Nome do Projeto
Secagem de sementes de aveia com desumidificação química
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
31/01/2023 - 31/01/2025
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências Agrárias
Resumo
Devido ao déficit de armazenamento no Brasil, cada vez se tornam mais necessárias alternativas que potencializem o processo de secagem e armazenamento. Sendo assim, o objetivo deste trabalho visa a avaliar a efetividade da sílica-gel para desumidificar o fluxo de ar usado na secagem de sementes de aveia. O experimento será realizado no Laboratório Agrotecnologia da Universidade Federal de Pelotas, situado no prédio 33 do Campus do Capão do Leão. Serão utilizadas sementes de aveia como adsorvato e sílica-gel como adsorvente. Cada unidade experimental será formada por 15 gramas de grãos de aveia com duas umidades distintas (15 e 17%) e seis proporções de sílica (0,5,10,15g) totalizando 2 x 4 tratamentos com quatro repetições. A semente e a sílica-gel serão colocadas em caixas gerbox adaptadas com uma tela de alumínio, em ambiente com temperatura controlada a 25°C. Serão realizadas coletas de amostras a cada hora até 5h após, e posteriormente será efetuada a medição do teor de água dos grãos. Espera-se que a sílica-gel desumidifique o ar que será usado para a secagem, agregando qualidade ao processo, alcançando uma semente de maior qualidade, agregando valor ao produto final. A eficiência comprovada do processo tornará esta uma ótima alternativa para silos aero-secadores em regiões com alta umidade relativa do ar.

Objetivo Geral

O objetivo deste trabalho visa avaliar a efetividade da sílica-gel para desumidificar o fluxo de ar usado na secagem de sementes de aveia, contribuindo consideravelmente na diminuição do tempo de exposição das sementes a esse processo e as perdas por deterioração, consequentemente possibilitando uma maior qualidade da semente.

Justificativa

Segundo a Embrapa (2021), em uma síntese do período que compreende os anos 2000 a 2020, o Brasil se encontra na quarta posição de maior produtor de grãos do mundo, correspondendo a 7,8% da produção mundial, ficando atrás apenas da China, Estados Unidos e Índia. Tal fenômeno deve-se ao amplo e heterogêneo espaço territorial brasileiro, que amplia as possibilidades de cultivo ao abranger tipos de solos e clima diversificado. Além disso, o desenvolvimento tecnológico possibilitou a implementação de novos métodos de trabalho com amplo investimento no campo.
Contudo, esse aumento significativo da produção agrícola ao longo dos anos acentuou o problema histórico de armazenagem de grãos no Brasil, em relação à capacidade e qualidade de armazenamento.
A qualidade das sementes, em especial a fisiológica, pode ser afetada pela ação de diversos fatores. Entre estes, as pragas de armazenamento podem ser responsáveis pela deterioração física do lote de sementes armazenadas
Insetos-praga, fungos e micotoxinas, somados a ataques de roedores, são problemas que têm imposto perdas consideráveis ao produtor de grãos, em torno de 15%, e estão relacionadas ao armazenamento inadequado da produção.
Segundo o Instituto de Economia Agrícola (JUNIOR; NOGUEIRA, 2003), há cada vez mais maquinários agrícolas de grande porte, além de um aumento na produtividade de grãos. Os períodos de colheita estão coincidindo cada vez mais em uma determinada época do ano, ocorrendo um rápido crescimento por infraestrutura de armazenagem, devendo assim ter um eficiente sistema logístico para escoamento das safras.
Segundo Melo e Oliveira (2006), a armazenagem de grãos não agrega valor ao produto, podendo em alguns casos aumentar significativamente os custos da mesma, porém, se for utilizada de forma adequada, pode contribuir para uma importante vantagem competitiva.
Nesse contexto, a perda de grãos no transporte impacta diretamente no custo final do produto. Isso resulta em aumento nos custos de produção, podendo ser reduzido através de ajustes na fase de colheita e transporte (GUSTAVSSON et al., 2011).
Contudo, as perdas não estão somente nessas duas fases, mas também no momento da secagem do material. Os danos devido ao retardamento da secagem fazem com que esta etapa do processo de beneficiamento seja considerada um ponto crítico de uma Unidade de Beneficiamento de Sementes – UBS (MELO, 1987).
A obtenção de sementes de alta qualidade está diretamente relacionada com o tempo para iniciar, duração e forma, com que ocorre a secagem (PUZZI, 2000). A análise dos pontos críticos de “estrangulamento de fluxo” de uma UBS aponta, invariavelmente, para o processo de secagem. A escolha do método de secagem e do secador é de grande importância (GUIMARÃES et al., 2009).
As diferenças na temperatura e umidade encontradas durante o processo de secagem provocam alterações físicas nas sementes, como contração, expansão, densidade e porosidade (SOUZA et al., 2015). De acordo com Villela (1991), esse processo pode elevar o percentual de sementes quebradas, além de causar fissuras superficiais ou internamente, levando à quebra nas operações posteriores.
Sementes úmidas são mais suscetíveis a danos térmicos, portanto, quanto maior a umidade da semente menor a temperatura de secagem na qual deve ser conduzido o processo (HARRINGTON, 1972). A temperatura de secagem deve também ser ajustada de acordo com a umidade relativa do ar (FRANÇA NETO et al., 1994).
A utilização de ar desumidificado por adsorventes pode ser uma opção interessante ao mecanismo de secagem, pois as condições fornecidas ao produto desempenham um papel importante na cinética de secagem e o uso apropriado dessas condições reduz significativamente o tempo para realização desse processo, assegurando maior qualidade final do produto (MADHIYANON et al., 2007). O adsorvato mais usado é a sílica-gel devido a sua alta capacidade de remoção do vapor de água presente no ar, pois possui estrutura microporosa com grande área superficial (SUN; BESANT, 2005).

Metodologia

Serão utilizados 15 gramas de sementes de aveia, em cada unidade experimental, com duas umidades distintas (15 e 17%) e quatro proporções de sílica (0,4; 0,8 e 1,2 g de sílica por g de semente) totalizando 8 (2 x 4) tratamentos com quatro repetições. (zero; 0,33; 0,67 e 1 g de sílica por g de semente)
As sementes e a sílica serão colocadas em caixas gerbox adaptadas com uma tela de alumínio (Figuras 1 e 2) em ambiente com temperatura controlado a 25°C.
Serão realizadas coletas de amostras a cada hora até 6 h após, sendo que cada embalagem aberta será descartada a posteriori para não haver influência do manuseio, por pesagem. Será realizado o cálculo da água a ser retirada.Posteriormente, será realizada a medição do teor de água das sementes conforme metodologia da RAS (2009) a 105°C +- 3°C por 24h.
Através dos resultados obtidos com a medição do teor de água das sementes será realizada uma curva de secagem com os eixos de umidade e tempo para a análise dos dados

Indicadores, Metas e Resultados

Um trabalho de conclusão de curso.
Um artigo científico.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ANDRIGO FARIAS XAVIER
GIZELE INGRID GADOTTI1
JOÃO LUIZ GONÇALVES LOPES
RUAN BERNARDY

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