Nome do Projeto
COLOCANDO EM PRATICA O APRENDIZADO EM ANATOMIA E IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES COMERCIALIZADAS EM PELOTAS
Ênfase
ENSINO
Data inicial - Data final
07/03/2016 - 27/02/2017
Unidade de Origem
Área CNPq
Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Tecnologia e Utilização de Produtos Florestais
Resumo
Os projetos de ensino trazem ao professor a possibilidade de monitorar e avaliar seu trabalho, pois é essencial o acompanhamento da implementação ao encerramento de cada Disciplina ministrada. Dessa forma, existem várias teorias que tentam demonstrar como ocorre o processo de aprendizado. De acordo Vygostky (1987, apud Lampreia, 1999) o aprendizado passa por um papel do social, em que “a formação de conceitos científicos se dá na escola a partir da cooperação entre a criança e o professor que, trabalhando com o aluno, explica, dá informações, questiona, corrige e faz o aluno explicar”. Em outras palavras, o aprendizado de um indivíduo contido em um grupo social irá aprender o que seu grupo produz, ou seja, o conhecimento surge primeiro no grupo e, então é interiorizado pelo indivíduo. Já, Carl Rogers (apud Mogilka, 1999), ao observar o aprendizado experimental, considera que “uma ação pedagógica só é efetivamente democrática quando se baseia no interesse genuíno, na necessidade e na motivação intrínseca do indivíduo”. Assim, de acordo com Rogers, a motivação é um fator essencial para o aprendizado bem sucedido. Entretanto, Paulo Freire afirma que é trazida por. “educador e educando aprendem juntos numa relação dinâmica, na qual a prática é orientada pela teoria, que reorienta essa prática, num processo de constante aperfeiçoamento” (Gadotti, 1999). Nesse contexto o trabalho em grupo, com alunos e professores produz e dissemina o conhecimento no grupo; o interesse do aluno é fundamental no aprendizado; e pratica é necessária para o aprendizado, sendo a teoria ligada a essa prática.

Objetivo Geral

Fornecer subsídios aos alunos desenvolverem atividades extracurriculares que os permitam verificar na prática os conteúdos ministrados nas aulas de Anatomia da Madeira e Macroscopia da Madeira, aumentando, assim, o interesse do aluno pela Madeira comercializada na região e pela carreira de Engenheiro Industrial Madeireiro.

Justificativa

Na sala de aula, com tempo reduzido e material, muitas vezes insuficiente, mesmo com pratica de laboratório não leva ao professor a percepção real da aprendizagem de seus alunos, necessitando de atividades extracurriculares.
Da mesma forma, madeira, como material, é um importante componente econômico mundial utilizado nas mais variadas formas (móveis, aberturas, painéis etc.). Possuindo boas propriedades mecânicas, e sendo economicamente renovável, fixa-se como um dos principais elementos frente à nova dinâmica mundial, que é o desenvolvimento sustentável.
Entretanto, a madeira é um material anisotrópico heterogêneo, possuindo diferenciação anatômica nos diferentes planos (transversal, longitudinal radial ou longitudinal tangencial). Da mesma forma, Mitchel (1986) complementa que cada madeira possui suas características quanto ao tamanho, a forma e a distribuição celular, tornando possível a diferenciação entre espécies existentes.
Segundo Lisboa (1991) as células que constituem o tecido lenhoso a princípio são muito semelhantes. Tais semelhanças, além da utilização da nomenclatura vulgar (comum) na comercialização de madeiras, dificultam a identificação dentre as espécies existentes. No entanto existem características específicas capazes de caracterizar cada tipo de madeira.
A identificação de espécies madeireiras é baseadas na análise dessas diferenças. E o melhor processo para tal determinação é a análise microscópica das peças. No entanto tal análise exige uma aparelhagem bastante desenvonvolvida; com a preparação de lâminas histológicas além da observação em microscópio óptico. Para tanto desenvolveu-se o estudo macroscópico da madeira, que é um método rápido e barato, baseado na organização interna das espécies, que permite uma identificação segura da maioria das madeiras comerciais. Muitas madeiras são identificadas macroscopicamente, mas outras precisam de análise microscópica para certificar as informações.
A identificação das espécies é de suma importância no mercado madeireiro tendo em vista que as semelhanças existentes nas células, analisadas separadamente, não formam estruturas com as mesmas características. Existindo madeiras com cor, grã e tipo de parênquima semelhantes, mas que possuem formas de processamento, propriedades físicas e mecânicas distintas. inadmissível a utilização errônea de espécies.

Metodologia

A metodologia desse projeto de ensino consiste na orientação dos alunos no desenvolvimento de atividades voltados à identificação e caracterização da madeira comercializada na região de Pelotas. Essas atividades podem ser apresentados pelo aluno ou proposto pelo orientador que expressa no projeto uma metodologia de auxilio, não impondo atividades que prejudiquem a criatividade de seu orientados.
Semanalmente o grupo se reunirá, sob a tutela do orientador, e cada aluno irá apresentar as atividades que foram e as que serão desenvolvidas, apresentando as suas dificuldades e sucessos (de forma a contribuir com o aprendizado do grupo). Assim, o orientador auxiliará o grupo que em conjunto buscará possíveis soluções para os problemas encontrados pelos alunos.

Atividades dos Bolsistas

O aluno bolsista irá auxiliar de maneira individual ou em grupo, de acordo com a necessidade, os acadêmicos que venham a apresentar dificuldades de rendimento/aproveitamento, tanto em relação aos conhecimentos prévios exigidos quanto aos abordados nas disciplinas, na resolução de exercícios e relatórios, na preparação/realização de atividades práticas laboratoriais para consolidação do conhecimento teórico e na elaboração de estudos dirigidos.
Para tanto, o monitor irá dispor de 20 h semanais, durante a vigência da bolsa, sendo o auxílio aos acadêmicos realizado na biblioteca ou nos laboratório de Anatomia da Madeira e Macroscopia da Madeira da UFPel, com horários a serem pré-estabelecidos.
As atividades a serem executadas, bem como as respectivas cargas horárias são descritas abaixo:
a) Coleta e preparação de amostras de madeira, casca e carvão para realização de aulas práticas (2 horas semanais);
b) Acompanhamento de aulas práticas, com fins de preparação e manutenção da estrutura (4 horas semanais);
c) Auxílio aos acadêmicos que apresentem dificuldades de aprendizagem, na elaboração de relatórios práticos e exercícios teóricos, bem como na implementação de estudos dirigidos (10 horas semanais);
d) Realização de estudos para aprofundar o conhecimento na área de identificação e caracterização da madeira (2 horas semanais);
e) Colaboração no desenvolvimento e revisão de material didático para aulas teóricas e práticas (2 horas semanais).

Caracterização da Madeira

Serão coletadas 3 amostras de 2,5 x 5 x 10 cm (espessura, largura e comprimento) por espécie pesquisada, em cada uma das empresas pesquisadas.
O estudo será realizado conforme as Normas e Procedimentos em Estudos de Anatomia de Madeira (CORADIN & MUÑIZ, 1991) e o confronto de informações será realizado com o Manual de Identificação das Principais Madeiras Comerciais Brasileiras (MAINIERI et al. 1983).
As análises terão inicio pela descrição dos caracteres gerais, inerentes a angiospermas e gimnospermas. Na distinção da cor entre cerne e alburno, para tanto aderiu-se a Escala Munsell Soil Color Charts (MSCC) como parâmetro a ser seguido. A quantidade de brilho, avaliou-se a partir de cortes realizados com o auxilio de formão e/ou estilete, afim de excluir a parte mais externa, oxidada, da madeira; o odor será determinado com a umidificação da amostra, para liberar uma maior quantidade do cheiro, a massa específica básica será definida pela massa da madeira comparado com o mesmo volume da água, para a resistência ao corte manual realizar-se-ão cortes com formão e/ou estilete. Tais instrumentos auxiliarão também na determinação da grã, onde lascas das amostras serão retiradas para classificar o tipo. A textura será descrita através das dimensões, distribuição e abundância relativa dos elementos constituintes do lenho. Quanto a figura será avaliado o plano longitudinal, a partir do desenho expresso nas amostras, como a camada de crescimento, parênquima, fibras, dentre outras; as camadas de crescimento serão analisadas separadamente pela distinção macroscópica.
A segunda análise será separada entre angiospermas e gimnospermas, pelas diferenças apresentadas entre cada classe.
Na a análise macroscópica dos caracteres anatômicos das gimnospermas serão utilizados lentes de bolso, com aumento de 10x e graduada, além de lente de mesa com o mesmo aumento acima, observando a visibilidade dos raios nos planos transversal e tangencial e a visibilidade das camadas de crescimento, além da transição entre as camadas do lenho inicial e tardio, classificando-as em brusca ou suave. Outro aspecto analisado será os canais secretores, classificado-os quanto a visibilidade, a disposição e a distribuição dentro dos anéis de crescimento.
Na análise das angiospermas serão utilizado os mesmos materiais descritos a cima, para observar-se os planos separadamente, começando pelo transversal; onde serão analisados o parênquima axial, diferenciando-o pela visibilidade e disposição; os raios levando-se em conta a visibilidade, além da largura e freqüência; os poros percebendo-se a visibilidade, o diâmetro tangencial, freqüência, porosidade, arranjo, agrupamento dos vasos, e placa de perfuração; as camadas de crescimento serão analisadas quanto a distinção. Outras características analisadas serão a presença de canais secretores axiais, máculas medulares e floema incluso. No plano longitudinal-tangencial serão analisados os raios, classificando-os quanto visibilidade, altura e distribuição, além da quantidade de canais secretores radiais. No plano Longitudinal-Radial será observado o espelho dos raios.
Para a análise dos resultados serão comparados o uso correto da madeira, tanto da sua nomenclatura como material.

Resultados Esperados

Espera-se que com a satisfação da conclusão das etapas e do convívio com alunos e professores; os alunos possam visualizar os seus próprios potenciais e aumentar o interesse no Curso de Engenharia Industrial Madeireira, diminuindo, assim, as evasões. Da mesma forma, os professores consigam adequar técnicas e práticas de sala de aula com base na experiência adquirida no convívio desse projeto de ensino.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ALINE KROLOW SOARES807/03/201627/02/2017
CAROLINE RODRIGUES SOARES407/03/201627/02/2017
DARCI ALBERTO GATTO407/03/201627/02/2017
EZEQUIEL GALLIO407/03/201627/02/2017
FAILI TOMSEN207/03/201627/02/2017
GUILHERME VERGARA NORNBERG807/03/201627/02/2017
GUSTAVO SPIERING ZANOL807/03/201627/02/2017
LUCAS BRUM CLAVIJO807/03/201627/02/2017
MARIO ANTONIO PINTO DA SILVA JUNIOR2007/03/201627/02/2017
RAFAEL BELTRAME207/03/201627/02/2017
RICARDO RIPOLL DE MEDEIROS607/03/201627/02/2017

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