Nome do Projeto
Avaliação do efeito antinociceptivo do composto 2-fenil-1(fenilselanil) indolizina (Sel) em modelos de dor aguda em camundongos
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
01/07/2026 - 15/12/2027
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Biológicas
Resumo
A dor aguda é uma resposta fisiológica crucial que sinaliza ao organismo a possibilidade de danos teciduais. Ela inclui dimensões sensoriais (nociceptivas) e afetivas (desagradáveis). Em modelos pré-clínicos, a dor tem sido tradicionalmente avaliada por meio de testes reflexivos que permitem inferir a natureza nociceptiva da dor.
A avaliação da dor e da analgesia em animais de laboratório é indireta, baseada na análise de comportamentos e dados fisiológicos. A maioria dos analgésicos disponíveis hoje foi desenvolvida a partir de pesquisas com pequenos roedores antes de ser testada em humanos. Nesse cenário, a investigação de novos agentes antinociceptivos é essencial para o desenvolvimento de terapias mais seguras e eficazes.
Estudos recentes têm explorado o efeito de compostos à base de selênio, como o seleneto vinílico bis-substituído (SVBS), que demonstraram um potencial antinociceptivo significativo em modelos murinos. Esses compostos, além de apresentarem baixa toxicidade, possuem propriedades anti-inflamatórias, o que os torna promissores para o tratamento da dor aguda.
O objetivo deste projeto é avaliar o efeito antinociceptivo da 2-fenil-1-(fenilselanil) indolizina (SeI) em modelos de dor aguda em camundongos. Para isso, serão realizados testes comportamentais, incluindo o teste da chapa quente, o teste de indução nociceptiva por glutamato e o teste de imersão de cauda em camundongos. Os camundongos receberão SeI ou veículo nas doses de 1, 10 e 50 mg/KG. Após a aplicação do composto (por grupo de dosagem), os animais passarão pelos testes (descritos anteriormente) para avaliar o efeito antinociceptivo.
Após a realização da curva de dose, os animais receberão diferentes antagonistas do sistema serotoninérgico junto com a administração da SeI, para avaliar o envolvimento desse sistema no efeito antinociceptivo da SeI.
Espera-se com este projeto identificar uma nova molécula com efeito antinociceptivo a fim de desenvolver novas opções terapêuticas para a dor.
Objetivo Geral
Avaliar o efeito antinoceptivo da 2-fenil-1-(fenilselanil) indolizina (SeI) em modelos de dor aguda em camundongos
Justificativa
A dor aguda é uma resposta fisiológica essencial que alerta o organismo para possíveis danos teciduais, compreende dimensões sensoriais (nociceptivas) e afetivas (desagradáveis), e em modelos pré-clínicos, tem sido tradicionalmente avaliada por meio de testes reflexivos que permitem inferências sobre a nociceptiva da dor (Gaffney et al., 2022). Os tratamentos atuais para a dor aguda, embora eficazes, muitas vezes apresentam efeitos colaterais indesejáveis e limitações em sua eficácia (Aguiar, 2020).
A avaliação da dor e analgesia em animais de laboratório é feita indiretamente, analisando atitudes comportamentais e dados fisiológicos. As escalas utilizadas para essa avaliação e na graduação da dor são a análoga visual, a numérica e a descritiva, sendo esta última considerada a mais prática e objetiva (Netto et al., 2015). Quase todos os analgésicos atualmente disponíveis foram desenvolvidos em pequenos roedores, antes do uso no homem (Flecknell, 2018).
Neste contexto, Jesse (2009) descreve que a pesquisa de novos agentes antinociceptivo é crucial para o desenvolvimento de terapias mais seguras e eficazes, estudos recentes têm investigado o efeito de compostos à base de selênio, como o seleneto vinílico bis substituído (SVBS), que demonstrou potencial antinociceptivo significativo em modelos murinos. Esses compostos não apenas apresentam baixa toxicidade, mas também exibem propriedades anti-inflamatórias, tornando-os candidatos promissores para o manejo da dor aguda (da Silva & Ribeiro-Filho, 2011).
Além disso, a avaliação de novos compostos sintéticos, como a associação de Cetamina à lidocaína, tem mostrado resultados promissores em modelos de dor aguda. Esses estudos são fundamentais para identificar novos candidatos a ensaios clínicos em humanos e para entender melhor os mecanismos envolvidos na nocicepção (Aguiar, 2020).
Portanto, a investigação do efeito antinociceptivo de compostos à base de selênio em modelos de dor aguda em camundongos não só contribui para o avanço do conhecimento científico na área de farmacologia, mas também abre caminho para o desenvolvimento de terapias inovadoras que podem melhorar a qualidade de vida de pacientes que sofrem de dor aguda.
Para avaliar a dor aguda em camundongos, são utilizados vários testes comportamentais e fisiológicos. Aqui estão alguns dos principais métodos:
1. Teste da Chapa Quente (TCQ): Os camundongos são colocados em uma superfície aquecida, e o tempo até que eles apresentem uma resposta de dor (como lamber as patas ou pular) é registrado, este teste avalia a sensibilidade térmica (Eckeli et al., 2016).
2. Teste de nocicepção induzida por glutamato (TIG): É realizada a administração intraplantar de solução de glutamato (20 μmol/pata) na pata traseira direita, sendo avaliado o tempo em que o animal permaneceu lambendo a pata injetada (LIMA,2018).
3. foi contabilizado por um período de 15 minutos.
4. Teste de imersão da cauda (TIC): O teste de movimento da cauda na água quente é amplamente utilizado para medir o grau de nocicepção experimentado por animais de laboratório (Zhou et al., 2014).
Esses testes são amplamente utilizados em pesquisas para avaliar a eficácia de novos analgésicos e entender melhor os mecanismos da dor.
A avaliação da dor e analgesia em animais de laboratório é feita indiretamente, analisando atitudes comportamentais e dados fisiológicos. As escalas utilizadas para essa avaliação e na graduação da dor são a análoga visual, a numérica e a descritiva, sendo esta última considerada a mais prática e objetiva (Netto et al., 2015). Quase todos os analgésicos atualmente disponíveis foram desenvolvidos em pequenos roedores, antes do uso no homem (Flecknell, 2018).
Neste contexto, Jesse (2009) descreve que a pesquisa de novos agentes antinociceptivo é crucial para o desenvolvimento de terapias mais seguras e eficazes, estudos recentes têm investigado o efeito de compostos à base de selênio, como o seleneto vinílico bis substituído (SVBS), que demonstrou potencial antinociceptivo significativo em modelos murinos. Esses compostos não apenas apresentam baixa toxicidade, mas também exibem propriedades anti-inflamatórias, tornando-os candidatos promissores para o manejo da dor aguda (da Silva & Ribeiro-Filho, 2011).
Além disso, a avaliação de novos compostos sintéticos, como a associação de Cetamina à lidocaína, tem mostrado resultados promissores em modelos de dor aguda. Esses estudos são fundamentais para identificar novos candidatos a ensaios clínicos em humanos e para entender melhor os mecanismos envolvidos na nocicepção (Aguiar, 2020).
Portanto, a investigação do efeito antinociceptivo de compostos à base de selênio em modelos de dor aguda em camundongos não só contribui para o avanço do conhecimento científico na área de farmacologia, mas também abre caminho para o desenvolvimento de terapias inovadoras que podem melhorar a qualidade de vida de pacientes que sofrem de dor aguda.
Para avaliar a dor aguda em camundongos, são utilizados vários testes comportamentais e fisiológicos. Aqui estão alguns dos principais métodos:
1. Teste da Chapa Quente (TCQ): Os camundongos são colocados em uma superfície aquecida, e o tempo até que eles apresentem uma resposta de dor (como lamber as patas ou pular) é registrado, este teste avalia a sensibilidade térmica (Eckeli et al., 2016).
2. Teste de nocicepção induzida por glutamato (TIG): É realizada a administração intraplantar de solução de glutamato (20 μmol/pata) na pata traseira direita, sendo avaliado o tempo em que o animal permaneceu lambendo a pata injetada (LIMA,2018).
3. foi contabilizado por um período de 15 minutos.
4. Teste de imersão da cauda (TIC): O teste de movimento da cauda na água quente é amplamente utilizado para medir o grau de nocicepção experimentado por animais de laboratório (Zhou et al., 2014).
Esses testes são amplamente utilizados em pesquisas para avaliar a eficácia de novos analgésicos e entender melhor os mecanismos da dor.
Metodologia
Teste da chapa quente
Este teste será utilizado para avaliar o tratamento agudo da SeI. No tratamento agudo, os animais serão tratados com o composto ou veículo (óleo de canola) grupo controle, por via intragástrica em doses de 1 mg/kg, 10 mg/kg ou 50 mg/kg (Ledebuhr, 2022). O teste será realizado 30 minutos após a administração, conforme descrito por Ferreira et al. (2002). O animal será colocado em uma chapa aquecida 52°C e será observado até que apresente reação nociceptiva (reação a dor). Caso o animal não apresente reação nociceptiva em até 45s, o teste será interrompido para evitar danos teciduais à pata do animal.
Teste de indução nociceptiva por glutamato
Após trinta minutos da administração dos tratamentos, os animais receberão a injeção de glutamato (20 μL intraplantar/20 μmol/pata) na pata direita traseira. Logo em seguida, os animais serão colocados numa caixa de observação triangular espelhada durante 15 minutos para a contagem do tempo (segundos) de lambida da pata, o que será considerado como parâmetro de nocicepção (LIMA. 2018).
Teste de Imersão da cauda
Neste teste a cauda do camundongo será imersa em água a 52ºC e será registrado o tempo de resposta nociceptiva, representada pela retirada da cauda. A análise nociceptiva será realizada antes de iniciar o teste e após 30 min de tratamento com o composto, o teste será realizado novamente, para estabelecer um delta de latência para a retirada da cauda. Caso o animal não apresente reação nociceptiva em até 10s, o teste será interrompido para evitar danos teciduais à cauda do animal.
Em um segundo momento os antagonistas de receptores serotoninérgicos WAY100635, cetanserina, ondansetrona e GR113808 e o inibidor da síntese de 5-HT, p-clorofenilalanina serão administrados para analisar o envolvimento do sistema serotoninérgico no mecanismo de ação do possível efeito do tipo nociceptivo do composto. Após, será realizado o teste escolhido a partir da curva-resposta que melhor elucidou o possível efeito do tipo nociceptivo A curva dose-resposta, ou dose efetiva obtida no primeiro protocolo, determinará a dose adequada do analgésico para o tratamento dos animais. Ressalta-se que em cada procedimento os animais passaram por somente um dos testes evitando-se assim o estresse e possibilitando que o efeito agudo do composto seja sempre analisado em 30 min.
Este teste será utilizado para avaliar o tratamento agudo da SeI. No tratamento agudo, os animais serão tratados com o composto ou veículo (óleo de canola) grupo controle, por via intragástrica em doses de 1 mg/kg, 10 mg/kg ou 50 mg/kg (Ledebuhr, 2022). O teste será realizado 30 minutos após a administração, conforme descrito por Ferreira et al. (2002). O animal será colocado em uma chapa aquecida 52°C e será observado até que apresente reação nociceptiva (reação a dor). Caso o animal não apresente reação nociceptiva em até 45s, o teste será interrompido para evitar danos teciduais à pata do animal.
Teste de indução nociceptiva por glutamato
Após trinta minutos da administração dos tratamentos, os animais receberão a injeção de glutamato (20 μL intraplantar/20 μmol/pata) na pata direita traseira. Logo em seguida, os animais serão colocados numa caixa de observação triangular espelhada durante 15 minutos para a contagem do tempo (segundos) de lambida da pata, o que será considerado como parâmetro de nocicepção (LIMA. 2018).
Teste de Imersão da cauda
Neste teste a cauda do camundongo será imersa em água a 52ºC e será registrado o tempo de resposta nociceptiva, representada pela retirada da cauda. A análise nociceptiva será realizada antes de iniciar o teste e após 30 min de tratamento com o composto, o teste será realizado novamente, para estabelecer um delta de latência para a retirada da cauda. Caso o animal não apresente reação nociceptiva em até 10s, o teste será interrompido para evitar danos teciduais à cauda do animal.
Em um segundo momento os antagonistas de receptores serotoninérgicos WAY100635, cetanserina, ondansetrona e GR113808 e o inibidor da síntese de 5-HT, p-clorofenilalanina serão administrados para analisar o envolvimento do sistema serotoninérgico no mecanismo de ação do possível efeito do tipo nociceptivo do composto. Após, será realizado o teste escolhido a partir da curva-resposta que melhor elucidou o possível efeito do tipo nociceptivo A curva dose-resposta, ou dose efetiva obtida no primeiro protocolo, determinará a dose adequada do analgésico para o tratamento dos animais. Ressalta-se que em cada procedimento os animais passaram por somente um dos testes evitando-se assim o estresse e possibilitando que o efeito agudo do composto seja sempre analisado em 30 min.
Indicadores, Metas e Resultados
Espera-se com o projeto desenvolver novas opções terapêuticas para a dor.
Equipe do Projeto
| Nome | CH Semanal | Data inicial | Data final |
|---|---|---|---|
| ALINE SILVEIRA GONÇALVES | |||
| CESAR AUGUSTO BRUNING | 1 | ||
| CRISTIANI FOLHARINI BORTOLATTO | 1 | ||
| EVELYN MIANES BESCKOW | |||
| JÚLIA DOS SANTOS CARDOSO | |||
| OSCAR RODRIGO MORELES RODRIGUES |