Nome do Projeto
O ensino da Sedimentologia e Petrologia Sedimentar no âmbito da formação do Engenheiro de Petróleo da UFPEL.
Ênfase
ENSINO
Data inicial - Data final
01/05/2015 - 31/12/2015
Unidade de Origem
Área CNPq
Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Petrologia
Resumo
O desenvolvimento de uma nação avança à medida que sua população, especialmente a jovem, adquire educação qualificada. O fortalecimento da educação superior deve ser prioritário em qualquer país no intuito de formar cidadãos autônomos e profissionais qualificados. Para tanto, especial atenção deve ser considerada para a melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem para combater a reprovação, retenção e evasão nos cursos de graduação, além do desenvolvimento de abordagens didático-pedagógicas que permitam melhorar ou aprimorar o desempenho acadêmico dos discentes e a sua formação acadêmico-profissional. O curso de Engenharia do Petróleo da UFPEL difere de outros cursos de Engenharia do Petróleo de outras instituições porque contempla em sua matriz curricular disciplinas que permitem ao discente receber atribuição profissional para atuar tanto na área da exploração como na área da produção do petróleo (E&P). Nesse contexto estão as disciplinas semestrais e profissionalizantes “Sedimentologia” e “Petrologia Sedimentar”, respectivamente ofertadas nos 3° e 4º semestres do curso. Ambas preveem atividades teórico-práticas seja nas 34h/a da Sedimentologia seja nas 68h/a da Petrologia Sedimentar. Enquanto o escopo da primeira é o estudo dos materiais (sedimentos) inconsolidados formadores de rochas sedimentares, a segunda enfoca simplificadamente esses sedimentos transformados em rochas, incluindo a sua caracterização. Para que uma acumulação comercial de óleo ocorra, cinco lacunas devem ser preenchidas: (1) deve haver uma rocha geradora com matéria orgânica suficiente para produzir petróleo; (2) a rocha geradora dever ter sido aquecida suficientemente para produzir petróleo; (3) deve haver um reservatório para armazenar o petróleo expelido da rocha geradora. Este reservatório deve ter porosidade para armazenar óleo e gás, e permeabilidade, para permitir a transmissão dos fluidos armazenados; (4) o reservatório deve ser selado por uma rocha capeadora impermeável para impedir o escape do petróleo para a superfície terrestre; (5) sincronismo, que é o fenômeno que faz com que todos os fatores presentes na formação de um sistema petrolífero ocorram em uma escala de tempo geológico adequada (e.g. Hunt, 1995; Tissot & Welte, 1978) Assim, os assuntos abordados nas disciplinas de Sedimentologia e Petrologia Sedimentar constituem o alicerce da formação do Engenheiro de Petróleo com ênfase na E&P, pois fornece os subsídios necessários tanto para o reconhecimento e a caracterização das rochas geradoras e selantes (itens 1, 2 e 4), como das rochas reservatórios de petróleo (item 3). Hoje em dia é possível relacionar o petróleo com sua origem em folhelhos e identificar o seu nível de maturação térmica. Da mesma forma, a caracterização petrográfica e petrofísica de rochas sedimentares e seus depósitos permitem avaliar o tipo e a qualidade dos reservatórios de petróleo. Além disso, essas disciplinam fornecem os conhecimentos necessários para outras disciplinas como a Geoquímica Orgânica, a Geologia de Reservatório e a Engenharia de Reservatórias, apenas para citar. Com base nesses pressupostos, a importância dessas disciplinas no âmbito da formação do discente do curso de Engenharia de Petróleo da UFPEL é inegável. Nesse sentido, a presente proposta visa não apenas atividades que atendam os objetivos do projeto pedagógico do curso, mas que também apresentem mecanismos que despertem o interesse dos discentes para a importância das disciplinas de Sedimentologia e Petrologia Sedimentar no contexto da formação do Engenheiro do Petróleo.

Objetivo Geral

I - avaliar os índices de retenção e evasão das disciplinas Sedimentologia e Petrologia Sedimentar;
II - propiciar a integração dos conteúdos lecionados nas referidas disciplinas, visando à otimização do conteúdo lecionado;
III - contribuir para a melhoria da qualidade do ensino de graduação;
IV - incentivar práticas pedagógicas e metodológicas inovadoras;
V - contribuir na formação para a docência de alunos de graduação por meio de atividades pedagógicas na graduação;

Justificativa

O que motiva a apresentação da presente proposta é dar continuidade ao trabalho iniciado em 2014 para o aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem, além de melhor atender e acompanhar os alunos nas atividades teóricas e, especialmente, nas atividades práticas. Este trabalho tem demonstrado que alunos motivados tem mais chances de aprovação, o que fica evidenciado na redução dos índices de retenção e evasão da disciplina. Convém ainda salientar que um acompanhamento deficitário ou insuficiente do aluno, pode comprometer sua formação e ainda acabar desestimulando sua permanência em sala de aula, resultando no abandono ou reprovação nessas disciplinas.
Além disso, a previsão de participação de discentes monitores nas atividades teórico-práticas das disciplinas Sedimentologia e Petrologia Sedimentar é fundamental na elaboração de materiais didático-pedagógicos e seleção de outras ferramentas de apoio, o que também contribui para a formação acadêmico-profissional do mesmo através de experiências orientadas relacionadas à atividade docente.
Acredita-se ainda que o esclarecimento a respeito da importância da disciplina de Petrologia Sedimentar na formação do Engenheiro de Petróleo possa contribuir para despertar, nos alunos do curso, a curiosidade pela disciplina e o reconhecimento de sua relevância na formação do perfil do egresso. O aprendizado científico, então, seria uma ferramenta para a diminuição das desigualdades, através da inserção do indivíduo no contexto de sua formação profissional esperada.

Metodologia

A metodologia proposta para evitar a evasão e a reprovação nas disciplinas Sedimentologia e Petrologia Sedimentar do curso de Engenharia de Petróleo pretende que o aluno desenvolva habilidades de forma cooperativa, autônoma e crítica. Para tanto o ambiente de ensino-aprendizagem incluirá diferentes contextos de aprendizagem: leituras, exercícios, discussão de textos e pesquisas bibliográficas, além do uso dos Meios Auxiliares de Ensino (laboratório, uso de softwares, filmes...) e uso de técnicas de incentivo. A proposta pretende mostrar ao aluno que, a aprovação e o consequente avanço na matriz curricular, dependerá da aplicação ao estudo da matéria e do tempo gasto estudando.

Leituras
- O aluno deverá estabelecer objetivos: por exemplo, a aprovação nas avaliações formais, poderá ser um objetivo a ser alcançado. Para tanto, deverá, inicialmente, listar os tópicos programados para as disciplina seguindo os conteúdos previstos para a(s) avaliação(ões). A partir daí, organizará o tempo disponível para melhor poder se aplicar.
- Seleção: os assuntos para o estudo serão selecionados por tópicos, seguindo a orientação de leitura de capítulos de livros, textos ou outro material didático. O importante é que o aluno estude um tópico de cada vez. Os apontamentos facilitarão a captação e retenção da matéria, a elaboração de trabalhos de casa e a revisão anterior às provas de avaliação.
- Revisão: Finalmente e antes de se aplicar os conhecimentos estudados, é necessário certificarmo-nos de que foram corretamente apreendidos; para tal será útil fazer um pequeno teste, seja oral ou escrito. O objetivo é revelar as deficiências na aprendizagem antes da realização do teste formal.

Exercícios
- Estimular o trabalho cooperativo, promovendo o diálogo e a participação dos alunos e dando oportunidade de apresentar suas idéias; oferecer a possibilidade de confrontá-las entre si, assim como contra os modelos científicos.
- No caso específico da Petrologia Sedimentar, um dos aspectos que, em termos metodológicos, mais importa destacar é o das práticas laboratoriais. Estas não devem ser vistas como atividades complementares, mas contextualizadas e integradas nos currículos, dando continuidade ao que se faz na sala de aula.
- Estimular atividades de pequenas investigações, incluindo preferencialmente a utilização de atividades laboratoriais. Propor problemas que favoreçam a formulação de hipóteses, o planejamento de atividades para as aulas em laboratório e formulação de relatórios.
- Desenvolver atividades de aprendizagem que integrem, na medida do possível, os diferentes conteúdos. A partir das sugestões metodológicas apresentadas, deverão ser elaborados materiais didáticos para cada tópico, que, posteriormente, deverão ser submetidos, depois de produzidos, a uma avaliação que vise a sua melhoria.

Meios Auxiliares de Instrução
MAI é todo e qualquer recurso físico, excetuando-se o instrutor, utilizado para favorecer o processo ensino - aprendizagem. A utilização dos MAI objetiva: tornar o processo ensino aprendizagem mais ágil e atrativo para o aluno; facilitar a compreensão de situações mais complexas, no desenvolvimento da matéria; fixar melhor, na memória do aluno, informações importantes. Os recursos físicos a serem usados são: projetor multimídia e computador; amostras de rochas para caracterização em práticas laboratoriais.

Técnicas de Incentivo
Incentivar os alunos para que se interessem pela aula é fundamental para o sucesso da instrução. Abaixo são apresentadas algumas técnicas para atender esta necessidade:
- Correlação com o real: Busca mostrar a aplicação prática do assunto que vai ser ensinado. Exemplo: se o assunto é “turbiditos", o instrutor poderá projetar, no início da aula, dispositivos que mostrem as causas e as conseqüências desse fenômeno e sua importância para os reservatórios do petróleo.
- Participação ativa: por meio do emprego das técnicas de dinâmica de grupo: grupo de discussão (dividir a turma em grupos e fazer um pequeno debate).

Uso das TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação)
As TIC´s podem ser usadas como suporte na pesquisa de informação, no tratamento de dados, na construção de modelos dinâmicos e na comunicação. (Pereira & Silva, 2010)
Durante o desenvolvimento da presente proposta, diversas atividades que visam à elaboração e a apreensão dos conteúdos programáticos são sugeridas. Essas atividades objetivam criar um ambiente de ensino aprendizagem que estimulem e permitam aos alunos construir seus conhecimentos, adquirindo raciocínio crítico e interesse pelo estudo.
As sugestões metodológicas para cada tópico do conteúdo programático e os materiais didáticos elaborados serão submetidas a uma avaliação, para sua melhoria e análise. Desta forma, o educador terá a oportunidade de rever e melhorar os componentes de trabalho seja no modelo teórico de ensino seja no resultado da aprendizagem.

Resultados Esperados

Resultados Esperados: melhorar a forma de ensinar e aprender o conteúdo programático das disciplinas de Sedimentologia e Petrologia Sedimentar; atender de forma mais eficiente às necessidades dos alunos; auxiliar o aluno na realização de atividades teóricas e práticas; tornar mais eficiente as atividades de identificação e caracterização de sedimentos e rochas; despertar a importância da Sedimentologia e Petrologia Sedimentar nas atividades de Engenharia de Petróleo; incentivar os alunos para as atividades docentes e/ou pesquisa; motivar os alunos para as atividades da disciplina; despertar o interesse por assuntos e acontecimentos de natureza geológica com enfoque na formação do Engenheiro de Petróleo.

Impactos esperados: Uma vez que as taxas de reprovação tem se mantido estável desde a implementação das práticas didático- pedagógica aqui abordadas juntamente com o auxílio do monitor voluntário, pretendemos dar continuidade aos índices praticamente nulos de reprovação e evasão nas disciplinas.s c por reprovação e/ou Sedimentologia e Petrologia Sedimentar do curso de Engenharia de Petróleo ao final do ano de 2015; criar mecanismos didático-pedagógicos que promovam melhorias significativas do processo ensino-aprendizagem, e, por consequência, redução dos índices de retenção das disciplinas Sedimentologia e Petrologia Sedimentar e em melhor desempenho do curso de Engenharia de Petróleo nas avaliações de cursos do MEC.

Indicadores, Metas e Resultados

Em 2014/1 a disciplina Petrologia Sedimentar mostrou taxa de evasão de 4,5%. Em 2014/2, fomos contemplados com o auxílio de um bolsista-monitor e a taxa de aprovação foi de 100%, com apenas uma desistência, conforme dados disponibilizados no Sistema de Informações Acadêmicas. Da mesma forma, a Sedimentologia contou com o auxílio de monitoria voluntária e alcançou 100% de aprovação e nenhuma desistência. Em 2015, tencionamos dar continuidade ao processo de aplicação de práticas didatico-pedagógicas, incluindo o incentivo e a demonstração da importâncias dessas disciplinas na formação profissional dos discentes do curso, para podermos continuar analisando os resultados de nosso trabalho nos próximos anos para saberemos se as práticas adotadas são responsáveis pelos melhoria dos índices de retenção e evasão ora alcançados

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
DANDARA SARTORI401/05/201531/12/2015
GEORGIANE GEORGE SULEIMAN401/05/201531/12/2015
MARISTELA BAGATIN SILVA601/05/201531/12/2015
RAPHAEL FREIRE DE MELLO BISNETO2001/05/201531/12/2015
TATYANE SALLES REIS401/05/201531/08/2015

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