Nome do Projeto
Obturação pela técnica do cone único versus condensação lateral: efeitos na dor pós-operatória, sucesso e qualidade de vida relacionada à saúde bucal — ensaio clínico randomizado
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
01/07/2026 - 30/12/2030
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
O sucesso do tratamento endodôntico está diretamente relacionado à adequada obturação do sistema de canais radiculares, cuja função é promover o selamento tridimensional, prevenindo a infiltração microbiana e favorecendo o reparo dos tecidos periapicais. Entre as técnicas mais utilizadas destacam-se o cone único e a condensação lateral, amplamente empregadas na prática clínica. No entanto, persistem divergências na literatura quanto à influência dessas técnicas sobre a dor pós-operatória, o sucesso do tratamento e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal. O presente estudo tem como objetivo comparar as técnicas de obturação por cone único e condensação lateral quanto à dor pós-operatória, ao sucesso do tratamento e à qualidade de vida em pacientes submetidos ao tratamento endodôntico de dentes permanentes unirradiculares com periodontite apical assintomática ou abscesso periapical crônico.Trata-se de um ensaio clínico randomizado, controlado, de grupos paralelos e caráter prospectivo, elaborado de acordo com as diretrizes CONSORT, com aprovação por Comitê de Ética em Pesquisa e registro no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC). A amostra será composta por pacientes adultos, alocados aleatoriamente (1:1) em dois grupos: cone único e condensação lateral, utilizando cimento endodôntico à base de resina epóxi. O cálculo amostral foi realizado com base em modelo de não inferioridade, considerando erro alfa de 5% e poder de 90%, resultando em um tamanho amostral estimado de até 350 participantes, considerando possíveis perdas. Os procedimentos clínicos seguirão protocolo padronizado, incluindo preparo mecanizado com sistema reciprocante e obturação conforme a técnica designada por randomização, com alocação sigilosa por envelopes opacos. A dor pós-operatória será avaliada por meio da Escala Visual Analógica nos períodos de 24, 48 horas e 7 dias. O sucesso do tratamento será avaliado por avaliadores cegos após 6, 12 e 24 meses da realização do tratamento, onde serão realizadas avaliações clínicas, considerando a ausência de dor espontânea, dor à percussão e palpação, edema e fístula, e avaliações radiográficas por meio de radiografias periapicais padronizadas, sendo considerado sucesso a ausência ou redução da lesão periapical. A qualidade de vida relacionada à saúde bucal será mensurada por meio do instrumento OHIP-14, aplicado antes do tratamento e após 6 e 12 meses após o tratamento completo. A hipótese nula estabelece que não há diferença estatisticamente significativa entre as técnicas quanto aos desfechos avaliados. Em contrapartida, a hipótese alternativa estabelece que há diferença estatisticamente significativa entre as técnicas de obturação por cone único e condensação lateral em relação à dor pós-operatória, ao sucesso do tratamento endodôntico e à qualidade de vida relacionada à saúde bucal. Os dados serão analisados por testes não paramétricos, com nível de significância de 5%. Espera-se que os resultados contribuam para o embasamento científico na escolha da técnica de obturação mais adequada, considerando não apenas o sucesso técnico do tratamento, mas também o impacto na experiência do paciente e na qualidade de vida.
Objetivo Geral
Comparar as técnicas de obturação por cone único e condensação lateral quanto à dor pós-operatória e ao sucesso do tratamento em pacientes submetidos ao tratamento endodôntico de dentes permanentes unirradiculares periodontite apical crônica ou abscesso apical crônico.
Justificativa
O sucesso do tratamento endodôntico está intimamente relacionado à adequada obturação do sistema de canais radiculares, com o objetivo principal de prevenir a infiltração de microrganismos e favorecer o reparo dos tecidos periapicais (Schilder, 1967; Siqueira & Rôças, 2008). A obturação do sistema de canais desempenha um papel essencial ao promover o selamento tridimensional dos espaços internos, impedindo a migração de microrganismos e de fluidos provenientes tanto da cavidade oral quanto dos tecidos periapicais, o que contribui diretamente para o êxito do tratamento.
Além de atuar como uma barreira física, a obturação é responsável por preencher os espaços vazios remanescentes no interior dos canais, especialmente em áreas que, devido à complexidade anatômica, podem não ter sido completamente instrumentadas (Peters, 2004). A presença de lacunas ou de falhas no selamento pode favorecer a recolonização bacteriana, prejudicando o reparo dos tecidos periapicais e aumentando o risco de insucesso do tratamento (Nair, 2006). Adicionalmente, um selamento apical eficiente minimiza o estímulo inflamatório, favorecendo a resolução da inflamação e permitindo o início do processo de reparação, que pode incluir a regeneração óssea e a reorganização do ligamento periodontal ao redor do ápice radicular (Martins et al., 2021).
Dentre as técnicas de obturação mais utilizadas na prática clínica, destacam-se o método do cone único e a condensação lateral, devido à sua simplicidade, boa adaptação clínica e efetividade (Nguyen et al., 2014; Silva et al., 2019). A técnica do cone único consiste na inserção de um único cone de guta-percha calibrado, em associação a um cimento endodôntico, visando um preenchimento tridimensional do canal radicular (Schäfer et al., 2013). Por outro lado, a condensação lateral envolve a inserção do cone principal de guta-percha e a posterior compactação de cones acessórios, buscando-se maior adaptação ao canal e redução de possíveis espaços vazios (Kandaswamy et al., 2009).
A técnica do cone único apresenta vantagens como menor tempo de execução, simplicidade operatória, uso reduzido de instrumentos e menor risco de fraturas radiculares induzidas por condensação excessiva, além de ser compatível com sistemas mecanizados que padronizam a conicidade do preparo (Schäfer et al., 2013; Silva et al., 2019). Essa abordagem favorece a preservação de estrutura dentinária e pode reduzir o risco de extrusão de material obturador, o que, potencialmente, contribui para menor incidência de dor pós-operatória em alguns casos (Silva; Almeida; Zaia, 2022). Entretanto, apresenta como desvantagens a menor compactação da guta-percha e maior dependência das propriedades físico-químicas do cimento para garantir o selamento apical e lateral, o que pode comprometer a vedação em canais com irregularidades acentuadas ou anatomia complexa, aumentando o risco de infiltração e comprometendo o reparo tecidual (Nguyen; Parashos; Messer, 2014).
A condensação lateral, por sua vez, proporciona melhor adaptação da guta-percha às paredes do canal e maior preenchimento das irregularidades internas, resultando em um selamento mais consistente, especialmente em canais achatados ou com ramificações (Kandaswamy et al., 2009). Além disso, pode promover menor risco de falhas de obturação em áreas de difícil acesso, contribuindo para o controle microbiológico e favorecendo a cicatrização dos tecidos periapicais (Siqueira; Rôças, 2008). Contudo, essa técnica exige maior tempo clínico, habilidade técnica aprimorada e pode gerar tensões na dentina durante a inserção e compactação dos cones acessórios, aumentando o risco de microfissuras radiculares (Peters, 2004). Além disso, a pressão excessiva ou manipulação inadequada pode levar à extrusão de material obturador para os tecidos periapicais, o que, em alguns casos, pode intensificar a resposta inflamatória e a dor pós-operatória (Nair, 2006).
Apesar do amplo uso dessas técnicas, há divergências na literatura quanto à sua influência sobre o reparo tecidual periapical e a ocorrência de dor pós-operatória, fatores determinantes para o conforto do paciente e o sucesso do tratamento (Martins et al., 2021; Silva et al., 2022). Além dos desfechos clínicos e radiográficos tradicionalmente avaliados, torna-se cada vez mais relevante considerar a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) como um desfecho centrado no paciente. A QVRSB refere-se à percepção do indivíduo quanto ao impacto das condições bucais sobre sua funcionalidade, bem-estar psicológico e interação social (Locker; Allen, 2007).
A dor, o desconforto funcional, a limitação mastigatória e o impacto emocional decorrentes do tratamento endodôntico podem interferir significativamente nas atividades diárias, no bem-estar psicológico e na percepção geral de saúde. Assim, a avaliação da QVRSB permite uma análise mais abrangente dos efeitos das diferentes técnicas de obturação, incorporando a perspectiva do paciente aos resultados clínicos.
Entre os instrumentos mais utilizados para essa avaliação destaca-se o Oral Health Impact Profile (OHIP), desenvolvido por Slade (1997), cuja versão abreviada (OHIP-14) apresenta propriedades psicométricas adequadas e ampla utilização em pesquisas clínicas. No contexto brasileiro, a versão validada do OHIP-14 demonstrou confiabilidade e validade satisfatórias para mensuração do impacto das condições bucais na qualidade de vida (Oliveira; Nadanovsky, 2005).
Aspectos como o potencial de extrusão de material obturador, a qualidade do selamento apical e a resposta inflamatória gerada podem impactar diretamente não apenas o processo de cicatrização, mas também a experiência pós-operatória e, consequentemente, a qualidade de vida do indivíduo (Siqueira et al., 2014; Nair, 2006).
Diante disso, torna-se relevante a comparação entre as técnicas de cone único e condensação lateral quanto ao sucesso, à dor pós-operatória e à qualidade de vida relacionada à saúde bucal, contribuindo para o embasamento científico na escolha do método mais adequado, com foco não apenas na qualidade técnica da obturação, mas também no bem-estar do paciente e no sucesso a longo prazo do tratamento endodôntico.
Além de atuar como uma barreira física, a obturação é responsável por preencher os espaços vazios remanescentes no interior dos canais, especialmente em áreas que, devido à complexidade anatômica, podem não ter sido completamente instrumentadas (Peters, 2004). A presença de lacunas ou de falhas no selamento pode favorecer a recolonização bacteriana, prejudicando o reparo dos tecidos periapicais e aumentando o risco de insucesso do tratamento (Nair, 2006). Adicionalmente, um selamento apical eficiente minimiza o estímulo inflamatório, favorecendo a resolução da inflamação e permitindo o início do processo de reparação, que pode incluir a regeneração óssea e a reorganização do ligamento periodontal ao redor do ápice radicular (Martins et al., 2021).
Dentre as técnicas de obturação mais utilizadas na prática clínica, destacam-se o método do cone único e a condensação lateral, devido à sua simplicidade, boa adaptação clínica e efetividade (Nguyen et al., 2014; Silva et al., 2019). A técnica do cone único consiste na inserção de um único cone de guta-percha calibrado, em associação a um cimento endodôntico, visando um preenchimento tridimensional do canal radicular (Schäfer et al., 2013). Por outro lado, a condensação lateral envolve a inserção do cone principal de guta-percha e a posterior compactação de cones acessórios, buscando-se maior adaptação ao canal e redução de possíveis espaços vazios (Kandaswamy et al., 2009).
A técnica do cone único apresenta vantagens como menor tempo de execução, simplicidade operatória, uso reduzido de instrumentos e menor risco de fraturas radiculares induzidas por condensação excessiva, além de ser compatível com sistemas mecanizados que padronizam a conicidade do preparo (Schäfer et al., 2013; Silva et al., 2019). Essa abordagem favorece a preservação de estrutura dentinária e pode reduzir o risco de extrusão de material obturador, o que, potencialmente, contribui para menor incidência de dor pós-operatória em alguns casos (Silva; Almeida; Zaia, 2022). Entretanto, apresenta como desvantagens a menor compactação da guta-percha e maior dependência das propriedades físico-químicas do cimento para garantir o selamento apical e lateral, o que pode comprometer a vedação em canais com irregularidades acentuadas ou anatomia complexa, aumentando o risco de infiltração e comprometendo o reparo tecidual (Nguyen; Parashos; Messer, 2014).
A condensação lateral, por sua vez, proporciona melhor adaptação da guta-percha às paredes do canal e maior preenchimento das irregularidades internas, resultando em um selamento mais consistente, especialmente em canais achatados ou com ramificações (Kandaswamy et al., 2009). Além disso, pode promover menor risco de falhas de obturação em áreas de difícil acesso, contribuindo para o controle microbiológico e favorecendo a cicatrização dos tecidos periapicais (Siqueira; Rôças, 2008). Contudo, essa técnica exige maior tempo clínico, habilidade técnica aprimorada e pode gerar tensões na dentina durante a inserção e compactação dos cones acessórios, aumentando o risco de microfissuras radiculares (Peters, 2004). Além disso, a pressão excessiva ou manipulação inadequada pode levar à extrusão de material obturador para os tecidos periapicais, o que, em alguns casos, pode intensificar a resposta inflamatória e a dor pós-operatória (Nair, 2006).
Apesar do amplo uso dessas técnicas, há divergências na literatura quanto à sua influência sobre o reparo tecidual periapical e a ocorrência de dor pós-operatória, fatores determinantes para o conforto do paciente e o sucesso do tratamento (Martins et al., 2021; Silva et al., 2022). Além dos desfechos clínicos e radiográficos tradicionalmente avaliados, torna-se cada vez mais relevante considerar a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB) como um desfecho centrado no paciente. A QVRSB refere-se à percepção do indivíduo quanto ao impacto das condições bucais sobre sua funcionalidade, bem-estar psicológico e interação social (Locker; Allen, 2007).
A dor, o desconforto funcional, a limitação mastigatória e o impacto emocional decorrentes do tratamento endodôntico podem interferir significativamente nas atividades diárias, no bem-estar psicológico e na percepção geral de saúde. Assim, a avaliação da QVRSB permite uma análise mais abrangente dos efeitos das diferentes técnicas de obturação, incorporando a perspectiva do paciente aos resultados clínicos.
Entre os instrumentos mais utilizados para essa avaliação destaca-se o Oral Health Impact Profile (OHIP), desenvolvido por Slade (1997), cuja versão abreviada (OHIP-14) apresenta propriedades psicométricas adequadas e ampla utilização em pesquisas clínicas. No contexto brasileiro, a versão validada do OHIP-14 demonstrou confiabilidade e validade satisfatórias para mensuração do impacto das condições bucais na qualidade de vida (Oliveira; Nadanovsky, 2005).
Aspectos como o potencial de extrusão de material obturador, a qualidade do selamento apical e a resposta inflamatória gerada podem impactar diretamente não apenas o processo de cicatrização, mas também a experiência pós-operatória e, consequentemente, a qualidade de vida do indivíduo (Siqueira et al., 2014; Nair, 2006).
Diante disso, torna-se relevante a comparação entre as técnicas de cone único e condensação lateral quanto ao sucesso, à dor pós-operatória e à qualidade de vida relacionada à saúde bucal, contribuindo para o embasamento científico na escolha do método mais adequado, com foco não apenas na qualidade técnica da obturação, mas também no bem-estar do paciente e no sucesso a longo prazo do tratamento endodôntico.
Metodologia
Este estudo será um ensaio clínico randomizado, controlado, de grupos paralelos e caráter prospectivo, conduzido com pacientes submetidos a tratamento endodôntico em dentes permanentes unirradiculares com periodontite apical assintomática ou abscesso apical crônico. O protocolo será desenvolvido de acordo com as diretrizes do CONSORT, previamente aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa e registrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC). O objetivo será comparar as técnicas de obturação por cone único e por condensação lateral quanto à dor pós-operatória, sucesso e à qualidade de vida relacionada à saúde bucal. A amostra será composta por pacientes adultos, de ambos os sexos, portadores de dentes permanentes unirradiculares com periodontite apical assintomática ou abscesso periapical crônico, com necessidade de tratamento endodôntico primário. O cálculo amostral foi realizado através do Sealed EnvelopeTM (Exmouth House, London UK), considerando um erro alfa de 5% e um poder de 90%, o qual indicou a necessidade de uma amostra de 44 pacientes em cada grupo experimental (n=88) para avaliação da dor pós operatória. Considerando a possibilidade de 25% de perdas, emprega-se um número final de 55 pacientes em cada grupo experimental (n=110). No software supracitado, foi considerada a modalidade “Non-inferiority Trial” com as taxas de dor pós operatória de 11% para o grupo experimental e 33.33% para o grupo controle. Tal cálculo foi baseado em estudo que apontou maior taxa de dor pós operatória para a técnica de obturação de condensação lateral (33.33%) em comparação à técnica do cone único (11%) realizado por Dong et al. (2025).
Para o desfecho relacionado ao sucesso do tratamento, foram também utilizados os dados do estudo de Dong et al. (2025), considerando um índice de reparo de 92,98% para dentes obturados com a técnica do cone único e 91,23% para aqueles onde foi utilizada a condensação lateral. Usando como parâmetros um erro alfa de 5% e um poder de 90%, a amostra mínima indicada foi de 143 dentes por grupo (n=286). Considerando a possibilidade de perdas, o número ideal de pacientes por grupo foi calculado em 175 (n=350).
Os participantes serão distribuídos aleatoriamente em dois grupos (1:1) por meio de sequência gerada no software Random.org. Para assegurar a ocultação da randomização serão utilizados envelopes pardos numerados consecutivamente, sob responsabilidade de um pesquisador que estará acompanhando o procedimento, mas que não será responsável pela execução dos procedimentos clínicos. A alocação será sigilosa, utilizando envelopes opacos, selados e numerados sequencialmente e só será revelado para o operador no momento da obturação.
• Grupo 1 – Cone Único: obturação com cone único compatível com o preparo mecanizado e cimento endodôntico à base de resina epóxi (AH Plus®, Dentsply Sirona, Ballaigues, Suíça).
• Grupo 2 – Condensação Lateral: obturação pela técnica de condensação lateral, com cone principal e cones acessórios, utilizando o mesmo cimento do Grupo 1.
A intensidade da dor pós-operatória será avaliada por meio da Escala Visual Analógica (EVA), variando de 0 (ausência de dor) a 10 (dor mais intensa imaginável). O instrumento será previamente explicado aos participantes, que receberão uma cópia impressa da escala e instruções detalhadas para seu preenchimento. Os pacientes serão orientados a registrar o nível de dor nos períodos de 24 horas, 48 horas e 7 dias após a conclusão (obturação) do tratamento endodôntico. A necessidade e a quantidade do uso de analgésicos também serão registrados.
O formulário preenchido deverá ser devolvido presencialmente no sétimo dia, ou posteriormente, ou enviado por meio digital mediante fotografia do documento devidamente preenchido. Para fins de análise, os escores serão categorizados conforme a intensidade da dor: 0 = ausência de dor; 1–3 = dor leve; 4–6 = dor moderada; 7–10 = dor intensa.
A avaliação do sucesso clínico e radiográfico será realizada por um único examinador, especialista em Endodontia, não envolvido nas etapas de atendimento dos pacientes e cego para o tratamento realizado. O avaliador será previamente calibrado e, após a calibração, será realizada a análise intraexaminador por meio do teste Kappa. Após períodos de 6, 12 e 24 meses da realização do tratamento, serão realizadas avaliações clínicas, considerando a ausência de dor espontânea, dor à percussão e palpação, edema e fístula, e avaliações radiográficas por meio de radiografias periapicais padronizadas, sendo considerado sucesso a ausência ou redução da lesão periapical.
A qualidade de vida relacionada à saúde bucal será avaliada por meio da versão validada do instrumento OHIP-14 (Oral Health Impact Profile – versão abreviada), aplicado antes do tratamento endodôntico (baseline) e no período de 6 e 12 meses após a intervenção. O questionário é composto por 14 itens distribuídos em sete domínios (limitação funcional, dor física, desconforto psicológico, incapacidade física, incapacidade psicológica, incapacidade social e desvantagem), com respostas em escala do tipo Likert variando de 0 (nunca) a 4 (sempre). O escore total será obtido pela soma dos itens, variando de 0 a 56, sendo que maiores valores indicam maior impacto negativo na qualidade de vida.
Para o desfecho relacionado ao sucesso do tratamento, foram também utilizados os dados do estudo de Dong et al. (2025), considerando um índice de reparo de 92,98% para dentes obturados com a técnica do cone único e 91,23% para aqueles onde foi utilizada a condensação lateral. Usando como parâmetros um erro alfa de 5% e um poder de 90%, a amostra mínima indicada foi de 143 dentes por grupo (n=286). Considerando a possibilidade de perdas, o número ideal de pacientes por grupo foi calculado em 175 (n=350).
Os participantes serão distribuídos aleatoriamente em dois grupos (1:1) por meio de sequência gerada no software Random.org. Para assegurar a ocultação da randomização serão utilizados envelopes pardos numerados consecutivamente, sob responsabilidade de um pesquisador que estará acompanhando o procedimento, mas que não será responsável pela execução dos procedimentos clínicos. A alocação será sigilosa, utilizando envelopes opacos, selados e numerados sequencialmente e só será revelado para o operador no momento da obturação.
• Grupo 1 – Cone Único: obturação com cone único compatível com o preparo mecanizado e cimento endodôntico à base de resina epóxi (AH Plus®, Dentsply Sirona, Ballaigues, Suíça).
• Grupo 2 – Condensação Lateral: obturação pela técnica de condensação lateral, com cone principal e cones acessórios, utilizando o mesmo cimento do Grupo 1.
A intensidade da dor pós-operatória será avaliada por meio da Escala Visual Analógica (EVA), variando de 0 (ausência de dor) a 10 (dor mais intensa imaginável). O instrumento será previamente explicado aos participantes, que receberão uma cópia impressa da escala e instruções detalhadas para seu preenchimento. Os pacientes serão orientados a registrar o nível de dor nos períodos de 24 horas, 48 horas e 7 dias após a conclusão (obturação) do tratamento endodôntico. A necessidade e a quantidade do uso de analgésicos também serão registrados.
O formulário preenchido deverá ser devolvido presencialmente no sétimo dia, ou posteriormente, ou enviado por meio digital mediante fotografia do documento devidamente preenchido. Para fins de análise, os escores serão categorizados conforme a intensidade da dor: 0 = ausência de dor; 1–3 = dor leve; 4–6 = dor moderada; 7–10 = dor intensa.
A avaliação do sucesso clínico e radiográfico será realizada por um único examinador, especialista em Endodontia, não envolvido nas etapas de atendimento dos pacientes e cego para o tratamento realizado. O avaliador será previamente calibrado e, após a calibração, será realizada a análise intraexaminador por meio do teste Kappa. Após períodos de 6, 12 e 24 meses da realização do tratamento, serão realizadas avaliações clínicas, considerando a ausência de dor espontânea, dor à percussão e palpação, edema e fístula, e avaliações radiográficas por meio de radiografias periapicais padronizadas, sendo considerado sucesso a ausência ou redução da lesão periapical.
A qualidade de vida relacionada à saúde bucal será avaliada por meio da versão validada do instrumento OHIP-14 (Oral Health Impact Profile – versão abreviada), aplicado antes do tratamento endodôntico (baseline) e no período de 6 e 12 meses após a intervenção. O questionário é composto por 14 itens distribuídos em sete domínios (limitação funcional, dor física, desconforto psicológico, incapacidade física, incapacidade psicológica, incapacidade social e desvantagem), com respostas em escala do tipo Likert variando de 0 (nunca) a 4 (sempre). O escore total será obtido pela soma dos itens, variando de 0 a 56, sendo que maiores valores indicam maior impacto negativo na qualidade de vida.
Indicadores, Metas e Resultados
Os principais indicadores do presente estudo serão a intensidade da dor pós-operatória, o sucesso clínico e radiográfico do tratamento endodôntico e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal dos pacientes. A dor pós-operatória será mensurada por meio da Escala Visual Analógica (EVA) nos períodos de 24 horas, 48 horas e 7 dias após a obturação, enquanto o sucesso do tratamento será avaliado clinicamente e radiograficamente após 6, 12 e 24 meses, considerando ausência de sinais e sintomas clínicos e regressão ou ausência de lesão periapical. A qualidade de vida será avaliada pelo instrumento OHIP-14 antes do tratamento e nos acompanhamentos de 6 e 12 meses. Como metas, espera-se concluir o acompanhamento longitudinal dos participantes previstos na amostra, obter alta taxa de retorno nas avaliações de seguimento e produzir evidências científicas robustas acerca da efetividade das técnicas de cone único e condensação lateral. Entre os resultados esperados, destaca-se a identificação de possíveis diferenças entre as técnicas quanto à dor pós-operatória, ao sucesso do tratamento e ao impacto na qualidade de vida dos pacientes, contribuindo para o embasamento clínico-científico na escolha da técnica obturadora mais adequada e para a melhoria da qualidade da assistência em Endodontia.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| CAROLINA CLASEN VIEIRA | 4 | ||
| DANIELE PRADO ASSUMPÇÃO | |||
| FERNANDA GERALDO PAPPEN | 6 | ||
| FRANCINE CARDOZO MADRUGA | 4 |