Nome do Projeto
Desenvolvimento dos sistemas elétricos e de automação para a sustentabilidade do projeto Agriaço EmBraPII
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
26/05/2026 - 01/05/2028
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Engenharias
Resumo
RESUMO Este projeto visa o desenvolvimento da arquitetura elétrica, eletrônica e de automação para um novo módulo de máquina de limpeza de sementes da empresa Agriaço Metalúrgica Ltda. O problema central reside na ausência de sensores específicos para sementes no mercado e na necessidade de equipamentos nacionais de alta precisão, uma vez que as melhores soluções atuais são estrangeiras. O objetivo é projetar e integrar um sistema de controle automatizado capaz de monitorar a eficiência do processamento em tempo real, realizando a regulagem automática da alimentação e da velocidade do ar. A metodologia abrangerá desde a especificação técnica e definição de conceito até a validação funcional em ambiente de laboratório (TRL 4), utilizando testes com sementes de soja. Espera-se entregar um protótipo automatizado que garanta a integridade física das sementes, reduza a intervenção manual e confira competitividade tecnológica à indústria nacional, reduzindo perdas nesse processo e com isso atrelando a sustentabilidade econômica e ambiental.

Objetivo Geral

Desenvolver os sistemas elétricos, eletrônicos, de controle e automação
para o desenvolvimento modular de uma máquina de limpeza de sementes.
Objetivos Específicos:
 Projetar e integrar uma rede de sensores elétricos na saída da máquina
para o monitoramento da eficiência do processamento em tempo real.
 Desenvolver o sistema de controle para a regulagem automática da
alimentação (comunicação com o regulador de fluxo da Agriaço) e da
velocidade do ar nas duas separações de fluxo.
 Garantir a segurança operacional e eficiência elétrica do módulo, alinhadas
às demandas de sustentabilidade e inovação tecnológica do mercado de
sementes.

Justificativa

O processamento de sementes difere fundamentalmente do processamento
de grãos por exigir a preservação da integridade física e da qualidade fisiológica
das sementes, minimizando perdas e eliminando impurezas de forma altamente
eficiente. Sistemas tradicionais de pré-limpeza dependem de ajustes mecânicos
manuais, o que os torna suscetíveis a falhas humanas e variações operacionais,
problema que a automação agrícola tem buscado mitigar por meio da integração
de sensores e mecatrônica nos processos de produção e pós-colheita
(RODRIGUES et al., 2024; PRAKASH et al., 2023).

A aplicação de tecnologias baseadas na Internet das Coisas (IoT) e em
sistemas avançados de sensoriamento tem se consolidado como um pilar
estratégico para o aumento da sustentabilidade agrícola e da segurança alimentar
(MORCHID et al., 2023). De acordo com os autores, embora a implementação
dessas inovações enfrente desafios técnicos, seus benefícios são inegáveis para
a otimização de processos, monitoramento preciso e redução de desperdícios ao
longo de toda a cadeia produtiva. Trazendo esse conceito para a realidade do
beneficiamento de sementes, o desenvolvimento de uma arquitetura eletrônica e
de automação capaz de integrar os dados dos sensores e atuar de forma
inteligente sobre os componentes da máquina atende diretamente a essa
demanda. Essa integração não apenas eleva a eficiência da separação e a
qualidade final do produto, mas também promove a sustentabilidade econômica e
ambiental do maquinário, reduzindo o desperdício de sementes boas, otimizando
o consumo energético e minimizando a dependência de intervenções manuais
contínuas.


O desenvolvimento de equipamentos para sementes exige uma abordagem
diferenciada, e um dos maiores riscos e lacunas tecnológicas atuais para a
integração dessas tecnologias é a inexistência de sensores específicos no
mercado para a avaliação do fluxo e da qualidade de sementes em tempo real
(MANSOOR et al., 2025). O uso de sensores inteligentes para a obtenção de
dados inteligentes e realimentação do sistema permitirá atuar de forma autônoma
sobre o regulador de fluxo de alimentação e sobre as correntes de ar nas etapas
de separação (SOUSSI et al., 2024), promovendo a validação do protótipo em
laboratório e atingindo um nível de maturidade tecnológica superior (TRL 4) na
engenharia nacional de pós-colheita.

Metodologia

A pesquisa possui caráter aplicado e tecnológico, centrada no
desenvolvimento de hardware e software de controle para maquinário agrícola,
com explorações quantitativas sobre a resposta da máquina desenvolvida.
O desenvolvimento será realizado nos laboratórios dos cursos de Engenharia
Agrícola da Universidade Federal de Pelotas, como suporte ao projeto vinculado à
Unidade Embrapii InovaAgro ao longo de 12 meses.
O trabalho iniciará com o mapeamento e especificações do projeto elétrico,
seguido da definição do conceito da arquitetura de automação. A interface de
controle fará a leitura de sensores adaptados e o acionamento de atuadores
(motores, inversores de frequência e válvulas) visando uma capacidade de
processamento de até 30 t.h-1, com isso visa-se analisar estatíticamente os dados
coletados sobre a resposta da máquina em operação, por meios de técnicas como
ANOVA, onde podem ser comparadas as respostas da máquina com e sem a
instrumentação eletrônica e os controles automáticos.
O sistema de automação será implementado em um protótipo físico,
desenvolvido pelo grupo de pesquisa para o projeto firmado em Brasil (2024). A
validação funcional ocorrerá em ambiente de laboratório (TRL 4), restrita
inicialmente a testes com sementes de soja, onde a qualidade física e fisiológica
pós-processamento será analisada frente aos ajustes automáticos do algoritmo de
controle.

Indicadores, Metas e Resultados

Avanços Tecnológicos: Obtenção de um sistema de limpeza com
regulagem automática da alimentação e da velocidade do ar, monitorado por
sensores na saída.
Nível de Maturidade: Alcançar o TRL 4 (Validação funcional dos
componentes em ambiente de laboratório).
Impactos Econômicos: Inserção da parceira Agriaço no mercado de
sementes com um equipamento com menor custo que as concorrentes
estrangeiras de alto padrão, fortalecendo o Arranjo Produtivo Local (APL)
Metalmecânico.
Contribuição Acadêmica e Proteção: Possibilidade de geração de patentes
relacionadas à automação acoplada ao regulador de fluxo e publicações
científicas sobre os sensores adaptados.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ADAMO DE SOUSA ARAÚJO1
GIZELE INGRID GADOTTI2
MARLON SOARES SIGALES1
MARLON SOARES SIGALES1
MATEUS SCHNEIDER BRUINSMA
RENAN NEITZKE MUNSBERG

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