Nome do Projeto
Validação do instrumento General Anxiety Disorder-7 (GAD-7) em adultos participantes da Coorte de nascimentos de 1993 da cidade de Pelotas
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
14/01/2026 - 28/02/2027
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é uma condição de alta prevalência
global, com significativo impacto na funcionalidade e qualidade de vida. Um dos
instrumentos de rastreio para TAG é o Generalized Anxiety Disorder-7 (GAD-7).
Porém, sua validade para populações brasileiras ainda não foi avaliada. Este estudo
tem como objetivo avaliar a validade do GAD-7 e fomentar discussão sobre a
importância dos pontos de corte para o rastreio de TAG em adultos brasileiros,
utilizando como padrão-ouro a Mini International Neuropsychiatric Interview (MINI).
Trata-se de um estudo transversal, integrante do acompanhamento dos 30 anos da
Coorte de Nascimentos de 1993 de Pelotas (RS). A amostra será composta pelos
participantes da coorte que possuírem dados válidos para ambos os instrumentos.
Serão calculadas as métricas de sensibilidade, especificidade e a área sob a curva
ROC (Receiver Operating Characteristic) para determinar o melhor ponto de corte
geral e específico por sexo. Espera-se que os resultados forneçam evidências
robustas sobre a validade do GAD-7 em uma amosra brasileira de jovens adultos,
subsidiando seu uso na atenção primária à saúde para a identificação precoce do
TAG.
Objetivo Geral
Estabelecer pontos de corte para o rastreio de TAG utilizando o GAD-7,
comparando-o ao MINI, aos 30 anos nos participantes da Coorte de Nascimentos de
1993 de Pelotas.
comparando-o ao MINI, aos 30 anos nos participantes da Coorte de Nascimentos de
1993 de Pelotas.
Justificativa
Os transtornos de ansiedade representam uma das principais causas de
sofrimento psíquico e prejuízo funcional na população adulta mundial, com estimativas
de prevalência ao longo da vida variando entre 14% e 29% (Plummer et al., 2016). O
TAG, em particular, é frequentemente subdiagnosticado na atenção primária, apesar
de sua alta prevalência e impacto clínico. A identificação precoce de TAG é essencial
para a promoção da saúde mental e para a redução dos custos associados ao
tratamento tardio e às comorbidades psiquiátricas e somáticas.
O GAD-7 é um instrumento breve, auto-aplicável e amplamente utilizado para
triagem de TAG. Estudos internacionais demonstraram sua validade em diferentes
contextos clínicos e culturais, com pontos de corte variando entre 5 e 10, dependendo
da população avaliada (Plummer et al., 2016; Vrublevska et al., 2022; Gong et al.,
2021). No entanto, a maioria das validações foi realizada em amostras clínicas ou
convenientes, com poucos estudos conduzidos em populações representativas da
comunidade. Além disso, não há consenso sobre o ponto de corte ideal em contextos
latino-americanos, especialmente no Brasil, onde fatores socioculturais podem
influenciar a expressão dos sintomas ansiosos.
Conforme revisão de literatura (item 2.) elaborada para este projeto identificouse 14 estudos que validaram o GAD-7 com base no MINI, considerado padrão-ouro
para diagnóstico psiquiátrico. Embora os resultados indiquem boa acurácia
diagnóstica do GAD-7, nenhum dos estudos realizou análise estratificada por faixa
etária específica ou por contexto populacional brasileiro. Além disso, a maioria das
amostras apresentava distribuição etária ampla, sem foco em adultos jovens, faixa
etária em que os sintomas ansiosos frequentemente se consolidam.
As pesquisas realizadas no contexto nacional que buscam validar o GAD-7 têm
se concentrado predominantemente na avaliação das propriedades psicométricas da
escala, com destaque para sua estrutura fatorial e consistência interna. Moreno et al.
(2016), Pereira et al. (2020), Leite & Faro (2022), Monteiro et al. (2022), Silva et al.
(2023), Gonçalves et al. (2023) conduziram análises de confiabilidade, identificando
que o GAD-7 apresenta adequada consistência interna (alfa de Cronbach ≥ 0,80) e
estrutura unifatorial, corroborando achados internacionais. No entanto, esses estudos
limitaram-se a amostras de conveniência, frequentemente compostas por estudantes
universitários ou pacientes de serviços especializados, o que restringe a
generalização dos resultados para a população geral.
Apesar desses avanços iniciais, persiste uma lacuna fundamental na literatura
no que se refere à validação diagnóstica do GAD-7 contra um padrão-ouro clínico
estruturado, como o MINI. Embora Silva et al. (2023) tenham realizado um estudo de
precisão da escala em uma amostra comunitária, a ausência de comparação direta
com um critério diagnóstico consolidado impede a determinação de parâmetros de
acurácia, como sensibilidade, especificidade e pontos de corte otimizados para o
rastreio do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) na população brasileira.
Ademais, nenhum dos estudos brasileiros encontrados conduziu análises
estratificadas por sexo ou investigou a necessidade de pontos de corte específicos
para subgrupos populacionais, tais características que podem influenciar pontos de
corte.
Diante desse cenário, justifica-se a realização de um estudo de validação do
GAD-7 em comparação com o MINI em uma amostra populacional de adultos de 30
anos residentes em uma cidade de médio porte no Brasil. Essa abordagem permitirá
avaliar a sensibilidade, especificidade e ponto de corte ideal do instrumento em um
contexto comunitário, contribuindo para o aprimoramento da triagem de TAG na
atenção primária. A escolha da faixa etária de 30 anos se fundamenta na literatura
que aponta esse período como crítico para o desenvolvimento de transtornos ansiosos
e para a consolidação de trajetórias ocupacionais e sociais, frequentemente
impactadas por sintomas de ansiedade.
Além disso, a validação do GAD-7 para o contexto brasileiro, com base em
critérios diagnósticos robustos, poderá subsidiar políticas públicas de saúde mental,
fortalecer práticas clínicas baseadas em evidências e ampliar o acesso ao diagnóstico
precoce de TAG em diferentes populações.
sofrimento psíquico e prejuízo funcional na população adulta mundial, com estimativas
de prevalência ao longo da vida variando entre 14% e 29% (Plummer et al., 2016). O
TAG, em particular, é frequentemente subdiagnosticado na atenção primária, apesar
de sua alta prevalência e impacto clínico. A identificação precoce de TAG é essencial
para a promoção da saúde mental e para a redução dos custos associados ao
tratamento tardio e às comorbidades psiquiátricas e somáticas.
O GAD-7 é um instrumento breve, auto-aplicável e amplamente utilizado para
triagem de TAG. Estudos internacionais demonstraram sua validade em diferentes
contextos clínicos e culturais, com pontos de corte variando entre 5 e 10, dependendo
da população avaliada (Plummer et al., 2016; Vrublevska et al., 2022; Gong et al.,
2021). No entanto, a maioria das validações foi realizada em amostras clínicas ou
convenientes, com poucos estudos conduzidos em populações representativas da
comunidade. Além disso, não há consenso sobre o ponto de corte ideal em contextos
latino-americanos, especialmente no Brasil, onde fatores socioculturais podem
influenciar a expressão dos sintomas ansiosos.
Conforme revisão de literatura (item 2.) elaborada para este projeto identificouse 14 estudos que validaram o GAD-7 com base no MINI, considerado padrão-ouro
para diagnóstico psiquiátrico. Embora os resultados indiquem boa acurácia
diagnóstica do GAD-7, nenhum dos estudos realizou análise estratificada por faixa
etária específica ou por contexto populacional brasileiro. Além disso, a maioria das
amostras apresentava distribuição etária ampla, sem foco em adultos jovens, faixa
etária em que os sintomas ansiosos frequentemente se consolidam.
As pesquisas realizadas no contexto nacional que buscam validar o GAD-7 têm
se concentrado predominantemente na avaliação das propriedades psicométricas da
escala, com destaque para sua estrutura fatorial e consistência interna. Moreno et al.
(2016), Pereira et al. (2020), Leite & Faro (2022), Monteiro et al. (2022), Silva et al.
(2023), Gonçalves et al. (2023) conduziram análises de confiabilidade, identificando
que o GAD-7 apresenta adequada consistência interna (alfa de Cronbach ≥ 0,80) e
estrutura unifatorial, corroborando achados internacionais. No entanto, esses estudos
limitaram-se a amostras de conveniência, frequentemente compostas por estudantes
universitários ou pacientes de serviços especializados, o que restringe a
generalização dos resultados para a população geral.
Apesar desses avanços iniciais, persiste uma lacuna fundamental na literatura
no que se refere à validação diagnóstica do GAD-7 contra um padrão-ouro clínico
estruturado, como o MINI. Embora Silva et al. (2023) tenham realizado um estudo de
precisão da escala em uma amostra comunitária, a ausência de comparação direta
com um critério diagnóstico consolidado impede a determinação de parâmetros de
acurácia, como sensibilidade, especificidade e pontos de corte otimizados para o
rastreio do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) na população brasileira.
Ademais, nenhum dos estudos brasileiros encontrados conduziu análises
estratificadas por sexo ou investigou a necessidade de pontos de corte específicos
para subgrupos populacionais, tais características que podem influenciar pontos de
corte.
Diante desse cenário, justifica-se a realização de um estudo de validação do
GAD-7 em comparação com o MINI em uma amostra populacional de adultos de 30
anos residentes em uma cidade de médio porte no Brasil. Essa abordagem permitirá
avaliar a sensibilidade, especificidade e ponto de corte ideal do instrumento em um
contexto comunitário, contribuindo para o aprimoramento da triagem de TAG na
atenção primária. A escolha da faixa etária de 30 anos se fundamenta na literatura
que aponta esse período como crítico para o desenvolvimento de transtornos ansiosos
e para a consolidação de trajetórias ocupacionais e sociais, frequentemente
impactadas por sintomas de ansiedade.
Além disso, a validação do GAD-7 para o contexto brasileiro, com base em
critérios diagnósticos robustos, poderá subsidiar políticas públicas de saúde mental,
fortalecer práticas clínicas baseadas em evidências e ampliar o acesso ao diagnóstico
precoce de TAG em diferentes populações.
Metodologia
Este é um estudo transversal a ser realizado com dados do acompanhamento
dos 30 anos da Coorte de Nascimentos de 1993 de Pelotas (Rio Grande do Sul). No
ano de 1993, todos os nascidos vivos cujas famílias eram residentes da zona urbana
do município de Pelotas e os partos ocorridos nos hospitais de Pelotas, eram elegíveis
para participar do estudo. Neste ano, todas as cinco maternidades do município foram
visitadas diariamente a fim de recrutar as mães e crianças para o estudo (Victora et
al., 2008). Dentre os 5.265 nascidos vivos considerados elegíveis, 16 mães recusaram
participar do estudo, totalizando uma amostra de 5.249 participantes (Victora et al.,
2008) na linha de base da coorte.
Os acompanhamentos que buscaram todos os participantes da coorte
ocorreram aos 11, 15, 18, 22 e 30 anos de vida. Aos 30 anos foram encontrados e
entrevistados 3.575 participantes (taxa de acompanhamento de 68,1%), desses 3.052
(58,1%) se fizeram presentes na clínica para o acompanhamento, 281 (5,4%)
responderam apenas o questionário auto-aplicado e 242 (4,6%) óbitos foram
identificados.
Avaliar transversalmente o instrumento de rastreio GAD-7 auto-aplicado,
comparando-o com o padrão-ouro coletado presencialmente durante o
acompanhamento dos 30 anos da coorte de nascimentos, possibilitará uma melhor de
compreensão de como esta medida de rastreio se comporta em uma população geral
de uma cidade brasileira de médio porte.
dos 30 anos da Coorte de Nascimentos de 1993 de Pelotas (Rio Grande do Sul). No
ano de 1993, todos os nascidos vivos cujas famílias eram residentes da zona urbana
do município de Pelotas e os partos ocorridos nos hospitais de Pelotas, eram elegíveis
para participar do estudo. Neste ano, todas as cinco maternidades do município foram
visitadas diariamente a fim de recrutar as mães e crianças para o estudo (Victora et
al., 2008). Dentre os 5.265 nascidos vivos considerados elegíveis, 16 mães recusaram
participar do estudo, totalizando uma amostra de 5.249 participantes (Victora et al.,
2008) na linha de base da coorte.
Os acompanhamentos que buscaram todos os participantes da coorte
ocorreram aos 11, 15, 18, 22 e 30 anos de vida. Aos 30 anos foram encontrados e
entrevistados 3.575 participantes (taxa de acompanhamento de 68,1%), desses 3.052
(58,1%) se fizeram presentes na clínica para o acompanhamento, 281 (5,4%)
responderam apenas o questionário auto-aplicado e 242 (4,6%) óbitos foram
identificados.
Avaliar transversalmente o instrumento de rastreio GAD-7 auto-aplicado,
comparando-o com o padrão-ouro coletado presencialmente durante o
acompanhamento dos 30 anos da coorte de nascimentos, possibilitará uma melhor de
compreensão de como esta medida de rastreio se comporta em uma população geral
de uma cidade brasileira de médio porte.
Indicadores, Metas e Resultados
Os resultados deste estudo serão divulgados na imprensa local, em um volume
final de dissertação e um artigo a ser publicado em periódico científico indexado
nacional e/ou internacional.
final de dissertação e um artigo a ser publicado em periódico científico indexado
nacional e/ou internacional.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| CAROLINA COELHO SCHOLL | |||
| FERNANDO PIRES HARTWIG | 1 | ||
| GEOVANE DIEL DE OLIVEIRA |