Nome do Projeto
Vigilância e Atenção em Anomalias Congênitas no estado do Rio Grande do Sul: projeto piloto baseado no SINASC
Ênfase
Pesquisa
Data inicial - Data final
17/02/2025 - 31/12/2026
Unidade de Origem
Coordenador Atual
Área CNPq
Ciências da Saúde
Resumo
A importância das Anomalias Congênitas (AC) como causa de morte prematura e incapacidade torna-se cada vez mais importante em países de média renda, à medida que a mortalidade infantil diminui (Malherbe et al. 2015). Em 2010, a Assembléia Mundial da Saúde (AMS) estimulou seus Estados membros a fortalecer a prevenção de AC e provisão de cuidados aos afetados (Assembléia Mundial da Saúde 2010). Na maioria dos países de média e baixa renda, a combinação de recursos limitados para o diagnóstico de AC e sistemas de informação e vigilância inadequados levam a subestimativas do impacto destas na mortalidade precoce e nas incapacidades (Christianson e Modell 2004; Modell et al., 2018). Além disto as ACs representam uma vasta gama de distúrbios e muitas vezes com terminologias pouco conhecidas da maioria dos profissionais de saúde, o que dificulta ainda mais seu registro e vigilância apropriados. No Brasil, as AC já representam a segunda causa de mortalidade infantil em crianças com menos de cinco anos de idade (Victora et al., 2011). A maioria delas é passível de prevenção em diferentes níveis (Christianson e Modell, 2004; Nacul et al., 2011). Estima-se que em torno de 3% dos nascimentos nas Américas, incluindo o Brasil, apresentem AC definidas como anomalias estruturais presentes ao nascimento (Modell et al., 2018). O Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) e o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) no Brasil têm capacidade de captação e análise de prevalências e tendências temporais, bem como detecção e clusters geográficos ou picos temporais indicando epidemias ou surtos, como o exemplificado pela microcefalia causada pelo vírus zika em 2015. Entretanto, é conhecido o sub-registro destas anomalias na Declaração de Nascido Vivo (DNV), o que pode ser atribuído tanto à dificuldade de detecção de algumas AC na sala de parto, como também falta de sensibilização e capacitação dos profissionais notificadores (BRASIL, 2018).
O Rio Grande do Sul é um estado com 10 milhões de habitantes e cerca de 140 mil nascimentos vivos anuais, onde cerca de 1.400 (1%) são notificados com AC. O projeto "Vigilância e atenção em anomalias congênitas no estado do Rio Grande do Sul: projeto piloto baseado no SINASC" é um estudo multicêntrico cuja coordenação geral é da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Na cidade de Pelotas, o centro participante será o Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPEL), onde este estudo pretende avaliar a prevalência de anomalias congênitas entre os nascidos nesta instituição.
Objetivo Geral
Ser um centro colaborador do projeto que visa estabelecer um programa de vigilância de anomalias congênitas visíveis ao nascimento no estado do Rio Grande do Sul, a partir do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC).