Nome do Projeto
A CONSULTA DE ENFERMAGEM COMO INSTRUMENTO DE CUIDADO ÀS PESSOAS COM DOENÇAS QUE AMEAÇAM A VIDA E SUAS FAMÍLIAS
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
18/05/2018 - 01/06/2020
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Eixo Temático (Principal - Afim)
Saúde / Saúde
Linha de Extensão
Saúde humana
Resumo
O enfermeiro é um profissional estratégico na promoção do acompanhamento digno e do cuidado que alivie o sofrimento durante as fases finais da vida, tanto do doente como de sua família. Ele pode atuar tanto como educador em relação aos cuidados com a higiene, o conforto, a alimentação e o manuseio com dispositivos, como pode realizar diretamente cuidados. Além disso, pelo vínculo que costuma ter com os doentes e as famílias, pode realizar escuta terapêutica e identificar demandas a serem encaminhadas e abordadas de maneira multidisciplinar. Para desempenhar esse papel junto às pessoas com doença que ameaça a vida e suas famílias, uma estratégia possível é a realização da consulta de enfermagem, orientada pelo Processo de Enfermagem (PE). Nesse sentido, este projeto de extensão tem por objetivo utilizar a consulta de enfermagem como instrumento de cuidado às pessoas com doenças que ameaçam a vida e/ou suas famílias. O período proposto para desenvolver as atividades é entre maio de 2018 e junho de 2020. O cenário será a Equipe de Consultoria em Cuidados Paliativos do Hospital Escola UFPel/EBSERH e as respectivas unidades de internação em que essa atua. Nesse período, serão realizados diferentes momentos de orientação e intervenções junto aos acadêmicos do curso de enfermagem, às pessoas com doenças que ameaçam a continuidade da vida e de suas famílias. Estão previstas quatro etapas para desenvolver a proposta, a citar: 1) Aproximação e diálogo com os profissionais de saúde da Equipe de Consultoria em Cuidados Paliativos e da Coordenação de Enfermagem do Hospital Escola UFPel/EBSERH; 2) Reuniões entre os membros do projeto para elaboração de consensos e criação de instrumentos para guiar as consultas de enfermagem; 3) Realização das consultas de enfermagem, utilizando-se do processo de enfermagem para conduzi-las; 4) Elaboração de manuais informativos sobre cuidados e necessidades emergidas a partir das consultas de enfermagem. Dessa forma, acredita-se que o projeto de extensão é relevante, na medida em que busca-se realizar orientações e cuidados junto às pessoas com doenças que ameaçam a vida e suas famílias visando promover o conforto e a melhora do controle de sinais e sintomas que possam se agravar no processo de transição entre o hospital e o domicílio. Também é relevante, pois possibilita a formação dos estudantes de enfermagem para a atuação na área de cuidados paliativos a partir de atividades práticas vivenciadas junto aos pacientes e familiares, com base na fundamentação teórica e metodológica propostas pelo PE.

Objetivo Geral

Utilizar a consulta de enfermagem como instrumento de cuidado às pessoas com doenças que ameaçam a vida e/ou suas famílias.

Justificativa

O processo de morrer e a morte têm centralizado importantes debates públicos desde os anos 2000. Em diferentes países, discute-se a necessidade de cuidar de pessoas que vivenciam tais processos, evitando-se o prolongamento da dor, do sofrimento e do investimento em terapias que não resultam em benefícios e qualidade aos dias vividos. Desde 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o acompanhamento precoce, por meio de cuidados paliativos, para pessoas acometidas por doenças graves e que ameaçam a continuidade da vida, seja para crianças, adultos ou idosos (WPCA, 2014).
Os cuidados paliativos tratam-se de uma abordagem multidisciplinar que tem como objetivo “a prevenção e alívio do sofrimento por meio de identificação precoce e avaliação impecável e tratamento da dor e outros problemas, físicos, psicossociais e espirituais. (WHO, 2017, s/p). Esse modelo de cuidados teve suas primeiras experiências em 1842, na França, com a criação da casa de acolhimento “l’œuvre du calvaire”, por Jeanne Garnier. Nesse estabelecimento, de forte cunho religioso, eram oferecidos cuidados e apoio à mulheres em final de vida (MAISON JEANNE GARNIER, 2017). Entretanto, foi a partir dos anos 1970, com o movimento inglês dos hospices, impulsionado por Cicely Saunders, que os cuidados paliativos tiveram sua sistematização e difusão, não somente na Europa, como também nos países da América (LAMAU, 2014).
A introdução da expressão Cuidados Paliativos para definir os cuidados prestados às pessoas com doenças graves que ameaçam a continuidade da vida e a suas famílias foi realizada pela primeira vez no Canadá, em 1975, pelo professor Balfour Mount. Esse médico aproxima os cuidados prestados aos moribundos do ambiente universitário e hospitalar. Até então, esses cuidados eram desenvolvidos em instituições extra-hospitalares, como em casas de abrigo, em fundações religiosas e nos hospices. O professor Mount promoveu a criação da primeira unidade de cuidados paliativos em um hospital universitário, no Royal Victoria Hospital de Montreal, Quebec (LAMAU, 2014). Iniciativas como a do professor Mount corroboraram com o movimento em torno da cientifização dos cuidados paliativos. Um exemplo desse processo é o clássico estudo de Elizabeth Kubler-Ross, intitulado Sobre a Morte e o Morrer: o que doentes terminais têm para ensinar a médicos, enfermeiras, religiosos e aos seus próprios parentes. Por meio dos estudos de Elizabeth Kubler-Ross sobre as etapas pelas quais passam as pessoas durante o processo de morrer até a chegada da morte, foi possível a introdução do caráter científico e a visibilidade, na área da saúde, dos cuidados realizados no final da vida.
No Brasil, os Cuidados Paliativos veem sendo instituídos desde os anos 1990, com as seguintes instituições: Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Hospital do Câncer IV- 1991), Associação Brasileira de Cuidados Paliativos (1997) e Academia Nacional de Cuidados Paliativos (2005). Nesse país, verifica-se um processo de transição dos cuidados em final de vida, que vão do hospital para o domicílio (CORDEIRO, 2017; BRASIL, 2016). Tal fato relaciona-se principalmente com limitação dos recursos econômicos e estruturais dos serviços de saúde. Em diferentes países, estudos demonstram que os principais fatores que dificultam a realização de cuidados paliativos no domicílio são a frágil organização e comunicação entre os serviços dos diferentes níveis de complexidade de atenção, as condições socioeconômicas da população, a falta de orientação, preparo e acompanhamento para o autocuidado e o cuidado no contexto domiciliar (POTERRE, TAOUNHAER, 2017; CORDEIRO, 2017; OLIVEIRA ET AL, 2016; OLIVEIRA ET AL, 2012; SENTILHES-MONKAM, 2006).
No Brasil, como não existe, até o momento, uma legislação que garanta o acesso aos cuidados paliativos e nem uma política específica na área, as discussões sobre os cuidados em situações em que a doença não responde mais aos tratamentos que pretendem modificá-las tem sido realizadas em outras políticas públicas, como a da atenção domiciliar, de urgência e emergência e a oncológica (BRASIL, 2016; BRASIL, 2011; BRASIL, 2013).
Dessa forma, identifica-se fragilidade na rede de cuidados às pessoas em final de vida e suas famílias, o que impacta diretamente nas condições como morre a população brasileira. Dois relatórios produzidos pelo jornal inglês The Economist, em 2010 e 2015, avaliaram a qualidade do final de vida em 40 e 80 países respectivamente. Alguns dos pontos considerados para efetuar a classificação foram: a existência de serviços de cuidados paliativos nos sistemas de saúde, o acesso aos analgésicos opioides e ao suporte psicológico diante da morte. Assim, em 2010, o Brasil ficou classificado na 38° posição e, em 2015, na 42°. Tais posições demonstram a inexistência e/ou a baixa qualidade dos cuidados ofertados às pessoas em processo de morrer. Além do investimento no controle farmacológico e não-farmacológico de sintomas, da organização de equipes de cuidados paliativos, o documento reforça a importância de capacitar, especialmente, médicos e enfermeiros para atuarem junto aos doentes e as famílias. (THE ECONOMIST, 2010; THE ECONOMIST, 2015).
Nesse contexto, identifica-se o enfermeiro como profissional estratégico na promoção do acompanhamento digno e do cuidado que alivie o sofrimento durante as fases finais da vida, tanto do doente como de sua família. O enfermeiro pode atuar tanto como educador em relação aos cuidados com a higiene, o conforto, a alimentação e o manuseio com dispositivos, como pode realizar diretamente cuidados. Além disso, por ser um profissional que frequentemente tem vínculo estreito com os doentes e as famílias, pode realizar escuta terapêutica e identificar demandas a serem encaminhadas e abordadas de maneira multidisciplinar (FIRMINO, 2012).
Para desempenhar esse papel junto às pessoas com doença que ameaça a vida e suas famílias, uma estratégia possível é a realização da consulta de enfermagem, orientada pelo Processo de Enfermagem (PE). O PE é um modelo metodológico ou uma forma de pensamento utilizado para nortear o trabalho do enfermeiro. Ele respalda-se, principalmente, no pensamento crítico e no raciocínio clínico, os quais subsidiam os cuidados as serem desenvolvidos com uma população específica (LUCENA, ALMEIDA, 2011 ; HORTA, 1975). O PE é composto de cinco etapas, a citar: coleta de dados (anamnese e exame físico), diagnóstico de enfermagem, planejamento de enfermagem, implementação ou prescrição de enfermagem e avaliação de enfermagem (ALFARO-LEFEVRE, 2014). No Brasil, o Conselho Federal de Enfermagem, por meio da Resolução 358/2009, normatiza a realização da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a implementação do Processo de Enfermagem nas instituições públicas e privadas que possuem serviçoes de enfermagem. Tais serviços devem, obrigatoriamente, instituir o PE como forma de nortear a assistência prestada nas instituições (COFEN, 2009).
Em termos lesgislativos na área da enfermagem, mais especificamente no contexto do final da vida, destaca-se a atualização do código de ética da profissão que dispõe sobre os deveres dos profissionais de enfermagem no cuidado às pessoas com doenças que ameaçam a continuidade da vida e de suas famílias. Segundo o novo código de ética dos profissionais de enfermagem, instituído a partir da Resolução 564/2017, é dever dos profissionais de enfermagem “Respeitar as diretivas antecipadas da pessoa no que concerne às decisões sobre cuidados e tratamentos que deseja ou não receber no momento em que estiver incapacitado de expressar, livre e autonomamente, suas vontades” (COFEN, 2017, s/p). Além disso, é dever dos profissionais de enfermagem “nos casos de doenças graves incuráveis e terminais com risco iminente de morte, em consonância com a equipe multiprofissional, oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis para assegurar o conforto físico, psíquico, social e espiritual” (COFEN, 2017, s/p).
Na versão do código de ética da profissão, verifica-se a introdução de um novo dever dos profissionais de enfermagem: respeitar as diretivas antecipadas de vontade (DAV). As DAV são um registro escrito dos desejos sobre condutas a serem tomadas em relação à terapêuticas e cuidados, nas situações em que a pessoa não consegue mais expressar sua vontade, na presença de doença sem perspectiva de cura e na fase final de vida (BRASIL, 2012). Esse documentos ainda é pouco conhecido entre os profissionais da área da saúde, mas deve ser difundido, tendo em vista as possibilidades de garantir aos pacientes o direito de terem suas vontades respeitadas, visando uma morte menos dolorosa, com menos intervenções que levam a obstinação terapêutica e o prolongamento do sofrimento até a morte (COGO, LUNARDI, QUINTANA, GIRARDON-PERLINI, SILVEIRA, 2017).
Diante do exposto, este projeto de extensão mostra-se relevante, na medida em que busca-se realizar orientações e cuidados junto às pessoas com doenças que ameaçam a vida e suas famílias visando promover o conforto e a melhora do controle de sinais e sintomas que possam se agravar no processo de transição entre o hospital e o domicílio. Também é relevante, pois possibilita a formação dos estudantes de enfermagem para a atuação na área de cuidados paliativos a partir de atividades práticas vivenciadas junto aos pacientes e familiares, com base na fundamentação teórica e metodológica propostas pelo PE. Finalmente, reconhecendo Pelotas como referência nacional na área dos cuidados paliativos, é possível contribuir com os serviços hospitalares e da atenção básica, por meio da articulação e facilitação do processo de cuidado a partir da alta hospitalar, dialogando com pacientes, familiares e profissionais vinculados especialmente à Equipe de Consultoria em Cuidados Paliativos do Hospital Escola UFPel/EBSERH.

Metodologia

Este projeto tem previsão de execução entre maio/2018 e junho/2020. O cenário será a Equipe de Consultoria de Cuidados Paliativos do Hospital Escola UFPel/ EBSERH, bem como as unidades em que essa equipe presta cuidado aos pacientes hospitalizados e suas famílias. Nesse período, serão realizados diferentes momentos de orientação e intervenções junto aos acadêmicos do curso de enfermagem, às pessoas com doenças que ameaçam a vida e suas famílias.
Na primeira etapa do projeto, prevista para maio de 2018, serão realizados diálogos com os responsáveis pela coordenação de Enfermagem do Hospital Escola UFPel/EBSERH, a fim de apresentar a proposta e reforçar a importância da consulta de enfermagem nos serviços de saúde hospitalar. Na segunda etapa, prevista para ser realizada entre maio e setembro de 2018, serão realizados encontros semanais com os acadêmicos de enfermagem e os profissionais de saúde que integrarão a proposta. Esses encontros terão duração de duas horas e o objetivo será discutir manuais, livros e artigos sobre cuidados paliativos, visando o aprofundamento teórico sobre aspectos clínicos relacionados aos sinais e sintomas que tendem a se exacerbar nas situações fora de possibilidade de cura. Visando aproximar os acadêmicos dos aspectos práticos da comunicação e relacionamento com as pessoas com doenças que ameaçam a continuidade da vida e de suas famílias, será oportunizado o acompanhamento junto aos profissionais que atuam no grupo de enlutados, do ambulatório de cuidados paliativos e dos profissionais da Equipe de Consultoria em Cuidados Paliativos. Essa equipe conta com uma médica, uma enfermeira, uma psicóloga e uma assistente social. Ressalta-se que o acompanhamento junto a equipe de consultoria em cuidados paliativos poderá se dar em diferentes momentos, dentro do período previsto para execução do projeto, conforme a inserção de acadêmicos de enfermagem no mesmo. Em relação a esse acompanhamento, esclarece-se que os acadêmicos de enfermagem poderão acompanhar os profissionais da equipe de consultoria em cuidados paliativos no atendimento aos pacientes hospitalizados, por um período máximo de 20 horas. Acredita-se que propiciar essa vivência junto aos profissionais de saúde poderá contribuir sobremaneira para a qualidade das consultas de enfermagem a serem realizadas, posteriormente pelos acadêmicos.
Neste período também será elaborado um roteiro para a realização da anamnese e o exame físico, o qual será direcionado para as especificidades da população a ser abrangida pelo projeto. Essa segunda etapa também servirá para elaborar agenda e escalas de atividades a serem desenvolvidas na terceira etapa de execução do projeto. Destaca-se que os profissionais e alunos que participarão das atividades do projeto de extensão serão aqueles vinculados ao projeto de ensino “Grupo de Estudos sobre Adoecimento e Final de Vida”, o qual encontra-se em desenvolvimento e já tece discussões acerca da temática a ser abordada no presente projeto.
Na terceira etapa, prevista para ocorrer entre setembro/2018 e março de 2020, pretende-se realizar consultas de enfermagem com pacientes e/ou familiares, nas terças e sextas- feiras, entre 14:00 e 18:00, na sala da Equipe de Consultoria em Cuidados Paliativos do Hospital Escola. Se for de preferência dos pacientes e/ou familiares, a abordagem poderá ser realizada junto ao leito, nas unidades de internação. A cada semana, dois alunos de graduação em enfermagem, acompanhados de uma professora, realizarão as consultas, com duração de aproximadamente 40 minutos ou conforme a necessidade. As consultas serão realizadas com as pessoas acompanhadas pela Equipe de Consultoria em Cuidados Paliativos. As consultas de enfermagem serão realizadas, com base nas etapas propostas pelo Processo de Enfermagem. Nesse sentido, a literatura recomenda que a fim de direcionar a elaboração do PE, o enfermeiro escolha uma teoria de enfermagem como referencial teórico. Essa teoria deve ser escolhida conforme as características da população com a qual o profissional atuará (ALFARO-LEFEVRE, 2014).
No contexto do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a teoria que tem direcionado o ensino/prática dos cuidados de enfermagem é a proposta pela teórica brasileira Wanda Horta, ou seja, a Teoria das Necessidades Humanas Básicas (HORTA, 1975). Dessa forma, essa teoria norteará as consultas de enfermagem a serem realizadas durante a execução do projeto. Também será levada em conta a filosofia dos Cuidados Paliativos, com base nos seguintes princípios por ela estabelecidos. Além disso, para a sistematização e padronização das nomenclaturas utilizadas em termos de diagnósticos e prescrições de cuidados, propõe-se o uso de taxonomias reconhecidas internacionalmente (LUCENA, ALMEIDA, 2011). No caso da UFPel, preconiza-se, para a construção dos Diagnósticos de Enfermagem (DE), a taxonomia da North American Nursing Diagnosis Association-International (NANDA-I). Para as prescrições de Enfermagem utiliza-se a taxonomia da Nursing Interventions Classification (NIC) e para a avaliação do resultados, a taxonomia da Nursing Outcomes Classification (NOC). Sendo assim, essas taxonomias serão utilizadas para guiar e sistematizar o PE durante as consultas.
Uma quarta etapa do projeto, que terá seu início e continuidade concomitante a segunda etapa, consiste na elaboração de materiais informativos sobre as principais demandas de cuidado que emergirem a partir das consultas de enfermagem. Com base nas dúvidas elencadas por pacientes, familiares e também conforme a demandas dos profissionais da Equipe de Consultoria em Cuidados Paliativos, pretende-se elaborar manuais do tipo folhetos, visando facilitar o processo de orientação e de cuidado durante as consultas. A elaboração desses materiais também visa facilitar compreensão das orientações por parte dos pacientes e familiares, especialmente para as dúvidas que possam ocorrer no contexto domiciliar, após a alta hospitalar, quando essa for possível. Tais materiais serão elaborados e validados, conforme os passos proposto por Echer (2005), a citar: 1) Elaboração de projeto de pesquisa, 2) Revisão de literatura sobre os aspectos a serem orientados, 3) Transformação das informações para linguagem acessível aos usuários – construção do material e 4) Validação junto à profissionais de saúde, pacientes e familiares. A reprodução e divulgação dos materiais será de maneira digital, por facebook, whatsapp ou e-mail, segundo preferência do paciente e/ou de seu familiar. Caso o projeto seja contemplado com algum tipo de financiamento, poderão ser adquiridos materiais de escritório, como impressora, tintas e papeis, que permitirão a impressão dos mesmos para distribuição.

Indicadores, Metas e Resultados

AÇÃO 1 Período: 18/05/2018 - 21/09/2018

Encontros de discussão e formação dos(as) acadêmicos(as) sobre cuidados paliativos, manejo de sinais e sintomas no final da vida e diretivas antecipadas de vontade

OBJETIVO ESPECÍFICO:
Sensibilizar os/as acadêmicos(as) de enfermagem para as necessidades de cuidado de pessoas com doenças que ameaçam a vida e suas famílias


META:
Sensibilizar, pelo menos, oito acadêmicos(as) de enfermagem sobre as demandas oriundas em situações de doença fora de possibilidade de cura e final de vida, bem como as possibilidades de intervenção nesses casos.


INDICADOR:
Avaliação do processo de aprendizagem por meio da aplicação de questionário com questões fechadas.

RESULTADO ESPERADO:
Deseja-se que os/as acadêmicos(as) tenham conhecimento teórico e prático sobre cuidados paliativos, manejo de sinais e sintomas no final da vida e diretivas antecipadas de vontade, a fim de que possam conduzir adequadamente a consulta de enfermagem junto a pessoas com doenças que ameaçam a vida e/ou suas famílias.

AÇÃO 2 Período: 18/05/2018 - 21/09/2018

Encontros de discussão e formação dos(as) acadêmicos(as) sobre o processo de enfermagem, a Teoria das Necessidades Humanas Básicas e uso das taxonomias proposta pela NANDA-I, NIC e NOC.


OBJETIVO ESPECÍFICO: capacitar os/as acadêmicos(as) para a realização da consulta de enfermagem, tendo como base o PE, a Teoria das Necessidades Humanas Básicas e o uso das taxonomias NANDA-I, NIC e NOC.


META:
Capacitar, pelo menos, oito acadêmicos(as) para utilizarem o PE durante a realização de consulta de enfermagem junto às pessoas com doença fora de possibilidade de cura e suas famílias.


INDICADOR:
Avaliação do processo de aprendizagem por meio da aplicação de questionário com questões fechadas.


RESULTADO ESPERADO:
Espera-se que os/as acadêmicos(as) tenham conhecimento sobre o processo de enfermagem, a Teoria das Necessidades Humanas Básicas e uso das taxonomias proposta pela NANDA-I, NIC e NOC, a fim de poderem conduzir adequadamente a realização destas atividades quando efetuarem a consulta de enfermagem.

AÇÃO 3 Período: 21/09/2018 - 27/03/2020

Acompanhamento dos profissionais de saúde atuantes no grupo de enlutados e da equipe de consultoria em cuidados paliativos pelos(as) acadêmicos(as)

OBJETIVO ESPECÍFICO:

Propiciar experiência prática referente ao processo de comunicação e relacionamento com as pessoas em final de vida e/ou suas famílias


META:
Aprimorar as habilidades de comunicação e relacionais dos(as) acadêmicos(as), de maneira que possam se sentir mais seguros para atuarem junto às pessoas com doenças que ameaçam a vida e/ou suas famílias


INDICADOR:
Autoavaliação descritiva dos(as) acadêmicos(as) em relação aos momentos em que acompanharam os profissionais de saúde


RESULTADO ESPERADO:
Almeja-se que os(as) acadêmicos(as) tenham melhor desenvoltura ao entrar em contato com os pacientes e familiares.

AÇÃO 4 Período: 28/09/2018 - 27/03/2020

Realização das consultas de enfermagem junto às pessoas com doenças que ameaçam a vida e/ou suas famílias



OBJETIVO ESPECÍFICO:
Realizar consulta de enfermagem junto às pessoas com doenças que ameaçam à vida e/ou suas famílias



META:
Promover conforto e alívio de sinais e sintomas associados à doença fora de possibilidade de cura, além de melhorar aspectos relacionados ao autocuidado dos pacientes e o cuidado desempenhado pelo familiar.


INDICADOR: registros oriundos das evoluções de enfermagem, especialmente dos dados referentes a etapa de avaliação das intervenções, realizadas por meio da taxonomia da NOC.


RESULTADO ESPERADO:
Por meio das consultas de enfermagem, espera-se contribuir com a melhora da qualidade do final de vida dos pacientes e de suas famílias.


AÇÃO 5 Período: 28/09/2018 - 27/03/2020

Elaboração dos materiais educativos sobre cuidados e sobre as diretivas antecipadas de vontade para orientação de pacientes e familiares


OBJETIVO ESPECÍFICO:
Elaborar materiais educativos que sejam instrumentos de apoio para as orientações e a realização de cuidados em situações oriundas de doenças que ameaçam a vida


META:
Construir folhetos informativos com linguagem acessível sobre cuidados com alimentação, hidratação, nutrição, diretivas antecipadas de vontade, alternância de decúbito, manuseio com dispositivos e cateteres, entre outros.


INDICADOR:
Número absoluto de materiais construídos e distribuídos, com orientações, para pacientes e/ou familiares.


RESULTADO ESPERADO:
Espera-se dar continuidade às orientações realizadas no momento da consulta de enfermagem, reduzindo as limitações e dificuldades para desempenhar cuidados no ambiente domiciliar.


AÇÃO 6 Período: 28/09/2018 - 27/03/2020

Validação dos materiais educativos junto à experts em cuidados paliativos, pacientes e familiares

OBJETIVO ESPECÍFICO:

Adequar os materiais educativos elaborados, tornado-o mais aplicável e adequado com a literatura e a realidade da população-alvo do projeto de extensão


META:

Adequar os materiais educativos elaborados, tornado-os mais compreensíveis e adequados com a literatura e a realidade da população-alvo do projeto de extensão


INDICADOR:

Aplicação de questionário junto aos pacientes, familiares e profissionais de saúde, sobre a qualidade do material elaborado


RESULTADO ESPERADO:
Almeja-se melhorar o processo de compreensão das orientações fornecidas.


AÇÃO 7 Período: 28/09/2018 - 27/03/2020

Avaliação das atividades pelos pacientes e/ou familiares e acadêmicos(as) envolvidos no projeto


OBJETIVO ESPECÍFICO:

Aplicar questionário a fim de avaliar o modo como ocorreram as consultas de enfermagem


META:

Aplicar o questionário de avaliação para todas as pessoas acompanhadas e para os acadêmicos participantes durante o período de execução das atividades

INDICADOR: Número absoluto de questionários respondidos


RESULTADO ESPERADO:
Espera-se que as atividades desenvolvidas no âmbito do projeto repercutam positivamente na formação dos(as) acadêmicos(as) e que diminuam as dificuldades enfrentadas pelos pacientes e familiares durante o processo de enfrentamento da doença que ameaça a vida.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ADRIAN GABRIEL VARELLA DOS REIS
ADRIELI TIMM OLIVEIRA
ANA CRISTINA FRAGA DA FONSECA
BARBARA RESENDE RAMOS
BERLANNY CHRISTINA DE CARVALHO BEZERRA
CAMILA DOS SANTOS LEITE
CARINA RABÊLO MOSCOSO
FERNANDA SANTANA TRISTAO5
FRANCIELE ROBERTA CORDEIRO11
JULIANA GRACIELA VESTENA ZILLMER5
JULIANA ZEPPINI GIUDICE
JULIANE GUERRA GOLFETTO
JULIETA MARIA CARRICONDE FRIPP2
KALIANA DE OLIVEIRA SILVA
MICHELLE HÜBER FONTANA
MONIKE CRUZ MARTINS
RAYSSA DOS SANTOS MARQUES
SUELE MANJOURANY SILVA DURO1
VANESSA PELLEGRINI FERNANDES
Vitória Machado Barchinski

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