Nome do Projeto
FullPerio - Pesquisas em Cirurgias Plásticas Periodontais
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
18/11/2025 - 17/11/2028
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
A cirurgia plástica periodontal é amplamente empregada no tratamento de recessões gengivais, condição caracterizada pelo deslocamento apical da margem gengival em relação à junção cemento-esmalte (JCE), com alta prevalência em adultos e repercussões estéticas e funcionais, como hipersensibilidade dentinária e risco aumentado de lesões cervicais. Dentre as técnicas disponíveis, o retalho avançado coronalmente (CAF), especialmente quando combinado ao enxerto de tecido conjuntivo subepitelial (ETCS), apresenta os melhores resultados em termos de recobrimento radicular e ganho estético. Contudo, o manejo da área doadora palatina, após a remoção do enxerto, ainda carece de padronização, principalmente no que se refere à redução da morbidade e à aceleração da cicatrização. O presente projeto integra dois estudos clínicos, conduzidos de forma coordenada, com o objetivo de avaliar, por meio de um ensaio clínico randomizado fatorial paralelo, os efeitos estéticos, clínicos e centrados no paciente do uso do enxerto de tecido conjuntivo subepitelial (ETCS) posicionado de forma convencional ou invertida no tratamento de recessões gengivais unitárias, bem como os resultados clínicos da cicatrização da área doadora palatina submetida à remoção de enxerto gengival livre (EGL) protegida com curativo intraoral autoadesivo, com ou sem a adição de fragmentos de epitélio-conjuntivo (FEC). O ECR 1 investigará os resultados estéticos, centrados no paciente e parâmetros clínicos do uso do enxerto de tecido conjuntivo invertido (iCTG) comparado ao enxerto convencional (CTG), ambos associados ao retalho avançado coronalmente (CAF), no tratamento de recessões gengivais unitárias. Serão recrutados 52 participantes (26 por grupo), randomizados para tratamento com CAF-CTG (controle) ou CAF-iCTG (experimental). O desfecho primário será a estética gengival percebida pelo profissional, avaliada pelo Root Coverage Esthetic Score (RES); os desfechos secundários incluirão estética percebida pelo paciente (EVA-E), hipersensibilidade dentinária (EVA-HD), qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB – OHIP-14), além dos parâmetros clínicos de cobertura radicular total (CRT), porcentagem de cobertura radicular (%CR), nível de inserção clínica (NIC) e tecido queratinizado (TQ), avaliados em diferentes períodos (baseline, 3, 6 e 12 meses). O ECR 2 avaliará os resultados clínicos da cicatrização da ferida palatina protegida com curativo intraoral autoadesivo (Ora-Aid®), com ou sem a adição de fragmentos epitélio-conjuntivos (FEC) autógenos, após remoção de enxertos gengivais livres (EGL) pela técnica de deseptelização fora da boca. Serão incluídos 44 participantes indicados para recobrimento radicular unitário com necessidade de EGL, alocados aleatoriamente em grupo experimental (FEC + curativo) e grupo controle (apenas curativo). Serão analisadas, nos dias 7, 14 e 28 pós-operatórios, a área remanescente de cicatrização, a dor (Escala Visual Analógica) e o consumo de analgésicos, bem como possíveis complicações. A hipótese é que o uso de FEC acelere a reepitelização sem aumento da dor pós-operatória. Ambos os estudos serão conduzidos na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, seguindo os princípios éticos de pesquisa clínica, com análise estatística realizada no software SPSS (v.29) e nível de significância de p<0,05. Espera-se que o projeto contribua com evidências científicas sobre abordagens cirúrgicas e cuidados pós-operatórios em cirurgia plástica periodontal, visando à redução da morbidade, melhora estética e aumento da satisfação do paciente.
Objetivo Geral
Avaliar, por meio de um ensaio clínico randomizado fatorial paralelo, os efeitos estéticos, clínicos e centrados no paciente do uso do enxerto de tecido conjuntivo subepitelial (ETCS) posicionado de forma convencional ou invertida no tratamento de recessões gengivais unitárias, bem como os resultados clínicos da cicatrização da área doadora palatina submetida à remoção de enxerto gengival livre (EGL) protegida com curativo intraoral autoadesivo, com ou sem a adição de fragmentos de epitélio-conjuntivo (FEC).
Justificativa
No campo da periodontia e da prática cirúrgica, tanto a previsibilidade dos resultados estéticos e funcionais das técnicas de recobrimento radicular quanto o adequado manejo da cicatrização e do desconforto na área doadora apresentam relevância clínica e científica fundamental. Esses dois aspectos estão diretamente relacionados à qualidade de vida do paciente, ao sucesso terapêutico global e à aplicação dos princípios bioéticos da beneficência e da não maleficência.
No que se refere à área receptora, embora o ETCS seja amplamente reconhecido como padrão-ouro para o recobrimento radicular, a possibilidade de posicionar o enxerto de forma invertida, visando melhor integração estética e neutralização de diferenças de cor, permanece pouco explorada. A ausência de estudos clínicos comparativos diretos entre o posicionamento convencional e o invertido representa uma lacuna de conhecimento importante, sobretudo considerando a crescente valorização dos desfechos estéticos e dos resultados centrados no paciente.
Já em relação à área doadora, revisões sistemáticas sobre técnicas de cobertura da ferida palatina após a remoção de enxerto gengival livre ou de enxerto de tecido conjuntivo subepitelial (ETCS) enfatizam principalmente o impacto da dor pós-operatória. Entretanto, a análise objetiva do processo de cicatrização ainda carece de maior aprofundamento, havendo escassez de ensaios clínicos randomizados (ECR) que avaliem a eficácia do uso de fragmentos de epitélio-conjuntivo (FEC) em feridas palatinas. Considerando essa lacuna, torna-se pertinente investigar se a adição de FEC ao curativo autoadesivo intraoral pode acelerar a cicatrização, hipótese que, caso confirmada, trará subsídios relevantes para a tomada de decisão clínica.
Dessa forma, a realização de um ensaio clínico fatorial paralelo que avalie simultaneamente os resultados da cicatrização da área doadora e do recobrimento da área receptora apresenta-se como uma estratégia inovadora e de alto impacto clínico. Ao integrar essas duas perspectivas, o projeto não apenas responde a questões científicas isoladas, mas também oferece uma visão abrangente e aplicada da cirurgia plástica periodontal, maximizando a relevância clínica dos achados e otimizando o uso de recursos financeiros e humanos.
No que se refere à área receptora, embora o ETCS seja amplamente reconhecido como padrão-ouro para o recobrimento radicular, a possibilidade de posicionar o enxerto de forma invertida, visando melhor integração estética e neutralização de diferenças de cor, permanece pouco explorada. A ausência de estudos clínicos comparativos diretos entre o posicionamento convencional e o invertido representa uma lacuna de conhecimento importante, sobretudo considerando a crescente valorização dos desfechos estéticos e dos resultados centrados no paciente.
Já em relação à área doadora, revisões sistemáticas sobre técnicas de cobertura da ferida palatina após a remoção de enxerto gengival livre ou de enxerto de tecido conjuntivo subepitelial (ETCS) enfatizam principalmente o impacto da dor pós-operatória. Entretanto, a análise objetiva do processo de cicatrização ainda carece de maior aprofundamento, havendo escassez de ensaios clínicos randomizados (ECR) que avaliem a eficácia do uso de fragmentos de epitélio-conjuntivo (FEC) em feridas palatinas. Considerando essa lacuna, torna-se pertinente investigar se a adição de FEC ao curativo autoadesivo intraoral pode acelerar a cicatrização, hipótese que, caso confirmada, trará subsídios relevantes para a tomada de decisão clínica.
Dessa forma, a realização de um ensaio clínico fatorial paralelo que avalie simultaneamente os resultados da cicatrização da área doadora e do recobrimento da área receptora apresenta-se como uma estratégia inovadora e de alto impacto clínico. Ao integrar essas duas perspectivas, o projeto não apenas responde a questões científicas isoladas, mas também oferece uma visão abrangente e aplicada da cirurgia plástica periodontal, maximizando a relevância clínica dos achados e otimizando o uso de recursos financeiros e humanos.
Metodologia
Este projeto descreve um ECR fatorial paralelo, destinado a avaliar simultaneamente os desfechos estéticos, clínicos e centrados no paciente da área receptora e os resultados clínicos da cicatrização da área doadora palatina. O estudo foi delineado como intervencional de superioridade, com avaliação cega para o examinador, e será conduzido na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas, entre os anos de 2025 e 2027.
O desenho fatorial paralelo 2x2 permitirá a análise simultânea de duas intervenções independentes:
Área receptora (recobrimento radicular): posicionamento do enxerto de tecido conjuntivo subepitelial (ETCS) de forma convencional ou invertida.
Área doadora (palato): proteção da ferida com curativo intraoral autoadesivo, com ou sem FEC reposicionada.
O desfecho primário da área receptora é avaliar a diferença na estética periodontal entre o posicionamento convencional e invertido do ETCS, enquanto o desfecho primário da área doadora é determinar se o uso de FEC acelera e melhora a qualidade da cicatrização palatina.
O estudo seguirá rigorosamente as diretrizes de SPIRIT (Standard Protocol Items: Recommendations for Interventional Trials) para elaboração do protocolo (Chan et al., 2013) e será reportado de acordo com as recomendações do CONSORT (Consolidated Standards of Reporting Trials Statements) (Hopewell et al., 2025). Além disso, o ensaio será registrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC), garantindo transparência e reprodutibilidade dos dados.
O delineamento fatorial paralelo permitirá não apenas a avaliação isolada de cada intervenção, mas também a análise de possíveis interações entre as estratégias aplicadas nas áreas doadora e receptora, fornecendo um panorama abrangente sobre os efeitos clínicos, estéticos e centrados no paciente na cirurgia plástica periodontal.
O desenho fatorial paralelo 2x2 permitirá a análise simultânea de duas intervenções independentes:
Área receptora (recobrimento radicular): posicionamento do enxerto de tecido conjuntivo subepitelial (ETCS) de forma convencional ou invertida.
Área doadora (palato): proteção da ferida com curativo intraoral autoadesivo, com ou sem FEC reposicionada.
O desfecho primário da área receptora é avaliar a diferença na estética periodontal entre o posicionamento convencional e invertido do ETCS, enquanto o desfecho primário da área doadora é determinar se o uso de FEC acelera e melhora a qualidade da cicatrização palatina.
O estudo seguirá rigorosamente as diretrizes de SPIRIT (Standard Protocol Items: Recommendations for Interventional Trials) para elaboração do protocolo (Chan et al., 2013) e será reportado de acordo com as recomendações do CONSORT (Consolidated Standards of Reporting Trials Statements) (Hopewell et al., 2025). Além disso, o ensaio será registrado no Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (ReBEC), garantindo transparência e reprodutibilidade dos dados.
O delineamento fatorial paralelo permitirá não apenas a avaliação isolada de cada intervenção, mas também a análise de possíveis interações entre as estratégias aplicadas nas áreas doadora e receptora, fornecendo um panorama abrangente sobre os efeitos clínicos, estéticos e centrados no paciente na cirurgia plástica periodontal.
Indicadores, Metas e Resultados
Área Receptora
Todos os exames serão repetidos pelo mesmo examinador treinado, calibrado e cego quanto ao tipo de tratamento aplicado após 3, 6 e 12 meses. O escaneamento intraoral, tanto da região doadora quanto na receptora, será realizado em 7, 14, 28 dias e 3, 6 e 12 meses após a cirurgia. Após, os exames a serem realizados serão: percepção estética do paciente (EVA-E) (ANEXO A) e do profissional (Root coverage Esthetic Score-RES) (Cardoso et al., 2025), cobertura radicular total (CRT), percentual de cobertura radicular (%CR), ganho de nível de inserção clínica (NIC), profundidade de sondagem (PS), ganho de tecido queratinizado (TQ) na região, qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB), análise da hipersensibilidade dentinária (EVA-HD) (ANEXO B). A Qualidade de Vida Relacionada à Sáude Bucal (QVRSB) será aferida por meio do questionário “Oral Health Impact Profile OHIP-14 (ANEXO C), as aferições ocorrerão antes do procedimento cirúrgico, aos 6 e aos 12 meses de pós-operatório.
Área Doadora
Todos os exames serão realizados pelo mesmo examinador treinado, calibrado e cego quanto ao tipo de tratamento aplicado, nos períodos de 7, 14 e 28 dias pós-operatórios. Serão avaliados: área de cicatrização remanescente da ferida, por meio de fotografias padronizadas e análise digital (Fiji ImageJ®), e espessura do tecido palatino no momento da remoção do enxerto, medida com espaçador endodôntico e paquímetro digital.
A dor pós-operatória será mensurada diariamente até o 14º dia por meio de escala visual analógica (EVA) (ANEXO D), registrando também o consumo de analgésicos e a presença de complicações. Ao final do acompanhamento, os pacientes responderão se fariam o procedimento novamente.
Todos os exames serão repetidos pelo mesmo examinador treinado, calibrado e cego quanto ao tipo de tratamento aplicado após 3, 6 e 12 meses. O escaneamento intraoral, tanto da região doadora quanto na receptora, será realizado em 7, 14, 28 dias e 3, 6 e 12 meses após a cirurgia. Após, os exames a serem realizados serão: percepção estética do paciente (EVA-E) (ANEXO A) e do profissional (Root coverage Esthetic Score-RES) (Cardoso et al., 2025), cobertura radicular total (CRT), percentual de cobertura radicular (%CR), ganho de nível de inserção clínica (NIC), profundidade de sondagem (PS), ganho de tecido queratinizado (TQ) na região, qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB), análise da hipersensibilidade dentinária (EVA-HD) (ANEXO B). A Qualidade de Vida Relacionada à Sáude Bucal (QVRSB) será aferida por meio do questionário “Oral Health Impact Profile OHIP-14 (ANEXO C), as aferições ocorrerão antes do procedimento cirúrgico, aos 6 e aos 12 meses de pós-operatório.
Área Doadora
Todos os exames serão realizados pelo mesmo examinador treinado, calibrado e cego quanto ao tipo de tratamento aplicado, nos períodos de 7, 14 e 28 dias pós-operatórios. Serão avaliados: área de cicatrização remanescente da ferida, por meio de fotografias padronizadas e análise digital (Fiji ImageJ®), e espessura do tecido palatino no momento da remoção do enxerto, medida com espaçador endodôntico e paquímetro digital.
A dor pós-operatória será mensurada diariamente até o 14º dia por meio de escala visual analógica (EVA) (ANEXO D), registrando também o consumo de analgésicos e a presença de complicações. Ao final do acompanhamento, os pacientes responderão se fariam o procedimento novamente.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| JESSICA DE VARGAS BOSENBECKER | |||
| RAFAELA OSORIO FERRARI | |||
| RODRIGO KÖNSGEN ROSSALES | |||
| SHANA OLIVEIRA MACHADO KOLÁS | |||
| THIAGO MARCHI MARTINS | 18 |