Nome do Projeto
Uso de comunicação aumentativa e alternativa no atendimento odontológico de criança com Transtorno do Espectro Autista: Relato de Caso
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
25/03/2026 - 31/03/2027
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
O Transtorno do Espectro Autista é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por alterações na comunicação social, no comportamento e no processamento sensorial, fatores que podem dificultar a realização do atendimento odontológico e comprometer a adesão ao cuidado em saúde bucal. O presente trabalho tem como objetivo relatar um caso clínico de atendimento odontológico a uma criança com Transtorno do Espectro Autista, enfatizando a aplicação de estratégias de Comunicação Aumentativa e Alternativa e de recursos visuais como ferramentas auxiliares no manejo comportamental. Trata-se de um estudo observacional, descritivo, do tipo relato de caso, a ser conduzido na Clínica da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, seguindo as diretrizes CARE para relatos de caso. Serão utilizados recursos visuais estruturados, como pictogramas, sequências ilustradas e apoio visual das etapas clínicas, com o intuito de promover previsibilidade, facilitar a compreensão do atendimento e reduzir a ansiedade do paciente. Espera-se que a aplicação dessas estratégias favoreça maior cooperação durante as consultas, melhor entendimento dos procedimentos realizados e uma interação mais tranquila entre paciente e profissional, contribuindo para a condução adequada do atendimento odontológico. Assim, o uso de estratégias de comunicação visual associadas à Comunicação Aumentativa e Alternativa representa uma ferramenta relevante para a promoção de um cuidado odontológico mais humanizado, inclusivo e adaptado às singularidades de indivíduos com Transtorno do Espectro Autista.
Objetivo Geral
O objetivo do presente trabalho será relatar um caso clínico de um paciente com TEA atendido na Clínica da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, enfatizando a aplicação de estratégias de CAA e de recursos visuais como ferramentas de manejo comportamental durante o atendimento odontológico.
Justificativa
O atendimento odontológico de indivíduos com TEA envolve desafios específicos relacionados à comunicação, ao comportamento e às particularidades sensoriais, que podem dificultar a realização de procedimentos clínicos e comprometer a qualidade do cuidado em saúde bucal. Nesse contexto, a utilização de estratégias de CAA, especialmente por meio de recursos visuais, tem se mostrado uma ferramenta relevante para favorecer a compreensão do atendimento, aumentar a previsibilidade dos procedimentos e reduzir a ansiedade associada ao ambiente odontológico. Considerando que muitos indivíduos com TEA apresentam maior facilidade no processamento de estímulos visuais, a aplicação estruturada desses recursos contribui para um atendimento mais seguro, acessível e humanizado.
Além disso, a capacitação de estudantes e profissionais de Odontologia para reconhecer as necessidades específicas dessa população e empregar estratégias comunicacionais adaptadas é fundamental para promover acolhimento, melhorar a cooperação durante o atendimento e minimizar barreiras de acesso ao cuidado em saúde bucal.
Dessa forma, o presente trabalho se justifica pela relevância clínica, educativa e social de relatar e analisar a aplicação de estratégias de CAA no atendimento odontológico de um indivíduo com TEA, contribuindo para a formação profissional e para o fortalecimento de práticas odontológicas inclusivas, pautadas na equidade e no respeito às singularidades do paciente.
Além disso, a capacitação de estudantes e profissionais de Odontologia para reconhecer as necessidades específicas dessa população e empregar estratégias comunicacionais adaptadas é fundamental para promover acolhimento, melhorar a cooperação durante o atendimento e minimizar barreiras de acesso ao cuidado em saúde bucal.
Dessa forma, o presente trabalho se justifica pela relevância clínica, educativa e social de relatar e analisar a aplicação de estratégias de CAA no atendimento odontológico de um indivíduo com TEA, contribuindo para a formação profissional e para o fortalecimento de práticas odontológicas inclusivas, pautadas na equidade e no respeito às singularidades do paciente.
Metodologia
3 Metodologia
3.1 Delineamento
O presente estudo caracteriza-se como um estudo observacional, descritivo do tipo relato de caso (ESTRELA, 2018).
3.2 População do estudo
Será convidado a participar qualquer criança com TEA, níveis 1 ou 2, entre 4 e 12 anos de idade, atendida na Faculdade de Odontologia (FO) da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Serão excluídas crianças com outras deficiências associadas.
3.3 Considerações Éticas
O projeto está amparado pelo Parecer do Comitê de Ética em Pesquisa da FO/UFPel, sob nº 6.598.827 (Anexo A). O paciente será convidado a participar da pesquisa, por meio de seu responsável legal, que irá autorizar formalmente o uso de dados clínicos, bem como dos registros fotográficos e radiográficos obtidos previamente durante o atendimento odontológico, para a elaboração do presente relato de caso. Ele receberá informações claras e detalhadas sobre os objetivos do estudo, sua natureza, os procedimentos envolvidos e as garantias de confidencialidade e anonimato.
Caso o responsável legal e o paciente concordem em participar, será apresentado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Apêndice A), ao responsável e o Termo de Assentimento do Menor (Apêndice B), ao paciente. Ambos terão tempo adequado para leitura, esclarecimento de dúvidas e decisão. Ressalta-se que a participação do paciente na pesquisa será totalmente voluntária, podendo recusar-se ou desistir a qualquer momento, sem qualquer prejuízo ao seu atendimento ou acompanhamento clínico. Além disso, Todos os dados, incluindo imagens, serão anonimizados por meio de codificação e remoção de quaisquer identificadores diretos ou indiretos, assegurando a proteção integral de identidade em apresentações científicas, congressos ou publicações.
3.4 Método
O relato do caso seguirá as orientações propostas pelo Case Reports Guidelines (CARE). O atendimento será descrito de maneira detalhada, incluindo anamnese, exame clínico inicial, as estratégias de comunicação selecionadas, os recursos visuais utilizados (CAA), as adaptações comportamentais realizadas, o plano de tratamento proposto, os procedimentos realizados e a evolução as intervenções ao longo das consultas
Ao longo do processo, serão registradas as respostas comportamentais do paciente a cada etapa o atendimento, bem como a efetividade dos recursos aplicados para facilitar a comunicação e reduzir a ansiedade. Também serão observadas e documentadas as condições bucais e possíveis mudanças ao longo do acompanhamento. Sempre que relevante serão incluídas as percepções sobre o processo de adaptação e comunicação, contribuindo para análises mais amplas sobre o uso de CAA no contexto odontológico.
3.1 Delineamento
O presente estudo caracteriza-se como um estudo observacional, descritivo do tipo relato de caso (ESTRELA, 2018).
3.2 População do estudo
Será convidado a participar qualquer criança com TEA, níveis 1 ou 2, entre 4 e 12 anos de idade, atendida na Faculdade de Odontologia (FO) da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Serão excluídas crianças com outras deficiências associadas.
3.3 Considerações Éticas
O projeto está amparado pelo Parecer do Comitê de Ética em Pesquisa da FO/UFPel, sob nº 6.598.827 (Anexo A). O paciente será convidado a participar da pesquisa, por meio de seu responsável legal, que irá autorizar formalmente o uso de dados clínicos, bem como dos registros fotográficos e radiográficos obtidos previamente durante o atendimento odontológico, para a elaboração do presente relato de caso. Ele receberá informações claras e detalhadas sobre os objetivos do estudo, sua natureza, os procedimentos envolvidos e as garantias de confidencialidade e anonimato.
Caso o responsável legal e o paciente concordem em participar, será apresentado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Apêndice A), ao responsável e o Termo de Assentimento do Menor (Apêndice B), ao paciente. Ambos terão tempo adequado para leitura, esclarecimento de dúvidas e decisão. Ressalta-se que a participação do paciente na pesquisa será totalmente voluntária, podendo recusar-se ou desistir a qualquer momento, sem qualquer prejuízo ao seu atendimento ou acompanhamento clínico. Além disso, Todos os dados, incluindo imagens, serão anonimizados por meio de codificação e remoção de quaisquer identificadores diretos ou indiretos, assegurando a proteção integral de identidade em apresentações científicas, congressos ou publicações.
3.4 Método
O relato do caso seguirá as orientações propostas pelo Case Reports Guidelines (CARE). O atendimento será descrito de maneira detalhada, incluindo anamnese, exame clínico inicial, as estratégias de comunicação selecionadas, os recursos visuais utilizados (CAA), as adaptações comportamentais realizadas, o plano de tratamento proposto, os procedimentos realizados e a evolução as intervenções ao longo das consultas
Ao longo do processo, serão registradas as respostas comportamentais do paciente a cada etapa o atendimento, bem como a efetividade dos recursos aplicados para facilitar a comunicação e reduzir a ansiedade. Também serão observadas e documentadas as condições bucais e possíveis mudanças ao longo do acompanhamento. Sempre que relevante serão incluídas as percepções sobre o processo de adaptação e comunicação, contribuindo para análises mais amplas sobre o uso de CAA no contexto odontológico.
Indicadores, Metas e Resultados
Indicadores
Cooperação durante o atendimento.
Compreensão das etapas clínicas.
Sinais de ansiedade ou recusa.
Realização dos procedimentos propostos.
Metas
Melhorar a cooperação do paciente.
Favorecer a compreensão e previsibilidade do atendimento.
Reduzir ansiedade e resistência comportamental.
Possibilitar execução do plano de tratamento.
Resultados esperados
Atendimento mais tranquilo e humanizado.
Maior interação paciente–profissional.
Melhor adesão ao cuidado em saúde bucal
Cooperação durante o atendimento.
Compreensão das etapas clínicas.
Sinais de ansiedade ou recusa.
Realização dos procedimentos propostos.
Metas
Melhorar a cooperação do paciente.
Favorecer a compreensão e previsibilidade do atendimento.
Reduzir ansiedade e resistência comportamental.
Possibilitar execução do plano de tratamento.
Resultados esperados
Atendimento mais tranquilo e humanizado.
Maior interação paciente–profissional.
Melhor adesão ao cuidado em saúde bucal
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| FERNANDA ZANCHETTA PERON | |||
| GIAN CARDOSO SAMPAIO | |||
| GIULIA TARQUINIO DEMARCO | |||
| LISANDREA ROCHA SCHARDOSIM | 2 |