Nome do Projeto
Atelier Livre de práticas Pictóricas
Ênfase
Extensão
Data inicial - Data final
06/06/2017 - 13/12/2018
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Linguística, Letras e Artes
Eixo Temático (Principal - Afim)
Cultura / Educação
Linha de Extensão
Artes visuais
Resumo
Projeto de extensão destinado à abertura do atelier de pintura do Centro de Artes da UFPEL, para a realização de atividades voltadas à produção pictórica de artistas formados por essa Instituição, assim como para artistas interessados em fomentar sua produção no espaço universitário em coletividade com outros artistas e professores de artes. A atividade extensionista promoverá a produção, a reflexão e as trocas de informações a partir do processo poético de cada um, permitindo acesso às experiências individuais pela própria convivência e interlocução com profissionais de áreas afins, que serão convidados e atuarão como leitores dos processos e resultados. O espaço de trabalho será organizado pelos alunos bolsistas e voluntários, que acompanharão os percursos, documentarão as atividades pessoais e do grupo, acolherão as necessidades para que se processem ajustes na condução das proposições e se aprofundem os conhecimentos individuais. Assim como, ampliem o repertório garantindo uma formação continuada e ampliada por uma visão crítica.

Objetivo Geral

Propiciar um espaço de produção com ênfase na pintura que acolha ex-alunos, artistas com trajetórias recentes ou consolidadas, que possam dividir experiências, esclarecer dúvidas, usufruir de orientação, participar de discussões, ampliar repertório, organizar e compartilhar a própria produção com interlocução com outros artistas, com os professores do Centro de Artes e com profissionais de áreas afins.

Justificativa

A motivação primeira dessa proposição é decorrente do número de formandos de 2016/2 que realizaram os
Trabalhos de Conclusão de Curso/TCC com ênfase na linguagem pictórica, em Poéticas Visuais. O grupo teve trajetória marcada por uma integração colaborativa que resultou numa produção coerente que há algum tempo não era realizada no Curso de Bacharelado em Artes Visuais. Essa integração gerou um apoio evidenciado no resultado final das mostras apresentadas como TCC, ao mesmo tempo em que o grupo expressou-se a favor da continuidade das práticas estimuladas pela convivência e trocas fomentadas pelas disciplinas de pintura. Ou seja, expressaram a vontade de continuar produzindo na instância universitária de maneira não formal, por meio de uma atividade de extensão, que abrisse as portas do atelier de pintura e permitisse que se desenvolvessem os trabalhos coletivamente e com o apoio dos professores de pintura e a percepção de que seria de fundamental importância à continuidade estimulante da convivência.
Juntando-se a essa demanda, outros jovens artistas formados anteriormente têm nos procurado para solicitar a abertura do espaço para as atividades de pintura, como também pessoas interessadas de outras áreas, que procuram informações sobre os processos poéticos e de como conduzir a sua produção para inseri-la no sistema da arte. Por isso, entendemos que a área de pintura do CA pode acolher esses pedidos da comunidade, uma vez que possibilitará também uma vivência fundamental para os alunos em processo de formação.
É sabido que os alunos que desenvolvem trabalhos na área de pintura têm espaço reduzido e impróprio para essa prática em suas residências e são raros os que podem comprar ou alugar locais para desenvolverem suas práticas artísticas. Portanto, essas dificuldades acabam implicando no abandono de suas práticas ou restringindo suas produções. Igualmente, no contexto da região de Pelotas e tendo-se em conta a situação econômica do país, os espaços reservados para a produção e consumo da cultura têm se reduzido como é próprio desses momentos. Por isso, as Instituições públicas têm papel fundamental de responder a essas necessidades já que são comprometidas com as áreas de formação e sustentação das atividades artístico-culturais.
A proposição desse projeto se pauta pelo compromisso com ex-alunos, com artistas e interessados nas manifestações artísticas. Visa à colaboração com a constituição de um sistema de arte que desde a era Collor tem tido dificuldades para se manter de forma mais efetiva e próspera. Depois dos anos 2000 alguns espaços não institucionais se organizaram e deram certo fôlego à área de cultura na cidade, entretanto nos últimos anos alguns desses espaços encerraram suas atividades, pelas dificuldades econômicas que implicam na diminuição do consumo e da frequentação do público. Outros espaços que permaneceram ativos o fizeram a partir da diversificação de suas atividades. Assim, entendemos que o acolhimento da solicitação da comunidade tem papel fundamental de colaborar para que o sistema da arte possa atravessar o período de crise e em especial gere espaço de conhecimento qualificado. Ressaltamos que, os agentes do sistema mantendo-se envolvidos com as atividades para sustentar o fluxo da cultura evitam recomeços posteriores com perdas e desgastes consideráveis para alcançar estágios de desenvolvimento já trilhados.

Metodologia

A experiência individual será o ponto de partida para as atividades no grupo. Cada integrante apresentará sua trajetória, suas expectativas e suas necessidades que serão traduzidas, num segundo momento, por um plano individual de trabalho. O plano individual de trabalho deverá prever a organização do espaço, a eleição dos materiais que serão explorados, os instrumentos que permitirão o trato com os materiais, as referências artísticas e conceituais que darão suporte para a constituição do processo poético.
A partir dos dados coletados nesse primeiro momento, a coordenação junto com os colaboradores e os bolsistas definirá as ações subsequentes. Ações em relação aos espaços de trabalho individuais, à escolha de convidados para colaborarem na condição de interlocutores para facilitar o aprofundamento das questões que orientarão a poética individual e as estratégias para sanar as dúvidas apresentadas pelo grupo, bem como os cuidados para legitimar as escolhas que garantirão a coerência do processo. As discussões poderão ter seus momentos definidos pela necessidade de um elemento do grupo ou de vários, ou ainda da coordenação e dos colaboradores.
Com a visão panorâmica das metas do grupo serão definidos, depois de discutido com os mesmos, os períodos de produção intercalados pelos momentos de discussão e reflexão, como possibilidades de visualização, apropriação e conscientização dos processos pessoais.
O retorno para o grupo e para cada um dos seus integrantes será dado pelos espaços de reflexão, de arguição e de modo especial pelos registros dos processos feitos pelos alunos bolsistas.
Serão disponibilizados durante os encontros para uso no tempo de cada um, livros, catálogos e links de vídeos para interesse individual ou coletivo como atividade extraclasse.


Indicadores, Metas e Resultados

A partir da metodologia prevista os momentos de reflexão trarão indicadores sobre o andamento dos processos individuais e o do grupo especialmente no que se refere às trocas, às motivações que a variedade de experiências concomitantes pode permitir.
A meta do processo proposto é que ao final do curso cada artista tenha realizado experiências que qualifiquem seu trabalho pela consciência que vai adquirir graças à reflexão sobre o próprio fazer e o fazer dos colegas. Essa qualificação decorrerá da fala e registro dos processos, do retorno das arguições e da documentação dos processos, das apreciações de cada estágio de trabalho pessoal.
Dentro do ritmo individual deverá resultar uma produção com trabalhos que ampliem a experiência pessoal e a organização de documentação do processo poético pessoal propiciando uma visão crítica da produção.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
EDUARDA AZEVEDO GONCALVES14
JOSE LUIZ DE PELLEGRIN14
TALES MACEDO VARGAS

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