Nome do Projeto
Avaliação da atividade neuromuscular da cauda equina
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
01/07/2022 - 01/07/2024
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Agrárias
Resumo
A cauda equina é composta pelos músculos sacrococcígeo dorsal, sacrococcígeo lateral, intertransverso, sacrococcígeo ventral e retococcígeo e são responsáveis pelos movimentos dorsal, lateral e ventral. A irrigação e a inervação são fornecidas pela artéria e veia coccígea lateral e média e pelo nervo coccígeo lateral. A principal função da cauda dos equinos é a sustentação e o equilíbrio, e por este motivo, as lesões nesta estrutura podem comprometer suas funções, além de resultar na incapacidade de mover a cauda ao defecar e urinar. As lesões podem ser causadas acidentalmente por traumas ou de forma induzida pelo uso de medicamentos que bloqueiam a condução nervosa temporariamente. Em alguns eventos equestres, o bloqueio da atividade motora da cauda tem se tornado uma prática recorrente em categorias funcionais e morfológicas, visando diminuir reações motoras indesejadas. No entanto, a utilização de medicações anestésicas para bloqueios locais não é permitida por muitas associações de raças e é considerada doping, por este motivo, métodos de avaliação clínica devem ser empregados para combater esta prática. Nos últimos anos, a eletromiografia de superfície (EMS) vem sendo cada vez mais utilizada como um dos métodos de avaliação complementar na medicina veterinária. A EMS é um método não invasivo de avaliação objetiva da atividade mioelétrica muscular. Os resultados da EMS devem ser combinados com outros métodos de avaliação neurofisiológicos, como avaliação clínica, ultrassonografia e termografia a fim de fornecer um quadro completo do contexto clínico do indivíduo e identificar os sítios de lesões específicos. A EMS nos mostra os potenciais de ação das unidades motoras associados com atividade muscular durante o movimento. As fibras musculares são estimuladas a se contrair pelos potencias de ação, desencadeando despolarização e polarização, criando campos eletromagnéticos que podem ser medidos no exame de EMS, e o sinal registrado representa a soma da atividade mioelétrica para um evento definido no músculo.

Objetivo Geral

Desenvolver um método clínico de avaliação das alterações da cola do equino direcionado ao diagnóstico de lesões traumáticas, neuromusculares e locomotoras.

Justificativa

A principal função da cauda dos equinos é a sustentação e o equilíbrio, e por este motivo, as lesões nesta estrutura podem comprometer suas funções, além de resultar na incapacidade de mover a cauda ao defecar e urinar. As lesões podem ser causadas acidentalmente por traumas ou de forma induzida pelo uso de medicamentos que bloqueiam a condução nervosa temporariamente. Em alguns eventos equestres, o bloqueio da atividade motora da cauda tem se tornado uma prática recorrente em categorias funcionais e morfológicas, visando diminuir reações motoras indesejadas. No entanto, a utilização de medicações anestésicas para bloqueios locais não é permitida por muitas associações de raças e é considerada doping, por este motivo, métodos de avaliação clínica devem ser empregados para combater esta prática. Diante disso, este estudo ajudará a desenvolver um método de avaliação clínica associado a métodos complementares a fim de rastrear e identificar animais que tenham algum grau de lesão na região da cauda ou que estejam sob efeito de medicações anestésicas, consideradas doping.

Metodologia

Seleção dos animais: Serão utilizados 12 equinos sem raça definida, hígidos, sendo 7 machos castrados e 5 fêmeas, com idade entre 1 ano e 30 anos. Os cavalos são provenientes do plantel da Universidade Federal de Pelotas-RS e estão alojados no Centro de Ensino e Experimentação Animal da Palma- UFPel. Os animais serão divididos em 2 grupos de acordo com o anestésico utilizado para o bloqueio local, sendo: Grupo 1: cloridrato de lidocaína; Grupo 2: Álcool de cereal.
Exame clínico geral e específico: Os animais serão submetidos a um exame clínico que constitui em inspeção visual da cola, testes de flexão e lateralizarão, teste de mobilidade da cauda (balotamento), teste de sensibilidade e resposta ao estímulo de massagem no esfíncter anal. Serão padronizados graus subjetivos de resposta ao estímulo, sendo uma cruz (+) para pouca mobilidade, sensibilidade e tensão, duas cruzes (++) para respostas medianas de mobilidade, sensibilidade e tensão e três cruzes (+++) para respostas acentuadas de mobilidade, sensibilidade e tensão. Os animais do grupo 1 serão avaliados nos seguintes momentos: Pré bloqueio anestésico; logo após bloqueio anestésico e 24h após o bloqueio anestésico. Os animais do grupo 2 serão avaliados nos seguintes momentos: Pré bloqueio anestésico; logo após bloqueio anestésico, 24h, 48h, 72h, 96h e 120h após bloqueio anestésico. O exame clínico geral será realizado em todos os animais, avaliando os parâmetros de frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR), temperatura retal (Cº), motilidade intestinal, coloração de mucosa e tempo de preenchimento capitar (TPC).
Termografia: O exame termográfico pré bloqueio anestésico será direcionado a região da inserção da cola e será realizado nos seguintes momentos: Grupo 1: Pré bloqueio anestésico; logo após bloqueio anestésico e 24h após bloqueio anestésico. Grupo 2: pré bloqueio anestésico, logo após o bloqueio anestésico, 24h, 48h, 72h, 96h e 120h após o bloqueio anestésico.
Eletromiografia de Superfície: Será realizada a tricotomia da pele na porção dorsal da cauda e tuberosidade do calcâneo, seguida da limpeza com álcool 70% antes da colocação dos eletrodos bipolares de superfície. A eletromiografia de superfície será realizada nos seguintes momentos: Grupo 1: Pré bloqueio anestésico; logo após bloqueio anestésico e 24h após bloqueio anestésico. Grupo 2: pré bloqueio anestésico, logo após o bloqueio anestésico, 24h, 48h, 72h, 96h e 120h após o bloqueio anestésico. Serão fixados dois eletrodos bipolares em cada antímero da cauda, em sua porção dorsal, 10cm abaixo da articulação sacrococcígea. Um eletrodo bipolar de referência do sistema eletromiográfico será fixado na tuberosidade do calcâneo. A captação e análise dos sinais eletromiográficos será realizado pelo Software Miotec Suite® e será expresso em microvolts (µV). A captação dos sinais eletromiográficos será realizada em três momentos: (1) repouso, (2) manipulação com massagem do esfíncter anal e (3) Repouso, onde serão obtidos os picos máximos e mínimos de µV de cada momento.
Bloqueio anestésico: O bloqueio anestésico local será realizado em quatro pontos na base da cauda, sendo dois pontos no lado esquerdo e dois pontos no lado direito, direcionados ao plexo dorsocaudal e plexo dorsoventral, no volume de 10 ml por ponto de aplicação. Dez equinos serão bloqueado com anestésico local a base de cloridrato de lidocaína 2% sem vasoconstritor (Grupo1) e dois equinos serão bloqueados com álcool de cereal (Grupo 2).
Ultrassonografia: No grupo 1, a avaliação ultrassonográfica será realizada no momento logo após o bloqueio anestésico e no grupo 2 será realizada no momento logo após o bloqueio anestésico, 24h, 48h, 72h, 96h e 120 h após o bloqueio anestésico. O exame ultrassonográfico será direcionado a base da cauda, 4cm abaixo da articulação sacrococcígea, nos pontos onde foram realizados os bloqueios anestésicos.

Indicadores, Metas e Resultados

Com esse projeto esperamos identificar padrões de alteração no exame clínico e exames complementares que sejam indicativos de lesão acidental ou induzida pelo uso de medicações na região da cauda do equino e, a partir disso, padronizar um método clínico de avaliação desses indivíduos. Outro ponto importante deste experimento é o acompanhamento diário durante 5 dias (120h) dos animais que receberam álcool de cereal como medicação anestésica, que permitirá identificar as alterações clínicas que permanecem no local de aplicação do medicamento, assim como também em estruturas adjacentes, e seus efeitos colaterais a curto e longo prazo.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ANDRESSA GARCIA MOTTA
BRUNA DA ROSA CURCIO2
CARLOS EDUARDO WAYNE NOGUEIRA4
CLEYBER JOSÉ DA TRINDADE DE FÁTIMA
GABRIELA MAROCCO RAPHAELLI
JAYNE DA ROSA PEDROZO
MANOELA FÁTIMA PACHECO
MARCOS EDUARDO NETO
RAFAELA AMESTOY DE OLIVEIRA
RAFAELA PINTO DE SOUZA
ROBERTA WILBORN

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