Nome do Projeto
Fragilidade em idosos em uma cidade do Sul do Brasil
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
01/04/2014 - 28/02/2015
Unidade de Origem
Área CNPq
Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Resumo
Para o ano de 2050, estima-se que existam cerca de dois bilhões de pessoas com sessenta anos ou mais no mundo, a maioria delas vivendo em países em desenvolvimento (5). O Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos nos próximos 10 a 15 anos (8). O município de Pelotas possui mais de 46 mil idosos, o que representa cerca de 7% de sua população total (44). O envelhecimento fisiológico torna o idoso mais vulnerável ao desencadeamento de doenças que podem afetar a funcionalidade, levando a perda da autonomia (5). A PNSPI tem como meta a manutenção da independência e capacidade funcional do idoso pelo maior tempo possível, priorizando a atenção à saúde do idoso frágil (45). A perda de autonomia do idoso compromete sobremaneira a qualidade de vida e gera uma sobrecarrega para as famílias e para as redes de apoio social. Muitas vezes a família e a rede social não conseguem atender as necessidades destes idosos e precisam recorrer à institucionalização. A transferência de um idoso de sua casa para uma instituição tem potencial para produzir danos como depressão, confusão, perda do contato com a realidade e um senso de isolamento e separação da sociedade, agravando o estado de fragilidade (46). Além disso, a incapacidade funcional aumenta o risco de hospitalização gerando custos para o serviço de saúde, que poderiam ser prevenidos com a identificação e reabilitação precoce destes idosos (5, 21). A PNSPI recomenda a avaliação de fragilidade dos idosos como uma estratégia para identificar precocemente a incapacidade e o declínio funcional (45). Apesar da importância de um diagnóstico precoce, sabe-se pouco sobre a fragilidade e são poucos os estudos que avaliam a sua prevalência na população brasileira. Estes estudos apresentam limitações metodológicas, como a falta de ajuste para fatores de confusão. Este estudo vai contribuir para a descrição mais detalhada da prevalência de fragilidade e sua associação com variáveis independentes. Além disto, será possível obter um maior entendimento da severidade da fragilidade (leve, moderada, severa) e do papel dos domínios na composição do seu diagnóstico. Os achados podem servir de base para o planejamento e implementação de políticas de saúde para os idosos, que visem ações preventivas e de reabilitação de indivíduos com fragilidade, possibilitando a adoção de medidas de intervenção específicas nos diferentes domínios.

Objetivo Geral

Objetivo geral


Estudar a prevalência e os fatores associados à fragilidade entre idosos residentes na zona urbana do município de Pelotas – Rio Grande do Sul.



Objetivos específicos


Determinar a prevalência de fragilidade em idosos com 60 anos ou mais caracterizando de acordo com a severidade.
Examinar o papel dos diferentes domínios na caraterização da fragilidade.
Analisar a associação entre as variáveis socioeconômicas (renda, escolaridade, nível econômico) e demográficas (sexo, idade, cor da pele, situação conjugal) e fragilidade.
Avaliar a associação entre as variáveis comportamentais (tabagismo, consumo de álcool e atividade física) e fragilidade.
Verificar a associação entre morbidades e fragilidade.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
SIMONE FARIAS ANTUNEZ REIS201/04/201428/02/2015

Fontes Financiadoras

Sigla / NomeValorAdministrador
CAPESR$ 75.000,00
Recursos própriosR$ 7.000,00

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