Nome do Projeto
Trabalho e Estágio na Juventude: formação crítica e orientação profissional para inserção no mundo do trabalho
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
09/03/2026 - 18/12/2027
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Sociais Aplicadas
Eixo Temático (Principal - Afim)
Trabalho / Educação
Linha de Extensão
Jovens e adultos
Resumo
A inserção da juventude no mundo do trabalho tem se constituído como um dos principais desafios contemporâneos, especialmente diante da expansão de formas de ocupação marcadas pela instabilidade, pela informalidade e pela intensificação da responsabilização individual. Diversos autores apontam que a passagem da formação para o emprego deixou de ser linear, tornando-se um percurso permeado por incertezas, exigências crescentes de qualificação e oportunidades cada vez mais precarizadas (Antunes, 2018; Huws, 2017). Nesse cenário, o estágio — frequentemente a porta de entrada para estudantes — muitas vezes reproduz desigualdades estruturais, deixando de cumprir seu papel formativo e operando como trabalho barato e desregulamentado (Cavalcante, 2019; Druck, 2020). Diante desse contexto, torna-se fundamental desenvolver ações formativas que ampliem a capacidade crítica dos jovens, fortalecendo sua autonomia e sua leitura do mundo do trabalho.
O presente projeto propõe criar um espaço acadêmico-formativo voltado ao estudo crítico das condições de trabalho e das práticas de estágio na juventude, articulando ações de extensão, pesquisa e ensino. As atividades desenvolvidas procuram capacitar jovens, promover reflexões sobre precarização e orientar trajetórias profissionais, aproximando universidade, estudantes e a comunidade. Nesse sentido, uma das ações centrais é a Ação de Extensão Jovem Aprendiz, que envolve atividades de capacitação e visitas à UFPEL — especialmente ao CCSO — possibilitando que jovens vinculados ao Programa “Jovem Aprendiz”, em parceria com o CIEE Pelotas/RS, conheçam o campus Anglo, os cursos da área de Negócios e ampliem sua perspectiva sobre projetos de formação e inserção profissional.
A segunda vertente é a Ação de Extensão Estágios, centrada na produção de conteúdo para redes sociais sobre processos seletivos, provas organizadas pelo CIEE e divulgação de vagas para estágios e oportunidades de trabalho. Entre as atividades encontram-se: produção de materiais explicativos sobre a legislação de estágio; compartilhamento de processos seletivos de órgãos públicos e privados; auxílio na leitura e interpretação de editais; preparação para entrevistas por meio de dicas e orientações publicadas nas redes; discussão do papel do estagiário nas organizações; e realização de workshops e oficinas sobre gestão de carreira, elaboração de currículos e uso de plataformas digitais (como o LinkedIn) para busca de estágios.
Por fim, o projeto integra a Ação de Pesquisa e Ensino: Estágio e Trabalho na Juventude, que promove reuniões mensais para leitura crítica de textos, discussão de autores-chave e produção de materiais que abordem temas como trabalho juvenil, precarização, estágio e trajetórias de inserção. Como produto dessas atividades, prevê-se a elaboração de conteúdos formativos para redes sociais, apresentações em eventos institucionais e o desenvolvimento de pesquisas e Trabalhos de Conclusão de Curso relacionados ao tema, contribuindo para a socialização do conhecimento e para o fortalecimento de uma perspectiva crítica sobre o trabalho na juventude.
Assim, ao articular formação, pesquisa e intervenção social, o projeto busca qualificar a experiência dos jovens em seus percursos de trabalho e estágio, promover inserções mais éticas e conscientes e ampliar a presença da universidade na formação cidadã e profissional.
Objetivo Geral
Desenvolver ações de extensão, ensino e pesquisa que promovam a formação crítica de jovens sobre o mundo do trabalho e os processos de estágio, contribuindo para a capacitação, orientação profissional e compreensão das dinâmicas de precarização que marcam suas trajetórias, por meio de atividades formativas, produção de conteúdos, oficinas, visitas institucionais e pesquisas acadêmicas sobre trabalho e juventude.
Justificativa
A inserção profissional de jovens no Brasil apresenta desafios significativos, marcados por altas taxas de desemprego, informalidade e formas precarizadas de trabalho. Dados recentes da PNAD Contínua mostram que a taxa de desocupação entre jovens de 18 a 24 anos permanece elevada, atingindo 18,6% em 2024, proporção muito superior à média nacional (IBGE, 2024a). Além disso, cerca de 39% dos jovens ocupados encontram-se na informalidade, condição que restringe o acesso a direitos, reduz renda e limita perspectivas de carreira (IBGE, 2023). No cenário internacional, a Organização Internacional do Trabalho alerta para a ampliação das desigualdades de acesso ao emprego para a juventude, destacando que jovens enfrentam inserções mais vulneráveis, rotatividade elevada e menor proteção contratual (ILO, 2023).
No contexto brasileiro, estudos indicam que a transição escola–trabalho é cada vez mais marcada pela precarização, sobretudo em estágios e contratos de aprendizagem, que muitas vezes não cumprem seu papel formativo (IPEA, 2023). Essa realidade reforça a necessidade de ações que promovam capacitação, orientação profissional e discussão crítica sobre as condições de trabalho vivenciadas pelos jovens. O projeto proposto contribui para esse cenário ao articular ações de extensão, ensino e pesquisa voltadas à formação cidadã e ao fortalecimento das trajetórias profissionais, especialmente de jovens vinculados ao CIEE Pelotas/RS. Ao integrar atividades de capacitação, produção de conteúdo, visitas guiadas e estudos sobre juventude e trabalho, o projeto favorece a democratização de informações e o desenvolvimento de competências essenciais para inserção qualificada no mundo do trabalho, alinhando-se à missão social da UFPEL.
Fontes:
IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua: Trabalho e Rendimento. Rio de Janeiro: IBGE, 2024a. Disponível em: https://www.ibge.gov.br
IBGE. Desemprego entre jovens cresce e atinge 18,6% no Brasil, aponta PNAD Contínua. Rio de Janeiro: Agência IBGE Notícias, 2024b. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br
IBGE. Informalidade atinge 39% dos ocupados no país. Rio de Janeiro: Agência IBGE Notícias, 2023.
ILO – INTERNATIONAL LABOUR ORGANIZATION. Global Employment Trends for Youth 2023: Investing in Transforming Futures for Young People. Geneva: ILO, 2023.
IPEA. Juventude e Trabalho no Brasil: Dinâmicas do Emprego Formal e Condições de Inserção. Brasília: IPEA, 2023.
No contexto brasileiro, estudos indicam que a transição escola–trabalho é cada vez mais marcada pela precarização, sobretudo em estágios e contratos de aprendizagem, que muitas vezes não cumprem seu papel formativo (IPEA, 2023). Essa realidade reforça a necessidade de ações que promovam capacitação, orientação profissional e discussão crítica sobre as condições de trabalho vivenciadas pelos jovens. O projeto proposto contribui para esse cenário ao articular ações de extensão, ensino e pesquisa voltadas à formação cidadã e ao fortalecimento das trajetórias profissionais, especialmente de jovens vinculados ao CIEE Pelotas/RS. Ao integrar atividades de capacitação, produção de conteúdo, visitas guiadas e estudos sobre juventude e trabalho, o projeto favorece a democratização de informações e o desenvolvimento de competências essenciais para inserção qualificada no mundo do trabalho, alinhando-se à missão social da UFPEL.
Fontes:
IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua: Trabalho e Rendimento. Rio de Janeiro: IBGE, 2024a. Disponível em: https://www.ibge.gov.br
IBGE. Desemprego entre jovens cresce e atinge 18,6% no Brasil, aponta PNAD Contínua. Rio de Janeiro: Agência IBGE Notícias, 2024b. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br
IBGE. Informalidade atinge 39% dos ocupados no país. Rio de Janeiro: Agência IBGE Notícias, 2023.
ILO – INTERNATIONAL LABOUR ORGANIZATION. Global Employment Trends for Youth 2023: Investing in Transforming Futures for Young People. Geneva: ILO, 2023.
IPEA. Juventude e Trabalho no Brasil: Dinâmicas do Emprego Formal e Condições de Inserção. Brasília: IPEA, 2023.
Metodologia
A metodologia do projeto será estruturada em três eixos de ações — Extensão Jovem Aprendiz, Extensão Estágios e Pesquisa e Ensino — permitindo o desenvolvimento de ações formativas, de produção de conteúdo e de investigações acadêmicas sobre trabalho, estágio e juventude. Cada eixo operará de forma articulada, garantindo continuidade pedagógica e diálogo entre prática e reflexão teórica.
Na ação Extensão Jovem Aprendiz, serão realizadas visitas guiadas à UFPEL, especialmente ao CCSO, com o objetivo de apresentar os cursos, infraestrutura e possibilidades profissionais aos jovens vinculados ao CIEE Pelotas/RS. As atividades incluirão rodas de conversa, oficinas breves e aplicação de instrumentos diagnósticos para mapear expectativas e dificuldades dos jovens em relação ao mundo do trabalho. O método adotado será participativo, com abordagem dialógica inspirada na extensão crítica universitária.
Na ação de Extensão Estágios, a metodologia envolverá a produção sistemática de conteúdos digitais (textos, vídeos curtos, infográficos) para redes sociais, com foco em: legislação de estágio, divulgação de vagas, leitura de editais, dicas de entrevistas e boas práticas para construção de currículo e uso do LinkedIn. Para isso, estudantes do projeto atuarão como monitores, sob supervisão docente, realizando pesquisa de informações, curadoria de editais e elaboração de materiais de orientação profissional. Também serão promovidos workshops e oficinas presenciais, desenvolvidos com metodologias ativas (aprendizagem baseada em problemas, simulações de entrevistas, análise de casos).
Na ação Ensino, serão conduzidas reuniões mensais de estudo, com leitura de textos clássicos e contemporâneos sobre trabalho, precarização, juventudes e estágios. Esse eixo adotará procedimentos de pesquisa qualitativa, como revisão de literatura, análise documental e elaboração de textos para divulgação científica e possíveis trabalhos acadêmicos (TCCs e artigos). As discussões servirão de base para compreender criticamente a inserção dos jovens no mercado de trabalho e orientar a produção de conteúdos e ações práticas dos outros eixos.
Por fim, todas ações serão sistematicamente avaliados por meio de instrumentos como: registro de presença, questionários de satisfação, análise de engajamento nas redes sociais e elaboração de relatórios semestrais. A integração entre as três frentes garantirá que o projeto cumpra sua função formativa, social e acadêmica, fortalecendo a reflexão crítica e a preparação profissional da juventude atendida.
Na ação Extensão Jovem Aprendiz, serão realizadas visitas guiadas à UFPEL, especialmente ao CCSO, com o objetivo de apresentar os cursos, infraestrutura e possibilidades profissionais aos jovens vinculados ao CIEE Pelotas/RS. As atividades incluirão rodas de conversa, oficinas breves e aplicação de instrumentos diagnósticos para mapear expectativas e dificuldades dos jovens em relação ao mundo do trabalho. O método adotado será participativo, com abordagem dialógica inspirada na extensão crítica universitária.
Na ação de Extensão Estágios, a metodologia envolverá a produção sistemática de conteúdos digitais (textos, vídeos curtos, infográficos) para redes sociais, com foco em: legislação de estágio, divulgação de vagas, leitura de editais, dicas de entrevistas e boas práticas para construção de currículo e uso do LinkedIn. Para isso, estudantes do projeto atuarão como monitores, sob supervisão docente, realizando pesquisa de informações, curadoria de editais e elaboração de materiais de orientação profissional. Também serão promovidos workshops e oficinas presenciais, desenvolvidos com metodologias ativas (aprendizagem baseada em problemas, simulações de entrevistas, análise de casos).
Na ação Ensino, serão conduzidas reuniões mensais de estudo, com leitura de textos clássicos e contemporâneos sobre trabalho, precarização, juventudes e estágios. Esse eixo adotará procedimentos de pesquisa qualitativa, como revisão de literatura, análise documental e elaboração de textos para divulgação científica e possíveis trabalhos acadêmicos (TCCs e artigos). As discussões servirão de base para compreender criticamente a inserção dos jovens no mercado de trabalho e orientar a produção de conteúdos e ações práticas dos outros eixos.
Por fim, todas ações serão sistematicamente avaliados por meio de instrumentos como: registro de presença, questionários de satisfação, análise de engajamento nas redes sociais e elaboração de relatórios semestrais. A integração entre as três frentes garantirá que o projeto cumpra sua função formativa, social e acadêmica, fortalecendo a reflexão crítica e a preparação profissional da juventude atendida.
Indicadores, Metas e Resultados
Indicadores de Participação
Número de jovens participantes das ações do eixo Jovem Aprendiz (pelo menos 20 por semestre)
Número de estudantes do CCSO/UFPEL envolvidos no projeto. (pelo menos 8 por semestre)
Número de encontros mensais realizados no eixo de Pesquisa e Ensino. (1 por mês)
Indicadores de Produção
Quantidade de conteúdos produzidos para redes sociais (posts, vídeos, infográficos). (pelo menos 6 por semestre)
Número de oficinas, workshops e rodas de conversa realizadas. (2 por semestre)
Número de editais analisados e explicados para jovens e estagiários. (4 por semestre)
Quantidade de textos acadêmicos ou relatórios de pesquisa elaborados. (1 por semestre)
Indicadores de Engajamento e Impacto
Alcance e engajamento das publicações (curtidas, comentários, compartilhamentos).
Grau de satisfação dos participantes das ações formativas (questionários) em pelo menos 70% como satisfeito.
Aumento do conhecimento sobre legislação de estágio e preparo para entrevistas (pré e pós-testes).
Registro de jovens aprovados ou encaminhados para estágios/vagas após participação no projeto (indicador qualitativo, quando possível).
Número de jovens participantes das ações do eixo Jovem Aprendiz (pelo menos 20 por semestre)
Número de estudantes do CCSO/UFPEL envolvidos no projeto. (pelo menos 8 por semestre)
Número de encontros mensais realizados no eixo de Pesquisa e Ensino. (1 por mês)
Indicadores de Produção
Quantidade de conteúdos produzidos para redes sociais (posts, vídeos, infográficos). (pelo menos 6 por semestre)
Número de oficinas, workshops e rodas de conversa realizadas. (2 por semestre)
Número de editais analisados e explicados para jovens e estagiários. (4 por semestre)
Quantidade de textos acadêmicos ou relatórios de pesquisa elaborados. (1 por semestre)
Indicadores de Engajamento e Impacto
Alcance e engajamento das publicações (curtidas, comentários, compartilhamentos).
Grau de satisfação dos participantes das ações formativas (questionários) em pelo menos 70% como satisfeito.
Aumento do conhecimento sobre legislação de estágio e preparo para entrevistas (pré e pós-testes).
Registro de jovens aprovados ou encaminhados para estágios/vagas após participação no projeto (indicador qualitativo, quando possível).
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| GRAZIELA FERREIRA GARCIA | |||
| LUCIANA NUNES FERREIRA | 1 | ||
| MAITÊ DE SIQUEIRA BRAHM | 4 | ||
| RYAN DOS SANTOS DA ROCHA |