Nome do Projeto
Políticas linguísticas familiares – ideologias subjacentes
Ênfase
PESQUISA
Data inicial - Data final
15/03/2018 - 15/03/2019
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Linguística, Letras e Artes - Linguística
Resumo
As decisões tomadas no seio das famílias mistas do ponto de vista linguístico ou naquelas em que haja uma única língua familiar, mas que estejam em ambiente em que outra (s) seja (m) empregada(s), são definidoras da manutenção ou abandono de um ou outro idioma e da criação monolíngue ou bilíngue dos filhos. Vê-se que, muitas vezes, o abandono de uma língua familiar em prol do uso exclusivo da língua do lugar em que mora a família, pó exemplo, ocorre não por uma decisão explícita ou consciente, mas por ideologias ligadas a ideias que são mitos já descartados pela ciência há muito tempo. Contudo, tais mitos são suficientes pra impedir que os filhos sejam criados com mais de uma língua, o que traz o monolinguismo como um resultado da ignorância dos pais. Como se conhecem as vantagens do multilinguismo tanto do ponto de vista cerebral, como social e afetivo, é lamentável o fato de que muitas pessoas não se desempenhem como bilíngues por causa de atitudes da família durante sua infância e juventude. O preconceito e os temores injustificados relacionados ao bilinguismo, principalmente infantil, provocam a perda da oportunidade de que se falem duas ou mais línguas desde cedo, além de causar sérios danos à autoestima de crianças que se veem privadas de dominar sua lingual de herança. Cada vez que os pais ou a família se negam a exigir que a criança produza enunciados em ambas as línguas, estão implicando a perda irreparável de parte do repertório linguístico-afetivo de que ela poderia lançar mão para o resto da vida. Além disso, contribuem diretamente para o fomento de crenças equivocadas a respeito do que sejam os falantes ideais e as comunidades linguísticas nas sociedades. O segredo de criar bilíngues precoces é permitir que tenham acesso a ambientes com mais de uma língua e exigir-lhes a produção em ambos desde cedo, já que não fazê-lo provocará um bilinguismo apenas passivo, na melhor das hipóteses.(MOZZILLO, 2015) Assim, no caso em que estejam presentes no ambiente familiar mais de uma língua, tanto materna como não, quais são as línguas transmitidas aos filhos? E quais são as que não se transmitem? Por quê? Não á apenas o status de cada língua que explica as decisões tomadas. Há mais elementos nessas escolhas. É o que se pretende descobrir.

Objetivo Geral

Durante a pesquisa pretende-se
• identificar famílias multilíngues (tanto as que usam mais de uma língua em casa como as que não, embora com membros não monolíngues ou de línguas diferentes);
• descobrir as histórias linguísticas dos membros;
• caracterizar a política linguística tácita ou explícita presente na família antes e depois de haver filhos;
• descrever as ideologias linguísticas presentes para a ocorrência dos regimes linguísticos familiares;
• analisar as consequências que tais ideologias produzem na escolha de “bilinguar” ou não os filhos e nos resultados de tal escolha;
• encorajar a criação de filhos falantes de mais de uma língua como nativos;
• esclarecer a temática no âmbito escolar para que as famílias possam ter apoio dos professores.


Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final

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