Nome do Projeto
Rede Interuniversitária de estudos sócio territoriais e inclusão social com enfase em áreas rurais e pequenas localidades
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
01/01/2017 - 31/12/2020
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Sociais Aplicadas
Eixo Temático (Principal - Afim)
Meio ambiente / Saúde
Linha de Extensão
Desenvolvimento urbano
Resumo
O projeto de baseia em acordos preexistentes entre grupos de trabalho que conformam a rede. Equipes de investigação que abordam os problemas territoriais com diversas implementações metodológicas e teóricas. Reunindo: Universidad Nacional de la Patagonia San Juan Bosco (UNPSJB), Facultad de Humanidades y Ciencias Sociales,Departamento de Geografía; Universidad Nacional de La Plata (UNLP), Facultad de Trabajo Social, Trabajo Social I; Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAUrb), Laboratório de Urbanismo; Universidade Federal da Bahia (UFBA), Instituto de Geociências, Departamento de Geografia e Programa de Pós-Graduação em Geografia e; Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), Instituto de Ciências Ambientais e Desenvolvimento Sustentável. Núcleo de Análise Territorial e Meio Ambiente. Em encontros e reuniões com seus diversos grupos de pesquisa e comunidades atendidas. Todos os grupos vem trabalhando com a aplicação do APP+Saúde (http://appsaude.wixsite.com/argbr), que é um sistema georreferenciado para gestão da saúde comunitária e tem por um dos objetivos principais é a interação em ações de extensão com as comunidades e agentes de saúde com vistas a melhorias na acessibilidade e mobilidade dos usuários aos sistemas de saúde locais.

Objetivo Geral

O objetivo geral do projeto é a interação em ações de extensão com as comunidades e agentes de saúde com vistas a melhorias na acessibilidade e mobilidade dos usuários aos sistemas de saúde locais, criando modalidades informativas e educativas sobre o APP+Saúde e todas as possibilidades que se abrem a partir de seu uso e análise de informações.

Justificativa

Os trabalhos sobre georreferenciamento em saúde, se distinguem por aplicar principalmente esquemas metodológicos para pequenas áreas piloto, em função de testes de uma metodologia ou em investigações de casos concretos.
Assim, no Brasil podemos mencionar o trabalho de uso de geotecnologia para a construção do mapa da saúde da cidade de Santos Andrade, na cidade de Curitiba/Paraná (MANOEL, 2010) que tem como objetivo desenvolver um mapa analógico cadastral para facilitar a gestão da saúde, localizando famílias e seus dados epidemiológicos na Unidade Básica de Saúde de Santos Andrade. Este trabalho, se desenvolveu mediante a utilização de um software privado (AutoCadR-14) e outro de uso livre (Spring 4.3.3 ou Qgis). O trabalho especializa-se em um caso pontual e estabelece como campo uma área factível de aplicação. Como crítica, considera-se que a utilização de software privado, resulta um impedimento para a replica dos dados em instituições com baixa disponibilidade de recursos econômicos.
Também outro trabalho intitulado “ Georreferenciamento como instrumento de gestão em unidade de saúde da família” (LISBOA MULLER, CUBAS e CORDEIR, 2010), tem como objetivo geoprocessar dados de interesse para a saúde, organizando uma base de dados direcionados a uma unidade na cidade de Curitiba, para ser utilizada em um sistema de geoprocessamento e geração de mapas temáticos, a partir de um SIG. Os mapas temáticos possibilitaram visualizar: quantitativamente a distribuição, concentração e incidência dos eventos geocodificados, como também possibilitaram analogias. No entanto, e apesar da ampliação no desenvolvimento de softwares livres, tanto no Brasil como no mundo, os investigadores optaram pela utilização de um software de licença privada. Neste sentido, mesmo com as potencialidades que possuem esses softwares privados, apresentam dificuldades para a sua aplicação em outras localidades, limitando a mobilidade dos dados obtidos. Não obstante, a metodologia de trabalho de recoleção de dados em coparticipação com a Unidade Básica de Saúde (UBA) e o IBGE resultam replicações na proposta que aqui apresentamos.
Em Minas Gerais, o “Estudo para conhecimento e delimitação de área de abrangência de uma equipe de saúde da família” (SILVA, 2002), também utilizou o geoprocessamento para tentar dar conta das problemáticas da saúde. O trabalho teve sua área de estudo na cidade de Divinópolis, estado de Minas Gerais e é reconhecido como um dos pioneiros na abordagem do geoprocessamento das problemáticas da saúde no Brasil. A investigação trabalhou com Agentes de Saúde Comunitária que assistem aproximadamente a 750 pessoas cada uma. A partir disto gerou-se “micro-áreas” para o levantamento de dados. O interessante deste trabalho é que se trabalhou em conjunto com os Agentes de Saúde Comunitária em grande parte do processo de investigação. A geração de novos mapas temáticos incluiu mapeamentos de áreas de influencia, trajetos de transporte coletivo, aspectos físicos, setores censitários e edificações. Estes mapas foram logo postos a disposição dos agentes de saúde para melhorar o trabalho cotidiano e o reconhecimento territorial da área de aplicação dos programas sanitários. Esse trabalho data de 2002 e utilizou softwares de licença restrita. Mesmo assim, resgata-se o trabalho comunitário e coparticipado com os agentes de saúde, o que permitiu o desenvolvimento de conclusões compartidas e factíveis de transferir e replicar.
O trabalho intitulado “ Georreferenciamento de dados de saúde na escala municipal: algumas experiências no Brasil” (BARSELLOS, MASSA & RAMALHO, 2008) da conta de diversas experiências de geoprocessamento de dados de saúde em alguns municípios do Brasil. A investigação indica que existem diversos “modos” e métodos de abordagem que dão conta de diferentes graus de êxito nas sistematizações de dados de saúde. Assim, se enfatiza as experiências de cinco grandes cidades brasileiras: Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Goiânia e Porto Alegre. Na base de análise destas experiências os autores propõe três linhas de registro de funcionamento para levantamento de dados” “captação e tratamento de dados de endereço pelos sistemas de informação em saúde; padronização de dados de endereço e uso de cadastros de endereços e; desenvolvimento de estratégias e programas de georreferenciamento”. Recomendam que sejam desenvolvidas formas de entrada padronizada de dados de endereço. Essa padronização pode se realizar durante a digitação ou apos, em uma fase de análise critica e consolidação dos dados. Também propõe que os dados estejam vinculados a outros já existentes, como por exemplo os cadastros municipais. Indicam que a saída gráfica deve ser legível e interpretável o mais claramente possível. Neste sentido, consideram-se muito valiosos os aportes deste trabalho em função de gerar um sistema de monitoramento georreferenciado dinâmico, que não só se nutre da carga de dados em um SIG, como também possua conexões com outros elementos como uma App1 telefônica e o aporte da cartografia social.

Metodologia

A metodologia que se empregará divide-se em três partes.
1. Exploração e indagação
2. Desenho e transferência de dispositivos
3. Teste
4. Análises dos resultados

1. Exploração e indagação
Se realizará um trabalho de exploração dos trabalhos já realizados, nos campos do georreferenciamento, cartografia social, geografia da saúde e relação entre cidade e saúde. Esta exploração servira para por em utilidade muitos dos métodos explorados por colegas e postos em pratica em múltiplas situações de caso.
Por sua vez, realizaremos um trabalho em conjunto com os agentes de Saúde Comunitária, onde se compartilharão estratégias de abordagem geográfica e urbana da gestão da saúde, quando se estabeleceram pontos de inter-relação entre os métodos de trabalho utilizados no campo sanitário.
Esta etapa servirá para avançar a geração de um “estado de situação” dos modelos de monitoramento já existentes que podem ser utilizados para a presente proposta, no tempo que permitira estabelecer pontos de ancoragem para o sistema de monitoramento proposto.

2. Desenho e transferência de dispositivos
A partir da etapa anterior se propõe começar a trabalhar em conjunto com o programador informático. A proposta inicial requer que o programador possa ter um manejo fluido da técnica da Cartografia Social, de modo que possa interpelar ambas linguagens: a cartografia analógica e coletiva e; a cartografia digital em um computador.
Este processo requer também a prática permanente com os Agentes de Saúde Comunitária, com o proposito de incorporar os dados que se utilizam nos monitoramentos atuais no campo da saúde tanto a dispositivos de mapa social, como de informação geográfica em computador. Posteriormente se propõe trabalhar em oficinas de cartografia social e transferência da informação em SIG. Por sua vez, o trabalho em SIG se intercalará com metodologias já trabalhadas na etapa de exploração. Neste sentido, se propõe um trabalho de duplo comando:
a) o de transferência de Cartografia Social a SIG
b) o de transferência de dados de saúde gerados por agentes de saúde comunitária a SIG.
Espera-se trabalhar com um servidor tipo Apache, de código aberto e apto tanto para plataforma Linux e Windows com o propósito de compartilhar dados e gerar um repositório de uso compartilhado e não centralizado.
Uma vez que se encontre desenhado, o sistema para a carga de dados em SIG, compartilhado em um servidor web para a carga sistemática, se procederá o desenho da aplicação (App). A aplicação que deve ser fácil de instalar em um telefone ou em um tablete, ou dispositivo similar, propõe-se um duplo acesso: um provado, somente para os agentes sanitários e outro aberto, para a população, onde se podem detectar os perigos para a saúde, etc. Propõe-se o trabalho em uma plataforma de livre acesso e não comercial, do tipo “openstreet”, como base cartográfica.
4. Teste
Propõe-se realizar testes para todos os dispositivos desenhados. Tanto para os de trabalho metodológico
como para os aplicativos de telefone, tablete ou computadores. Assim se espera realizar duas etapas:
a) Provas do grupo de trabalho. Nas que se realizarão provas por parte do grupo de investigação e o programador contratado.
b) Provas públicas piloto. Nas que se selecionarão um grupo objetivo de públicos e agentes de saúde para que utilizarem o sistema e o ponham a prova.
5. Análises dos Resultados
Se trabalhará com uma matriz, onde se estabelecerão indicadores para a avaliação dos resultados. Neste sentido, se avaliarão dois tipos de resultados:
a) Os resultados do sistema e dispositivo em conjunto.
b) Os resultados de sua aplicação piloto, possibilidades de réplica e inclusão de políticas públicas, comparação com os avanços no trabalho do grupo argentino e factibilidades de coordenação de ações binacionais.

Indicadores, Metas e Resultados

Metas e objetivos específicos:
1. Explorar, mediante um processo participativo com os agentes de saúde comunitária e a população, as particularidades, dificuldades, estratégias de acesso a atenção da saúde.
2. Indagar as modalidades atuais de monitoramento geográfico que possui o sistema publico de saúde, em relação ao acesso a “atenção primária” e “prevenção”.
3. Desenhar, em conjunto com os agentes de saúde comunitária, um sistema de monitoramento que permita ligar as atuais modalidades de monitoramento de acesso a atenção sanitária, com SIG atualizável e autogestionado.
4. Ajustar o sistema de monitoramento, para a execução de consultas, prevenção e prognóstico de eventos sanitários, gerando mapas.
5. Desenhar um dispositivo de transferência de informação gerada por Cartografia Social ao sistema de monitoramento, com o propósito de incorporar dados sociais, temporais, culturais e conjunturais.
6. Realizar oficinas de Cartografia Social e transferência de dados para o sistema de monitoramento, relacionando a mobilidade e acessibilidade da população.
7. Desenhar uma aplicação possível de incorporar em um telefone celular e GPS, que permita a carga de dados de saúde domicilio, gestionados pelos agentes sanitários (de uso interno) e pela população (de uso livre).
8. Associar a aplicação e o dispositivo de transferência de Cartografia Social ao sistema de monitoramento. Provas e ajustes.
9. Realizar testes do sistema integral em conjunto: SIG+APP+Cartografia Social com agentes de saúde comunitária e população clave
10. Análise dos resultados.
11. Conclusões, divulgação e publicações.

Indicadores:
Indicador para Meta 1 (IM1): interação com os agentes de saúde comunitária, realização de oficinas participativas com a população local. Analise das estratégias de acesso a saúde em relação com o uso do espaço geográfico. Resultados em função de particularidades, dificuldades e estratégias para o acesso a atenção sanitária.
Indicador para Meta 2 (IM2): determinação de um sistema de monitoramento, uso de planilhas em papel, graus de sistematização digital existentes. Possibilidades de vinculação com outros sistemas de monitoramento. Projeto e base de dados para a ligação dos sistemas.
Indicador para Meta 3 (IM3): projeto de um sistema de monitoramento georreferenciado utilizando um software livre. Sincronização dos dados de bases atuais e sistemas de monitoramento com o projeto de um novo sistema.
Indicador para Meta 4 (IM4): Participação dos agentes de saúde comunitária no ajuste do sistema e testes de funcionamento.
Indicador Meta 5 (IM5): realização de oficinas de cartografia social e urbana, aplicando o dispositivo projetado. Melhora na cobertura por cartografias a partir dos resultados emergentes nas oficinas, assim como a projeção de melhorias na mobilidade e acessibilidade dos usuários. Incorporação de dados as coberturas cartográficas. Analise e testes dos resultados em conjunto com os agentes de saúde comunitária e a população participante.
Indicador Meta 6 (IM6): analise do processo de projeto do sistema integral com a participação dos agentes de saúde comunitária e população participante.
Indicador para Metas 7 e 8 (IM7/IM8): compatibilidade da aplicação para a telefonia e GPS com o sistema de monitoramento. Organização dos dados e facilidade do uso, postos a prova. Participação dos agentes de saúde comunitária e população voluntaria para ajustes, testes e avaliação.
Indicador para Meta 9 (IM9): projeto de dispositivo que se articule e sincronize com o sistema de monitoramento. Participação da população e dos agentes de saúde comunitária no processo.
Indicador Meta 10 (IM10): elaboração de conclusões, fechamento do produto App+SAÚDE e publicação dos resultados. Transferência e aplicação em outras áreas geográficas.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ALINE DOS SANTOS NEUTZLING
ANA PAULA NETO DE FARIA
ANA PAULA POLIDORI ZECHLINSKI
ANDRE DE OLIVEIRA TORRES CARRASCO2
ANDRÉIA TEIXEIRA CAMISA
BRUNA DA ROSA MENDES
BÁRBARA DE BARBARA HYPÓLITO
CAMILA TEIXEIRA MARTINS
CAROLINA CABREIRA MAGALHÃES FALCÃO
CAROLINA MESQUITA CLASEN
CAROLINA RITTER
DÉBORA SOUTO ALLEMAND
EDUARDO ROCHA4
EMANUELA DI FELICE
GABRIEL FISCHER GARCIA
GLAUCO ROBERTO MUNSBERG DOS SANTOS
GUSTAVO DE OLIVEIRA NUNES
HAYDEE BEATRIZ ESCUDERO
LAÍS BECKER FERREIRA
LAÍS DELLINGHAUSEN PORTELA
LORENA MAIA RESENDE
LUANA PAVAN DETONI
MARCO LEONI DEBOER SALVI
MAURICIO COUTO POLIDORI2
NATÁLIA LOHMANN D'ÁVILA
NIRCE SAFFER MEDVEDOVSKI
OTAVIO MARTINS PERES2
PAULA PEDREIRA DEL FIOL
PIERRE MOREIRA DOS SANTOS
RAFAELA BARROS DE PINHO
RAÍZA COELHO ROSA
RUBENS BARBOSA LEAL
SHIRLEY TERRA LARA DOS SANTOS
TAIANA PITREZ TAGLIANI
TAÍS BELTRAME DOS SANTOS
THAYS FRANÇA AFONSO
VALENTINA MACHADO
VANESSA FORNECK
VINÍCIUS DIAS DE PAULA

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