Nome do Projeto
II Jornada do Núcleo de Estudos e Pesquisas É’LÉÉKO: Colonialidade do Poder, do Saber e do Ser e as Vicissitudes da Saúde Mental da População Negra
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
01/07/2018 - 30/10/2018
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Humanas
Eixo Temático (Principal - Afim)
Direitos Humanos e Justiça / Saúde
Linha de Extensão
Saúde humana
Resumo
A II Jornada do Núcleo de Estudos e Pesquisas É’LÉÉKO: Colonialidade do Poder, do Saber e do Ser e as Vicissitudes da Saúde Mental da População Negra tem o propósito de pôr em discussão o privilégio epistêmico eurocêntrico e seus efeitos sobre a subjetividade, intersubjetividade e (re)existência africana diasporizada. O evento tem como objetivo produzir discussões acadêmicas sobre o pensamento crítico descolonial antirracista; fomentar mobilizações sociais em prol da saúde mental da população negra; e contribuir com o processo de implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). Acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de setembro d 2018, no auditório da FAMED, por meio de mesas redondas, painéis, rodas de conversas e apresentações de trabalhos. Esperamos que a II Jornada possa potencializar a luta antirracista no âmbito da UFPel e da comunidade local, na perspectiva de uma universidade mais plural e de uma sociedade mais equânime.

Objetivo Geral

Produzir discussões acadêmicas sobre o pensamento crítico descolonial antirracista;
Fomentar mobilizações sociais em prol da saúde mental da população negra;
Contribuir com o processo de implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN).

Justificativa

A colonialidade do poder vai além dos limites e particularidades do colonialismo histórico, ou seja, não desaparece mesmo após uma suposta independência ou descolonização dos povos colonizados, seja no continente africano, seja nas américas (QUIJANO, 1997).
Para uma melhor concepção de colonialismo Fanon (2005) atribui à violência um papel central, atrelada a exploração e dominação. De acordo com Assis (2014, p.614) a distinção entre “colonialidade e colonialismo permite explicar a continuidade das formas coloniais de dominação, mesmo após o fim das administrações coloniais”, bem como demonstrar que “estas estruturas de poder e subordinação passaram a ser reproduzidas pelo mecanismo do sistema-mundo capitalista colonial-moderno”.
A colonialidade, portanto, expressa um modelo hegemônico global, que articula raça, trabalho, subjetividades, sexualidade, contextos geo-políticos de acordo com a necessidade do capital e para o benefício de determinadas populações em detrimento de outras (QUIJANO, 1989). Consolida uma “concepção de humanidade segundo a qual a população do mundo diferencia-se em inferiores e superiores, irracionais e racionais, primitivos e civilizados, tradicionais e modernos” (QUIJANO, 2010, p.86).
MIGNOLO (1998, p.12) refere que a colonialidade do poder “é uma estrutura complexa e com níveis que se entrelaçam” podendo ser eles o controle da economia, da autoridade, da natureza e dos recursos naturais, das subjetividades, do conhecimento, dos gêneros e das sexualidades. Nessa perspectiva, autores do pensamento crítico descolonial irão propor o desdobramento da colonialidade.
Segundo Maldonado-Torres (2007) se a colonialidade do poder se refere aos modos de reprodução das formas de exploração e dominação, a colonialidade do saber faz referencia ao conhecimento que é produzido e reproduzido para o fortalecimanto de um regime colonial e exploratório, e a colonialidade do ser à experiência vivida na relação colonial e seu impacto nos discurssos e subjetividade.
Nessa perspectiva, compreendemos a importância do conceito colonialidade e seus desdobramentos para a discussão antirracista, e nos desafiamos a pensa-lo e problematiza-lo a partir de uma categoria cara à Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN): a saúde mental da população negra.

Metodologia

Para alcançar seu objetivo o evento será organizado com:
- Mesas Redondas
- Painéis Temáticos
- Roda de Conversa
- Apresentação de Trabalhos e
- Atividades Culturais

O evento será gratuito, necessitando apenas e inscrição prévia.

Indicadores, Metas e Resultados

Esperamos que a II Jornada possa potencializar a luta antirracista no âmbito da UFPel e da comunidade local, na perspectiva de uma universidade mais plural e de uma sociedade mais equânime.
A meta é reunir entre 150 e 200 pessoas entre estudantes e professores universitários, profissionais de diversas áreas, representantes de movimentos sociais e comunidade em geral.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
BARBARA MEDINA PERES
EVELLYN GONÇALVES DA ROSA
MAIARA SCHEILA FREITAS SANTOS
MARINA TREMPER
MIRIAM CRISTIANE ALVES2
RUI MEDINA DELGADO
TATIANE BORCHARDT DA COSTA

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