Nome do Projeto
Caracterização de cepas de Moraxella sp. isoladas de surtos de Ceratoconjuntivite Infecciosa Bovina no Rio Grande do Sul
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
03/10/2016 - 01/10/2018
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Doenças Infecciosas de Animais
Resumo
A Ceratoconjuntivite Infecciosa Bovina (CIB) é uma doença dos bovinos, caracterizada por lacrimejamento, conjuntivite e ceratite. Além dos custos diretos com o tratamento, nos animais doentes, ocorre diminuição no ganho de peso e na produção de leite. Não existe uma estimativa para os custos com esta doença no Brasil. Nos Estados Unidos estimou-se que 10 milhões de animais sejam afetados anualmente e que mais de 150 milhões de dólares sejam gastos com essa enfermidade. A CIB tem como agente etiológico a Moraxella bovis, uma bactéria Gram negativa que faz parte da microbiota ocular, tanto de animais sadios quanto de doentes. A bactéria possui diferentes antígenos somáticos e fimbriais. Estudos realizados em varias partes do mundo demonstraram que as fimbrias prevalentes em uma região podem diferir antigenicamente das de outra. cepas coletadas de surtos ocorridos nos países do Mercosul permitiu comprovar que pelo menos sete grupos sorológicos de M. bovis atuam em nossa região, e que as cepas prevalentes variaram durante os últimos 20 anos. Também foi demonstrado que as cepas prevalentes no início de surtos, que duram vários meses, podem variar ao longo deles, e que mais de um tipo sorológico de M. bovis pode estar presente na microbiota de olhos de animais doentes. Contudo, em 2007 uma nova espécie do gênero Moraxella foi associada à CIB em bovinos, a M. bovoculi. Embora a doença não tenha sido desenvolvida experimentalmente com essa bactéria, foi observado que essa espécie estava presente em casos clínicos de CIB no Rio Grande do Sul desde 1990. O tratamento da CIB, além de ter um custo elevado, muitas vezes não é efetivo por ser feito muito tarde ou com o antibiótico inadequado, já que a resistência a antibióticos tem sido observada em M. bovis. Uma das formas de controle da doença é pela vacinação dos animais, preferencialmente antes do aparecimento dos casos clínicos, para que a eficiência da vacina seja maior. Porém, devido à diversidade antigênica das cepas de M. bovis, não se tem conseguido produzir uma vacina capaz de conferir nível adequado de proteção em todo o mundo. Além disso, nos últimos anos tem-se isolado M. bovoculli de animais com sinais clínicos de CIB, sugerindo que esta espécie bacteriana possa ter algum envolvimento na doença. Dessa forma, o conhecimento das cepas prevalentes no local é crucial para o desenvolvimento de estratégias de tratamento e produção de vacinas eficientes.

Objetivo Geral

Identificar espécies de Moraxella envolvidas em surtos de CIB no Rio Grande do Sul.
Caracterizar as espécies de Moraxella envolvidas em surtos de CIB no Rio Grande do Sul.
Caracterizar a sensibilidade a antibióticos de Moraxella spp. envolvidas em surtos de CIB no Rio Grande do Sul.
Determinar diferenças entre os surtos ocorridos nos anos 2016-2017 e 2017-2018.
Determinar estratégias de controle para CIB em casos no Rio Grande do Sul.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
GABRIELA SOARES WAICHEL403/10/201601/10/2018
HELENA BROCARDO COMIN403/10/201601/10/2018
RENATA COSTA SCHRAMM403/10/201601/10/2018

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