Nome do Projeto
Modelagem do Potencial Anômalo/Perturbador do Campo da Gravidade
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
01/08/2026 - 31/12/2028
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Exatas e da Terra
Resumo
Este projeto objetiva reativar a linha de pesquisa inicializada em 2013, com projeto de mesmo nome. Inicialmente, o projeto considerava a modelagem local de elementos do Geopotencial, atrelada aos curtíssimos comprimentos de onda, à época derivados exclusivamente da missão Shuttle Radar Topography Mission - SRTM. Esta era a melhor solução, com aproximadamente 90 m de resolução espacial na faixa do equador e que era melhor que muitos modelos de altitude gerados a partir de soluções aerofotogramétricas, com restrições impostas pela altitude de vôo. Popularizam-se, após a pandemia, os drones ou aeronaves não-tripuladas de baixo custo, que permitem obter modelos com resolução espacial na casa do decímetro, e que podem melhorar muito a solução dos modelos quasigeoidais se comparados com soluções do Tipo SRTM. Busca-se, primordialmente, verificar a viabilidade desta compatibilização a partir de modelos já construídos em outros projetos, dentro do escopo da UFPel. Para efetivação desta pesquisa, é necessário um conjunto grande análises, que variam desde a capacidade computacional, conhecimento físico das variáveis envolvidas e propagação das covariâncias que estão na base da observação (o modelo aerofotogramétrico) até a obtenção da altitude, gerada inicialmente pelas informações de satélite do Drone e que estão vinculadas a um sistema de referência totalmente distinto. Trata-se de um projeto de longa duração, para o qual tem-se a expectativa de mantê-lo em constante análise por mais de uma década. O projeto está vinculado ao Grupo de Estudos em Geodésia Teórica e Aplicada da UFPel, com linha de pesquisa específica.

Objetivo Geral

Reativar os estudos relacionados à Geodésia Física dentro da Universidade Federal de Pelotas.

Justificativa

Até onde se sabe, não há grupo específico voltado para a Geodésia Física na região sul do estado do Rio Grande do sul. No entanto, diversos produtos são gerados utilizando altitudes: soluções e mitigação de enchentes, projetos de construção pesada, empreendimentos imobiliários, dentre vários outros.

A questão da altitude está primordialmente na realização destes projetos que se valem de altitudes fornecidas por sistemas de rastreio a satélites artificiais, mas que não levam em conta os elementos adequados para o seu processamento. Esta falha tem sido causa de inúmeros fatos negativos dentro de projetos relacionados ao escoamento da água, sobretudo em regiões com a geografia considerada plana.

Além da popularização destas informações, prevê-se a popularização dos conceitos elementares relacionados à Geodésia Física.

Metodologia

Tendo-se em vista o tamanho dos modelos aerofotogramétricos, inicialmente deve ser buscada a compatibilidade do tamanho a ser processado em um computador pessoal. Modelos como o do Capão do Leão, sem dados interferométricos, tem gerado soluções da ordem de 400 Gb de espaço em disco. Mesmo esta área, deve ser particionada até a compreensão plena da área a ser integrada para geração de distúrbios da gravidade e/ou valores de correção do Terreno.

Esta etapa é necessária para a integração das correções do terreno. Esta integral é uma integral propriamente dita no sentido do cálculo infinitesimal e demanda grande esforço computacional. Em 2016, um destes processamentos levou cerca de 5 dias para ser finalizado.

A segunda etapa consiste na compatibilização dos sistemas de referência (SRs): a origem dos sistemas globais de altitude, usualmente EGM2008, não é a mesma do sistema brasileiro de altitudes (Datum Vertical Imbituba) e que não é a mesma do modelo digital de elevação, vinculado a um sistema geométrico do drone, que por sua vez está vinculado a um sistema global, neste caso o do GNSS (GPS). A Etapa de compatibilização dos SRs também compreende estabelecer como as diferentes resoluções serão empregados no cálculo da altitude geoidal ou quasigeoidal final.

A seguir, diferentes integrais serão testadas. Como referência, serão adotadas as rotinas disponibilizadas pela Escola do Geoide.

A etapa final, de validação, comprende fazer a diferença entre os dados obtidos dos modelos geoidais/quaisegeoidais locais com soluções GPS sobre Referência de nível, a fim de que se obtenham resíduos médios quadráticos entre essas diferenças e que apontarão para a qualidade ou não da solução obtida.



Metodologicamente, portanto a primeira etapa está associada com a compreensão e adequação computacional do tamanho dos dados derivados dos modelos fotogramétricos ao que se dispõe na UFPel.


Cabe destacar que os projetos anteriores foram finalizados e suas equipes e procedimentos originais foram extintos. Julgo necessário recompor a equipe. Para isso, trago os seguintes elementos que também compões a metodologia:

a) Treinamento e instrução de alunos;
b) convite a outros professores para participação do grupo;
c) integração com outros projetos vigentes da UFPel;
d) submissão de pesquisa acadêmica a eventos e periódicos.

Cada uma das etapas está ligada a pelo menos um ano de trabalho efetivo.



Indicadores, Metas e Resultados

- Publicações em periódicos;
- Participação em eventos nacionais;
- Alunos Participantes.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
DYONATAN RICHER GALHO LIMA
MARINA GALHO LIMA
ROGERS ADEMIR DRUNN PEREIRA11

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