Nome do Projeto
English Bridges: aulas particulares de língua inglesa para pessoas idosas da comunidade
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
07/03/2026 - 31/12/2029
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Linguística, Letras e Artes
Eixo Temático (Principal - Afim)
Educação / Educação
Linha de Extensão
Línguas estrangeiras
Resumo
O presente projeto de extensão propõe a oferta de aulas particulares de língua inglesa para pessoas idosas da comunidade não-acadêmica, ministradas por alunos do curso de Licenciatura em Letras Português/Inglês. Os encontros ocorrerão duas vezes por semana, com duração de uma hora por aula, buscando articular formação docente inicial, compromisso social universitário e promoção da educação ao longo da vida. A proposta parte do entendimento de que o ensino de língua adicional para pessoas com mais de 60 anos não deve ser orientado apenas por metas estritamente linguísticas, mas também por objetivos de socialização, autoestima, bem-estar, participação cultural e fortalecimento da autonomia. Estudos recentes mostram que a aprendizagem de línguas na velhice pode favorecer motivação, satisfação subjetiva e bem-estar, desde que o processo ocorra em ambiente acolhedor, com metodologias ajustadas às necessidades desse público. Além disso, pesquisas brasileiras indicam que o campo ainda carece de maior investimento, embora já haja evidências de que afetividade, abordagem comunicativa, atenção às motivações dos alunos e adaptação de materiais sejam centrais no ensino de língua adicional para idosos. Nesse sentido, o projeto pretende beneficiar simultaneamente dois públicos: os estudantes de Letras, que poderão desenvolver prática docente em contexto real, e os alunos idosos, que terão acesso qualificado a oportunidades de aprendizagem, interação e inclusão linguística e social.
Objetivo Geral
Promover a aprendizagem de língua inglesa por pessoas idosas da comunidade não-acadêmica, por meio de aulas particulares ministradas por licenciandos em Letras Português/Inglês, articulando formação docente, extensão universitária e educação linguística inclusiva, sensível às especificidades do público com mais de 60 anos.
Justificativa
O crescimento da população idosa no Brasil e no mundo reforça a necessidade de ampliar políticas e ações de educação ao longo da vida, inclusive no campo das línguas adicionais. Embora ainda seja um campo em consolidação, a literatura mostra que aprender uma língua após os 60 anos pode trazer ganhos que ultrapassam o domínio linguístico, alcançando dimensões como autoestima, sociabilidade, engajamento, sensação de pertencimento e bem-estar. Em estudo longitudinal com adultos mais velhos em curso de inglês, van der Ploeg, Keijzer e Lowie (2023) observaram melhora em componentes motivacionais e aumento do bem-estar diário ao longo da intervenção, destacando a relevância dos efeitos socioafetivos da aprendizagem linguística na velhice. De modo convergente, uma revisão sistemática recente concluiu que o ensino de língua estrangeira para pessoas idosas pode favorecer envelhecimento saudável e satisfação subjetiva, sobretudo quando se oferece ambiente seguro, agradável e metodologicamente adequado.
No contexto brasileiro, a necessidade de expansão dessa área também é evidente. Sousa e Sousa (2019), em revisão bibliométrica, apontam que os estudos sobre ensino-aprendizagem de língua estrangeira no contexto da gerontologia ainda são incipientes no país, mas já indicam a importância da afetividade e da abordagem comunicativa como elementos estruturantes desse trabalho. Em outra pesquisa, Uchoa e Kluge (2024), ao refletirem sobre aulas de inglês como língua adicional para turmas idosas em projeto de extensão, ressaltam que o professor precisa criar uma atmosfera de acolhimento, conhecer as motivações dos alunos, valorizar suas trajetórias e ajustar materiais e estratégias ao perfil da turma. O mesmo estudo mostra que idosos procuram cursos de línguas por diferentes razões, como viajar, comunicar-se com familiares, realizar sonhos antigos, exercitar a memória e ampliar a interação social.
Além dos benefícios para os participantes idosos, o projeto se justifica pela sua contribuição direta à formação inicial de professores. Ao atuar com um público frequentemente invisibilizado nas práticas de ensino de línguas, os licenciandos ampliarão sua compreensão sobre diversidade etária, inclusão, adaptação metodológica, escuta pedagógica e ensino centrado no aluno. Estudos sobre aprendizagem linguística na terceira idade reforçam justamente que cursos voltados a esse público tendem a ser mais efetivos quando consideram necessidades, preferências, ritmos e experiências prévias dos aprendizes, o que torna esse contexto especialmente fértil para a formação reflexiva de futuros docentes. Assim, trata-se de uma proposta extensionista socialmente relevante, academicamente formativa e eticamente comprometida com a democratização do acesso à aprendizagem de línguas.
No contexto brasileiro, a necessidade de expansão dessa área também é evidente. Sousa e Sousa (2019), em revisão bibliométrica, apontam que os estudos sobre ensino-aprendizagem de língua estrangeira no contexto da gerontologia ainda são incipientes no país, mas já indicam a importância da afetividade e da abordagem comunicativa como elementos estruturantes desse trabalho. Em outra pesquisa, Uchoa e Kluge (2024), ao refletirem sobre aulas de inglês como língua adicional para turmas idosas em projeto de extensão, ressaltam que o professor precisa criar uma atmosfera de acolhimento, conhecer as motivações dos alunos, valorizar suas trajetórias e ajustar materiais e estratégias ao perfil da turma. O mesmo estudo mostra que idosos procuram cursos de línguas por diferentes razões, como viajar, comunicar-se com familiares, realizar sonhos antigos, exercitar a memória e ampliar a interação social.
Além dos benefícios para os participantes idosos, o projeto se justifica pela sua contribuição direta à formação inicial de professores. Ao atuar com um público frequentemente invisibilizado nas práticas de ensino de línguas, os licenciandos ampliarão sua compreensão sobre diversidade etária, inclusão, adaptação metodológica, escuta pedagógica e ensino centrado no aluno. Estudos sobre aprendizagem linguística na terceira idade reforçam justamente que cursos voltados a esse público tendem a ser mais efetivos quando consideram necessidades, preferências, ritmos e experiências prévias dos aprendizes, o que torna esse contexto especialmente fértil para a formação reflexiva de futuros docentes. Assim, trata-se de uma proposta extensionista socialmente relevante, academicamente formativa e eticamente comprometida com a democratização do acesso à aprendizagem de línguas.
Metodologia
O projeto será desenvolvido como ação de extensão universitária vinculada ao curso de Licenciatura em Letras Português/Inglês. Participarão, como ministrantes, alunos da graduação previamente selecionados e orientados pela coordenação do projeto. O público-alvo será composto por pessoas com 60 anos ou mais, pertencentes à comunidade não-acadêmica, interessadas em aprender inglês em nível iniciante ou básico. As aulas ocorrerão duas vezes por semana, com duração de uma hora cada, em formato presencial, remoto ou híbrido, conforme as condições institucionais e o perfil dos participantes.
Inicialmente, será realizado um levantamento do perfil e dos interesses dos alunos idosos, identificando motivações, experiências anteriores com a língua inglesa, necessidades comunicativas e expectativas em relação ao curso. Com base nesse mapeamento, serão organizados os pares pedagógicos ou atendimentos individuais, buscando compatibilizar disponibilidade, perfil do licenciando e objetivos do participante. O planejamento das aulas priorizará conteúdos funcionais e significativos, relacionados a situações reais de uso da língua, tais como apresentações pessoais, cumprimentos, viagens, família, rotina, saúde, tecnologia e interações cotidianas.
As práticas pedagógicas serão orientadas por abordagem comunicativa, com flexibilização metodológica e adaptação de materiais para o público idoso. Serão valorizados ritmo adequado, retomada constante de conteúdos, apoio visual, atividades contextualizadas, escuta sensível e ambiente acolhedor. Sempre que pertinente, serão incorporados recursos de multimodalidade, jogos linguísticos, exercícios de conversação guiada e tarefas que fortaleçam a confiança dos participantes. A equipe de licenciandos participará de encontros periódicos de orientação e reflexão sobre planejamento, andamento das aulas, desafios encontrados e estratégias de acompanhamento. Essa dimensão formativa buscará articular teoria e prática, permitindo que os futuros professores desenvolvam uma atuação crítica, ética e responsiva diante das especificidades do ensino de língua adicional para pessoas idosas.
Inicialmente, será realizado um levantamento do perfil e dos interesses dos alunos idosos, identificando motivações, experiências anteriores com a língua inglesa, necessidades comunicativas e expectativas em relação ao curso. Com base nesse mapeamento, serão organizados os pares pedagógicos ou atendimentos individuais, buscando compatibilizar disponibilidade, perfil do licenciando e objetivos do participante. O planejamento das aulas priorizará conteúdos funcionais e significativos, relacionados a situações reais de uso da língua, tais como apresentações pessoais, cumprimentos, viagens, família, rotina, saúde, tecnologia e interações cotidianas.
As práticas pedagógicas serão orientadas por abordagem comunicativa, com flexibilização metodológica e adaptação de materiais para o público idoso. Serão valorizados ritmo adequado, retomada constante de conteúdos, apoio visual, atividades contextualizadas, escuta sensível e ambiente acolhedor. Sempre que pertinente, serão incorporados recursos de multimodalidade, jogos linguísticos, exercícios de conversação guiada e tarefas que fortaleçam a confiança dos participantes. A equipe de licenciandos participará de encontros periódicos de orientação e reflexão sobre planejamento, andamento das aulas, desafios encontrados e estratégias de acompanhamento. Essa dimensão formativa buscará articular teoria e prática, permitindo que os futuros professores desenvolvam uma atuação crítica, ética e responsiva diante das especificidades do ensino de língua adicional para pessoas idosas.
Indicadores, Metas e Resultados
Indicadores
Número de idosos inscritos e efetivamente atendidos.
Número de licenciandos participantes.
Frequência média dos participantes nas aulas.
Quantidade de encontros realizados ao longo do semestre/ano.
Registros reflexivos dos licenciandos sobre planejamento e prática docente.
Questionários ou relatos de satisfação dos participantes idosos.
Evidências de permanência e progressão dos alunos no curso.
Metas
Atender, em cada edição do projeto, um grupo de pessoas idosas da comunidade com regularidade mínima de dois encontros semanais.
Garantir a participação de licenciandos do curso de Letras em atividades de planejamento, ensino e reflexão pedagógica.
Manter frequência satisfatória da maior parte dos participantes ao longo da execução do projeto.
Promover, ao final de cada ciclo, avaliação qualitativa do impacto do projeto para os dois públicos envolvidos.
Consolidar uma proposta extensionista permanente voltada ao ensino de língua inglesa para a terceira idade.
Resultados esperados
Ampliação do acesso de pessoas idosas à aprendizagem de língua inglesa em espaço universitário extensionista.
Fortalecimento da autoestima, da socialização e do sentimento de pertencimento dos participantes idosos.
Desenvolvimento de competências pedagógicas, didáticas e relacionais dos licenciandos.
Produção de conhecimento prático e reflexivo sobre ensino de língua adicional para pessoas com mais de 60 anos.
Aproximação entre universidade e comunidade, reafirmando a função social da extensão universitária.
Número de idosos inscritos e efetivamente atendidos.
Número de licenciandos participantes.
Frequência média dos participantes nas aulas.
Quantidade de encontros realizados ao longo do semestre/ano.
Registros reflexivos dos licenciandos sobre planejamento e prática docente.
Questionários ou relatos de satisfação dos participantes idosos.
Evidências de permanência e progressão dos alunos no curso.
Metas
Atender, em cada edição do projeto, um grupo de pessoas idosas da comunidade com regularidade mínima de dois encontros semanais.
Garantir a participação de licenciandos do curso de Letras em atividades de planejamento, ensino e reflexão pedagógica.
Manter frequência satisfatória da maior parte dos participantes ao longo da execução do projeto.
Promover, ao final de cada ciclo, avaliação qualitativa do impacto do projeto para os dois públicos envolvidos.
Consolidar uma proposta extensionista permanente voltada ao ensino de língua inglesa para a terceira idade.
Resultados esperados
Ampliação do acesso de pessoas idosas à aprendizagem de língua inglesa em espaço universitário extensionista.
Fortalecimento da autoestima, da socialização e do sentimento de pertencimento dos participantes idosos.
Desenvolvimento de competências pedagógicas, didáticas e relacionais dos licenciandos.
Produção de conhecimento prático e reflexivo sobre ensino de língua adicional para pessoas com mais de 60 anos.
Aproximação entre universidade e comunidade, reafirmando a função social da extensão universitária.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| BIANCA LEITZKE DE OLIVEIRA | |||
| CAMILA QUEVEDO OPPELT | 1 | ||
| GIOVANA DOS SANTOS LYSAKOWSKI | |||
| LARA NORNBERG COLOMBY | |||
| MARIA CLARA GONCALVES KRINSKI |