Nome do Projeto
Levantamento de Casos de Escleroterapia no Tratamento de Malformações Vasculares Orais Realizado na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
15/05/2023 - 31/05/2025
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
As malformações vasculares são anomalias vasculares benignas que se originam em várias partes do corpo. Geralmente são assintomáticas, porém são capazes de gerar hemorragias, ulcerações e deformações teciduais, limitando aspectos funcionais e teciduais dos pacientes. O principal tratamento e o mais benéfico é a escleroterapia, com os agentes esclerosantes, tal como o oleato de monoetanolamina. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo realizar um levantamento de casos nos quais foram realizados como tratamento a escleroterapia com oleato de monoetanolamina, nos anos de 2008 a 2022, utilizando o protocolo: 0,1 ml da solução para cada 10mm de lesão. O projeto consiste em um estudo observacional retrospectivo a partir dos dados coletados dos prontuários do Centro de Diagnóstico de Doenças da Boca (CDDB) pertencente a Faculdade de Odontologia da UFPEL. Serão avaliadas variáveis do paciente e da lesão, sendo registradas no Excel para análise dos dados posteriormente. Após a finalização do estudo será possível analisar padrões de incidência das malformações vasculares em boca, bem como a efetividade do tratamento.

Objetivo Geral

Realizar um levantamento de todos os casos atendidos no CDDB da FO-UFPEL onde foi realizada a escleroteriapia com oleato de monoetanolamina como tratamento para malformações vasculares orais durante os anos de 2008 a novembro de 2022, momento onde foi realizado o último tratamento com o protocolo anterior (0,1 ml da solução para cada 10mm de lesão).

Justificativa

As malformações vasculares venosas na região oral e maxilofacial podem requerer tratamento, seja por fatores estéticos ou funcionais. Das terapias descritas para o tratamento das malformações vasculares, a escleroterapia apresenta menor formação de cicatriz pós-operatória e menor sangramento intraoperatório se comparado aos demais tratamentos. Desta forma, a escleroterapia é a primeira escolha para tratamento dessas anomalias.
Logo, a necessidade de verificar o protocolo mais efetivo torna-se necessário para planejar um tratamento mais benéfico na escleroterapia para tratar malformações vasculares orais. Com isso, com a aplicação do presente projeto, será possível comparar a eficácia do protocolo antigo com o recém instituído.



Metodologia

O projeto consiste em um estudo observacional retrospectivo a partir das informações coletadas dos prontuários de atendimentos realizados pelo Centro de Diagnóstico de Doenças da Boca (CDDB) da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas (FO-UFPEL), a partir do momento que este projeto for aprovado no Comitê de Ética e Pesquisa (CEP).
Para o levantamento dos casos será realizada uma pesquisa no livro de atendimentos do CDDB a partir do ano de 2008, período em que se iniciou os tratamentos com escleroterapia, até novembro de 2022, onde foi realizado o último tratamento com o protocolo antigo. Serão incluídos:
• Casos de malformações vasculares orais onde foi realizada a escleroterapia como tratamento;
• Tratamentos em que foi utilizado o oleato de monoetanolamina como agente esclerosante nas escleroterapias;
• Tratamentos em que a escleroterapia foi instituída com o seguinte protocolo: 0,1 ml da solução para cada 10mm de lesão;

Porém, para o presente projeto, não serão incluídos:
• Casos em que foi realizado outro tipo de tratamento primário para malformações vasculares orais;
• Tratamentos com agentes esclerosantes diferentes do oleato de monoetanolamina;
• Tratamentos em que a escleroterapia não foi instituída com o seguinte protocolo: 0,1 ml da solução para cada 10mm de lesão;
• Tratamentos de outras lesões em foi utilizada a escleroterapia.

Após realizado o levantamento no livro de atendimentos, os casos selecionados serão registrados em uma tabela no programa Excel, onde serão extraídos as seguintes variáveis: sexo; idade; etnia; local da lesão; tamanho da lesão; aspecto clínico da lesão; coloração da lesão; sintomatologia; tempo de evolução, diagnóstico clínico, dose indicada de esclerosante, número de aplicações, volume total de esclerosante aplicado, recidivas, tempo de acompanhamento, tratamento cirúrgico corretivo e desfecho. Os resultados do tratamento aferidos, serão comparados, posteriormente, com os da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (FO-UFMG) para estabelecer qual protocolo de escleroterapia obteve resultados mais positivos.
Para a análise dos resultados será utilizado o software SPSS 17.0 (Statistical Package for the Social Sciences for Windows, SPSS Inc., Chicago, IL, EUA).

Indicadores, Metas e Resultados

É esperado que seja estabelecida a relação entre número de sessões e cura total da lesão, assim como demostrada a proporção entre casos de cura total e cura parcial.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ADRIANA ETGES2
HENRIQUE PACHECO PERES
JOSE RICARDO SOUSA COSTA2
MARCOS ANTONIO TORRIANI2

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