Nome do Projeto
Inteligência Artificial e Nuvens de Pontos Aplicadas à Acessibilidade e às Emoções: Novas Perspectivas para a Apropriação do Patrimônio (AEMIA_NP)
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
04/05/2026 - 04/05/2029
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Sociais Aplicadas
Resumo
O projeto “Inteligência Artificial e Nuvens de Pontos Aplicadas à Acessibilidade e às Emoções: Novas Perspectivas para a Apropriação do Patrimônio” investiga como tecnologias digitais podem promover novas formas de inclusão e engajamento com o patrimônio cultural. Propõe-se desenvolver e testar soluções baseadas em Inteligência Artificial (IA) e ambientes imersivos tridimensionais, voltadas à criação de experiências sensoriais, afetivas e acessíveis em museus e sítios patrimoniais. A pesquisa busca compreender como emoção, percepção e interação influenciam a relação do público com o patrimônio, estimulando uma apropriação simbólica e reflexiva dos espaços. Serão utilizados recursos de
aprendizado de máquina aplicados a nuvens de pontos tridimensionais para aprimorar representações digitais, além de aplicações imersivas desenvolvidas em 3D, com suporte a headsets de realidade virtual. Essas soluções permitirão experiências personalizadas, interativas e multissensoriais, acessíveis a pessoas com diferentes tipos de deficiência. Os estudos de caso incluirão o Museu do Doce, a Estação Ferroviária de Pelotas e quatro sítios jesuítico-guarani do Rio Grande do Sul, articulando documentação digital, design de interação e mediação cultural. Espera-se criar diretrizes metodológicas, protótipos e bases digitais abertas que possam ser replicadas em outros contextos. Alinhado aos ODS 10, 11 e 4 da ONU, o projeto integra inovação tecnológica, inclusão e valorização da memória coletiva, reafirmando o papel do patrimônio como espaço vivo de cidadania e educação sensível.
Objetivo Geral
O objetivo geral do projeto é investigar e propor estratégias baseadas em Inteligência Artificial para promover
acessibilidade e engajamento emocional em sítios de patrimônio histórico e cultural, favorecendo sua apropriação e a popularização do conhecimento. A proposta articula inovação tecnológica e relevância social, unindo saberes das áreas de arquitetura, computação, antropologia e comunicação para criar ambientes interativos, acessíveis e sensoriais.
acessibilidade e engajamento emocional em sítios de patrimônio histórico e cultural, favorecendo sua apropriação e a popularização do conhecimento. A proposta articula inovação tecnológica e relevância social, unindo saberes das áreas de arquitetura, computação, antropologia e comunicação para criar ambientes interativos, acessíveis e sensoriais.
Justificativa
O acesso ao patrimônio cultural enfrenta desafios persistentes relacionados à acessibilidade e à participação social. Muitos museus e espaços patrimoniais ainda operam sob modelos expositivos tradicionais, que priorizam a observação passiva e pouco favorecem o engajamento sensorial, emocional e cognitivo do público. Essa realidade contrasta com as potencialidades abertas pelas tecnologias contemporâneas — especialmente pela Inteligência Artificial (IA), pela realidade virtual e pelas interfaces multisensoriais — que oferecem novas formas de mediação cultural e inclusão social. No contexto atual, em que experiências imersivas se popularizam, cresce a necessidade de projetos que unam tecnologia e sensibilidade, ampliando o acesso e estimulando o pertencimento. Assim, a motivação deste projeto parte
do reconhecimento de que o patrimônio deve ser experimentado de modo ativo, dialógico e acessível, integrando dimensões simbólicas, estéticas e afetivas que permitam às pessoas reconhecer-se como parte da história que esses espaços representam. A crescente demanda por soluções tecnológicas aplicadas à cultura reflete o desejo de promover inclusão e engajamento. As tecnologias imersivas, quando orientadas por princípios éticos e sensíveis, têm o potencial de democratizar o acesso à cultura e à memória, fortalecendo identidades locais e coletivas. Nesse contexto, as emoções e as experiências sensoriais ocupam papel central: são elas que transformam o visitante em participante, o observador em sujeito ativo de uma narrativa comum. A mediação cultural baseada em IA e comunicação multissensorial — visual,
sonora e tátil — pode transformar o modo como o público se relaciona com o patrimônio, favorecendo interpretações do passado para ressignificar o presente e o futuro com experiências mais humanizadas.
Apesar dos avanços recentes em documentação digital, muitos sítios históricos e museus ainda permanecem pouco acessíveis — seja fisicamente, por barreiras estruturais, seja cognitivamente e emocionalmente, pela ausência de estratégias de mediação inclusivas. A difusão digital, em muitos casos, reduz o patrimônio a uma experiência estética superficial, centrada em estímulos visuais rápidos e efêmeros. Falta, ainda, integrar a inteligência artificial como mediadora entre o público e o conteúdo cultural, de modo que o visitante seja provocado a vivenciar o patrimônio como um campo de experiência e pertencimento. Este projeto parte dessa lacuna: é preciso aproximar o público dos bens culturais por meio de tecnologias que despertem empatia, diálogo e emoção, indo além da contemplação para
promover uma vivência significativa.
do reconhecimento de que o patrimônio deve ser experimentado de modo ativo, dialógico e acessível, integrando dimensões simbólicas, estéticas e afetivas que permitam às pessoas reconhecer-se como parte da história que esses espaços representam. A crescente demanda por soluções tecnológicas aplicadas à cultura reflete o desejo de promover inclusão e engajamento. As tecnologias imersivas, quando orientadas por princípios éticos e sensíveis, têm o potencial de democratizar o acesso à cultura e à memória, fortalecendo identidades locais e coletivas. Nesse contexto, as emoções e as experiências sensoriais ocupam papel central: são elas que transformam o visitante em participante, o observador em sujeito ativo de uma narrativa comum. A mediação cultural baseada em IA e comunicação multissensorial — visual,
sonora e tátil — pode transformar o modo como o público se relaciona com o patrimônio, favorecendo interpretações do passado para ressignificar o presente e o futuro com experiências mais humanizadas.
Apesar dos avanços recentes em documentação digital, muitos sítios históricos e museus ainda permanecem pouco acessíveis — seja fisicamente, por barreiras estruturais, seja cognitivamente e emocionalmente, pela ausência de estratégias de mediação inclusivas. A difusão digital, em muitos casos, reduz o patrimônio a uma experiência estética superficial, centrada em estímulos visuais rápidos e efêmeros. Falta, ainda, integrar a inteligência artificial como mediadora entre o público e o conteúdo cultural, de modo que o visitante seja provocado a vivenciar o patrimônio como um campo de experiência e pertencimento. Este projeto parte dessa lacuna: é preciso aproximar o público dos bens culturais por meio de tecnologias que despertem empatia, diálogo e emoção, indo além da contemplação para
promover uma vivência significativa.
Metodologia
A metodologia proposta combina técnicas de aprendizado de máquina com processos participativos e colaborativos. Serão utilizadas estratégias de aprendizado profundo aplicadas a nuvens de pontos tridimensionais, buscando aprimorar sua qualidade geométrica e perceptiva, reduzir ruídos e preencher lacunas em representações digitais. Paralelamente, serão exploradas ferramentas de realidade virtual e aumentada, desenvolvidas em plataformas como Unity, com suporte a headsets imersivos (Meta Quest 3, Meta Quest Pro e HTC Vive Focus Vision). Essas aplicações permitirão que os usuários tracem seus próprios percursos em ambientes digitais, interajam com objetos e personagens virtuais e expressem suas percepções dentro da própria experiência. A pesquisa inclui ainda atividades de cocriação com comunidades locais, assegurando que as memórias, narrativas e afetos associados aos espaços patrimoniais sejam incorporados ao processo de concepção.
Indicadores, Metas e Resultados
Os resultados esperados incluem a criação de soluções tecnológicas inclusivas e acessíveis para museus e sítios históricos, integrando imagem, som, movimento e tato em experiências interativas. Espera-se também ampliar a apropriação do patrimônio, fortalecendo identidades culturais e estimulando o diálogo entre passado e presente. Os produtos finais incluirão protótipos imersivos, diretrizes metodológicas replicáveis, uma base digital aberta com nuvens de pontos e imagens dos espaços estudados, além de publicações científicas e produções artísticas derivadas das experimentações.
Do ponto de vista social e cultural, o projeto busca popularizar o patrimônio histórico e ampliar sua presença no cotidiano das pessoas, promovendo a inclusão de públicos tradicionalmente excluídos, como pessoas com deficiência, jovens e comunidades periféricas. Acredita-se que o acesso sensorial e afetivo à cultura fortalece o exercício da cidadania, a valorização das diversidades e a preservação da memória coletiva.
Do ponto de vista social e cultural, o projeto busca popularizar o patrimônio histórico e ampliar sua presença no cotidiano das pessoas, promovendo a inclusão de públicos tradicionalmente excluídos, como pessoas com deficiência, jovens e comunidades periféricas. Acredita-se que o acesso sensorial e afetivo à cultura fortalece o exercício da cidadania, a valorização das diversidades e a preservação da memória coletiva.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ADRIANE BORDA ALMEIDA DA SILVA | 4 | ||
| EDEMAR DIAS XAVIER JUNIOR | |||
| ISADORA DE LEON TORRES | |||
| JOSEF AUGUSTO OBERDAN SOUZA SILVA | |||
| JULIANA AIDÊ BORTOLOTTI | |||
| MONICA MENDES VEIGA | |||
| SANDRO MARTINEZ CONCEIÇÃO |