Nome do Projeto
Projeto TECLINS - Tempo, Clima e Interações
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
30/03/2026 - 31/03/2030
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Exatas e da Terra
Resumo
Este projeto tem como objetivo compreender os processos físicos que governam a atmosfera terrestre em diferentes escalas espaço-temporais, com ênfase na variabilidade climática, eventos extremos e projeções futuras no contexto das mudanças climáticas. A proposta está fundamentada na meteorologia física, integrando processos dinâmicos, termodinâmicos e radiativos, bem como suas interações com o oceano, a superfície terrestre, o ambiente urbano e a saúde humana.
A abordagem proposta articula diferentes áreas da meteorologia, incluindo interação oceano–atmosfera–criosfera, meteorologia aplicada, modelagem climática e biometeorologia, permitindo uma análise integrada dos mecanismos que controlam a evolução da atmosfera e seus impactos sobre sistemas ambientais e humanos. Também são consideradas forçantes externas, como variabilidade eletromagnética, ampliando a compreensão dos processos físicos que atuam no sistema atmosférico.
A metodologia baseia-se na integração de dados observacionais, sensoriamento remoto, reanálises atmosféricas e modelagem numérica, com foco na análise dos processos físicos e na caracterização da variabilidade multiescalar da atmosfera. Serão utilizados dados de estações meteorológicas, plataformas oceânicas, satélites, produtos de reanálise (como ERA5) e modelos climáticos (como CMIP6 e HighResMIP), além da incorporação de sensores de baixo custo para ampliação da cobertura observacional.
A investigação inclui a análise do balanço de energia, transporte de calor e umidade, processos de camada limite atmosférica, interações oceano-atmosfera e mecanismos associados à formação de eventos extremos. Também serão avaliadas projeções futuras sob diferentes cenários climáticos, visando compreender tendências e possíveis impactos regionais.
Os resultados serão integrados para análise de aplicações em diferentes contextos, incluindo qualidade do ar, conforto térmico, saúde humana e condições atmosféricas relevantes para setores operacionais, como aviação e energia. A interface com a biometeorologia permitirá avaliar os efeitos das variáveis atmosféricas sobre a população, enquanto a análise de forçantes eletromagnéticas contribuirá para o avanço de estudos ainda pouco explorados.
Espera-se que o projeto contribua para o avanço do conhecimento sobre os processos físicos da atmosfera e suas interações, reduzindo incertezas associadas à variabilidade climática e às mudanças climáticas. Além disso, a proposta visa fortalecer a integração entre ciência básica e aplicada, promovendo a formação de recursos humanos qualificados e gerando subsídios para estudos ambientais e tomada de decisão.
Objetivo Geral
Compreender os mecanismos que controlam a variabilidade e a evolução da atmosfera em diferentes escalas espaço-temporais, integrando processos dinâmicos, termodinâmicos e radiativos, bem como suas interações com o oceano, o ambiente urbano, o sistema terrestre e a saúde humana, incluindo a análise de projeções futuras no contexto das mudanças climáticas.
Justificativa
A atmosfera terrestre é um sistema físico complexo, caracterizado por processos dinâmicos, termodinâmicos e radiativos que atuam em múltiplas escalas espaço-temporais e que estão fortemente acoplados ao oceano, à superfície terrestre e a diferentes forçantes externas. A compreensão integrada desses processos constitui um dos principais desafios da meteorologia contemporânea, especialmente diante das mudanças climáticas e do aumento na frequência e intensidade de eventos extremos.
Embora avanços significativos tenham sido obtidos em áreas específicas, ainda persistem lacunas importantes na compreensão dos mecanismos físicos que controlam a variabilidade atmosférica e sua interação com outros componentes do sistema terrestre. Em particular, destaca-se a necessidade de integrar processos multiescalares, desde a camada limite atmosférica até a circulação de grande escala, bem como considerar o papel de forçantes oceânicas, urbanas e eletromagnéticas na modulação do clima.
Essas lacunas tornam-se ainda mais relevantes quando se consideram os impactos associados aos fenômenos atmosféricos, que afetam diretamente sistemas ambientais, operacionais e humanos. Eventos extremos, como ondas de calor, precipitações intensas e tempestades severas, têm gerado impactos crescentes sobre a população, a infraestrutura e setores estratégicos como energia e aviação. Além disso, as condições atmosféricas exercem influência direta sobre a qualidade do ar e a saúde humana, ampliando a necessidade de abordagens integradas que conectem a meteorologia física à biometeorologia.
No contexto das mudanças climáticas, a capacidade de compreender e representar adequadamente os processos físicos da atmosfera torna-se fundamental para reduzir incertezas em projeções futuras. A avaliação de modelos climáticos, especialmente em diferentes resoluções espaciais, e a análise de cenários futuros são essenciais para identificar tendências, extremos e possíveis impactos regionais.
Dessa forma, este projeto se justifica pela necessidade de avançar na compreensão dos processos físicos que governam a atmosfera e suas interações com outros componentes do sistema terrestre, integrando diferentes áreas da meteorologia. A abordagem proposta permite não apenas aprofundar o conhecimento científico, mas também fornecer subsídios para aplicações relevantes, contribuindo para o enfrentamento dos desafios associados às mudanças climáticas e seus impactos na sociedade.
Embora avanços significativos tenham sido obtidos em áreas específicas, ainda persistem lacunas importantes na compreensão dos mecanismos físicos que controlam a variabilidade atmosférica e sua interação com outros componentes do sistema terrestre. Em particular, destaca-se a necessidade de integrar processos multiescalares, desde a camada limite atmosférica até a circulação de grande escala, bem como considerar o papel de forçantes oceânicas, urbanas e eletromagnéticas na modulação do clima.
Essas lacunas tornam-se ainda mais relevantes quando se consideram os impactos associados aos fenômenos atmosféricos, que afetam diretamente sistemas ambientais, operacionais e humanos. Eventos extremos, como ondas de calor, precipitações intensas e tempestades severas, têm gerado impactos crescentes sobre a população, a infraestrutura e setores estratégicos como energia e aviação. Além disso, as condições atmosféricas exercem influência direta sobre a qualidade do ar e a saúde humana, ampliando a necessidade de abordagens integradas que conectem a meteorologia física à biometeorologia.
No contexto das mudanças climáticas, a capacidade de compreender e representar adequadamente os processos físicos da atmosfera torna-se fundamental para reduzir incertezas em projeções futuras. A avaliação de modelos climáticos, especialmente em diferentes resoluções espaciais, e a análise de cenários futuros são essenciais para identificar tendências, extremos e possíveis impactos regionais.
Dessa forma, este projeto se justifica pela necessidade de avançar na compreensão dos processos físicos que governam a atmosfera e suas interações com outros componentes do sistema terrestre, integrando diferentes áreas da meteorologia. A abordagem proposta permite não apenas aprofundar o conhecimento científico, mas também fornecer subsídios para aplicações relevantes, contribuindo para o enfrentamento dos desafios associados às mudanças climáticas e seus impactos na sociedade.
Metodologia
A metodologia será estruturada com base em uma abordagem integrada e multiescalar, combinando dados observacionais, sensoriamento remoto, reanálises e modelagem numérica, com foco na análise dos processos físicos que governam a atmosfera e suas interações com o sistema terrestre.
1. Aquisição e organização de dados
Serão utilizados diferentes tipos de dados, visando representar adequadamente os processos atmosféricos e suas interações:
Dados observacionais: estações meteorológicas de superfície, radiossondagens, dados aeroportuários (METAR/SPECI) e sensores de qualidade do ar;
Dados oceânicos: bóias, campanhas in situ e produtos de temperatura da superfície do mar;
Sensoriamento remoto: dados de satélite para variáveis como vapor d’água, radiação, aerossóis, nuvens e gelo marinho;
Reanálises atmosféricas: produtos como ERA5, utilizados para caracterização da circulação atmosférica e variáveis derivadas;
Dados ambientais e de saúde: bases epidemiológicas e indicadores ambientais para estudos biometeorológicos;
Dados eletromagnéticos: séries associadas à variabilidade geomagnética e ressonância de Schumann;
2. Análise de processos físicos da atmosfera
A investigação será centrada na análise dos mecanismos físicos fundamentais, incluindo:
balanço de energia na superfície e na atmosfera;
processos radiativos de onda curta e longa;
estrutura e evolução da camada limite atmosférica;
estabilidade atmosférica e turbulência;
transporte de calor, umidade e momentum;
interações superfície-atmosfera e oceano-atmosfera;
3. Análise multiescalar da variabilidade atmosférica
Os processos serão analisados em diferentes escalas espaço-temporais:
Microescala: processos turbulentos e camada limite;
Mesoescala: sistemas convectivos, brisas e eventos severos;
Escala sinótica: frentes, ciclones e sistemas de grande escala;
Escala climática: variabilidade interanual e mudanças de longo prazo;
Serão aplicadas técnicas estatísticas, análise de séries temporais, correlações com defasagem (lag) e análise espectral.
4. Modelagem numérica e climática
Serão utilizados modelos atmosféricos e climáticos para investigação dos processos físicos e projeções futuras:
modelos climáticos globais (CMIP6 e HighResMIP);
modelos do sistema terrestre (BESM e MONAN);
comparação entre diferentes resoluções espaciais;
validação com dados observacionais e reanálises;
A análise incluirá métricas estatísticas como correlação, viés, erro quadrático médio e diagramas de Taylor.
5. Análise de eventos extremos e projeções futuras
Serão identificados e analisados eventos extremos (temperatura, precipitação, vento e qualidade do ar), considerando:
frequência, intensidade e duração;
condições atmosféricas associadas;
mudanças sob diferentes cenários climáticos (SSPs);
6. Integração com aplicações ambientais e humanas
Os resultados serão integrados para avaliação de impactos em diferentes contextos:
saúde humana (biometeorologia);
conforto térmico e extremos térmicos;
qualidade do ar e dispersão de poluentes;
condições atmosféricas relevantes para aviação;
Também será explorada a relação entre variáveis atmosféricas e eletromagnéticas, buscando identificar possíveis mecanismos de acoplamento.
7. Desenvolvimento de sistemas de monitoramento baseados em sensores de baixo custo, com o objetivo de ampliar a cobertura espacial de dados atmosféricos e ambientais.
1. Aquisição e organização de dados
Serão utilizados diferentes tipos de dados, visando representar adequadamente os processos atmosféricos e suas interações:
Dados observacionais: estações meteorológicas de superfície, radiossondagens, dados aeroportuários (METAR/SPECI) e sensores de qualidade do ar;
Dados oceânicos: bóias, campanhas in situ e produtos de temperatura da superfície do mar;
Sensoriamento remoto: dados de satélite para variáveis como vapor d’água, radiação, aerossóis, nuvens e gelo marinho;
Reanálises atmosféricas: produtos como ERA5, utilizados para caracterização da circulação atmosférica e variáveis derivadas;
Dados ambientais e de saúde: bases epidemiológicas e indicadores ambientais para estudos biometeorológicos;
Dados eletromagnéticos: séries associadas à variabilidade geomagnética e ressonância de Schumann;
2. Análise de processos físicos da atmosfera
A investigação será centrada na análise dos mecanismos físicos fundamentais, incluindo:
balanço de energia na superfície e na atmosfera;
processos radiativos de onda curta e longa;
estrutura e evolução da camada limite atmosférica;
estabilidade atmosférica e turbulência;
transporte de calor, umidade e momentum;
interações superfície-atmosfera e oceano-atmosfera;
3. Análise multiescalar da variabilidade atmosférica
Os processos serão analisados em diferentes escalas espaço-temporais:
Microescala: processos turbulentos e camada limite;
Mesoescala: sistemas convectivos, brisas e eventos severos;
Escala sinótica: frentes, ciclones e sistemas de grande escala;
Escala climática: variabilidade interanual e mudanças de longo prazo;
Serão aplicadas técnicas estatísticas, análise de séries temporais, correlações com defasagem (lag) e análise espectral.
4. Modelagem numérica e climática
Serão utilizados modelos atmosféricos e climáticos para investigação dos processos físicos e projeções futuras:
modelos climáticos globais (CMIP6 e HighResMIP);
modelos do sistema terrestre (BESM e MONAN);
comparação entre diferentes resoluções espaciais;
validação com dados observacionais e reanálises;
A análise incluirá métricas estatísticas como correlação, viés, erro quadrático médio e diagramas de Taylor.
5. Análise de eventos extremos e projeções futuras
Serão identificados e analisados eventos extremos (temperatura, precipitação, vento e qualidade do ar), considerando:
frequência, intensidade e duração;
condições atmosféricas associadas;
mudanças sob diferentes cenários climáticos (SSPs);
6. Integração com aplicações ambientais e humanas
Os resultados serão integrados para avaliação de impactos em diferentes contextos:
saúde humana (biometeorologia);
conforto térmico e extremos térmicos;
qualidade do ar e dispersão de poluentes;
condições atmosféricas relevantes para aviação;
Também será explorada a relação entre variáveis atmosféricas e eletromagnéticas, buscando identificar possíveis mecanismos de acoplamento.
7. Desenvolvimento de sistemas de monitoramento baseados em sensores de baixo custo, com o objetivo de ampliar a cobertura espacial de dados atmosféricos e ambientais.
Indicadores, Metas e Resultados
Indicadores
Os indicadores foram definidos para avaliar o desempenho científico, a integração das áreas e a aplicabilidade dos resultados:
Número de artigos científicos publicados em periódicos indexados (Web of Science/Scopus);
Número de trabalhos apresentados em eventos científicos nacionais e internacionais;
Número de orientações concluídas (TCC, dissertações e teses);
Número de bases de dados integradas e analisadas;
Número de experimentos observacionais realizados (incluindo sensores de baixo custo);
Número de estudos aplicados desenvolvidos (saúde, aviação, qualidade do ar, energia);
Participação em redes de pesquisa e colaborações nacionais e internacionais;
Metas
As metas estão organizadas de forma progressiva, considerando o desenvolvimento científico e a consolidação das linhas de pesquisa:
Caracterizar os principais processos físicos da atmosfera em diferentes escalas;
Integrar dados observacionais, reanálises e modelagem numérica para análise multiescalar;
Avaliar o papel das interações oceano–atmosfera–criosfera na variabilidade climática;
Investigar mecanismos associados à ocorrência de eventos extremos;
Analisar projeções futuras de mudanças climáticas e seus impactos regionais;
Desenvolver e validar o uso de sensores de baixo custo para monitoramento ambiental;
Integrar variáveis meteorológicas, ambientais e de saúde em análises biometeorológicas;
Consolidar uma linha de pesquisa interdisciplinar com foco em meteorologia física aplicada;
Resultados esperados
Avanço na compreensão dos processos físicos que governam a atmosfera e suas interações;
Melhoria na interpretação da variabilidade climática e de eventos extremos;
Redução de incertezas na análise de projeções climáticas futuras;
Produção científica qualificada em periódicos de alto impacto;
Formação de recursos humanos em nível de graduação e pós-graduação;
Geração de bases de dados integradas e consistentes;
Fortalecimento da interface entre meteorologia física e aplicações (saúde, aviação, energia e qualidade do ar);
Desenvolvimento de metodologias observacionais inovadoras com uso de sensores de baixo custo;
Subsídios científicos para estudos ambientais e apoio à tomada de decisão;
Os indicadores foram definidos para avaliar o desempenho científico, a integração das áreas e a aplicabilidade dos resultados:
Número de artigos científicos publicados em periódicos indexados (Web of Science/Scopus);
Número de trabalhos apresentados em eventos científicos nacionais e internacionais;
Número de orientações concluídas (TCC, dissertações e teses);
Número de bases de dados integradas e analisadas;
Número de experimentos observacionais realizados (incluindo sensores de baixo custo);
Número de estudos aplicados desenvolvidos (saúde, aviação, qualidade do ar, energia);
Participação em redes de pesquisa e colaborações nacionais e internacionais;
Metas
As metas estão organizadas de forma progressiva, considerando o desenvolvimento científico e a consolidação das linhas de pesquisa:
Caracterizar os principais processos físicos da atmosfera em diferentes escalas;
Integrar dados observacionais, reanálises e modelagem numérica para análise multiescalar;
Avaliar o papel das interações oceano–atmosfera–criosfera na variabilidade climática;
Investigar mecanismos associados à ocorrência de eventos extremos;
Analisar projeções futuras de mudanças climáticas e seus impactos regionais;
Desenvolver e validar o uso de sensores de baixo custo para monitoramento ambiental;
Integrar variáveis meteorológicas, ambientais e de saúde em análises biometeorológicas;
Consolidar uma linha de pesquisa interdisciplinar com foco em meteorologia física aplicada;
Resultados esperados
Avanço na compreensão dos processos físicos que governam a atmosfera e suas interações;
Melhoria na interpretação da variabilidade climática e de eventos extremos;
Redução de incertezas na análise de projeções climáticas futuras;
Produção científica qualificada em periódicos de alto impacto;
Formação de recursos humanos em nível de graduação e pós-graduação;
Geração de bases de dados integradas e consistentes;
Fortalecimento da interface entre meteorologia física e aplicações (saúde, aviação, energia e qualidade do ar);
Desenvolvimento de metodologias observacionais inovadoras com uso de sensores de baixo custo;
Subsídios científicos para estudos ambientais e apoio à tomada de decisão;
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ANDERSON SPOHR NEDEL | |||
| DOUGLAS DA SILVA LINDEMANN | 1 | ||
| DÉBORA DE SOUZA SIMÕES | 1 | ||
| ELIANA VELEDA KLERING | 1 | ||
| ELITON LIMA DE FIGUEIREDO | 1 | ||
| FERNANDA CASAGRANDE | |||
| JONAS DA COSTA CARVALHO | 1 | ||
| JONAS HENRIQUE DA ROSA SILVA | |||
| LUIS AFONSO PEREIRA ALARCAO | |||
| LUIS FELIPE FERREIRA DE MENDONÇA | |||
| MARCELO FELIX ALONSO | 1 | ||
| PABLO RAFAEL MARTINS MENDES | |||
| Pablo Eli Soares de Oliveira | |||
| REYNERTH PEREIRA DA COSTA | |||
| RODRIGO MACHADO DE ANDRADE BARTELL DA CRUZ | |||
| ROSE ANE PEREIRA DE FREITAS | 1 | ||
| THIERRY HOLZ MARTH | |||
| YNARA AGUIAR CASTRO |