Nome do Projeto
Caracterização e avaliação das fibras do junco para a produção de papéis de embalagem.
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
05/03/2012 - 05/03/2016
Unidade de Origem
Área CNPq
Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Tecnologia e Utilização de Produtos Florestais
Resumo
A busca por matérias primas alternativas de melhor qualidade nas indústrias de celulose e papel e que atendam de forma satisfatória o mercado consumidor, cada vez mais exigente, vêm sendo alvo de pesquisas em todo o mundo. A madeira é a principal fonte de fibras nas indústrias de celulose e papel (aproximadamente 95% da produção), pois além de gerar elevado volume de fibras com características químicas e anatômicas satisfatórias, produz celulose de excelente qualidade para a produção de diferentes tipos de papéis. Muitos países como a China, Japão, Filipinas e a Índia, nos quais a madeira é produzida a custos elevadíssimos, é prática muito comum utilizar “fibras não madeireiras” na produção de celulose e papel, as quais podem representar para muitos países em desenvolvimento, uma das maiores fontes atuais e potenciais de fibras. Entre as espécies não madeireiras que geram fibras para a produção de papéis podemos citar o bambu (Bambusa vulgaris), o bagaço de cana-de-açúcar (Saccharum officinarum), o linho (Linum usitatissimum), a juta (Corchorus capsularis), o kenaf (Hibiscus cannabiuns), o abacá (Musa textilis), entre outras. Normalmente, são espécies utilizadas na confecção de papéis de imprimir e escrever, embalagem e papéis especiais. Na região sul do estado do Rio Grande do Sul os juncos (Juncus spp.), são plantas encontradas em grande quantidade, pois se desenvolvem satisfatoriamente em alagadiços e ambientes úmidos, locais bastante característicos dessa região. Segundo Roessing (2007), a anatomia celular do junco é pouco estudada e os conhecimentos em relação à produção dessa espécie são restritos a alguns produtores, não sendo baseados em pesquisas científicas, mas apenas empíricas. Sendo assim, observa-se a importância de estudos que avaliem as fibras do junco buscando mudanças tecnológicas no setor de celulose e papel, em termos de matérias primas utilizadas nas indústrias. O que se têm conhecimento hoje é do uso do junco como planta ornamental e na produção de artesanatos. Sendo uma fibra extremamente longa e com percentual de celulose elevado acredita-se que é uma matéria prima promissora na produção de papéis de embalagem. Devido ao rápido crescimento e adaptabilidade na região sul do estado, o junco torna-se uma fonte de fibras interessante e atrativa para a produção de papéis, surgindo como uma nova alternativa de fonte de renda para as comunidades pesqueiras na região sul do estado do Rio Grande do Sul que vivem em torno das margens das lagoas e alagadiços, as quais poderiam produzir e beneficiar essas fibras. Segundo o relatório técnico de 2010 da Associação Brasileira de Celulose e Papel – BRACELPA, a produção de papéis de embalagem vem crescendo ano a ano. Tal afirmação pode ser explicada, em parte, pela substituição de embalagens plásticas por embalagens de papéis. Um bom exemplo disso é a substituição das sacolas plásticas, por sacolas retornáveis nos supermercados e no comércio, que visa à redução da poluição no meio ambiente pelo menor acúmulo de resíduos sólidos difíceis de degradar nos aterros sanitários.

Objetivo Geral

Objetivo geral:
Caracterizar e avaliar a potencialidade das fibras do Juncus spp. na produção de papéis embalagem.

Objetivos específicos:

• Caracterizar química a anatomicamente as fibras do Juncus spp.;
• Produzir polpas celulósicas das fibras do Juncus spp.;
• Misturar as polpas obtidas das fibras do Juncus spp. com fibras de papéis reciclados e avaliar suas propriedades físicas e mecânicas visando a fabricação de papéis embalagem;
• Produzir embalagens de papéis com características desejadas para a substituição das sacolas plásticas em supermercados e no comércio;

• Melhorar a economia da comunidade pesqueira da região pela criação de uma nova alternativa de renda;
• Trabalhar com atividades ligadas a ecoeficiência no estado do Rio Grande do Sul.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
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