Nome do Projeto
VERMICOMPOSTAGEM DE RESÍDUOS ORGÂNICOS: PRODUÇÃO DE BIOINSUMOS PARA AGRICULTURA SUSTENTÁVEL E DESEMPENHO AGRONÔMICO DE HORTALIÇAS
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
01/09/2026 - 31/08/2030
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Agrárias
Resumo
As atividades agrícolas, pecuárias e agroindustriais geram resíduos orgânicos que, se gerenciados de forma incorreta, podem causar impactos ambientais negativos, como a contaminação do solo e da água. Em vista disto, se faz de extrema importância a busca de soluções ambientalmente favoráveis para o correto manejo e destinação desses resíduos. Neste contexto, a vermicompostagem se destaca por ser uma biotecnologia sustentável capaz de, através do uso de minhocas, transformar resíduos orgânicos em um produto estável, rico em nutrientes e de uso na agricultura melhorando a fertilidade do solo e a produtividade de culturas agrícolas. Entretanto, são necessárias pesquisas visando o desenvolvimento e otimização dessa técnica, com o propósito de redução de custos de produção e a melhoria da qualidade do produto final. Assim sendo, o presente projeto de pesquisa visa desenvolver e otimizar o processo de vermicompostagem de resíduos agrossilvipastoris e agroindustriais, bem como avaliar a qualidade dos vermicompostos produzidos e o desempenho na produtividade de hortaliças.
Objetivo Geral
Desenvolver e otimizar o processo de vermicompostagem de resíduos agrossilvipastoris e agroindustriais e avaliar a eficiência agronômica dos vermicompostos na produção de hortaliças.
Objetivos específicos:
- Avaliar diferentes condições de processo;
- Caracterizar os vermicompostos produzidos;
- Determinar o efeito de diferentes combinações e proporções do vermicomposto no desempenho agronômico de hortaliças.
Objetivos específicos:
- Avaliar diferentes condições de processo;
- Caracterizar os vermicompostos produzidos;
- Determinar o efeito de diferentes combinações e proporções do vermicomposto no desempenho agronômico de hortaliças.
Justificativa
A crescente geração de resíduos sólidos representa um dos significativos desafios ambientais da atualidade. Anualmente, são gerados mais de 9 bilhões de toneladas de resíduos provenientes da agricultura e da pecuária em todo o mundo, sendo constituídos principalmente por estercos animais, resíduos de culturas agrícolas, podas e restos vegetais, entre outros, os quais apresentam elevado potencial para a reciclagem por meio de técnicas biológicas (Sileshi et al., 2025).
Dentre essas, a vermicompostagem representa uma estratégia de valorização de resíduos orgânicos alinhada aos princípios da economia circular, uma vez que promove o aproveitamento de resíduos orgânicos que seriam descartados, como àqueles gerados em atividades agrícolas, silviculturais, pastoris e agroindustriais, para a produção de novos produtos, como o vermicomposto. Esta prática é interessante do ponto de vista ambiental, econômico e social, pois reduz impactos ambientais associados à disposição inadequada dos resíduos, diminui a dependência por fertilizantes químicos na produção agrícola, minimiza custos de produção e pode representar fonte de renda.
A vermicompostagem é uma alternativa de tratamento que utiliza a ação conjunta de minhocas e de microrganismos para acelerar a degradação de resíduos convertendo-os em um produto estabilizado e rico em nutrientes, o vermicomposto, que melhora as propriedades físico-químicas e biológicas do solo, favorecendo a disponibilidade de nutrientes que são facilmente absorvidas pelas plantas, maior capacidade de retenção de água e mais altos níveis de atividade microbiana (Singh et al., 2011; Suthar 2009). Entretanto, estas características podem ser influenciadas diretamente pela qualidade do composto produzido.
Um vermicomposto de elevada qualidade deve apresentar estabilidade e maturidade adequadas, alto grau de humificação da matéria orgânica, alto teor de nutrientes e ausência de compostos fitotóxicos e de patógenos a plantas e animais (Bernal et al., 2009). Além disto, é importante considerar que a qualidade do vermicomposto pode variar significativamente em função de variáveis do processo, como o tipo de resíduos utilizados e das condições operacionais (Kumar, 2026). Assim, torna-se fundamental o desenvolvimento de processos para a obtenção de um produto de mais alta qualidade, seguro e eficiente agronomicamente.
Diante o exposto, este projeto se justifica pela necessidade de desenvolver tecnologias para aumentar a eficiência da vermicompostagem de resíduos orgânicos agrossilvipastoris e agroindustriais, gerados em propriedades agrícolas familiares da região; produzir vermicompostos de elevada qualidade agronômica e validar sua utilização na produção de hortaliças.
Dentre essas, a vermicompostagem representa uma estratégia de valorização de resíduos orgânicos alinhada aos princípios da economia circular, uma vez que promove o aproveitamento de resíduos orgânicos que seriam descartados, como àqueles gerados em atividades agrícolas, silviculturais, pastoris e agroindustriais, para a produção de novos produtos, como o vermicomposto. Esta prática é interessante do ponto de vista ambiental, econômico e social, pois reduz impactos ambientais associados à disposição inadequada dos resíduos, diminui a dependência por fertilizantes químicos na produção agrícola, minimiza custos de produção e pode representar fonte de renda.
A vermicompostagem é uma alternativa de tratamento que utiliza a ação conjunta de minhocas e de microrganismos para acelerar a degradação de resíduos convertendo-os em um produto estabilizado e rico em nutrientes, o vermicomposto, que melhora as propriedades físico-químicas e biológicas do solo, favorecendo a disponibilidade de nutrientes que são facilmente absorvidas pelas plantas, maior capacidade de retenção de água e mais altos níveis de atividade microbiana (Singh et al., 2011; Suthar 2009). Entretanto, estas características podem ser influenciadas diretamente pela qualidade do composto produzido.
Um vermicomposto de elevada qualidade deve apresentar estabilidade e maturidade adequadas, alto grau de humificação da matéria orgânica, alto teor de nutrientes e ausência de compostos fitotóxicos e de patógenos a plantas e animais (Bernal et al., 2009). Além disto, é importante considerar que a qualidade do vermicomposto pode variar significativamente em função de variáveis do processo, como o tipo de resíduos utilizados e das condições operacionais (Kumar, 2026). Assim, torna-se fundamental o desenvolvimento de processos para a obtenção de um produto de mais alta qualidade, seguro e eficiente agronomicamente.
Diante o exposto, este projeto se justifica pela necessidade de desenvolver tecnologias para aumentar a eficiência da vermicompostagem de resíduos orgânicos agrossilvipastoris e agroindustriais, gerados em propriedades agrícolas familiares da região; produzir vermicompostos de elevada qualidade agronômica e validar sua utilização na produção de hortaliças.
Metodologia
Para o desenvolvimento do projeto, serão coletadas amostras de propriedades rurais e agroindústrias da região de Pelotas/RS, consistindo de resíduos vegetais e animais. Os experimentos serão conduzidos no Centro de Engenharias e na Faculdade de Agronomia Eliseu no Campus Capão do Leão da Universidade Federal de Pelotas. As unidades experimentais serão montadas em ambiente coberto, protegido de intempéries. As minhocas utilizadas são da espécie Eisenia andrei, provenientes de uma criação estabelecida no Laboratório de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia Ambiental, sob coordenação da proponente, Profa. Vanessa Cerqueira. Para avaliar os vermicompostos produzidos serão realizadas análises químicas, biológicas, microbiológicas e fitotoxicológicas. Também serão conduzidos experimentos para avaliar o desempenho agronômico de hortaliças submetidos à diferentes substratos e condições.
Indicadores, Metas e Resultados
Espera-se gerar conhecimentos científicos e tecnológicos aplicáveis à valorização de resíduos sólidos orgânicos e à qualidade dos vermicompostos produzidos através da otimização do processo de vermicompostagem, contribuindo para a minimização de impactos ambientais decorrentes de destinação inadequada de resíduos, reciclagem de nutrientes, produção sustentável de alimentos, fortalecimento da agricultura de base ecológica e ampliação do uso de bioinsumos. Os resultados contribuirão com estratégias voltadas à economia circular, à conservação dos recursos naturais e à sustentabilidade dos sistemas produtivos. A participação de discentes em projetos de pesquisa é extremamente importante na formação acadêmica e profissional, tendo em vista o desenvolvimento de caráter investigativo, de pensamento crítico, de habilidades na redação científica, da comunicação de resultados, entre outros.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ANA LÚCIA CHAVES MACHADO | |||
| ANA RITA DE ALMEIDA CANIELA | |||
| CHARLE COSTA DOS SANTOS | |||
| JULIANA DOS SANTOS CARVALHO | |||
| MARIZANE DA FONSECA DUARTE BONOW | |||
| MARIÉLA DOS SANTOS CENTENO FERREIRA | |||
| VALDENIR PEREIRA MORAIS | |||
| VANESSA SACRAMENTO CERQUEIRA | 4 |
Fontes Financiadoras
| Sigla / Nome | Valor | Administrador |
|---|---|---|
| CAPES / Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior | R$ 10.000,00 | Coordenador |
Plano de Aplicação de Despesas
| Descrição | Valor |
|---|---|
| 339030 - Material de Consumo | R$ 5.000,00 |
| 339018 - Auxílio Financeiro a Estudantes | R$ 5.000,00 |