Nome do Projeto
Desigualdades no acesso a serviços de saúde por adolescentes brasileiros, segundo características contextuais na Pesquisa Nacional de Saúde 2019
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
28/09/2022 - 28/09/2023
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
De modo geral, o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento dos adolescentes não é valorizado nos serviços de saúde como fator de proteção e prevenção a doenças resultantes das desarmonias do crescimento e do desenvolvimento, de doenças adquiridas por hábitos não saudáveis como tabagismo, e de agravos como os que são ocasionados pelas violências (BRASIL, 2010). Hayrumyan et al., (2020) demonstram que, geralmente, os serviços de saúde prestados aos adolescentes são inconsistentes em termos de qualidade e coordenação, pois poucos adolescentes recebem exames recomendados e muitos dos que fazem visitas preventivas não recebem aconselhamento preventivo recomendado ou procedimentos de triagem (KLEIN et al., 1999). Além disso, os adolescentes em todo mundo encontram várias barreiras para utilizar os serviços de saúde. Barreiras que incluem custos financeiros, horários de funcionamento inconvenientes, pacote de serviços inadequados, distâncias até os serviços de saúde e medos em relação à privacidade e confidencialidade (DENNY et al., 2013; DONAHUE et al., 2019; HAYRUMYAN et al., 2020; REIS et al., 2013). Isso faz com que os adolescentes tenham menos probabilidade de ter acesso aos cuidados de saúde em comparação a outras faixas etárias (KLEIN et al., 1999). A maioria das barreiras que os adolescentes enfrentam podem ser resolvidas pelos sistemas de saúde. Para isso, estudos sobre o acesso aos serviços de saúde são necessários para o reconhecimento das desigualdades e das barreiras de organização dos serviços e para a identificação de grupos prioritários para atenção à saúde (MARTINS et al., 2019; MASATU; KLEPP; KVÅLE, 2001). O investimento na saúde dos adolescentes tem implicações significativas para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e também pode fortalecer os ganhos já obtidos em saúde da primeira infância, além de permitir que os adolescentes se tornem adultos saudáveis preparados para contribuir positivamente para a sociedade (ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DE SAÚDE, 2018).

Objetivo Geral

Analisar os efeitos de características contextuais no acesso aos serviços de saúde por
adolescentes brasileiros

Justificativa

Políticas e diretrizes nacionais reforçam a necessidade de um modelo de atenção
integral à saúde dos adolescentes (BRASIL, 2007; BRASIL, 2010; BRASIL, 2018).
Entretanto, os serviços de saúde encontram dificuldades para atender adolescentes e jovens,
considerando as suas particularidades e especificidades (VIEIRA et al., 2011). Carbonell e
Ressel (2013) reforçam ainda, que, embora existam programas de atenção ao adolescente,
observam-se mudanças significativas no perfil de morbimortalidade nesse grupo
populacional, com aumento de problemas que poderiam ser evitados com atividades de
promoção da saúde e prevenção de doenças (CARBONELL; RESSEL, 2013).
Estudos sobre acesso aos serviços de saúde entre adolescentes são pouco frequentes,
sendo a maioria específicos para um determinado tipo de cuidado, como gravidez na
adolescência, saúde bucal, saúde mental ou outros problemas de saúde. Na revisão de

literatura, foram encontrados somente dois estudos nacionais sobre acesso aos serviços de
saúde por adolescentes. Esses estudos tratavam apenas de adolescentes escolares participantes
da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PENSE). Além disso, os resultados desses estudos
demonstraram disparidades regionais no que diz respeito ao acesso dos adolescentes aos
serviços de saúde, evidenciando a necessidade de mais estudos que considerem também os
adolescentes que não estão nas escolas e evidencie essas diferenças entre as regiões
(OLIVEIRA, M. M. De et al., 2015, 2018).
Desse modo, o presente estudo poderá contribuir para o planejamento de ações e
políticas para esse ciclo de vida e redirecionamento das práticas assistenciais dos serviços de
saúde nas diferentes regiões do Brasil.

Metodologia

O estudo utiliza delineamento transversal, de base domiciliar, com amostra
representativa da população brasileira.
8.1.2 Justificativa para o delineamento 
O delineamento escolhido tem sido uma metodologia amplamente utilizada para
avaliação do acesso e utilização dos serviços de saúde (BARTMAN; MOY; D’ANGELO,
1997; BERRA et al., 2009; CLARO et al., 2006; DENNY et al., 2013; ELLIOTT; LARSON,
2004; FORD; BEARMAN; MOODY, 1999; GIANNAKOPOULOS et al., 2010; HARDIN et
al., 2021; IRWIN et al., 2009; KLEIN et al., 1999; KLEIN; MCNULTY; FLATAU, 1998;
KRAUSE; ANDING; KAMTSIURIS, 2016; MARTINS et al., 2019; MASATU; KLEPP;
KVÅLE, 2001; NEWACHECK et al., 1999, 2003; NUNES et al., 2015; OLIVEIRA et al.,
2015, 2018; RYAN et al., 2001; SECOR-TURNER et al., 2014; TSAI et al., 2014;
WILSON; KLEIN, 2000; ZIMMER-GEMBECK; ALEXANDER; NYSTROM, 1997), visto
que as estimativas de prevalências e fatores associados são úteis para o planejamento em
saúde e redirecionamento das práticas assistenciais.

Indicadores, Metas e Resultados

7 HIPÓTESES

 A prevalência de procura pelos serviços de saúde por adolescentes será maior que
40%.
 A prevalência de utilização de serviços de saúde por adolescentes será maior que
20%.
 A prevalência de falta de acesso será menor do que 5%.
 A prevalência de adolescentes que não procuraram os serviços de saúde porque
não havia necessidade será maior que 10%
 A utilização dos serviços de saúde por adolescentes brasileiros será maior no nível
de Atenção Primária à Saúde e com financiamento pela rede pública de saúde.
 Os motivos da procura de serviços serão por doença (dor, febre, diarreia etc.) ou
continuação de tratamento da doença, seguido de acidente, lesão ou fratura;
problema odontológico; e serviços de vacinação.
 Adolescentes que moram em áreas urbanas, próximos da capital ou da região
metropolitana e em estados da região Sul e Sudeste utilizarão significativamente
mais os serviços de saúde.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
LUIZ AUGUSTO FACCHINI1
Larissa  Ádna  Neves Silva 

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