Nome do Projeto
Ambiente Construído e Envelhecimento Saudável
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
30/09/2026 - 30/09/2027
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Sociais Aplicadas
Resumo
O projeto de pesquisa **Ambiente Construído e Envelhecimento Saudável** insere-se no contexto da transição demográfica acelerada, marcada pelo crescimento da população idosa no Brasil e no mundo. Esse cenário impõe desafios às políticas públicas, aos sistemas de saúde e, especialmente, à arquitetura e ao urbanismo, uma vez que os espaços de moradia desempenham papel fundamental na promoção de segurança, autonomia, independência e qualidade de vida.
Entre os principais agravos associados à população idosa, destacam-se as quedas, por sua relação com morbidade, mortalidade, perda de mobilidade, declínio funcional e redução da qualidade de vida. Evidências apontam que parcela significativa desses eventos está relacionada a fatores ambientais presentes nas residências, como pisos escorregadios, desníveis, tapetes, fios soltos, obstáculos, escadas, iluminação inadequada e ausência de barras de apoio.
Embora existam legislações e normas técnicas destinadas à promoção da acessibilidade e segurança, sua aplicação ainda apresenta limitações. Entre os desafios estão a complexidade dos instrumentos normativos e a dificuldade de traduzir recomendações técnicas em soluções projetuais contextualizadas. Soma-se a isso uma lacuna na articulação entre dados quantitativos da saúde e evidências qualitativas relacionadas à percepção, ao uso e à apropriação dos espaços.
Diante desse cenário, a pesquisa propõe integrar conhecimentos da arquitetura e dados epidemiológicos para subsidiar o desenvolvimento de uma ferramenta de avaliação do ambiente construído para a população idosa. O objetivo central é qualificar os espaços de moradia por meio de evidências científicas relacionadas às características ambientais e aos desfechos em saúde, especialmente à ocorrência de quedas. Busca-se, ainda, analisar associações entre quedas e fatores do ambiente construído e incorporar esses resultados ao processo de decisão em arquitetura.
A metodologia organiza-se em três etapas. A primeira contempla a análise quantitativa de dados do estudo longitudinal **Como Vai?**, realizado em Pelotas/RS, coorte de base populacional iniciada em 2014. Serão investigadas as ocorrências de quedas ao longo de dez anos e sua relação com características do ambiente domiciliar. A análise incluirá procedimentos descritivos e modelos multivariados, buscando identificar fatores ambientais relacionados ao risco de quedas e controlar possíveis fatores de confusão.
A segunda etapa integrará os resultados quantitativos a evidências qualitativas de pesquisas anteriores em arquitetura, considerando percepção ambiental, práticas cotidianas e apropriação dos espaços. Na terceira etapa, os achados serão sistematizados em uma matriz que relacionará evidências epidemiológicas, fatores de risco, impactos na saúde, indicadores espaciais, parâmetros técnicos e diretrizes projetuais. O instrumento deverá apoiar a tomada de decisão, a priorização de intervenções e a redução da subjetividade no processo de projeto.
Espera-se produzir conhecimento sobre as relações entre ambiente construído e saúde, mapear fatores de risco e estabelecer diretrizes arquitetônicas e ergonômicas baseadas em evidências. A pesquisa contribuirá para políticas públicas habitacionais, urbanas e de saúde, fortalecendo a aproximação entre ciência e prática. A longo prazo, espera-se favorecer ambientes residenciais mais seguros, acessíveis e adaptáveis, apoiando o envelhecimento no lugar, a manutenção da autonomia e a prevenção de agravos evitáveis. A divulgação dos resultados por meio de publicações, eventos, materiais educativos e ações de extensão ampliará o alcance social da pesquisa e sua aplicação em diferentes contextos.
Objetivo Geral
O objetivo primário desta pesquisa se concentra em articular e integrar,
de forma sistemática, dados provenientes de estudos epidemiológicos e do
campo da arquitetura, com o intuito de subsidiar a tomada de decisão em
projetos arquitetônicos voltados à população idosa, com foco na promoção da
segurança, da independência e da autonomia.
de forma sistemática, dados provenientes de estudos epidemiológicos e do
campo da arquitetura, com o intuito de subsidiar a tomada de decisão em
projetos arquitetônicos voltados à população idosa, com foco na promoção da
segurança, da independência e da autonomia.
Justificativa
O envelhecimento populacional é um fenômeno global, e o Brasil está
entre os países mais afetados, projetando-se como o 6° maior em número de
pessoas idosas até 2050 (Mrejen et al., 2023). Essa transição demográfica impõe
desafios significativos em diversas áreas, como saúde, economia e
planejamento urbano, mas também aponta para uma necessidade emergente: a
adequação de espaços de moradia para garantir segurança, independência e
autonomia.
Considerando que o século XXI testemunhará um crescimento
significativo da população idosa, o principal desafio para o futuro é garantir que
os indivíduos envelheçam com segurança e dignidade, mantendo uma
participação ativa na sociedade em condições compatíveis com as de outras
faixas etárias, além de promover continuamente as relações entre as gerações
(Closs et al., 2010).
Entre as principais complicações relacionadas ao envelhecimento, as
quedas representam um problema crítico e recorrente. No Brasil, são a principal
causa de morte acidental entre pessoas idosas e estão entre as primeiras causas
de internação hospitalar (Novaes et al., 2023), com destaque para as fraturas,
especialmente de fêmur, que comprometem a mobilidade e, frequentemente,
3
levam a complicações graves. Esse fenômeno tem um impacto profundo na
saúde física e mental dos indivíduos, além de prejudicar sua autonomia e
qualidade de vida, o que gera ainda elevados custos ao sistema de saúde (Abreu
et al., 2018).
As condições da moradia são um dos principais fatores que contribuem
para o risco de quedas (Garcia, et al., 2007). Em muitas residências,
especialmente aquelas de pessoas idosas com menores recursos, há a
presença de fatores de risco ambientais, como pisos escorregadios, falta de
barras de apoio, escadas inseguras e iluminação inadequada. Há evidência de
que 30% a 50% das quedas ocorridas em residências podem ser atribuídas a
esses fatores ambientais, o que reforça a necessidade de intervenções
arquitetônicas e urbanísticas para mitigar tais riscos (Yapici et al., 2019).
A legislação nacional reconhece a importância de garantir condições
adequadas de moradia para pessoas idosas. A Política Nacional do Idoso -Lei
8.842/94 (BRASIL, 1994) e o Estatuto da Pessoa Idosa - Lei 10.741/2003
(BRASIL, 2003), estabelece diretrizes para a inclusão de pessoas idosas nas
políticas habitacionais, com o objetivo de priorizar a eliminação de barreiras
arquitetônicas e a adaptação de ambientes para a segurança e autonomia dessa
população.
No entanto, embora existam orientações técnicas como as normas NBR
9050/2020 e NBR 15575/2013, sua aplicabilidade prática ainda é limitada,
especialmente devido à linguagem técnica e ao difícil acesso da população à
um esforço relevante no sentido de traduzir o conteúdo técnico em abordagens
mais acessíveis e aplicáveis, contribuindo para a qualificação dos aspectos do
ambiente construído voltado à moradia de pessoas idosas. Mesmo assim,
apesar desses avanços, ainda há lacunas importantes no que se refere à
integração entre as dimensões qualitativas do espaço e evidências quantitativas
provenientes da área da saúde.
É nesse ponto que se insere a contribuição desta pesquisa. Ao articular
dados epidemiológicos com a análise do ambiente construído, o estudo busca
ampliar a base de evidências que fundamenta o processo projetual,
incorporando não apenas percepções, usos e apropriações do espaço, mas
também dados objetivos sobre desfechos em saúde. Dessa forma, esta pesquisa
propõe um avanço metodológico ao integrar evidências qualitativas e
quantitativas, permitindo uma compreensão mais abrangente das relações entre
ambiente construído e envelhecimento. Tal integração potencializa a capacidade
de identificar fatores críticos, qualificar diretrizes projetuais e fundamentar
decisões arquitetônicas em bases científicas mais robustas.
essas informações. Pesquisas realizadas (Tissot, 2022; 2023; 2026) configuram
4
Esse contexto também apresenta evidências voltadas à necessidade de
ações para adaptação dos ambientes domésticos, a fim de promover melhorias
no que tange à segurança, independência e autonomia e impactar na qualidade
de vida das pessoas idosas. A incorporação de evidências empíricas e de dados
sistematizados sobre saúde e ambiente domiciliar pode qualificar a tomada de
decisão projetual, tornando-a mais acessível, contextualizada e efetiva. É nessa
interface que se insere a contribuição da área da saúde, especialmente da
epidemiologia, ao oferecer subsídios concretos para compreender as demandas
reais da população idosa e orientar intervenções mais alinhadas às suas
necessidades.
Um exemplo relevante é o trabalho desenvolvido pela Universidade
Federal de Pelotas, que, há décadas, realiza estudos longitudinais, como as
coortes populacionais. Destaca-se, nesse contexto, a coleta sistemática de
dados sobre pessoas idosas por meio do estudo Como Vai?
(https://wp.ufpel.edu.br/comovai/), que investiga dimensões como saúde física,
cognição, mobilidade, autonomia e condições socioambientais. Esse conjunto de
informações resulta na constituição de um banco de dados robusto, capaz de
evidenciar as múltiplas relações entre o processo de envelhecimento e o
ambiente, em diferentes escalas.
Cabe explicitar que estudos epidemiológicos de base populacional
oferecem bases quantitativas consistentes tanto sobre a ocorrência de
morbidades quanto sobre as características do ambiente residencial. Tais dados
possibilitam investigar, de forma sistemática, quais fatores do ambiente
doméstico estão mais criticamente associados a resultados negativos em saúde
na população idosa, para qualificar ainda mais a compreensão das interações
entre condições espaciais e vulnerabilidades.
A partir dessa base empírica, estabelece-se uma conexão direta com o
campo do projeto. Ao incorporar evidências oriundas desses estudos no
processo projetual, a arquitetura amplia sua consistência técnica e sua
relevância social. O uso de dados epidemiológicos qualifica o projeto
arquitetônico ao fundamentá-lo em evidências científicas, orientando soluções
que, para além do atendimento às demandas espaciais, contribuam
efetivamente para a promoção da saúde, da autonomia e da qualidade de vida
da população idosa.
Este projeto de pesquisa tem como objetivo articular e integrar dados
provenientes de estudos epidemiológicos e do campo da arquitetura, com vistas
à melhoria da qualidade do ambiente de moradia e promoção da segurança,
independência e autonomia para pessoas idosas.
entre os países mais afetados, projetando-se como o 6° maior em número de
pessoas idosas até 2050 (Mrejen et al., 2023). Essa transição demográfica impõe
desafios significativos em diversas áreas, como saúde, economia e
planejamento urbano, mas também aponta para uma necessidade emergente: a
adequação de espaços de moradia para garantir segurança, independência e
autonomia.
Considerando que o século XXI testemunhará um crescimento
significativo da população idosa, o principal desafio para o futuro é garantir que
os indivíduos envelheçam com segurança e dignidade, mantendo uma
participação ativa na sociedade em condições compatíveis com as de outras
faixas etárias, além de promover continuamente as relações entre as gerações
(Closs et al., 2010).
Entre as principais complicações relacionadas ao envelhecimento, as
quedas representam um problema crítico e recorrente. No Brasil, são a principal
causa de morte acidental entre pessoas idosas e estão entre as primeiras causas
de internação hospitalar (Novaes et al., 2023), com destaque para as fraturas,
especialmente de fêmur, que comprometem a mobilidade e, frequentemente,
3
levam a complicações graves. Esse fenômeno tem um impacto profundo na
saúde física e mental dos indivíduos, além de prejudicar sua autonomia e
qualidade de vida, o que gera ainda elevados custos ao sistema de saúde (Abreu
et al., 2018).
As condições da moradia são um dos principais fatores que contribuem
para o risco de quedas (Garcia, et al., 2007). Em muitas residências,
especialmente aquelas de pessoas idosas com menores recursos, há a
presença de fatores de risco ambientais, como pisos escorregadios, falta de
barras de apoio, escadas inseguras e iluminação inadequada. Há evidência de
que 30% a 50% das quedas ocorridas em residências podem ser atribuídas a
esses fatores ambientais, o que reforça a necessidade de intervenções
arquitetônicas e urbanísticas para mitigar tais riscos (Yapici et al., 2019).
A legislação nacional reconhece a importância de garantir condições
adequadas de moradia para pessoas idosas. A Política Nacional do Idoso -Lei
8.842/94 (BRASIL, 1994) e o Estatuto da Pessoa Idosa - Lei 10.741/2003
(BRASIL, 2003), estabelece diretrizes para a inclusão de pessoas idosas nas
políticas habitacionais, com o objetivo de priorizar a eliminação de barreiras
arquitetônicas e a adaptação de ambientes para a segurança e autonomia dessa
população.
No entanto, embora existam orientações técnicas como as normas NBR
9050/2020 e NBR 15575/2013, sua aplicabilidade prática ainda é limitada,
especialmente devido à linguagem técnica e ao difícil acesso da população à
um esforço relevante no sentido de traduzir o conteúdo técnico em abordagens
mais acessíveis e aplicáveis, contribuindo para a qualificação dos aspectos do
ambiente construído voltado à moradia de pessoas idosas. Mesmo assim,
apesar desses avanços, ainda há lacunas importantes no que se refere à
integração entre as dimensões qualitativas do espaço e evidências quantitativas
provenientes da área da saúde.
É nesse ponto que se insere a contribuição desta pesquisa. Ao articular
dados epidemiológicos com a análise do ambiente construído, o estudo busca
ampliar a base de evidências que fundamenta o processo projetual,
incorporando não apenas percepções, usos e apropriações do espaço, mas
também dados objetivos sobre desfechos em saúde. Dessa forma, esta pesquisa
propõe um avanço metodológico ao integrar evidências qualitativas e
quantitativas, permitindo uma compreensão mais abrangente das relações entre
ambiente construído e envelhecimento. Tal integração potencializa a capacidade
de identificar fatores críticos, qualificar diretrizes projetuais e fundamentar
decisões arquitetônicas em bases científicas mais robustas.
essas informações. Pesquisas realizadas (Tissot, 2022; 2023; 2026) configuram
4
Esse contexto também apresenta evidências voltadas à necessidade de
ações para adaptação dos ambientes domésticos, a fim de promover melhorias
no que tange à segurança, independência e autonomia e impactar na qualidade
de vida das pessoas idosas. A incorporação de evidências empíricas e de dados
sistematizados sobre saúde e ambiente domiciliar pode qualificar a tomada de
decisão projetual, tornando-a mais acessível, contextualizada e efetiva. É nessa
interface que se insere a contribuição da área da saúde, especialmente da
epidemiologia, ao oferecer subsídios concretos para compreender as demandas
reais da população idosa e orientar intervenções mais alinhadas às suas
necessidades.
Um exemplo relevante é o trabalho desenvolvido pela Universidade
Federal de Pelotas, que, há décadas, realiza estudos longitudinais, como as
coortes populacionais. Destaca-se, nesse contexto, a coleta sistemática de
dados sobre pessoas idosas por meio do estudo Como Vai?
(https://wp.ufpel.edu.br/comovai/), que investiga dimensões como saúde física,
cognição, mobilidade, autonomia e condições socioambientais. Esse conjunto de
informações resulta na constituição de um banco de dados robusto, capaz de
evidenciar as múltiplas relações entre o processo de envelhecimento e o
ambiente, em diferentes escalas.
Cabe explicitar que estudos epidemiológicos de base populacional
oferecem bases quantitativas consistentes tanto sobre a ocorrência de
morbidades quanto sobre as características do ambiente residencial. Tais dados
possibilitam investigar, de forma sistemática, quais fatores do ambiente
doméstico estão mais criticamente associados a resultados negativos em saúde
na população idosa, para qualificar ainda mais a compreensão das interações
entre condições espaciais e vulnerabilidades.
A partir dessa base empírica, estabelece-se uma conexão direta com o
campo do projeto. Ao incorporar evidências oriundas desses estudos no
processo projetual, a arquitetura amplia sua consistência técnica e sua
relevância social. O uso de dados epidemiológicos qualifica o projeto
arquitetônico ao fundamentá-lo em evidências científicas, orientando soluções
que, para além do atendimento às demandas espaciais, contribuam
efetivamente para a promoção da saúde, da autonomia e da qualidade de vida
da população idosa.
Este projeto de pesquisa tem como objetivo articular e integrar dados
provenientes de estudos epidemiológicos e do campo da arquitetura, com vistas
à melhoria da qualidade do ambiente de moradia e promoção da segurança,
independência e autonomia para pessoas idosas.
Metodologia
A metodologia e a estratégia de ação, proposta para esta pesquisa,
seguirão três etapas conforme abaixo.
● Etapa I: contribuição quantitativa a partir dos dados do Como Vai? para
identificar fatores relacionados a quedas no ambiente construído;
● Etapa II: incorporação dos dados quantitativos à dados qualitativos
(Tissot, 2022; 2023; 2026).
● Etapa III: definição de parâmetros para tomadas de decisão em projetos
de arquitetura.
seguirão três etapas conforme abaixo.
● Etapa I: contribuição quantitativa a partir dos dados do Como Vai? para
identificar fatores relacionados a quedas no ambiente construído;
● Etapa II: incorporação dos dados quantitativos à dados qualitativos
(Tissot, 2022; 2023; 2026).
● Etapa III: definição de parâmetros para tomadas de decisão em projetos
de arquitetura.
Indicadores, Metas e Resultados
A pesquisa busca alcançar resultados que contribuam diretamente para a
melhoria da qualidade de vida da população idosa, promovendo segurança,
autonomia e conforto em ambientes residenciais. A partir da articulação entre teoria e prática, os resultados esperados estão organizados em três categorias: produção de conhecimento,
desenvolvimento de soluções práticas e impacto social e político.
Produção de conhecimento
● Diagnóstico integrado do ambiente construído e condições de saúde:
elaboração de um panorama das condições arquitetônicas e ergonômicas
das habitações ocupadas por pessoas idosas, articulando dados
espaciais e evidências epidemiológicas, com ênfase na identificação de
barreiras físicas, fatores de risco para quedas e limitações à mobilidade,
independência e autonomia dos usuários;
● Mapeamento e correlação de fatores de risco: identificação e análise das
principais causas de acidentes domésticos e dificuldades enfrentadas por
pessoas idosas, considerando os diferentes contextos socioeconômicos
e tipologias habitacionais, com o objetivo de estabelecer relações entre
características do ambiente construído e desfechos em saúde;
● Sistematização de evidências e estruturação de base teórica aplicada:
organização do estado da arte sobre acessibilidade, desenho universal e
segurança no ambiente construído, com referenciais teóricos e dados
empíricos da pesquisa, de modo a subsidiar a definição de indicadores e
parâmetros que fundamentam uma ferramenta de avaliação, bem como
contribuir para a disseminação científica em eventos e fóruns e eventos
especializados.
Desenvolvimento de soluções práticas
● Definição de diretrizes arquitetônicas e ergonômicas baseadas em
evidências para dar suporte a tomada de decisão em projetos: proposição
de parâmetros fundamentados na integração entre dados
epidemiológicos e dados do ambiente construído, considerando princípios
do desenho universal e as especificidades socioeconômicas brasileiras,
com foco na mitigação de riscos e promoção da independência e
autonomia.
Impacto social e político
● Subsídio à formulação de políticas públicas: a produção de dados
integrados entre saúde e ambiente construído oferece suporte técnico
para políticas habitacionais, urbanas e de saúde, em consonância com
marcos normativos como o Estatuto da Pessoa Idosa. Espera-se poder
contribuir com apoio à elaboração de programas de adaptação
habitacional; com integração entre políticas de saúde, assistência social
e planejamento urbano, bem como com o fortalecimento da agenda do
envelhecimento nas políticas públicas.
● Fortalecimento da interface entre ciência e prática: ao integrar dados
epidemiológicos (como os produzidos pela Universidade Federal de
Pelotas) com a prática projetual, o projeto contribui para reduzir a lacuna
entre produção acadêmica e aplicação prática. Espera-se com isso, a
consolidação de abordagens baseadas em evidências no campo da
arquitetura, a ampliação do impacto social da pesquisa acadêmica, além
do estímulo à interdisciplinaridade entre arquitetura, saúde e políticas
públicas.
Impactos de longo prazo:
● Melhoria da qualidade de vida da população idosa: a partir da compilação
dos dados, espera-se que haja um maior e melhor compreensão sobre a
influência do ambiente construído na qualidade de vida das pessoas,
fundamentada em evidências epidemiológicas. A qualificação dos
espaços habitacionais tende a favorecer o envelhecimento seguro no
lugar, com ambientes mais adequados às necessidades desses
indivíduos;
● Redução de custos para o sistema de saúde pública: diminuição da
incidência de agravos evitáveis, especialmente quedas. Como
consequência, projeta-se a redução da frequência de hospitalizações e
de demandas por cuidados de média e alta complexidade, colaborando
para a sustentabilidade do sistema de saúde e para uma gestão mais
eficiente dos recursos públicos.
Os resultados desta pesquisa têm o potencial de gerar impacto
significativo, não apenas no campo da arquitetura e urbanismo, mas também na
área da saúde e na sociedade como um todo, ao promover ambientes mais
inclusivos e seguros para a população idosa, que cresce rapidamente em
número e relevância. Ao aliar acessibilidade e aplicabilidade prática, a pesquisa
contribuirá para um futuro mais equitativo e sustentável para esta população.
melhoria da qualidade de vida da população idosa, promovendo segurança,
autonomia e conforto em ambientes residenciais. A partir da articulação entre teoria e prática, os resultados esperados estão organizados em três categorias: produção de conhecimento,
desenvolvimento de soluções práticas e impacto social e político.
Produção de conhecimento
● Diagnóstico integrado do ambiente construído e condições de saúde:
elaboração de um panorama das condições arquitetônicas e ergonômicas
das habitações ocupadas por pessoas idosas, articulando dados
espaciais e evidências epidemiológicas, com ênfase na identificação de
barreiras físicas, fatores de risco para quedas e limitações à mobilidade,
independência e autonomia dos usuários;
● Mapeamento e correlação de fatores de risco: identificação e análise das
principais causas de acidentes domésticos e dificuldades enfrentadas por
pessoas idosas, considerando os diferentes contextos socioeconômicos
e tipologias habitacionais, com o objetivo de estabelecer relações entre
características do ambiente construído e desfechos em saúde;
● Sistematização de evidências e estruturação de base teórica aplicada:
organização do estado da arte sobre acessibilidade, desenho universal e
segurança no ambiente construído, com referenciais teóricos e dados
empíricos da pesquisa, de modo a subsidiar a definição de indicadores e
parâmetros que fundamentam uma ferramenta de avaliação, bem como
contribuir para a disseminação científica em eventos e fóruns e eventos
especializados.
Desenvolvimento de soluções práticas
● Definição de diretrizes arquitetônicas e ergonômicas baseadas em
evidências para dar suporte a tomada de decisão em projetos: proposição
de parâmetros fundamentados na integração entre dados
epidemiológicos e dados do ambiente construído, considerando princípios
do desenho universal e as especificidades socioeconômicas brasileiras,
com foco na mitigação de riscos e promoção da independência e
autonomia.
Impacto social e político
● Subsídio à formulação de políticas públicas: a produção de dados
integrados entre saúde e ambiente construído oferece suporte técnico
para políticas habitacionais, urbanas e de saúde, em consonância com
marcos normativos como o Estatuto da Pessoa Idosa. Espera-se poder
contribuir com apoio à elaboração de programas de adaptação
habitacional; com integração entre políticas de saúde, assistência social
e planejamento urbano, bem como com o fortalecimento da agenda do
envelhecimento nas políticas públicas.
● Fortalecimento da interface entre ciência e prática: ao integrar dados
epidemiológicos (como os produzidos pela Universidade Federal de
Pelotas) com a prática projetual, o projeto contribui para reduzir a lacuna
entre produção acadêmica e aplicação prática. Espera-se com isso, a
consolidação de abordagens baseadas em evidências no campo da
arquitetura, a ampliação do impacto social da pesquisa acadêmica, além
do estímulo à interdisciplinaridade entre arquitetura, saúde e políticas
públicas.
Impactos de longo prazo:
● Melhoria da qualidade de vida da população idosa: a partir da compilação
dos dados, espera-se que haja um maior e melhor compreensão sobre a
influência do ambiente construído na qualidade de vida das pessoas,
fundamentada em evidências epidemiológicas. A qualificação dos
espaços habitacionais tende a favorecer o envelhecimento seguro no
lugar, com ambientes mais adequados às necessidades desses
indivíduos;
● Redução de custos para o sistema de saúde pública: diminuição da
incidência de agravos evitáveis, especialmente quedas. Como
consequência, projeta-se a redução da frequência de hospitalizações e
de demandas por cuidados de média e alta complexidade, colaborando
para a sustentabilidade do sistema de saúde e para uma gestão mais
eficiente dos recursos públicos.
Os resultados desta pesquisa têm o potencial de gerar impacto
significativo, não apenas no campo da arquitetura e urbanismo, mas também na
área da saúde e na sociedade como um todo, ao promover ambientes mais
inclusivos e seguros para a população idosa, que cresce rapidamente em
número e relevância. Ao aliar acessibilidade e aplicabilidade prática, a pesquisa
contribuirá para um futuro mais equitativo e sustentável para esta população.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| JULIANA TASCA TISSOT | 5 |
Fontes Financiadoras
| Sigla / Nome | Valor | Administrador |
|---|---|---|
| FAPERGS / Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado Rio Grande do Sul | R$ 40.000,00 | Coordenador |
Plano de Aplicação de Despesas
| Descrição | Valor |
|---|---|
| 339033 - Passagens de Despesas de Locomoção | R$ 15.490,00 |
| 339030 - Material de Consumo | R$ 737,95 |
| 339018 - Auxílio Financeiro a Estudantes | R$ 14.000,00 |
| 449052 - Equipamentos e Material Permanente | R$ 9.772,05 |