Nome do Projeto
Grupo de Estudo: Violência, Neoliberalismo e Democracia: Perspectivas Feministas Contemporâneas
Ênfase
Ensino
Data inicial - Data final
10/04/2026 - 30/06/2026
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Humanas
Resumo
O projeto de ensino trata-se de uma articulação entre os Grupos de Pesquisa REAGE/UFPEL e INDERI/FURG e tem como proposta contribuir para uma formação interdisciplinar ancorada em leituras teóricas densas e contemporâneas que dialogam diretamente com problemas centrais das Ciências Sociais, das Ciência Política, das Relações Internacionais e de áreas afins. O percurso permite que estudantes desenvolvam competências analíticas para compreender a violência como dimensão constitutiva do político, do capitalismo e da ordem internacional, qualificando sua formação para pesquisas e atuações acadêmicas que exijam articulação entre teoria crítica, análise empírica e interpretação das transformações democráticas contemporâneas.
Objetivo Geral
Analisar a violência de gênero como categoria política central para compreender as transformações do capitalismo neoliberal e suas implicações para a organização do Estado, do Sistema Internacional e dos regimes democráticos contemporâneos.
Justificativa
Esta proposta parte do entendimento de que a violência de gênero, compreendida em sentido ampliado, constitui uma dimensão estruturante do Estado, do Sistema Internacional e do capitalismo, especialmente em sua versão neoliberal acentuada desde as últimos décadas do século XX. Nesse marco, a violência não é concebida como exceção ou patologia, mas como tecnologia política, econômica e simbólica que organiza soberanias, produz subjetividades, hierarquiza vidas e redefine os contornos do que é reconhecido como legítimo no espaço público.
Para a Ciência Política, o tema é central porque permite interrogar a própria definição do político: quem pode aparecer, falar e reivindicar direitos; quais vidas são consideradas protegíveis; quais conflitos são reconhecidos como políticos e quais são relegados à esfera do privado ou do criminal. A violência, nesse sentido, não é apenas expressão de falhas estatais, mas dimensão constitutiva das disputas pelo poder, da produção de autoridade e da delimitação dos horizontes democráticos.
Para as Relações Internacionais, a discussão é igualmente estratégica, na medida em que evidencia como essas dinâmicas extrapolam o âmbito doméstico e se articulam em redes, agendas e disputas normativas de alcance transnacional. A circulação global de discursos antigênero, a coordenação entre atores conservadores em diferentes países, os fluxos financeiros que sustentam projetos políticos autoritários e a disputa em torno de regimes internacionais de direitos humanos demonstram que a violência e suas justificativas são também produzidas e legitimadas para além das fronteiras nacionais. Assim, o tema permite analisar como hierarquias globais, assimetrias Norte-Sul e disputas por soberania moldam respostas estatais, políticas públicas e estratégias de mobilização, situando a violência de gênero no cruzamento entre política doméstica, governança global e ordem internacional.
Para a Ciência Política, o tema é central porque permite interrogar a própria definição do político: quem pode aparecer, falar e reivindicar direitos; quais vidas são consideradas protegíveis; quais conflitos são reconhecidos como políticos e quais são relegados à esfera do privado ou do criminal. A violência, nesse sentido, não é apenas expressão de falhas estatais, mas dimensão constitutiva das disputas pelo poder, da produção de autoridade e da delimitação dos horizontes democráticos.
Para as Relações Internacionais, a discussão é igualmente estratégica, na medida em que evidencia como essas dinâmicas extrapolam o âmbito doméstico e se articulam em redes, agendas e disputas normativas de alcance transnacional. A circulação global de discursos antigênero, a coordenação entre atores conservadores em diferentes países, os fluxos financeiros que sustentam projetos políticos autoritários e a disputa em torno de regimes internacionais de direitos humanos demonstram que a violência e suas justificativas são também produzidas e legitimadas para além das fronteiras nacionais. Assim, o tema permite analisar como hierarquias globais, assimetrias Norte-Sul e disputas por soberania moldam respostas estatais, políticas públicas e estratégias de mobilização, situando a violência de gênero no cruzamento entre política doméstica, governança global e ordem internacional.
Metodologia
Encontros semanais serão no formato online, com os textos previamente disponibilizados. Na data e no horário indicados no cronograma, as pessoas interessadas deverão acessar o link do encontro virtual, que será divulgado com antecedência.
Cada encontro contará com mediação docente, responsável por abrir a sessão, podendo contextualizar brevemente a autora e o texto em debate e propor algumas questões disparadoras para a discussão. Não haverá relatoria formal nem exposições longas. A dinâmica privilegia o debate horizontal e a construção coletiva da reflexão, estimulando a participação ativa de todas as pessoas presentes.
A proposta é criar um espaço de interlocução crítica, no qual a leitura prévia dos textos constitua a base para a discussão, favorecendo a troca de interpretações, a formulação de problemas e a articulação entre teoria e realidade empírica.
Cada encontro contará com mediação docente, responsável por abrir a sessão, podendo contextualizar brevemente a autora e o texto em debate e propor algumas questões disparadoras para a discussão. Não haverá relatoria formal nem exposições longas. A dinâmica privilegia o debate horizontal e a construção coletiva da reflexão, estimulando a participação ativa de todas as pessoas presentes.
A proposta é criar um espaço de interlocução crítica, no qual a leitura prévia dos textos constitua a base para a discussão, favorecendo a troca de interpretações, a formulação de problemas e a articulação entre teoria e realidade empírica.
Indicadores, Metas e Resultados
Desenvolver competências analíticas sobre o tema violência;
Estimular debates interdisciplinares, em especial entre Ciência Política e Relações Internacionais;
Ampliar parcerias entre Universidades, Grupos de Pesquisa e pesquisadoras: REAGE/UFPEL e INDERI/FURG)
Estimular debates interdisciplinares, em especial entre Ciência Política e Relações Internacionais;
Ampliar parcerias entre Universidades, Grupos de Pesquisa e pesquisadoras: REAGE/UFPEL e INDERI/FURG)
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| LAURA BITENCOURT BANDEIRA RODRIGUES | |||
| ROSANGELA MARIONE SCHULZ | 2 |