Nome do Projeto
Programa de realocação, reforma e manutenção de estradas não pavimentadas em áreas de encosta da Serra Gaúcha
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
03/08/2026 - 31/12/2027
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Engenharias
Eixo Temático (Principal - Afim)
Meio ambiente / Tecnologia e Produção
Linha de Extensão
Desenvolvimento Rural e Questão Agrária
Resumo
A localização e a manutenção de estradas não pavimentadas em regiões de encosta podem constituir importantes pontos de fragilidade que, frente a eventos climáticos caracterizados por chuvas excessivas, contribuem para a intensidade de ocorrência de deslizamentos de terras. Em uma propriedade rural, as estradas fornecem acesso às áreas de produção, além daquelas sob jurisdição municipal das estradas vicinais. Em áreas com declividades em formação de rampas erosionais e coluvionares, os cortes das encostas favorecem o fluxo preferencial da água que infiltra a montante das estradas, sendo ponto inicial para a ocorrência de um fluxo de massa. Estradas vicinais não pavimentadas são de responsabilidade dos municípios e representam uma ampla demanda no cronograma de uma prefeitura. Por isso, é fundamental que existam profissionais capacitados para promover ações eficientes, duradouras e seguras. A reforma e a manutenção de estradas rurais devem ser visualizadas, junto a órgãos de gestão pública, como obras de engenharia, as quais necessitam de adequados projetos e cronogramas de execução. Para tanto, também é imprescindível que se conheça a capacidade de uso dos solos para revestimento primário. Nesse sentido, capacitar agentes municipais (operadores, técnicos e gestores) representa ação estratégica para a adoção de boas práticas na realização de obras envolvendo estradas não pavimentadas. Além disso, é preciso repassar às prefeituras a possibilidade de agregar novas tecnologias disponíveis para a elaboração dos projetos supracitados. Com base neste contexto, focando em áreas de encosta da Serra Gaúcha, esta atividade busca ministrar cursos de capacitação, realizar estudos para indicar possíveis alternativas de realocação de estradas rurais, desenvolver ensaios geotécnicos para caracterizar solos como base ou revestimento de estradas não pavimentadas e acompanhar e orientar a elaboração e execução de projetos de obras para essas vias.
Objetivo Geral
Desenvolver e aplicar projetos de engenharia viária rural e infraestrutura de terra, integrando a execução de cursos de capacitação técnica, ensaios geotécnicos e diagnósticos de campo, com vistas a promover a readequação, a sustentabilidade e a resiliência hídrica de estradas não pavimentadas e áreas de encosta cultivadas com videiras na Região da Serra Gaúcha (RS).
Justificativa
Os eventos extremos ocorridos em 2023 e 2024 no Rio Grande do Sul impactaram severamente a região da Serra Gaúcha, ocasionando um volume sem precedentes de deslocamentos de massa, escorregamentos e deslizamentos de encostas. Em diagnóstico técnico estruturado pela Embrapa, identificou-se que a localização inadequada de estradas rurais e vias de acesso internas, rompendo o perfil de estabilidade das encostas e promovendo um ordenamento hidrológico descontrolado das águas de precipitação em pontos de alta fragilidade topográfica. Ações voltadas ao reordenamento hidrológico e à estabilização física em regiões de encosta são fundamentais, sendo viabilizadas por meio de estudos de campo, ensaios de caracterização de materiais e projetos de dimensionamento de sistemas de drenagem viária.
Dessa forma, a equipe do Laboratório de Engenharia de Água e Solo e do Laboratório de Mecânica do Solo e Pavimentação, vinculada ao Centro de Engenharias (CENG-UFPel), elaborou uma proposta de atuação integrada em conjunto com a Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves, RS). Esta iniciativa foi aprovada e financiada pela FAPERGS por meio do Edital 05/2025, instituindo uma unidade vinculada ao Centro de Referência Internacional em Estudos Relacionados às Mudanças Climáticas (CRIEC), sob o projeto estrutural número 25/2551-0002526-5. O presente projeto justifica-se, portanto, pela indissociável integração entre a pesquisa científica de ponta e a extensão universitária, transferindo tecnologias de engenharia diretamente a produtores e órgãos públicos municipais da Serra Gaúcha.
Dessa forma, a equipe do Laboratório de Engenharia de Água e Solo e do Laboratório de Mecânica do Solo e Pavimentação, vinculada ao Centro de Engenharias (CENG-UFPel), elaborou uma proposta de atuação integrada em conjunto com a Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves, RS). Esta iniciativa foi aprovada e financiada pela FAPERGS por meio do Edital 05/2025, instituindo uma unidade vinculada ao Centro de Referência Internacional em Estudos Relacionados às Mudanças Climáticas (CRIEC), sob o projeto estrutural número 25/2551-0002526-5. O presente projeto justifica-se, portanto, pela indissociável integração entre a pesquisa científica de ponta e a extensão universitária, transferindo tecnologias de engenharia diretamente a produtores e órgãos públicos municipais da Serra Gaúcha.
Metodologia
A execução do projeto dar-se-á de forma integrada e interdisciplinar, dividida em eixos temáticos operacionais e articulada diretamente na dimensão territorial de microbacias hidrográficas na Serra Gaúcha (RS), com foco piloto na microbacia da Linha Veríssimo de Mattos (Bento Gonçalves, RS).
1. Eixo de Ensaios Geotécnicos e Diagnóstico de Campo: Serão realizadas campanhas de campo para coleta de amostras deformadas e indeformadas de solo nas encostas e eixos viários rurais. No Laboratório de Mecânica do Solo e Pavimentação e no Laboratório de Engenharia de Água e Solo da UFPel, serão conduzidos ensaios laboratoriais de caracterização física e mecânica (Estabilidade granulométrica, MCT Expedito, G-MCT e ensaios de resistência a seco) para avaliar a capacidade de uso e suporte do solo local como base ou material de revestimento primário de estradas rurais, bem como a determinação da condutividade hidráulica e retenção hídrica regional.
2. Eixo de Elaboração de Projetos de Engenharia e Proteção: Com o suporte de ferramentas de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e sensoriamento remoto, serão elaborados projetos técnicos para obras de terra e adequação viária. O escopo compreende: a) a localização e o dimensionamento de drenos de cintura para proteção de encostas em 3 propriedades rurais familiares identificadas como Unidades de Referência Tecnológica (URT); b) o dimensionamento de sistemas de microdrenagem superficial e subsuperficial para um trecho crítico de estrada de encosta adjacente às URTs, priorizando o traçado viário em nível e em zonas de divergência hidrológica para contenção de enxurradas e estabilização de taludes.
3. Eixo de Capacitação Técnico-Extencionista: Serão estruturados e ministrados 4 módulos de cursos de capacitação presencial voltados a agentes públicos municipais (operadores de máquinas, engenheiros, técnicos agrícolas e gestores das prefeituras regionais) e produtores rurais. Os cursos abordarão: Módulo 1 - Sistemas de Proteção e Condução de Água em Áreas de Encosta; Módulo 2 - Sistemas de Drenagem de Estradas Não Pavimentadas; Módulo 3 - Parâmetros de Geometria e Locação de Estradas de Encosta; Módulo 4 - Termos de Referência sobre a Capacidade de Uso do Solo para Revestimento Primário.
1. Eixo de Ensaios Geotécnicos e Diagnóstico de Campo: Serão realizadas campanhas de campo para coleta de amostras deformadas e indeformadas de solo nas encostas e eixos viários rurais. No Laboratório de Mecânica do Solo e Pavimentação e no Laboratório de Engenharia de Água e Solo da UFPel, serão conduzidos ensaios laboratoriais de caracterização física e mecânica (Estabilidade granulométrica, MCT Expedito, G-MCT e ensaios de resistência a seco) para avaliar a capacidade de uso e suporte do solo local como base ou material de revestimento primário de estradas rurais, bem como a determinação da condutividade hidráulica e retenção hídrica regional.
2. Eixo de Elaboração de Projetos de Engenharia e Proteção: Com o suporte de ferramentas de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e sensoriamento remoto, serão elaborados projetos técnicos para obras de terra e adequação viária. O escopo compreende: a) a localização e o dimensionamento de drenos de cintura para proteção de encostas em 3 propriedades rurais familiares identificadas como Unidades de Referência Tecnológica (URT); b) o dimensionamento de sistemas de microdrenagem superficial e subsuperficial para um trecho crítico de estrada de encosta adjacente às URTs, priorizando o traçado viário em nível e em zonas de divergência hidrológica para contenção de enxurradas e estabilização de taludes.
3. Eixo de Capacitação Técnico-Extencionista: Serão estruturados e ministrados 4 módulos de cursos de capacitação presencial voltados a agentes públicos municipais (operadores de máquinas, engenheiros, técnicos agrícolas e gestores das prefeituras regionais) e produtores rurais. Os cursos abordarão: Módulo 1 - Sistemas de Proteção e Condução de Água em Áreas de Encosta; Módulo 2 - Sistemas de Drenagem de Estradas Não Pavimentadas; Módulo 3 - Parâmetros de Geometria e Locação de Estradas de Encosta; Módulo 4 - Termos de Referência sobre a Capacidade de Uso do Solo para Revestimento Primário.
Indicadores, Metas e Resultados
Disponibilizar metodologia de projetos de infraestrutura às regiões de produção agrícola de encosta, promovendo maior sustentabilidade e segurança hidrológica.
As comunidades de encosta utilizarem projetos de engenharia para reordenação hidrlógica como proteção de sistemas produtivos.
Os projetos de engenharia para proteção de encostas promoverão maior sentimento de segurança às comunidades.
As comunidades de encosta utilizarem projetos de engenharia para reordenação hidrlógica como proteção de sistemas produtivos.
Os projetos de engenharia para proteção de encostas promoverão maior sentimento de segurança às comunidades.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ANGÉLICA KONRADT GÜTHS | |||
| DIONE PIEDRAS RIBEIRO | |||
| DIULIANA LEANDRO | 2 | ||
| JULIA AVILA VIEIRA | |||
| LAUREN VASQUES HOLZ | |||
| LEANDRO SANZI AQUINO | 7 | ||
| PLINIO CORRAL DE FREITAS | |||
| THALES SEBBEN PETRY | 2 |