Nome do Projeto
Alternativas para criação de índices de riqueza em inquéritos de saúde realizados em países de renda baixa e média – um estudo comparativo
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
10/10/2015 - 28/02/2017
Unidade de Origem
Área CNPq
Ciências da Saúde - Saúde Coletiva
Resumo
A definição das variáveis e métodos mais adequados para classificar os indivíduos quanto à posição socioeconômica em diferentes contextos, bem como para analisar alterações ocorridas ao longo do tempo, ainda é um tema controverso (BARROS e VICTORA, 2005; HOWE, 2009; HOWE et al., 2009; HOWE et al., 2011; HOWE et al., 2012). A análise de componentes principais (ACP) é o método mais amplamente utilizado para a ponderação dos indicadores em um índice de riqueza. Porém, existem preocupações importantes sobre a utilização de ACP para essa finalidade (HOWE, 2009). As implicações práticas destas preocupações e possíveis alternativas à ACP têm recebido pouca atenção na literatura. Os índices de riqueza são muitas vezes construídos para as áreas urbanas e rurais juntas, apesar do fato de que muitos dos indicadores mais usados têm um viés urbano. As consequências deste viés não são muito conhecidas (HOWE, 2009). Embora haja uma variedade no número e nos tipos de indicadores utilizados para construir um índice de riqueza, muitos pesquisadores coletam e usam um conjunto de indicadores semelhantes aos utilizados nos índices de riqueza DHS (HOWE, 2009). As consequências da utilização desses diferentes números e tipos de indicadores também não são conhecidas. O índice de riqueza demonstra relações fortes e consistentes com a saúde através de uma gama de resultados e configurações. Ele é usado para monitorar e comparar as desigualdades na saúde, para controlar os efeitos de confusão da PSE e para avaliar o impacto na igualdade de políticas, programas e intervenções. Apesar disso, a utilização ampla dessa abordagem e os processos socioeconômicos que estão sendo capturados pelo índice de riqueza permanecem largamente inexplorados e desconhecidos, levando a uma interpretação incerta e a uma relevância política de resultados. A gama de indicadores de PSE utilizados em estudos epidemiológicos em países de renda baixa e média é bastante limitada, com o índice de riqueza, educação e ocupação / emprego sendo de longe as medidas mais utilizadas. Há pouca discussão na literatura de opções alternativas para a escolha do indicador de PSE. Em pesquisas epidemiológicas de países de renda baixa e média, as implicações do uso do índice de riqueza, ao invés de serem alternativas potenciais de indicadores, não são conhecidos.

Objetivo Geral

Objetivo Geral
Partindo deste contexto em que a literatura apresenta diferentes
alternativas metodológicas para o cálculo do índice de riqueza, sem que haja um
consenso sobre qual seja a melhor, este projeto tem como objetivo explorar e
comparar essas alternativas, considerando aspectos relacionados à
comparabilidade entre países e diferenças inerentes às áreas urbanas e rurais.
Avaliar as diferentes alternativas existentes para estimar um índice de
riqueza comparando a classificação produzida por estes contra a classificação
produzida utilizando gasto com consumo domiciliar de forma a identificar qual
seria a abordagem mais indicada para uso em inquéritos nacionais de saúde.
Tanto a construção como a utilização de índices de riqueza serão consideradas.
Assim, este projeto tem o intuito de avaliar as alternativas já apresentadas
na literatura e verificar se há uma abordagem que produza um indicador que se
sobressaia em relação aos demais.

Objetivos Específicos
1) Identificar e descrever os detalhes metodológicos das estratégias
existentes na literatura para a criação de um índice de riqueza.
2) Comparar o índice de riqueza calculado a partir de diferentes
estratégias com o indicador de gasto com consumo domiciliar para 5
países (ainda a definir) usando inquéritos LSMS (Living Standards
Measurement Study) e para o Brasil usando a POF (Pesquisa de
Orçamentos Familiares).
a) Em nível nacional;
b) Separando área urbana e rural.
3) Avaliar como as diferentes estratégias de geração de índice de
riqueza são capazes de discriminar a prevalência de déficit de altura para
idade.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
FERNANDA EWERLING110/10/201528/02/2017
Luís Paulo Vidaletti Ruas410/10/201528/02/2017

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