Nome do Projeto
Lado B - Músicas Impopulares
Ênfase
Ensino
Data inicial - Data final
25/09/2026 - 28/02/2027
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Linguística, Letras e Artes
Resumo
Projeto iniciado em 2021, com ênfase em extensão – e algumas ações anteriores a esse período, realizadas então em outro projeto. Após a conclusão em 2022, devido ao afastamento do coordenador para Doutorado, está agora sendo retomado em 2026-2. Site do projeto: https://wp.ufpel.edu.br/ladob/ Canal do projeto no YouTube: https://www.youtube.com/@ladobmusicasimpopulares
Ao longo da história da música sempre se pôde diferenciar entre manifestações mais populares e menos populares. Sobretudo na dita música "popular" há uma clara distinção entre a música mais comercial, que tradicionalmente tem ampla divulgação pelos meios de comunicação em massa, e a música que sobrevive à margem de todo esse sistema e/ou que afronta seus ditames estéticos. É a esse segundo tipo que atribuo o termo “impopular”, tomando-o emprestado do maestro Júlio Medaglia (2003), que o utilizou para referir-se à música de concerto de vanguarda.
Essa dicotomia é o que em inglês se costuma diferenciar com os termos Mainstream e Underground. Entretanto Covach (2009) relativiza essa polarização com o conceito de "arco de popularidade", de acordo com o qual um determinado estilo musical pode surgir em uma área geograficamente restrita e abrangendo um público pequeno, expandir sua popularidade e depois de algum tempo continuar existindo como uma subcultura. Muitas dessas músicas, hoje “impopulares”, sobrevivem em registros fonográficos e históricos, que podem vir a ser reexaminados.
A análise desses conteúdos permite compreender não apenas a relevância histórica dessas produções, mas também fornecer conteúdos para o estudo de suas estruturas musicais, ampliando os conhecimentos musicais normalmente estudados no meio acadêmico musical brasileiro e inspirando novas invenções musicais.
O título "Lado B" (já uma expressão idiomática), é utilizado aqui justamente como uma alusão a essa faceta mais obscura da produção musical, visto que nos antigos compactos e LPs de vinil era no lado A que constava(m) a(s) música(s) destinada(s) a tocar no rádio, de apelo mais comercial, sendo o lado B muitas vezes destinado àquelas músicas menos convencionais e que com o tempo passavam a cair no esquecimento do grande público, ainda que muitas vezes apresentando o que de mais original aqueles artistas sabiam realizar.
A globalização e a democratização ao acesso à informação, promovidas pela Internet, trazem uma nova luz ao termo “Lado B” e às músicas “impopulares” que a ele se atrelam, uma vez que hoje em dia o "underground" acaba podendo ter uma visibilidade bem maior em tempos de inclusão digital.
Objetivo Geral
Promover o estudo prático, teórico e reflexivo de músicas que atualmente não são tão populares no meio musical acadêmico brasileiro e na sociedade como um todo, seja por seu perfil estético, por seu distanciamento histórico, por vícios pedagógicos ou pela falta de apelo comercial.
Justificativa
Expandir o conhecimento musical da comunidade acadêmica com o foco em estilos musicais mais obscuros e com ênfase no Rock é uma forma de colaborar para a expansão cultural do ensino superior de Música. Essa concepção está alicerçada em resultados de minha tese de Doutorado em Educação recentemente homologada junto ao PPGE da FaE/UFPEL, "Processos de ensinar e aprender Harmonia em cursos de Música-Bacharelado" (Tavares, 2026). Os dados dessa investigação revelaram três dominações culturais no ensino superior de Música em universidades públicas federais brasileiras: europeia (através da música de concerto), estadunidense (através do Jazz) e brasileira (através da MPB). Desta forma, ficam evidentes algumas lacunas a serem preenchidas no ensino superior de Música.
Esta iniciativa contrabalança com algumas ideias de “música popular” que dominam a sociedade como um todo e o meio acadêmico musical brasileiro, atuando de forma contrária à constante e cada vez maior massificação das produções musicais de ampla divulgação, em que pese a existência de “artistas de IA”. Aposta-se em um fortalecimento da intenção artística e das capacidades humanas no estudo da Música, envolvendo alunos, técnicos, professores e egressos dos cursos de Graduação em Música (Bacharelado e Licenciatura), assim como músicos de fora da universidade.
A ação "Mapeamentos Harmônicos" visa revelar vocabulários harmônicos que normalmente passam à margem dos estudos acadêmicos de Harmonia, utilizando como principal ferramenta a escuta atenta de fonogramas e prosseguindo para a reflexão teórica com base em referências pertinentes selecionadas. Os resultados de minha já citada tese de Doutorado indicam que o Rock, esse “rebelde sem causa” já septuagenário, embora há mais de 20 anos seja tema de estudos acadêmicos no exterior, ainda não ganhou o devido espaço de estudos na academia brasileira. Considerando a influência massiva e global do Rock clássico (situado aproximadamente entre a segunda metade dos anos 1960 e a primeira dos anos 1970), este será o ponto de partida desse estudo.
Por outro lado, a ação "Redemoinho de Sonhos" se justifica pelo estudo prático de um repertório que não costuma fazer parte das disciplinas universitárias. Esta ação, já desenvolvida de 2018 a 2022 no âmbito extensionista, cobre uma gama estilística variada e instrumentações diversas e prevê atividades de ensaio, execução, gravação, edição, mixagem e masterização de faixas originalmente compostas e arranjadas pelo coordenador do projeto.
É possível que futuramente surjam novas ações que, de formas diferentes, venham a somar-se a esse mesmo propósito de compreender, valorizar e divulgar músicas “impopulares”.
Esta iniciativa contrabalança com algumas ideias de “música popular” que dominam a sociedade como um todo e o meio acadêmico musical brasileiro, atuando de forma contrária à constante e cada vez maior massificação das produções musicais de ampla divulgação, em que pese a existência de “artistas de IA”. Aposta-se em um fortalecimento da intenção artística e das capacidades humanas no estudo da Música, envolvendo alunos, técnicos, professores e egressos dos cursos de Graduação em Música (Bacharelado e Licenciatura), assim como músicos de fora da universidade.
A ação "Mapeamentos Harmônicos" visa revelar vocabulários harmônicos que normalmente passam à margem dos estudos acadêmicos de Harmonia, utilizando como principal ferramenta a escuta atenta de fonogramas e prosseguindo para a reflexão teórica com base em referências pertinentes selecionadas. Os resultados de minha já citada tese de Doutorado indicam que o Rock, esse “rebelde sem causa” já septuagenário, embora há mais de 20 anos seja tema de estudos acadêmicos no exterior, ainda não ganhou o devido espaço de estudos na academia brasileira. Considerando a influência massiva e global do Rock clássico (situado aproximadamente entre a segunda metade dos anos 1960 e a primeira dos anos 1970), este será o ponto de partida desse estudo.
Por outro lado, a ação "Redemoinho de Sonhos" se justifica pelo estudo prático de um repertório que não costuma fazer parte das disciplinas universitárias. Esta ação, já desenvolvida de 2018 a 2022 no âmbito extensionista, cobre uma gama estilística variada e instrumentações diversas e prevê atividades de ensaio, execução, gravação, edição, mixagem e masterização de faixas originalmente compostas e arranjadas pelo coordenador do projeto.
É possível que futuramente surjam novas ações que, de formas diferentes, venham a somar-se a esse mesmo propósito de compreender, valorizar e divulgar músicas “impopulares”.
Metodologia
Atividades semanais presenciais e online (síncronas e assíncronas), com o intuito de construir conhecimentos musicais e acadêmicos a partir de tópicos normalmente não explorados pelos currículos universitários de Música.
Indicadores, Metas e Resultados
O principal resultado pretendido é a produção de conhecimento musical e acadêmico de qualidade e que complemente os currículos atuais de Graduação em Música. Além disso, é possível que os resultados deste projeto unificado venham a gerar novas ações, focadas na produção de artigos e demais formas de comunicação artísticas e acadêmicas, veiculadas na Internet e em apresentações públicas, assim como em publicações em eventos internos e externos à UFPEL.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| BRUNO SEXAS DE MORAES | |||
| DANIEL ORTIZ DE ORTIZ | |||
| EDUARDO VETROMILLA FUENTES | |||
| EMERSON WRAGUE DA CRUZ | 1 | ||
| FABRICIO SOLANO GONÇALVES | |||
| FÁBIO CARNEIRO DA ROSA ARANALDE | |||
| GUILHERME CAMPELO TAVARES | 9 | ||
| JOAO ALEXANDRE STRAUB GOMES | 6 | ||
| JOAO PEDRO NIEMEYER COSTA | |||
| MARCO ANTONIO DE OLIVEIRA | |||
| MATHEUS BARROS PEREIRA | |||
| MENAN MEDEIROS DUWE | 2 | ||
| NICOLAS PEREIRA DA SILVA MAUCH | |||
| RICARDO AQUINO DEI RICARDI | |||
| VICTOR JAMBEIRO FERREIRA | |||
| WAGNER DOS SANTOS SICCA | |||
| WYSRAH MORAES DE SOUZA |