Nome do Projeto
UTILIZAÇÃO DO EXAME A FRESCO NO DIAGNÓSTICO DE VULVOVAGINITES E SUA CORRELAÇÃO COM A SINTOMATOLOGIA CLINICA DAS PACIENTES NO AMBULATÓRIO DE GINECOLOGIA E OBSTETRICIA DA UFPEL
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
06/10/2023 - 06/10/2025
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
O corrimento vaginal é uma das razões mais frequentes de consulta ginecológica, principalmente devido à VB (vaginose bacteriana). Outras causas incluem candidíase, tricomoníase, cervicites, atrofia vaginal (que ocorre principalmente em puérperas e mulheres no climatério e/ou menopausa) e mucoréia. Esta última é o aumento da secreção vaginal fisiológica sem qualquer sintoma infeccioso associado. Devido a grande incidência dessas afecções, é interessante que o exame a fresco seja uma técnica bem estudada e disseminada, já que o mesmo confirma o diagnóstico e determina os agentes etiológicos na maioria dos casos; a cultura é reservada, na prática, para infecções mais complicadas. No ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia da UFPel, a análise da secreção vaginal pelo exame a fresco com o auxílio do corante azul de Cresil é feita de rotina em mulheres com sintomatologia sugestiva de vaginose bacteriana ou vulvovaginites, sendo eles: leucorréia, prurido, disúria, sensação de queimação e/ou ardência, dispareunia e edema vulvar.

Objetivo Geral

O projeto em questão busca conhecer a sensibilidade do exame a fresco na rotina do ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia da UFPel; mais especificamente, busca avaliar a porcentagem dos casos sintomáticos de vaginoses bacterianas e vulvovaginites na qual são visualizadas alterações compatíveis com a sintomatologia clínica das pacientes e o agente etiológico, possibilitando assim um tratamento direcionado. Assim, pode-se sugerir mais testes diagnósticos se for necessário.

Justificativa

Através da análise da eficácia do exame a fresco na rotina do ambulatório é possível determinar se essa técnica é suficiente, combinada com o exame clínico, na detecção da etiologia dos casos de vulvovaginites e vaginoses atendidos no ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia da UFPel. Uma vez que seu desempenho seja analisado, pode-se sugerir mudanças e a incorporação de análises complementares na rotina dos atendimentos. Também é importante conhecer diversos aspectos sobre as vulvovaginites, tais como a população que é mais atingida e as principais dificuldades no tratamento, uma vez que a prevalência dessas queixas é muito alta.
Vale destacar que a pesquisa é de caráter oportunístico, ou seja, aproveita-se a oportunidade das pacientes estarem consultando e direciona-se para a pesquisa, já sendo atendidas e tratadas da mesma forma como se não houvesse o estudo, sem custo adicionais de material ou outros para o ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia UFPel.

Metodologia

Trata-se de um estudo prospectivo e longitudinal que busca avaliar as secreções vaginais de pacientes atendidas por professores e alunos do quinto período no ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia da UFPel que apresentam queixas sugestivas de vulvovaginites. As etapas do estudo incluem:
1. Cálculo de tamanho da amostra:
a. A prevalência estimada para Trichomonas vaginalis de acordo com a tese da Mirian Pinheiro Bruni intitulada “Tricomoniase feminina no Sul do Brasil: relação com HIV, fatores de risco e métodos diagnósticos” de 2016 nas manifestações clínicas diz que a sintomatologia ocorre em apenas 10% das mulheres é uma citação dos autores Schwebke e Burgess (2004) e Wolner-Hansen et al (1998).
b. A prevalência estimada para Candidíase de acordo com o artigo da Juliana Nunes Vieira (2018) “Avaliação da frequência de candida spp. em indivíduos hospitalizados e não hospitalizados” é de 47,1% para indivíduos não hospitalizados.
c. Com base nas prevalências de trichomonas vaginalis + candidíase estima-se que a prevalência de vulvovaginites esteja em (57,1 %) em mulheres atendidas no Ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia do Departamento de Saúde Materno Infantil da Faculdade de Medicina, UFPel.
d. O processo de duração da pesquisa iniciará em setembro de 2023 e encerrará em setembro de 2024, as coletas ocorrerão semanalmente de segunda a sexta no turno da manhã. Estima-se abranger (“n” total amostral=288) mulheres com faixa etária entre (15-76), visto que o “n” populacional= 25 pacientes/ por mês, atendidas na Faculdade de Medicina, UFPel.
e. Figura 1: Cálculo Estatístico para determinar o tamanho amostral de uma população conhecida (AGRANONIK; HIRAKATA, 2011).


Onde:
n: tamanho da amostra
p: proporção esperada
Z: valor da distribuição normal para determinado nível de confiança
N: tamanho da população
x: tamanho do intervalo de confiança
2. Anamnese: busca identificar as mulheres com queixas de vulvovaginites, maiores de 15 anos. Em seguida, será aplicado um questionário (anexo 2) que busca coletar informações de identificação da paciente bem como aspectos de sua história clínica. Nessa etapa também será assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (anexo 1);
a. Dos critérios de inclusão:
i. Pacientes com queixas de vulvovaginites
ii. Maiores de 15 anos com autorização de um responsável legal
iii. Pacientes maiores de 18 que assinaram o termo livre e esclarecido
iv. Gestantes com queixas de vulvovaginites
v. Pacientes com vulvovaginites de repetição (3 episódios ou mais de infecção genital diagnosticada e tratada no período de 1 ano)
b. Dos critérios de exclusão:
i. Pacientes sem queixa de vulvovaginites
ii. Pacientes com menos de 15 anos
iii. Pacientes com mais de 76 anos
iv. Pacientes que não concordam em realizar o exame a fresco
v. Pacientes que não concordam em participar da pesquisa
3. Feedback: será realizada uma ligação telefônica 30 a 60 dias após a consulta para verificar se as participantes foram capazes de realizar o tratamento prescrito e se houve melhora dos sintomas;
4. Tendo em vista que o método padrão ouro para identificação de patógenos na flora vaginal é o citopatológico, iremos comparar o com o do exame a fresco posteriormente;
5. Análise de dados: os questionários serão tabulados em planilhas digitais para posterior análise. A sensibilidade do exame a fresco é considerada sua capacidade de detectar alterações compatíveis com a sintomatologia clínica das pacientes. A partir dessas informações, será discutida sua utilização no ambulatório e a necessidade ou não de complementar o exame a fresco com outros testes. Nessa etapa também poderá ser traçado um perfil epidemiológico

Indicadores, Metas e Resultados

O projeto em questão busca conhecer a sensibilidade do exame a fresco na rotina do ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia da UFPel; caracterizar o perfil epidemiológico das mulheres que buscam atendimento por conta destas afecções, determinar a prevalência dos microrganismos causadores de vulvovaginites e de vaginite atrófica, comparar o resultado do Papanicolau com o exame a fresco quando este for realizado no tocante à bacterioscopia vaginal e, por fim, avaliar as principais dificuldades na realização do tratamento, quando este for prescrito.

Equipe do Projeto

NomeCH SemanalData inicialData final
ANA CAROLINE DE SENE BERNASCONI
ANDRESSA MARTINS MARQUES DOS ANJOS
ANGELICA DA SILVA MACHADO
Augusto Astolfi Basile
CAROLINE LOPES FARIAS
EDUARDO PETER FURTADO
FRANCINE RODRIGUES PEDRA
GABRIEL SELLE BECKER
GUILHERME HORSCHUTZ STELLA REIS
GUILHERME LUCAS DE OLIVEIRA BICCA2
GUSTAVO GOMES ORUGIAN SANTOS
HAYANA LUIZA RUZZA ALTENHOFEN
HIDYAN VICENZZO SILVA E LIMA
ISABEL SILVEIRA DA SILVA
JOAO VICTOR FREITAS SOARES
JULIA BOEIRA RIBEIRO
JULIA MARTINS LACERDA
Jamilla Alves Capanema
Kellen Crizel da Rocha
LARISSA VASCONCELOS MADRUGA
LAUREN FERREIRA COELHO PEREIRA
LORENA PAULA SCHUFER
LUCAS NEVES DE OLIVEIRA
LUIZA DE VARGAS
Lucas Enderle de Moura
MARIA EDUARDA MINERVINO ELIAS
MARIELE MARQUES DA SILVA
MARINA CURI CARVALHO
MATEUS DE OLIVEIRA NESPOLO
NICOLE CARDOZO CORREA
PEDRO HENRIQUE SILVEIRA DA COSTA
PEDRO VITOR GODOY SILVA
SABRINA OLIVEIRA DA COSTA1
TCHANDRA MACHADO DE VARGAS
VITOR TEIXEIRA COUTO DE ALBUQUERQUE CODOGNOTTO
WEMILY KAREN MOREIRA PINAS
YASMIN ALVES REIS

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