Nome do Projeto
‘Transhumanismo’ e ‘Singularidade’: O papel das tecnologias disruptivas no aperfeiçoamento humano
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
06/04/2026 - 06/04/2028
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Humanas
Resumo
O presente projeto pretende investigar uma das mais instigantes questões que a filosofia tem se colocado atualmente, a saber: o papel das novas tecnologias no aperfeiçoamento das capacidades humanas rumo àquilo que o cientista da computação Ray Kurzweil denominou de ‘singularidade’, isto é, aquele momento em que o crescimento exponencial da tecnologia, particularmente da Inteligência Artificial (IA) e da nanotecnologia, fará com que a inteligência artificial ultrapasse a inteligência humana, levando a uma fusão entre inteligência biológica e não biológica (uma integração do biológico com o digital). O atual momento histórico testemunhará a transformação radical da vida humana, possibilitando o aprimoramento da inteligência, o rejuvenescimento e, por fim, a capacidade de transcender as limitações biológicas.
Em suma, nesse ponto (da chamada “Singularidade”) alcançaremos o propósito central do ‘Transhumanismo’, a saber, ultrapassarmos as limitações do corpo e do cérebro humanos.
Objetivo Geral
Esclarecer os conceitos de ‘Transhumanismo’ e ‘Singularidade’, bem como o papel das tecnologias disruptivas no aperfeiçoamento humano.
Justificativa
A ideia de ‘Transhumanismo’, popularizada pelo biólogo britânico Julian Huxley em 1957, remete a um período muito mais antigo, a aproximadamente 2.100-1.200 a.C, particularmente às tabuletas de argila com a epopeia literária de Gilgamesh, na antiga Mesopotâmia. Desde então a busca pela imortalidade e por um estado de aperfeiçoamento faz parte da ambição humana.
Não obstante, atualmente tal busca encontrou uma aliada poderosa: a tecnologia.
Assim, o ‘Transumanismo’ nos apresenta, desde o início, um foco em conceitos tais quais os de natureza humana, progresso e futuro humano. Seu conceito revela uma forte crença na ideia de aprimoramento humano por meio de recursos tecnológicos. A teoria da ‘Singularidade’ tecnológica (tornada notória por Ray Kurzweil), que é mais ou menos uma radicalização do discurso transhumanista, prevê uma mudança evolutiva radical por meio da Inteligência Artificial (IA). As fronteiras entre máquinas inteligentes e seres humanos serão, de acordo com os defensores da ‘Singularidade’, em breve removidas. A consequência será o advento de um futuro pós-biológico e pós-humano, em que a tecnologia inteligente se tornará autônoma e em constante aperfeiçoamento. Isso, claro, altera nossa compreensão da inovação tecnológica. Não apenas isso, certamente muda nossa compreensão do que seja a natureza humana.
Em suma, de acordo com os transhumanistas o progresso inevitavelmente levará a máquinas inteligentes e ao aprimoramento humano.
Aliás, para a maioria de nós a inovação tecnológica implica progresso. E é sabido que a própria noção de progresso surgiu no início da modernidade, muito antes do que hoje chamamos de inovação tecnológica. No entanto, desde o início a inovação tecnológica recebeu a “missão” de resolver problemas humanos específicos, incluindo algumas imperfeições humanas naturais. Essa missão teleológica ainda está presente hoje, mas agora estamos diante de uma nova percepção sobre o progresso tecnológico. Pela primeira vez na história, o progresso está direcionado para uma fusão mais profunda entre o ser humano e a máquina (o biológico e o digital). Um bom exemplo é o chip da empresa de neurotecnologia Neuralink, chamado de ‘Telepathy’, o qual é uma interface cérebro-computador implantável, o qual utiliza milhares de eletrodos em fios ultrafinos para conectar (por Wi-Fi) o cérebro a dispositivos externos, ajudando pessoas a, por exemplo, controlar computadores.
Assim, o objetivo do ‘Transhumanismo’ é ultrapassar as limitações do corpo e do cérebro humanos na direção de um aperfeiçoamento exponencial e a uma longevidade indefinida.
Não obstante, atualmente tal busca encontrou uma aliada poderosa: a tecnologia.
Assim, o ‘Transumanismo’ nos apresenta, desde o início, um foco em conceitos tais quais os de natureza humana, progresso e futuro humano. Seu conceito revela uma forte crença na ideia de aprimoramento humano por meio de recursos tecnológicos. A teoria da ‘Singularidade’ tecnológica (tornada notória por Ray Kurzweil), que é mais ou menos uma radicalização do discurso transhumanista, prevê uma mudança evolutiva radical por meio da Inteligência Artificial (IA). As fronteiras entre máquinas inteligentes e seres humanos serão, de acordo com os defensores da ‘Singularidade’, em breve removidas. A consequência será o advento de um futuro pós-biológico e pós-humano, em que a tecnologia inteligente se tornará autônoma e em constante aperfeiçoamento. Isso, claro, altera nossa compreensão da inovação tecnológica. Não apenas isso, certamente muda nossa compreensão do que seja a natureza humana.
Em suma, de acordo com os transhumanistas o progresso inevitavelmente levará a máquinas inteligentes e ao aprimoramento humano.
Aliás, para a maioria de nós a inovação tecnológica implica progresso. E é sabido que a própria noção de progresso surgiu no início da modernidade, muito antes do que hoje chamamos de inovação tecnológica. No entanto, desde o início a inovação tecnológica recebeu a “missão” de resolver problemas humanos específicos, incluindo algumas imperfeições humanas naturais. Essa missão teleológica ainda está presente hoje, mas agora estamos diante de uma nova percepção sobre o progresso tecnológico. Pela primeira vez na história, o progresso está direcionado para uma fusão mais profunda entre o ser humano e a máquina (o biológico e o digital). Um bom exemplo é o chip da empresa de neurotecnologia Neuralink, chamado de ‘Telepathy’, o qual é uma interface cérebro-computador implantável, o qual utiliza milhares de eletrodos em fios ultrafinos para conectar (por Wi-Fi) o cérebro a dispositivos externos, ajudando pessoas a, por exemplo, controlar computadores.
Assim, o objetivo do ‘Transhumanismo’ é ultrapassar as limitações do corpo e do cérebro humanos na direção de um aperfeiçoamento exponencial e a uma longevidade indefinida.
Metodologia
Trata-se de uma pesquisa majoritariamente bibliográfica, a qual focará nos principais teóricos que, ao longo da história, têm se ocupado de temas relacionados ao aperfeiçoamento humano, com particular ênfase nos autores contemporâneos que abordam o conceito de ‘Singularidade’.
Indicadores, Metas e Resultados
Espera-se compreender mais adequadamente os desdobramentos históricos do debate acerca do ‘Transhumanismo’, bem como suas implicações éticas nos diversos problemas ligados à eugenia. Projeta-se, sobretudo, verificar as implicações do desenvolvimento tecnológico (especialmente da IA) sobre o desenvolvimento das capacidades humanas, físicas e mentais no contexto do conceito de ‘Singularidade’.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| CARLOS ADRIANO FERRAZ | 10 |