Demográfico que tenham relevância direta para pré-natal e parto, como indicadores de infraestrutura municipal (saneamento, água, população residente em moradias precárias), proporção de pessoas em situação de pobreza, índices de desigualdade de renda, como o coeficiente de Gini, fecundidade e nupcialidade, afiliação religiosa, pessoas com deficiência e informações específicas sobre populações quilombolas e indígenas.
Além de indicadores contextuais, também serão considerados indicadores individuais disponíveis no banco de dados do SIM e SINASC. Os principais incluem idade da mulher em anos completos; etnia/cor da pele (branca, parda, preta, amarela, indígena), escolaridade em anos completos e região de residência (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste).
Análise de equidade: Os dados serão processados e analisados inicialmente por estatística descritiva, obtendo as prevalências do indicador combinado de co-cobertura, taxas de mortalidade materna e infantil de acordo com os indicadores individuais e contextuais. Serão então calculadas medidas de desigualdades simples como razões e diferenças de acordo com os subgrupos populacionais e medidas complexas como o Slope Index of Inequality (SII) e o Concentration Index of Inequality (CIX). Adicionalmente, serão realizadas análises de intersecção, a partir dos dados vinculados do SINASC e do SIM, com o objetivo de identificar e mapear subgrupos populacionais que se situam na sobreposição de diferentes dimensões de desigualdade na determinação da atenção ao pré-natal e ao parto.
As buscas incluirão artigos científicos e outras fontes relevantes, como relatórios técnicos e conjuntos de indicadores, em bases de dados eletrônicas. As pesquisas de artigos e outras fontes, incluindo relatórios técnicos e conjuntos de indicadores, utilizarão bases de dados eletrônicas como PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, LILACS e Google Scholar. Também faremos buscas em sítios estratégicos como os do Ministério da Saúde (MS), do IBGE e das secretarias estaduais de saúde, complementadas por buscas gerais em motores de busca como Google.
Indicadores de mortalidade infantil e materna: Como indicadores de mortalidade, serão analisadas a taxa de mortalidade infantil e a razão de mortalidade materna utilizando dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC). Para o cálculo das taxas será necessária a vinculação entre os sistemas SINASC e SIM. A integração entre os sistemas permite identificar quais óbitos correspondem a nascimentos registrados, garantindo estimativas mais precisas das taxas de mortalidade infantil e materna e possibilitando análises mais detalhadas dos fatores associados à mortalidade. Essa etapa será conduzida por um pesquisador do Centro Internacional para Equidade em Saúde (ICEH), em um processo autorizado pelo Ministério da Saúde e aprovado por comitê de ética em pesquisa, garantindo a confidencialidade e a segurança dos dados.
Indicador de atenção pré-natal e parto: Como indicador de atenção ao pré-natal e ao parto, será utilizado o escore de co-cobertura de pré-natal e parto, construído a partir dos dados do SINASC.
Indicadores de características contextuais e individuais: Como indicadores contextuais, serão consideradas diferentes dimensões relacionadas ao território, ao acesso aos serviços de saúde e às condições econômicas. Entre elas, destaca-se a dimensão geográfica, que será analisada em múltiplos níveis de agregação territorial: municipal, regional de saúde, estadual e de grandes regiões geográficas.O acesso poderá ser avaliado tanto pela cobertura de serviços da atenção básica como pela estrutura dos serviços de saúde avaliando o número absoluto de hospitais, médicos e enfermeiros e disponibilidade de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) adultos e neonatal. Para os indicadores de saúde, os dados serão obtidos do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (https://cnes2.datasus.gov.br/) e do Sistema de Informação e Gestão da Atenção Básica (https://relatorioaps.saude.gov.br/).
Em relação às condições econômicas contextuais, serão incluídas métricas de riqueza, como Produto Interno Bruto (PIB) municipal e estadual, indicadores de emprego e renda, além de indicadores de qualidade de vida e privação como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) municipal e o Índice Brasileiro de Privação (IBP), o qual informa o nível de privação material considerando renda, escolaridade e condições do domicílio em diferentes agregados geográficos (setores censitários, municípios, estados, macrorregiões e nacional), permitindo avaliar a dimensão econômica contextual em diferentes níveis. Estes dados são provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Serão considerados também os efeitos de políticas públicas de saúde e socioeconômicas, como a presença de agentes comunitários de saúde e a proporção de pessoas cobertas por programas de transferência de renda, como o Programa Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada.
A partir de 2026, poderão ser incorporados outros indicadores contextuais provenientes do Censo Demográfico que tenham relevância direta para pré-natal e parto, como indicadores de infraestrutura municipal (saneamento, água, população residente em moradias precárias), proporção de pessoas em situação de pobreza, índices de desigualdade de renda, como o coeficiente de Gini, fecundidade e nupcialidade, afiliação religiosa, pessoas com deficiência e informações específicas sobre populações quilombolas e indígenas.
Além de indicadores contextuais, também serão considerados indicadores individuais disponíveis no banco de dados do SIM e SINASC. Os principais incluem idade da mulher em anos completos; etnia/cor da pele (branca, parda, preta, amarela, indígena), escolaridade em anos completos e região de residência (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste).
Análise de equidade: Os dados serão processados e analisados inicialmente por estatística descritiva, obtendo as prevalências do indicador combinado de co-cobertura, taxas de mortalidade materna e infantil de acordo com os indicadores individuais e contextuais. Serão então calculadas medidas de desigualdades simples como razões e diferenças de acordo com os subgrupos populacionais e medidas complexas como o Slope Index of Inequality (SII) e o Concentration Index of Inequality (CIX). Adicionalmente, serão realizadas análises de intersecção, a partir dos dados vinculados do SINASC e do SIM, com o objetivo de identificar e mapear subgrupos populacionais que se situam na sobreposição de diferentes dimensões de desigualdade na determinação da atenção ao pré-natal e ao parto.
Indicadores, Metas e Resultados
Metas:
1. Até o final do 12º mês de projeto, elaborar o mapeamento de subgrupos populacionais definidos pelos determinantes contextuais e individuais que mais fortemente influenciam a qualidade da atenção no pré-natal e no parto.
2. Meta: Até o 24º mês, calcular taxas de mortalidade para os subgrupos populacionais selecionados e produzir o primeiro rascunho de um artigo para publicação desses resultados.
3. Meta: Até o 36º mês, ter concluído o exercício de modelagem multinível, redigir um rascunho de artigo científico relatando os resultados da modelagem e elaborar relatório técnico final do projeto.
4. Durante a execução de cada etapa, manter um processo contínuo de disseminação de resultados relevantes para o público em geral, através de mídias sociais e de sítios web do nosso Centro de Equidade
Resultados Esperados
1. Mapeamento Detalhado das Desigualdades: Produção de tabelas, gráficos e mapas que apresentem de forma clara e intuitiva as desigualdades das taxas de mortalidade infantil e materna, em conjunto com os indicadores de determinantes individuais (etnia e escolaridade) e contextuais (infraestrutura de saúde, índices de privação). Isso permitirá uma identificação precisa das regiões e subgrupos mais vulneráveis.
2. Identificação de Padrões de Intersecção: Compreensão aprofundada de como diferentes determinantes individuais e contextuais se cruzam e se potencializam, criando padrões de vulnerabilidade específicos. Por exemplo, espera-se quantificar a magnitude de como a baixa escolaridade, combinada com a etnia indígena e a localização em áreas de difícil acesso na Região Norte, impacta cumulativamente a qualidade da atenção e o risco de óbito.
3. Modelos Preditivos de Risco: Desenvolvimento de modelos estatísticos que quantifiquem a contribuição relativa de cada determinante (e suas interações) para a probabilidade de acesso inadequado à atenção pré-natal/parto e para o risco de mortalidade infantil e materna. Esses modelos podem servir como ferramentas para compreender padrões de mediação de efeitos e identificar populações de alto risco.
4. Avaliação da Qualidade da Atenção Integrada: Quantificação do percentual de mulheres que recebem a atenção integrada e de qualidade ao pré-natal e ao parto e como este percentual varia em função dos determinantes estudados.
5. Disseminação: Publicação de, no mínimo, 2 artigos científicos em periódicos de alto impacto e a elaboração de relatórios técnicos detalhados com os achados do estudo, que serão disponibilizados para a comunidade científica e para os formuladores de políticas. Em paralelo, com o apoio da nossa equipe de comunicação, promoveremos continuamente a divulgação dos resultados do trabalho, com foco tanto na comunicação científica como na comunicação com a comunidade. Também utilizaremos canais de mídia de abrangência nacional, como a TV Brasil, por exemplo.
1. Até o final do 12º mês de projeto, elaborar o mapeamento de subgrupos populacionais definidos pelos determinantes contextuais e individuais que mais fortemente influenciam a qualidade da atenção no pré-natal e no parto.
2. Meta: Até o 24º mês, calcular taxas de mortalidade para os subgrupos populacionais selecionados e produzir o primeiro rascunho de um artigo para publicação desses resultados.
3. Meta: Até o 36º mês, ter concluído o exercício de modelagem multinível, redigir um rascunho de artigo científico relatando os resultados da modelagem e elaborar relatório técnico final do projeto.
4. Durante a execução de cada etapa, manter um processo contínuo de disseminação de resultados relevantes para o público em geral, através de mídias sociais e de sítios web do nosso Centro de Equidade
Resultados Esperados
1. Mapeamento Detalhado das Desigualdades: Produção de tabelas, gráficos e mapas que apresentem de forma clara e intuitiva as desigualdades das taxas de mortalidade infantil e materna, em conjunto com os indicadores de determinantes individuais (etnia e escolaridade) e contextuais (infraestrutura de saúde, índices de privação). Isso permitirá uma identificação precisa das regiões e subgrupos mais vulneráveis.
2. Identificação de Padrões de Intersecção: Compreensão aprofundada de como diferentes determinantes individuais e contextuais se cruzam e se potencializam, criando padrões de vulnerabilidade específicos. Por exemplo, espera-se quantificar a magnitude de como a baixa escolaridade, combinada com a etnia indígena e a localização em áreas de difícil acesso na Região Norte, impacta cumulativamente a qualidade da atenção e o risco de óbito.
3. Modelos Preditivos de Risco: Desenvolvimento de modelos estatísticos que quantifiquem a contribuição relativa de cada determinante (e suas interações) para a probabilidade de acesso inadequado à atenção pré-natal/parto e para o risco de mortalidade infantil e materna. Esses modelos podem servir como ferramentas para compreender padrões de mediação de efeitos e identificar populações de alto risco.
4. Avaliação da Qualidade da Atenção Integrada: Quantificação do percentual de mulheres que recebem a atenção integrada e de qualidade ao pré-natal e ao parto e como este percentual varia em função dos determinantes estudados.
5. Disseminação: Publicação de, no mínimo, 2 artigos científicos em periódicos de alto impacto e a elaboração de relatórios técnicos detalhados com os achados do estudo, que serão disponibilizados para a comunidade científica e para os formuladores de políticas. Em paralelo, com o apoio da nossa equipe de comunicação, promoveremos continuamente a divulgação dos resultados do trabalho, com foco tanto na comunicação científica como na comunicação com a comunidade. Também utilizaremos canais de mídia de abrangência nacional, como a TV Brasil, por exemplo.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ALUISIO JARDIM DORNELLAS DE BARROS | 1 | ||
| FRANCIELE HELLWIG | |||
| LARISSA ÁDNA NEVES SILVA | |||
| RAFAELA ZAZYKI DE ALMEIDA |