Nome do Projeto
Saúde Mental na Atenção Básica: uma clínica ampliada em saúde coletiva
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
01/05/2017 - 30/04/2019
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Eixo Temático (Principal - Afim)
Saúde / Direitos Humanos e Justiça
Linha de Extensão
Saúde humana
Resumo
Nos últimos anos, a atenção básica vem incluindo ações de saúde mental no cuidado aos usuários no território, na perspectiva de, cada vez mais, atentar para a integralidade do sujeito. Nesse contexto, a atuação profissional da psicologia vem ganhando maiores contornos, produzindo a necessidade de criar e qualificar práticas de cuidado em saúde mental coletiva na perspectiva da clínica ampliada. Assim, o presente projeto de extensão tem como objetivo promover a clínica ampliada e qualificar o cuidado em saúde dos usuários do SUS por meio da constituição de Grupos de Saúde Mental na Atenção Básica no município de Pelotas. Estima-se a qualificação do cuidado em saúde e da formação de psicólogos para atuarem no SUS.

Objetivo Geral

Promover a clínica ampliada e qualificar o cuidado em saúde dos usuários do SUS por meio da constituição de Grupos de Saúde Mental na Atenção Básica do município de Pelotas

Justificativa

A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) posiciona a atenção básica como importante dispositivo de saúde nas políticas de estado (BRASIL, 2011a). Segundo essa política, as ações na atenção básica podem ser individuais ou coletivas, mas sempre devem considerar o sujeito em sua singularidade e contexto sociocultural. É fundamental, nesse modelo, a constituição do vínculo, a acessibilidade e o cuidado continuado no território, tanto na promoção quanto na prevenção e tratamento de saúde (BRASIL, 2013). Insere-se, ainda, a Estratégia de Saúde da Família (ESF) como fator de expansão e consolidação da atenção básica (Ibid.).
A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) institui a atenção básica como um de seus componentes na atenção às pessoas em sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas (BRASIL, 2011b). Assim, no que tange à consolidação da Reforma Psiquiátrica e ao trabalho de prevenção e promoção de saúde mental, a atenção básica desempenha papel fundamental já que é adstrita ao território e atua com vistas a integralidade da assistência. Dessa forma, faz-se imprescindível o trabalho multiprofissional e interdisciplinar.
No obstante não é raro que, no campo da assistência, os profissionais da atenção básica ignorem os aspectos subjetivos e de saúde mental dos usuários, acreditando ser esta uma esfera de atendimento especializado (SILVEIRA, 2012). Porém, com o apoio matricial e as interconsultas, os profissionais passam a fazer referência a uma “complexificação da visão” dos casos em atendimento e de suas práticas (p.2384) e a psicologia tem muito a contribuir com esse processo.
É com base na concepção de sujeito integral, numa perspectiva biopsicossocial e a partir de uma clínica ampliada que a Psicologia precisa qualificar seu fazer na atenção básica (SUNDFELD, 2010). Afinal, a clínica ampliada, como diretriz de atuação em produção de saúde, associa a troca dos saberes profissionais e a inclusão do usuário como partícipe ativo do processo de saúde-doença, não se circunscrevendo à atenção básica, mas, também, a outros setores que sejam necessários (Ibid.). Campos (2014) salienta que a clínica ampliada e compartilhada faz a ampliação: a) do objeto de trabalho; b) dos objetivos do trabalho e c) dos meios de trabalho em saúde. Amplia o objeto de trabalho porque não se resume ao biológico, mas sim, contempla as subjetividades e as redes sociais; maximiza os objetivos do trabalho porque além de atuar na assistência, visa desenvolver a autonomia, o autocuidado e o exercício da cidadania dos usuários; por fim, segundo os mesmos autores, a clínica ampliada e compartilhada amplia os meios de trabalho, pois provoca reformulações e diversificações de ações em uma relação clínica que é baseada no vínculo, no diálogo e no compartilhamento de saberes e poderes.
Portanto, o relevo do presente projeto de extensão está na possibilidade de fortalecer a RAPS por meio do cuidado integral em saúde mental disponibilizado aos usuários do SUS no território onde vivem.

Metodologia

Organizar grupos de saúde mental na atenção básica.
Inicialmente serão realizadas entrevistas iniciais com os usuários do SUS que procurarem espontaneamente atendimento em saúde mental na atenção básica ou cujos médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e demais profissionais dos serviços identificarem a necessidade da escuta psicológica. Após as entrevistas iniciais, os casos serão discutidos em supervisão e com outros profissionais da equipe. Aqueles casos que tiverem perfil e demanda para o atendimento em grupo terapêutico serão incluídos no grupo de saúde mental da UBS. Aqueles cuja demanda não puder ser atendida nessa proposta metodológica serão encaminhados para outros serviços da rede, dentre os quais, a Clínica Psicológica da UFPel.
Os grupos terapêuticos serão compostos de até 12 (doze) pessoas, maiores de 18 anos. A coordenação dos grupos será realizada por estudantes de psicologia e supervisionada pela professora coordenadora do projeto de extensão.
As entrevistas iniciais para escuta e avaliação dos usuários serão organizadas em 3 (três) encontros. No último encontro, o estudante de psicologia iniciará a construção do plano terapêutico singular juntamente com o usuário, ou realizará o encaminhamento para outro serviço. A cada entrevista o estudante será supervisionado pela professora coordenadora do projeto.
Além dos grupos de saúde mental, os estudantes também realizarão visitas domiciliares e participarão de reuniões de estudos de caso e de equipe.

Indicadores, Metas e Resultados

1) Constituição de 2 (dois) grupo de saúde mental na Rede Básica de Saúde – um no primeiro e outro no segundo semestre de realização do projeto;
2) Realização de 70 (setenta) entrevistas iniciais e constituição de dois grupos terapêuticos com 24 (vinte e quatro) pessoas em atendimento;
3) Qualificação do cuidado em saúde mental nas unidades de saúde em que o projeto for implantado e na rede básica de saúde como um todo;
4) Fortalecimento da clínica ampliada na atenção básica e no curso de Psicologia;
5) Consolidação do processo de implantação do projeto, para que seja qualificado no ano seguinte;
6) Qualificação na formação de psicólogos para atuarem no SUS.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ANDRIELE PINTO HAMMES
ANDRÉA TORRES WENZKE
ANNA TREPTOW WEINBERGER
BEATRIZ DE ABREU OSÓRIO
CAMILA PEIXOTO FARIAS1
CATIANE PINHEIRO MORALES
EDUARDO SPIERING SOARES JÚNIOR
EVELLYN GONÇALVES DA ROSA
GABRIELA GIANECHINI DE ALMEIDA
GIOVANA FAGUNDES LUCZINSKI3
JOICE DA ROCHA RIBEIRO
JOSIMARA GONÇALVES SCHUSTER
JULIANA ROPKE DUARTE
MARCIELA DA SILVA MATTOS
MARCOS ROBERTO SILVA DE SOUZA
MARIANA SOUZA DE OLIVEIRA
MARIANE DORNELLES BENDER
MARINA TREMPER
MIRIAM CRISTIANE ALVES3
MONIQUE NAVARRO SOUZA
MORGANA NUNES
PALOMA DA SILVA SOUZA
PATRÍCIA MEDRONHA SOARES
RAUL CARDOZO CORRÊA
RENATA NOVO TRINDADE
RENICE EISFELD MACHADO
SABRINA DUMMER VAZ
SIMONE BORGES ZANETTI
SUELEN LEMONS CLASEN
TATIANE BORCHARDT DA COSTA
THOMAS JOSUE SILVA
UELQUER GUEDES DE SOUZA

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