Nome do Projeto
Análise coproparasitológica de animais silvestres do Rio Grande do Sul
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
05/09/2022 - 05/09/2025
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Biológicas
Resumo
As infecções parasitárias são onipresentes na vida silvestre, na produção animal e nas populações humanas, e os ecossistemas saudáveis são frequentemente ricos em parasitos. A identificação de parasitos em animais silvestres serve como indicador da saúde dos ecossistemas, pois reflete a relação entre parasito e hospedeiro, assim como as pressões evolutivas sobre ambos. Nesse sentido, os estudos parasitológicos são fundamentais para compreender o ciclo de vida dos parasitos e o potencial de transmissão para os humanos e outros animais. Este projeto objetiva analisar e identificar os ovos de helmintos e oocistos de protozoários de animais silvestres encaminhados ao laboratório do Grupo de Estudos em Enfermidades Parasitárias (GEEP) provenientes do Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre e Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Pelotas (NURFS-CETAS/UFPel). Amostras fecais de mamíferos, aves e répteis recebidos pelo Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre (NURFS) serão doadas ao laboratório do Grupo de Estudos em Enfermidades Parasitárias (GEEP). Estas serão acondicionadas em potes coletores de urina, devidamente identificados conforme a espécie animal, e remetidas ao GEEP para análises coproparasitológicas. Espera-se identificar as principais formas parasitárias gastrintestinais presentes em fezes de animais silvestres do sul do Rio Grande do Sul. Por meio destas análises será possível diagnosticar os agentes parasitários que potencialmente representam risco à fauna silvestre, bem como à vida humana.

Objetivo Geral

Analisar e identificar os ovos de helmintos e oocistos de protozoários de animais silvestres encaminhados ao laboratório do Grupo de Estudos em Enfermidades Parasitárias (GEEP) provenientes do Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre e Centro de Triagem de Animais Silvestres da Universidade Federal de Pelotas (NURFS-CETAS/UFPel).

Justificativa

As infecções parasitárias são onipresentes na vida silvestre, na produção animal e nas populações humanas, e os ecossistemas saudáveis são frequentemente ricos em parasitos. Ainda assim, seus impactos negativos podem ser extremos (CABLE et al., 2017). Os animais silvestres, tanto em cativeiro como em meio selvagem, são importantes na epidemiologia de diversas enfermidades (SPRENGER et al., 2018), servindo como hospedeiros de uma ampla variedade de parasitos, que podem atuar como oportunistas ou como agentes primários de doença (SANTOS et al., 2015). Os parasitos podem representar uma ameaça aos programas de manejo e recuperação de animais, especialmente para espécies ameaçadas (DASZAK et al. 2000). A morbidade e mortalidade das infecções e/ou infestações parasitárias dependente de variáveis como a espécie de parasito e a carga parasitária, estado nutricional, imunocompetência e condições fisiológicas do hospedeiro (CATÃO-DIAS, 2003; GODOY & CUBAS, 2011).
Vale ressaltar que múltiplos estressores antropogênicos – tais como: mudanças climáticas, poluição, acidificação dos oceanos, perda e fragmentação de habitats, urbanização, expansão e intensificação da agricultura, e mudanças no uso da água e recursos terrestres - estão impactando direta ou indiretamente todas as espécies na Terra (CABLE et al., 2017). Tais processos têm impactos significativos na ocorrência das doenças infecto-parasitárias, uma vez que, a redução e/ou modificação dos habitats, permite maior contato entre os animais silvestres, domésticos e o homem, facilitando a disseminação de agentes infecciosos e parasitários para novos hospedeiros (AMBRÓZIO et al., 2013).
A identificação de parasitos em animais silvestres serve como indicador da saúde dos ecossistemas, pois reflete a relação entre parasito e hospedeiro, assim como as pressões evolutivas sobre ambos (BRANDÃO et al., 2009). Nesse sentido, os estudos parasitológicos são fundamentais para compreender o ciclo de vida dos parasitos e o potencial de transmissão para os humanos e outros animais (MACPHERSON, 2005). Os métodos coproparasitológicos são excelentes ferramentas para diagnóstico, sendo pouco invasivos e de fácil execução. Entretanto, escassos são os estudos utilizando estes exames em amostras provenientes da fauna silvestre na região de estudo. Por meio deste projeto, pretende-se elucidar questões relativas à epidemiologia destas infecções no ambiente silvestre e as possíveis interações com animais domésticos e humanos.

Metodologia

Amostras fecais de mamíferos, aves e répteis recebidos pelo Núcleo de Reabilitação da Fauna Silvestre (NURFS) serão doadas ao laboratório do Grupo de Estudos em Enfermidades Parasitárias (GEEP). Estas serão acondicionadas em potes coletores de urina, devidamente identificados conforme a espécie animal, e remetidas ao GEEP para análises coproparasitológicas.
Para tanto, serão utilizados três métodos laboratoriais: flutuação simples (WILLIS-MOLLAY, 1921), sedimentação espontânea (HOFFAMANN, 1934) e centrífugo-flutuação modificada (DUSZYNSKI & WIIBER, 1997).
O método de Willis-Mollay é utilizado para identificação de ovos e larvas de alguns tipos de nematódeos e oocistos de protozoários. Nessa técnica, é utilizado o princípio da flutuação em solução saturada. Já a técnica de Hoffmann (1934), caracteriza-se pela sedimentação espontânea da amostra em cálice coprológico, onde os ovos com maior densidade em relação a água destinada irão sedimentar, possibilitando a visualização de formas de vida de trematódeos e cestódeos. Por fim, a técnica de centrífugo-flutuação modificada (DUSZYNSKI & WIIBER, 1997) será utilizada para diagnóstico de cistos e oocistos de protozoários, consistindo na clarificação da amostra por lavagem e centrifugação, com posterior adição de sulfato de zinco.
O material submetido a estas técnicas será visualizado em microscopia ótica com aumento variável entre 20x e 100x.

Indicadores, Metas e Resultados

Espera-se identificar as principais formas parasitárias gastrintestinais presentes em fezes de animais silvestres do sul do Rio Grande do Sul. Por meio destas análises será possível diagnosticar os agentes parasitários que potencialmente representam risco à fauna silvestre, bem como à vida humana.
Durante a execução do projeto, acadêmicos de graduação e pós-graduação participarão das atividades, garantindo desenvolvimento de treinamento tanto na realização das técnicas como no acúmulo teórico. Os resultados obtidos por meio deste estudo posteriormente serão encaminhados para publicação em congressos nacionais e internacionais e publicação em periódicos científicos.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
BRUNA ROCHA TEIXEIRA
DIEGO MOSCARELLI PINTO1
EDUARDA ARANHA DA COSTA
FELIPE GERALDO PAPPEN1
JERONIMO LOPES RUAS1
JULIA SOMAVILLA LIGNON
JULIA VICTORIA SANTOS DE SOUZA
LAURA RAFAELA BAUMGARTEN
LUIZ FERNANDO MINELLO1
MARIA EDUARDA RODRIGUES
MARIA GABRIELA CUSTODIO KOBAYASHI
MARIANA ACCORSI TELES
MAYSA SEIBERT DE LEÃO
NATÁLIA SOARES MARTINS
RAQUELI TERESINHA FRANCA1
TATIANA DE AVILA ANTUNES
VITORIA DE CARVALHO OSCAR
ÉRICA THUROW SCHULZ

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