Nome do Projeto
A Filosofia analítica da religião em Alvin Plantinga (e sua crítica ao naturalismo)
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
20/06/2022 - 20/06/2024
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Humanas
Resumo
O presente projeto de pesquisa pretende investigar a defesa da racionalidade da crença teística desenvolvida pelo filósofo estadunidense Alvin Plantinga, especialmente a partir de sua redefinição como “crença apropriadamente básica”. Desse modo, ao situarmos a epistemologia religiosa de Plantinga no contexto das transformações recentes no campo da filosofia analítica da religião, pretendemos expor sua crítica ao fundacionalismo clássico, cujo colapso teria reaberto a viabilidade epistemológica da crença em Deus. Em seguida pretendemos analisar a defesa de Plantinga da crença em Deus como crença apropriadamente básica, esclarecendo a orientação de sua filosofia da religião para uma forma externalista em epistemologia. Além disso, pretende-se analisar sua crítica à perspectiva naturalista. Por fim, o projeto pretende refletir sobre as implicações “culturais” e “espirituais” da epistemologia reformada de Plantinga.

Objetivo Geral

Esclarecer a filosofia analítica da religião de acordo com Alvim Plantinga, com foco em sua crítica ao naturalismo.

Justificativa

Em seu seminal “Where the conflict really lies”, Alvin Plantinga logra desferir um ataque duro ao naturalismo, sendo esse compreendido, aqui, como a tese segundo a qual tudo o que há resulta de um processo evolutivo cego. A tese central do livro, a qual reaparece em alguns momentos da obra, é expressa inicialmente por Plantinga da seguinte forma: “There is superficial conflict but deep concord between science and theistic religion, but superficial concord and deep conflict between science and naturalism”. Nesse sentido, Plantinga inicia seu estudo demonstrando em que sentido o naturalismo falha como worldview. O naturalismo seria, segundo a descrição de Plantinga, uma espécie de religião negativa: ele responderia negativamente àquelas questões que a religião teística responde positivamente. Na verdade, o naturalismo apresenta uma série de aspectos típicos das religiões. A diferença reside em que ele é o inverso da religião, ou, ainda, o seu, por assim dizer, “negativo”. Daí Plantinga denominá-lo apropriadamente de “quasi-religion”. Essa visão acerca do naturalismo estaria presente em autores tais quais Richard Dawkins e Daniel Dennett. No entanto, ela não estaria presente em Thomas Nagel, cujo ateísmo seria não naturalista. Afinal, é possível ser ateu e não ser naturalista. O inverso, contudo, não é possível. O naturalismo, tal como adotado pelos autores acima citados, leva, inquestionavelmente, ao ateísmo. Nesse sentido, o naturalismo é mais radical do que o ateísmo mesmo. Isso fica evidente na mais recente obra de Thomas Nagel, Mind and Cosmos, na qual ele, um ateu declarado, rejeita veementemente o naturalismo, afirmando sua desconfiança acerca do materialismo naturalista.

Metodologia

Pesquisa bibliográfica.

Indicadores, Metas e Resultados

Espera-se oferecer uma disciplina relacionada ao projeto, bem como redigir artigo com vistas à publicação em periódico nacional.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
CARLOS ADRIANO FERRAZ6
LUCIANO DUARTE DA SILVEIRA

Página gerada em 22/04/2024 19:14:09 (consulta levou 0.126691s)